Roberta Marinha

Liliana | Viagens | Thursday, July 23rd, 2009

Vendo as notícias sobre a Costa Rica, me lembro de um episódio que aconteceu na minha viagem ao Egito.

Uma senhora muito fina veio me perguntar se eu podia ajudá-la com a filmadora nova. Ela não sabia mexer e queria aprender.

Eu dei uma olhada básica no manual e expliquei o funcionamento.

A mulher ficou muito contente e queria retribuir de todo jeito minha atenção.

- … eu sou da Costa Rica e você tem que ir me visitar lá! Você será minha convidada e eu vou te mostrar o país todo! Meu nome é …. e é só chegar no prédio da TV da Costa Rica. A Costa Rica e um país maravilhoso, lindo…

E eu: mas como assim é só chegar no prédio da televisão da Costa Rica? Você trabalha lá?

- Ora, querida, jo soy la dueña!

Essa frase “jo soy la dueña” virou um bordão para mim por um bom tempo.

E o negócio continuou:

- Onde você está hospedada?

- Estou no XXX.

- Ah, eu estou no YYY. Que pena que não está no meu hotel. Ele é meu mesmo, eu tenho uma rede hóteis e viajo o mundo para ver como eles vão indo.

- Que bacana! (Vou falar o que, né?)

Mas a mulher gostou mesmo de mim e ficou insistindo vários dias para eu ir com ela para a Costa Rica. Naquela época eu era mais boba e não fui.

Hoje, no entanto…

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    Liliana | Admirável Mundo Velho,Viagens | Tuesday, February 24th, 2009

    O computador avisa: it’s nine o’clock. E eu me lembro da música do Genesis: it’s one o’clock and time for lunch… 

    It’s nine o’clock and time for breakfast.

    E estou eu, a mesa posta com minha xícara de café com leite, cachorros deitados a minha volta, computador do lado da xícara e uma obrigação horrível de escrever algo significativo no blog.

    Como assim?

    Hoje é feriado, dia de descanso. Não tenho que escrever nada de importante. 

    Ontem eu também descansei. Vi dois filmes: Slumdog Millionaire e Rachel Getting Married.

    Não gostei de Slumdog. De coisa feia basta os problemas do dia a dia. Eu fiquei mais de um mês na Índia passeando há muitos anos atrás e estou por aqui de Índia. 

    Fui para lá toda animada esperando uma experiência mística. Tinha estudado toda a mitologia, lido poemas, a história, mas ver um povo vivendo a mitologia como se fosse real deu um resultado terrível. Um país sujo e feio e atrasado.

    Eu participei de rituais indianos em templos sujos e escuros com gente adorando pedras e pintando nossos rostos de vermelho.

    Eu vi cadáveres de párias sendo comidos por cachorros às margens do Rio Ganges em Varanasi.

    Eu conheci o interior da Índia que os turistas não costumam conhecer. Fomos de ônibus e trem atravessando o país até a fronteira com o Nepal.

    A Índia tem cores salpicadas aqui e alí. Pontos bonitos escassos perdidos no meio da sujeira e de fezes e outras secreções humanas.

    Eles usam vassouras de piaçava sem cabo. Então, ficam de cócoras varrendo o chão que nunca fica limpo, que nunca fica sem poeira, que nunca muda daquela cor de terra esmaecida, cor de sujeira.

    A única coisa branca realmente branca da Índia é o Taj Mahal. O resto é sujo. Por isso que faz tanto sucesso.

    Se eu vi coisas bonitas? Claro que vi. Mas eu não sou hipócrita de destacar o bonito do contexto geral. E o geral é triste.

    Eu já fui em favelas brasileiras fazendo trabalho médico e nada se compara à Índia. O nosso pior está a anos-luz de diferença deles.

    Minha experiência mística na Índia durou exatamente o tempo de chegar e olhar em volta.

    Fui em templos budistas importantes também. E tive medo que roubassem meus sapatos.

    Fui em mesquitas e tive que me cobrir com panos imundos porque estava de camiseta de mangas curtas.

    Indús, muçulmanos, budistas, conheci suas culturas e seus lugares e todos me passaram a impressão de estarem fora do tempo. Ultrapassados. Nisso não tenho preconceito: meu julgamento foi negativo igualmente para todos.

    Slumdog Millionaire mostra a Índia. É isso aí. E no filme ainda nem mostra tudo. Tem coisa pior lá. Acreditem.

    Já Rachel Getting Married lembra Roberto Altman, quem o diretor do filme agradece nos créditos finais. Não é um Altman. Mas é um bom filme. E coincidentemente mostra um casamento no estilo indiano em plenos EUA numa família de classe média alta que não tem nada de indiana mas resolve fazer um casamento no tema “Índia” pegando só o que tem de bonito da cultura: as roupas, a decoração, as bijuterias… Fica lindo. 

    Eu tenho um sari maravilhoso que eu trouxe.

    Na Índia eu conheci um casal de lá em lua de mel que viajou conosco de ônibus por um pedaço do caminho. Ela ainda portava aqueles desenhos de henna nas mãos e nos pés. Muito bonito. Mas eles contaram coisas como tiveram sorte de se gostarem e poderem se casar. Porque não era garantia de se casar com quem se ama lá. E tinha o problema do dote. Sim, dote. Ele pode pagar o dote e estava muito feliz. Contou que demorou anos para juntar o dinheiro do dote que o noivo devia pagar para a família da noiva. Eles se achavam um casal moderno porque o casamento não tinha sido arrumado. “Vocês podem casar com quem vocês quiserem?” Imaginem minha cara ao responder que sim.

    Mas por que essa antipatia tão grande, Liliana?

    Eu tenho uma visão do mundo como uma coisa só. O indivíduo aqui no Brasil é igual o indivíduo do outro lado do mundo. A informação já se espalhou. Somos uma coisa só: a raça humana. Na História da Humanidade já vimos coisas que funcionaram e coisa que não funcionaram. Então não vejo lógica de se manter hábitos que já se mostraram ineficazes e nocivos. A Índia como um todo está ultrapassada e insiste em viver segundo mitologias de milhares de anos atrás, na pior das hipóteses, de séculos atrás.

    É… Mas estou querendo muito.

    Eles que são indianos que se entendam.

    Mas não esperem que eu faça apologia da ignorância.

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    Liliana | Comentando Comentários,São Miguel do Gostoso,Viagens | Wednesday, February 4th, 2009

    Bom dia!

    Estou indo para São Miguel do Gostoso, Pousada do Gostoso, em Março de 2009.
    Queria te pedir a gentileza de me contar o que achou da cidade, das praias!
    Quero descansar, tomar sol, agua de coco, comer peixe, camarão e relaxar.
    Vou sozinha.
    Moro em São Paulo, capital.
    Um abraço
    Obrigada

    Eu amei São Miguel do Gostoso assim que cheguei.

    A cidade é bonitinha como uma cidade pequena do interior. Calma, tranquila, agradável.

    Tranquila?

    Bem, Apenas enquanto não está tendo uma de suas festas. E que cidade festeira! Tem uma praça na praia onde junta o povo todo para dançar, ouvir música e comemorar tudo. Barraquinhas de guloseimas para ninguém ficar com fome.

    O comércio é bem legal: sempre tem onde ir. Os restaurantes e bares nunca fecham ao mesmo tempo e você pode passear todo dia em um lugar diferente. A comida é deliciosa. Eu sugiro pegar um dos folhetos com a lista de restaurantes e ir um por um.

    As lojinhas são uma graça. Mulheres adoram. Eu adorei.

    A praia geralmente está vazia. Você vê uma pessoa aqui, outra acolá. O sossego é enorme. E os barzinhos na praia tem petiscos muito bons.

    O centro de São Miguel é pequeno e dá para andar a pé numa boa. Mas para passear para Tourinhos ou outros lugares você tem que contratar passeios ou um buggy (fale com o Pedrinho). Vale a pena conhecer o Reduto e as rendeiras e a Lagoa de lá.

    Eu adoro o povo de Gostoso. Gente muito boa e simpática. Mesmo viajando sozinha nunca me senti só pois sempre tinha alguém para bater um papo.

    Eu fiquei hospedada na Pousada dos Ponteiros e considero lá meu lar em Gostoso até poder construir minha casa. Outro lugar que adoro ir é na Madame Chita, uma creperia com butique também no Maceió.

    Meu conselho para quem vai para Gostoso é sair andando pela praia, pela cidade e ir conhecendo tudo. Conversar com as pessoas.

    Um pulo no Dr. Wind pela praia e ver o por do sol de lá é bem legal.

    Bem, eu escolhi Gostoso para morar e só não estou lá agora por força do destino. Mas um dia, eu vou. Ah, se vou!

    Uma dica em relação ao que levar: roupas leves porque lá é quente. Mas a noite talvez você precise usar um agasalho leve por causa da brisa. Muito protetor solar e depedendo de onde for, um repelente de insetos.

    Aproveite sua estadia em Gostoso e depois nos conte como foi!

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    Vinicius
    http://ligeiro10.sites.uol.com.br |
    Estou gostando o seu blog. Muito legal mesmo. Bem escrito.
    Post tbm tá bem legal.
    Tudo bem q é para mulher, adoro saber dos assuntos alheios.
    Mas ainda bem que para homem, uma bermuda e um pé calejado para andar na calçada são o máximo.
    até

    Recebi esse simpático comentário do Vinícius e não pude deixar de escrever minhas impressões.

    Pensando nos adoráveis representantes do gênero masculino, eu só tenho para falar que em relação a moda praia para eles: quanto menos, melhor.

    Ou seja: o Vinícius está certo, uma bermuda é suficiente. Acompanhada de um certo bronzeado.

    Um par de óculos escuros e um boné também pode.

    Uma camiseta para ser usada fora da praia deve ser usada, porque sem camiseta, só na praia. É o mesmo conceito para as mulheres: quem quer mostrar seus atributos, vai para a praia.

    Calça compridas só se estiver frio, e de preferência de tecidos leves e cores claras. O corte pode ser largo, amarradas na cintura. Para usar a noite.

    Agora, se quiser arrasar com as mulheres, use camisas de algodão levinhas, meio abertas e com as mangas enroladas. Ai, ai.

    Camisetas sem mangas também são conhecidas como “mamãe tô forte”. Elas são horríveis e bregas. Vocês não precisam usá-las. Pode deixar que a gente sabe ver se vocês estão fortes ou não através de outras peças de roupas.

    Camisetas furadinhas também não. Vale o que escrevi acima.

    Em relação a agasalhos na praia, moletons e malhas ficam superbem. Principalmente se vocês nos oferecem quando estamos com frio. É supergostoso usar uma malha de homem larga.

    E speedos? Ahh. Difícil… São poucos os homens que ficam bem de speedos sem parecerem vulgares ou horrorosos. Tem que estar com o corpo em dia. Tem que estar com o bronzeado em dia também. E tem que ter uma postura elegante para não parecer garoto de programa fazendo michê na praia. Por isso, as bermudas não tem erro. Na dúvida: bermudas.

    E uma dica sobre bonés e camisetas: cuidado com o que está escrito em seu boné ou camiseta. As frases e marcas que você expõe falam muito sobre você. Ou você usa peças neutras, que não têm erro, ou escolha bem as mensagens que você quer passar, pois será julgado por elas.

    E sapatos? Bem. na praia é quando os homens podem usar sandálias a vontade. Havaianas, de tiras de couro, o único cuidado é para não usar aquelas que parecem que você roubou do seu avô. Tênis ficam bem a noite e mocassins para ocasiões mais formais. E de preferência, sem meias, para a gente ver o bronzeado do tornozelo.

    Acessórios. Bem, tem uns caras cujos únicos acessórios são umas lindas tatuagens. E não precisam de mais nada. Tem outros que usam brincos. Brincos são legais mas têm que combinar com o conjunto. Eu gosto, mas o que vale é o quadro geral harmônico. Pulseiras de couro, fitinhas, também valem. Bem másculas, é claro. Anéis de prata e colares dependendo do porte de quem usa fica lindo. O importante é o cara estar a vontade com os acessórios, como se não estivessem alí. O acessório bem usado é aquele que se funde com a personalidade do homem, como se tivesse tudo a ver ele estar usando. O que não destoa, só complementa. Os acessórios para as mulheres chamam a atenção para si, se destacam. Para os homens, eles devem se fundir com o visual, não se destacar.

    Bem, meninos, espero que tenha ajudado.

    Vejo vocês na praia!

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    Liliana | Filosofando,Viagens | Wednesday, August 6th, 2008

    Este mês está marcado por muitos idas a São Paulo. Muitos eventos, compromissos, encontros.

    Eu gosto de ir para lá, embora fique muito cansada com a viagem. Tem dias que é bate-e-volta. Porém, cada ida é uma mudança na minha vida. Cada viagem significa uma lição, um aprendizado, uma experiência diferente.

    De outra forma, por que ir então?

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    Para quem adora saltos altos, praia não é o lugar ideal.

    São Miguel do Gostoso tem areia e calçamento de pedras ou rua de terra batida, como toda boa cidade de praia deve ter. Assim, o calçado ideal para se usar e não destoar da paisagem são sandálias baixinhas, rasteirinhas. Acho muito perua usar salto alto em praia na areia ou em ambiente descontraido.

    A campeã da preferêcia são as Havaianas. De todas as cores. Tenha várias para combinar com o biquini, com o vestidinho, com a roupa do dia.

    Na praia, na minha opinião o elegante é se usar saída de praia, uma roupa para não ficar de biquini ou maiô fora da areia, na rua ou em ambientes fechados. Não acho chique esta exposição desnecessária. Afinal, todo mundo vai te ver de biquini na praia logo depois. E se você quer se mostrar, vá pra a praia!

    Por isso, uma linda sacola de praia é fundamental!

    Na sacola você leva a tal saída de praia que pode ser um vestidinho curto, uma sainha ou shortinho com top, um camisão com um cinto bonito, uma canga com uma amarração transada. Na sacola vai também um chapéu. Eu uso um boné de estimação com óculos escuros que ninguém me reconhece. Comprei também uma esteira pequena dobrável pra poder me deitar em qualquer lugar. Pode ser uma toalha, claro. Vai protetor ou bloqueador solar para o rosto e para o corpo, separados. Vai o som com fones de ouvido para não obrigar ninguém a conhecer seu gosto musical. Vai a garrafinha de água, o lanchinho com frutas, o troco para a água de coco. Enfim, uma enorme bolsa alegre e colorida para caber tudo, tudo.

    Roupas indianas combinam muito com praia. As roupas larguinhas e bordadas. Batinhas e saionas. Mas tome muito cuidado com elas para você não ficar parecendo uma gordona enorme nessas roupas. Por isso, prefira usar apenas uma peça larga com outra justa para mostrar o contorno do corpo. Por exemplo, um top sequinho com uma saia indiana, ou uma bata com um shortinho justo. Cuidado com os vestidos indianos. A falta de corte deles tende a engordar muito. Você precisa ser muito magra para usá-los. Ou então faça-os marcar o corpo.

    Além das roupas indianas, usam-se roupas de tecidos leves, de fibras naturais, como o algodão, linho cambraia. As cores são claras, muito branco e cores pastéis. Aqui tome cuidado de novo para alternar peças largas e peças justas para não ter o efeito de engorda. E assuma que você está na praia e desencane de roupas passadas a ferro e engomadas!

    Mas as roupas não são só pastéis e brancas. Você pode salpicar-se de cores alegres, solares, azuis, verdes, com uma peça ou outra. Combina muito com o bronzeado.

    E tem o preto. Vale também. A noite, para arrasar numa mini, que tal? Ou um vestidinho num look preto total?

    E os acessórios? São completamente diferentes na praia. Aqui se usa prata, madeira, penas, conchas, couro, contas, miçangas, pedras e o que a imaginação atinar. A simplicidade das roupas é descontada nos acessórios vistosos e coloridos.

    Eu tenho um parâmetro simples para escolher acessórios e roupas de praia que é o seguinte: como estou numa cidade de praia e posso ir para a areia a qualquer momento, posso andar de buggy a qualquer momento, tomar chuva a qualquer momento, posso resolver entrar no mar a qualquer momento, enfim, estou livre para fazer qualquer coisa a qualquer momento, eu vou preferir estar vestida com a roupa mais confortável, mais natural, mais barata, mais sexy, mais versátil, mais bonita e que me deixe mais bonita possível; com o acessório mais barato e mais bonito possível que se eu perder na areia ou no mar eu não vou morrer.

    Vocês repararam que eu nem mencionei bermudas, tênis, abrigos de ginástica? Desconjuro! Repare no negrito acima!

    Bem, já falei de roupas, quero dar minha opinião sobre cabelos. Eu gosto de cabelos ao natural. Eu só penteio os meus no banho e só prendo para andar de buggy ou para por o boné. Num ambiente tão rústico e primitivo eu acho lindo a gente voltar a ser primitivo também. Liberdade para os cabelos e para os cachos!

    Esse negócio de praia, com todo mundo com pouca roupa, clima quente, calor, sol, mar, sal é algo muito sensual. E a beleza verdadeira, na minha opinião é deixar aflorar essa sensualidade. É a mulher ser mais mulher e o homem ser mais homem. E nossas roupas e acessórios devem nos auxiliar nessa tarefa, não nos abafar.

    PS – É possível ser sensual e chique ao mesmo tempo.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia,São Miguel do Gostoso,Viagens | Tuesday, July 22nd, 2008

    E a vida vai indo mansa aqui em São Miguel do Gostoso, ou como é carinhosamente chamada de Gostoso.

    Estou num lugar chamado Gostoso onde tudo é gostoso: a comida, a praia, o céu, o vento, o mar, a conversa, o sol, o povo. O lema da cidade e que está escrito na placa na entrada da cidade é: “Aqui se faz gostoso”.

    Esta semana que passou foi meio atípica. Foi o 15o. aniversário de independência política da cidade e foi toda de comemorações, com festas, jogos, torneiros, concursos de calouros e muito forró. A semana toda teve festa e a cidade não ficou tão tranquila assim.

    Eu não consegui ir às comemorações por estar muito estafada ou estar em outros compromissos, porém, no último dia do último forró eu fui arrastada. Cheguei no fim da festa e tentei dançar. Minha tentativa foi frustrada e constatei que não tenho um molejo tão bom assim, para forró, pelo menos. Mas como não sou de desistir, vou ser obrigada a arrumar um professor bem interessante (leia-se bonitão) para me ensinar e ter muitas e muitas aulas de dança agarradinha. Que desagradável.

    Hoje atolei com um buggy emprestado na areia fofa lá na praia de Tourinhos. Fui eu e uma amiga que conheci aqui na pousada. Meu buggy foi para o mecânico fazer uma revisãozinha e eu peguei o do cara emprestado para passear e enfiei o carro num caminho na areia e fiquei. Me senti uma porcaria. Na verdade, achei o buggy uma porcaria. Meu jipe nunca ficaria parado lá. O buggy morreu! Achei o fim da picada e lógico que a culpa não foi minha. Lógico.

    Cavei em volta das rodas, coloquei pedaços de pau e nada. Não saia de jeito nenhum. Só saiu quando 5 pescadores empurraram o treco para fora. (Tenho certeza que o MEU buggy não ficaria atolado ;) )

    Já na trilha de areia dura, achamos uma lagoa de água superazul e fomos tomar banho. “Dilicia”. Não fiquei mais porque os peixinhos ficavam me mordendo. Tirei um monte de fotos e minha amiga quis tirar fotos de mim. Eu falei: ahh, não, estou de biquini! Ela disse: imagina, tenho um truque. Você joga a bunda pra trás e o corpo pra frente e a barriga some! Põe a perna pra frente que disfarça e joga a bunda pra trás!

    E lá fui eu tirando foto e fazendo pose com a perna pra frente, corpo pra trás, bunda jogada, peito pra frente e rindo.

    Devo dizer que o resultado, de fato, disfarça o corpo. Mas é tão engraçado e estapafúrdio aparecer numa foto numa pose dessas se você não está num catálogo de gosto duvidoso, que já classifiquei as fotos no meu álbum particular para serem exibidas depois da minha morte, uns 50 anos após.

    Esta é a única foto publicável de minha passagem pela praia de Tourinhos. Eu não estou fazendo pose. E sim, eu uso bloqueador solar fator 50.

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    Liliana | Filosofando,Minha Vida Na Praia,São Miguel do Gostoso,Viagens | Sunday, July 20th, 2008

    Gente, acabei de voltar e quis vir compartilhar com vocês. A sensação é maravilhosa.

    Eu nunca tinha andado de buggy na praia. Vim andar aqui em São Miguel do Gostoso com os amigos que fiz por aqui. E não foi a passeio. Foi como meio de transporte normal.

    Aqui se anda de buggy pela praia porque o caminho é mais perto para ir de um lugar para outro. Enquanto pelo asfalto às vezes são 25 km, pela praia cai para 7, 8. O único cuidado é ficar esperto com as marés: se a maré está cheia a praia some em alguns lugares. Então tem que ficar de olho na Tábua de Marés.

    Pois bem, comprei o buggy ontem.

    Nunca ia imaginar que hoje iria colocá-lo na areia.

    Gente, eu que mal tinha andado de buggy de carona me vi dirigindo no meio da praia, subindo e descendo dunas (tudo bem que foram pequenas, mas poxa, meu primeiro dia). Entrando e saindo das praias sem fazer o buggy morrer. Fazendo bonito.

    Nossa! A sensação é incrível!

    O buggy chacoalha demais. E a gente tem que segurar firme na direçãozinha pequena para manter o carro andando em linha reta.

    E você vai solta dentro do carro. Se virar, babau.

    Caramba, eu tinha filmado um pessoal de jipe hoje de manhã na praia para mostrar para vocês, um comboio lindo, mas o filme não saiu legal. E logo à tarde, nunca poderia imaginar que eu é que estaria sendo filmada.

    Eu adoro andar de jipe e minha experiência com o jipe ajudou, eu acho. Mas o buggy é muito legal!

    O título do post é Cavalgada porque hoje teve uma cavalgada de comemoração do aniversário da cidade. Juntou tudo que é meio de transporte para seguir o caminho. Eles se juntaram às 7 da manhã, inviável para mim. Assim, quando me convidaram para ir pela praia encontrar a cavalgada numa cidade para frente eu topei. Fui atrás de outro buggy.

    A maré já estava enchendo e a gente teve que andar meio de lado na areia fofa e meio na linha d’água, bem inclinado. Tanto que a volta foi pelo asfalto.

    Pessoal, fico feliz de poder compartilhar isso com vocês. E queria voltar a dizer, desculpe se insisto na mesma tecla sempre: não tenham medo de viver e de ser feliz. Busquem a Felicidade, de verdade. Por favor, não se contentem com pouco.

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    Liliana | Viagens | Tuesday, July 15th, 2008

    Pare um pouco e vem passear comigo.

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    Pode parecer estranho eu vir falar de trabalho em plenas férias mas não deu 3 dias para eu me tocar que eu estava trabalhando normalmente. A única diferença é que eu ando na praia e tomo água de coco e a paisagem é outra.

    Alguns podem dizer que é mania de pobre. Uma vez trabalhadora, sempre trabalhadora. Outros, mania de businesswoman, sempre buscando negócios em todo lugar.

    Eu não sei dizer o que é.

    Bem, na verdade eu sei.

    Eu sou o meu trabalho. Eu não simplesmente estou trabalhando, eu sou o trabalho não importa onde eu vá.

    Aqui no hotel já atendi dois pacientes tomando café da manhã. Claro que nem cobrei. Por puro prazer de atender. Um caso de torção de tornozelo e um garoto com caxumba. “Você é médica?” Sou. O tempo todo, 24 horas do dia. Mesmo sem exercer profissionalmente há mais de 5 anos.

    E no almoço, outra conversa me colocou a cabeça para funcionar em outros negócios. E as férias terminaram de vez. E o expediente começou. Com pausa para uma massagem que ninguém é de ferro, mas o olhar já era outro.

    E que prazer!

    Como eu adoro o que eu faço.

    Inclusive blogar, porque eu não parei de blogar desde que cheguei.

    Eu desejo do fundo do coração que todos vocês possam exercer os trabalhos que vocês mais gostam. Essa coisa de não trabalhar não é bom. O trabalho deixa a mente esperta, a gente fica feliz, realizada. Espero sinceramente que possam fazer o que gostem, sinceramente mesmo.

    Quando a gente faz o que gosta, nem se importa de trabalhar nas férias, porque o prazer de realizar coisas é enorme.

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    Liliana | Viagens | Sunday, July 13th, 2008

    Para quem pediu, eu de biquini.

    Agora dá licença porque estou ocupada fazendo nada e ouvindo música.

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    Liliana | Viagens | Saturday, July 12th, 2008

    Minha estréia na praia foi satisfatória, porque eu estréio como boa bicha que sou.

    O sol estava encoberto então não torrei logo de cara e pude andar até o fim da mesma.

    <ironia>Como podem ver, estava lotada de gente.</ironia>

    .

    Mais fotos de Gostoso e da pousada no meu Flickr.

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