Adeus A.

Liliana | São Francisco Xavier | Thursday, September 25th, 2008

Cheguei cansada de São José dos Campos tarde da noite, após deixar a Graça internada no veterinário depois da cirurgia de emergência.

Eu poderia comer qualquer coisa.

Não havia nada em casa. Não tive tempo para passar no supermercado nem na padaria nem nada. Minha única opção era comer um sanduíche na Sílvia, a lanchonete que fica na praça principal ao lado da igreja e única coisa aberta nas noites de São Francisco.

A Sílvia até sorriu quando me viu. A sumida.

Enquanto meu cheese-bacon-salada-enorme-com-tudo ficava pronto reparei no movimento na igreja velha, toda acesa e perguntei: o que aconteceu?

- Velório.

A igreja e a praça estavam lotadas de gente jovem.

- Quem morreu?

- Foi A..

Dali para frente fiquei quieta e não falei mais nada.

Sigilo médico.

Mas fiquei muito triste no meio de outras tristezas.

Fui eu que dei a notícia para A. que ela iria morrer alguns anos antes.

Nunca vou esquecer isso.

Eu já tinha dado notícias assim muitas e muitas vezes e no fundo estava cansada disso.

Quando chegou a vez de A., eu sentada em minha mesa fria de médica, abri o envelope, li o exame, olhei bem para ela e falei o que tinha dentro.

Depois me levantei, fui até ela, a abracei, ofereci um cigarro e a convidei para sentar na maca de exame ao meu lado.

Ficamos nós duas fumando e conversando por um bom tempo.

“Que merda, né?”

“É.”

Falamos sobre a vida. Como a vida era.

“Essas coisas acontecem, né?”

“É.”

Silêncio.

Mais cigarros.

“Foda, né?”

“Foda.”

Lá pelas tantas ela falou que estava bem e podia ir embora. Agradeceu muito nosso tempo juntas e me disse que ia continuar vivendo a vida dela normalmente. E que o jeito que eu a tratei tinha sido muito importante para ela.

Nos anos seguintes nos cruzamos pela cidade e ela sempre sorria para mim. Eu sorria de volta.

Nunca mais passou em consulta comigo.

Foi se tratar na cidade grande e eu me cansei de dar notícias ruins.

Posts Relacionados

  • Adeus ER
  • Até Logo São Miguel do Gostoso!
  • Estou habilitada!
  • Adeus Ao Xavier
  • Adeus Quilinhos


  • Solar

    Liliana | São Francisco Xavier,São Miguel do Gostoso | Saturday, August 9th, 2008

    - Nossa, Liliana, o que houve com sua voz?

    Isso foi meu amigo Sebah lá de Gostoso perguntando porque eu parecia tão desanimada ao conversar com ele pelo Skype.

    - É o tempo aqui, Sebah. Só chove. Não aguento esse clima. Não dá mais. Preciso de sol.

    - Aqui está um sol lindo. O céu está bem azul.

    - Nem me fale… E a reforma Sebah?

    - O Otávio (o engenheiro) está acabando as plantas e o inventário de material. Logo, logo te mando tudo.

    - Liliana, quer que eu te veja uma casa para você ficar aqui até sua casa ficar pronta? Eu estava procurando uma casa para eu me mudar com M. e vi uma no fim da cidade que pode te interessar.

    - Ai, Sebah, eu quero! Mas tem que ter espaço para os cachorros… O terreno tem que ser grande, esse é o problema. E tem que ser cercado, para eles não fugirem. Se não vai ser um horror, a Graça sai e vai matar tudo que é bicho por aí e eu vou ter dor de cabeça.

    - Eu tenho a casa para você. O terreno é grande mas o único problema é que é uma casa meio sem pé nem cabeça tipo a pia do banheiro é dentro do box do chuveiro.

    - Hahaha. Jura?

    - Mas ela é grande. E o aluguel é bom. Vou tirar umas fotos de lá e te mando. A gente quer muito que você venha morar aqui…

    - Ah, eu também quero, Sebah.

    Posts Relacionados

  • O Mínimo do Mínimo
  • A Luz do Sol e Meu Humor
  • Que Belo Inverno
  • O Distúrbio Afetivo Sazonal
  • Espelho, espelho meu. Existe homem mais belo que eu?


  • Bons Ventos Me Levem

    O dia começou agitado em São Francisco Xavier. Logo cedo já estava numa reunião via internet tratando de trabalho. E o tempo nublado, chuvoso, cinza e muito frio não contribuíram para tornar mais agradável a situação.

    A parte boa é que a reunião era com um cara de São Miguel do Gostoso, que queria minha presença lá, como se fosse fácil pegar um avião com os preços das passagens do jeito que estão e resolvesse ao vivo o que tinha que resolver.

    Ele disse que choveu também em Gostoso, porém, a chuva de lá é diferente. A chuva de lá dura pouco tempo e o sol aparece.

    Não gosto de fazer planos para futuros distantes, mas acho que vou me mudar para lá mesmo. Quem viver, verá. Sei lá.

    Me pego imaginando a casa nova. Os cachorros andando na areia do quintal.

    Já contei que sou dona de coqueiros anões que dão coco e que para pegá-los eu só tenho que esticar o braço? E que minhas bananeiras estão carregadas de bananas? E que meu quintal tem uma areia branca deliciosa para se andar?

    E lá é quente.

    E eu estou com tanto frio…

    Eu tive um veleiro quando eu era jovem. Um Hobie Cat 14 na represa de Guarapiranga em São Paulo. Eu gostava de velejar. Tive que vender o veleiro para poder comprar meu carro quando fiz 18 anos. Era o carro ou ele.

    (Esse é igual ao veleiro que eu tinha.)

    Hobie Cat 14 by Rodrigo Jannis

    Naquela época, há décadas atrás, um alemão apareceu com uma prancha esquisita. Era o primeiro Windsurf do Brasil. A gente achou genial. Ele era enorme, tinha uma quilha gigantesca e era muito pesado. Eu não conseguia carregá-lo sozinha. O mastro era superalto. Eu tentei aprender a winsurfar. Nunca tive muito equilíbrio em cima de pranchas.

    Tive um namorado que teve um windsurf. Experimentei várias vezes o dele sem muito resultado. Coincidentemente esse mesmo ex-namorado hoje mora em Natal e a gente voltou a se falar. Ele tem uma boa vida lá. Veleja, faz mergulho em Fernando de Noronha. Está superbem.

    Gostoso tem ventos muitos fortes e isso atrai turistas de toda parte do mundo e do Brasil para esportes de vela, principalmente kite-surf e windsurf. Eu nunca tinha ouvido falar de kite-surf. Fui ouvir disso lá a primeira vez. O grosso do turismo de Gostoso são de kite-surfistas.

    É um esporte muito bonito.

    Mas eu não me vejo praticando.

    No entanto, posso me imaginar tendo aulas de windsurf. As pranchas hoje são menores, com outra tecnologia. Barco de novo, não.

    Bem, enquanto eu vou pensando o que eu faço da vida, quero mostrar para vocês esse esporte que é o kite-surf num video feito em Gostoso. Vale ver. Divirtam-se!

    Meeting em São Miguel do Gostoso by Junior The Hand

    Mais um pouquinho…Ahh, é tão legal…

    Kite Trip SMG by Junior The Hand

    Posts Relacionados

  • Ventania
  • Hoje é Dia Da Toalha!
  • Chique
  • Criminal Minds
  • Músicas e Vídeos Preferidos – Parte I


  • Eu Detesto Chuva

    Liliana | Minha vida num sítio,São Francisco Xavier,São Miguel do Gostoso | Wednesday, August 6th, 2008

    O que vocês vêem acima são os widgets de previsão do tempo do meu computador para as cidades de São Francisco Xavier e São Miguel do Gostoso.

    Como podem observar, chove em SFX e faz sol em SMG.

    Eu odeio chuva.

    Teoricamente, estamos na época das secas em SFX e na época das chuvas em SMG.

    Entenderam? Era para chover em SMG e não era para estar chovendo em SFX.

    Cada vez eu tenho menos vontade de ficar em SFX e mais vontade de ficar em SMG.

    Sinceramente, está faltando um tiquinho para encher minha paciência.

    Posts Relacionados

  • Que Belo Inverno
  • Eu Odeio Palhaço
  • Vamos Indo
  • Simples assim
  • 6 coisas aleatórias sobre mim


  • De volta a SFX

    Liliana | Minha vida num sítio,São Francisco Xavier | Thursday, July 31st, 2008

    Ufa! Cheguei a São Francisco Xavier. Cheguei na terça de madrugada mas só “cheguei” de fato agora, quando pude sentar na cadeira e escrever com calma um post para vocês.

    Não lembrava como é bagunçado pegar uma casa depois de uma viagem e ter que por ordem, fazer compras, pagar contas, desfazer malas, agradar cachorros carentes que resolveram fazer xixi no tapete, contar todas as novidades para a Andréia, responder email atrasados, resolver negócios adiados, enfim, entrar na rotina novamente.

    Mas pronto. Já estou instalada e nova em folha para passar uma temporada aqui no Sul até minha próxima ida de novo para Gostoso para acompanhar a reforma da casa lá.

    Esta viagem para Gostoso me fez muito bem.

    Eu estava precisando urgentemente mudar de ares. São Francisco é bom, porém já estava me cansando e me entediando e eu não aguentava mais o frio e as chuvas daqui. Gostoso apareceu para suprir esta necessidade de sol que eu tanto anseiava. Por isso que me identifiquei tão rapidamente com aquele lugar.

    Por uma lado a viagem me fez muito bem, por outro, me colocou numa situação complicada: meus planos em São José dos Campos com o consultório estão perigando. Minha vontade é de ir para o nordeste e ficar por lá vários meses por ano. E como ter um consultório desse jeito? Como vou fazer, ainda não sei. Estou pensando… Mas essa é a graça da vida!

    No geral, estou muito feliz com essa nova fase que começa de dupla cidadania gostosense-são chiquense. O trabalho é em dobro, manter duas casas, dois carros. Mas as amizades também são dobradas!

    Mando um beijo a todos, os velhos e novos amigos e um especial ao Augusto.

    Posts Relacionados

  • Patinhas
  • O Passeio do Tai
  • Promoção de Aniversário da Coisa Redonda Laranja
  • Acabou? Assim?
  • Fui Para São Paulo


  • Twittando No Blog

    Liliana | Bichos Incríveis,Minha vida num sítio,São Francisco Xavier | Saturday, June 28th, 2008

    Hoje eu vi uma revoada de Tucanos de bico amarelo.

    Eles estavam aqui em frente de casa nas árvores.

    Quando eu chamei o Gigio para tomar o leitinho matinal, eu os assustei. Também… Estava um silêncio tão gostoso por aqui… Que só poderiam aparecer bichos bonitos.

    Eles saíram voando, um bando. Depois, os retardatários foram indo um por um. Eu tinha que escolher entre ir pegar a câmera para fotografar e ficar vendo. Preferi ficar vendo e não perder nada.

    Tão coloridos!

    Posts Relacionados

  • Twittando no Blog
  • Comentários Encadeados, Uma Novidade
  • O Blog do PodCha
  • Contraditorium
  • A Importanciabilidade de um Blog


  • De Filme

    Liliana | Payton Place,São Francisco Xavier | Tuesday, June 24th, 2008

    Eu não me canso de dizer que São Francisco Xavier é o umbigo do mundo, que todo mundo se encontra aqui e tudo aqui acontece. Quem conhece este lugar pode comprovar e ver que não estou mentindo.

    Vou contar agora a última que fiquei sabendo por fonte garantida que soube direto dos “políça”.

    Nosso caixa eletrônico, que por acaso está soando seu alarme neste exato momento que escrevo, foi roubado.

    Ele fica numa pequena entrada na parte da frente do banco que está na praça principal da cidade. Pertinho da casinha da Guarda Municipal.

    Ficou famosa a história quando seu alarme tocou a primeira vez.

    Em vez dos guardas municipais correrem para o banco, fugiram na direção contrária. E quem foi avaliar o que estava se passando foram os pacatos cidadãos que passeavam pela pracinha, incluída esta que vos escreve. Desde então, o alarme toca e ninguém liga.

    Porém, noite dessas, o caixa eletrônico foi de fato roubado.

    O esperto ladrão, como num filme, cobriu as câmeras de segurança e perfurou um buraco na lateral do caixa durante a madrugada.

    Na manhã seguinte, havia desaparecido a quantia de 28 mil reais.

    A dúvida ficou como o ladrão havia conseguido retirar o dinheiro pelo buraquinho.

    E pensa daqui e pensa dalí. E todos os peões da cidade não entendiam a mágica do dinheiro passar no buraquinho.

    A mágica que poucos entenderam e que o PM tentava explicar, era que o ladrão pelo buraquinho puxou a fiação do caixa eletrônico, conectou um laptop e fez o caixa soltar o dinheiro pelo local onde se faz a retirada do mesmo.

    De mau elemento o ladrão virou herói.

    Foi muito elogiado e desejaram que ele nunca seja preso.

    Que beleza de roubo!

    E essa é São Francisco Xavier.

    Posts Relacionados

  • Ele não está TÃO a fim de você assim.
  • 12 Minutos
  • Eu Odeio As Pontes De Madison
  • Turistas
  • Cat People e Sleepwalkers


  • Adoro Domingos

    Liliana | Filosofando,Minha vida num sítio,São Francisco Xavier | Sunday, June 15th, 2008

    Adoro domingos silenciosos.

    Não é todo domingo que é silencioso aqui em São Francisco Xavier. Dia de festa tem música na praça e o som se transmite pelo vale todo e chega até aqui em casa. Nos dias de semana eu escuto o barulho das crianças na escolinha do outro lado, lá longe e meus cachorros respondem a cada gritaria.

    Domingo não. Domingo tudo fica calmo e quieto.

    E eu adoro silêncio.

    Minha música preferida no player é “OFF”.

    Tem pessoas que gostam de deixar TV ou som ligados para ficar um barulhinho de fundo enquanto fazem outras coisas. Eu abomino isso.

    Não é que eu não goste de música. Eu gosto. Mas quando eu vou escutar música, eu escuto música. Minha atenção é para a música e eu entro nela. Mas escuto pouca música. Só de vez em quando. Em ocasiões especiais.

    A trilha sonora da minha vida é o silêncio e meus pensamentos.

    Posts Relacionados

  • Eu adoro calor
  • Ermitã Assassina
  • Livre, Linda e Solta
  • Natação
  • fala baixo


  • A Feira Literária De SFX E Meu Fim De Semana

    Liliana | Blogworld,Minha vida num sítio,São Francisco Xavier | Monday, June 2nd, 2008

    Esperei a semana toda pelo fim de semana porque a cidade ia receber uma festa nova: uma Feira Literária que pretende no futuro vir a ser uma Parati da Serra. Ia ser a primeira vez da feira e as enormes tendas brancas já estavam montadas na praça principal desde a semana passada. Diziam que a cidade ia lotar. Eu até pensei em descer para o centro a pé com medo de não ter lugar para parar o carro.

    Chegou o sábado e o dia estava horrível. Um frio tremendo e aquela garoa chata. Tudo encoberto. E a vontade de descer? Nenhuma. Fiquei o dia todo em casa, com a lareira acesa, no computador, lendo gibis da Marvel, vendo televisão, batendo papo no telefone e no MSN, passando cremes e essas coisas que mulher faz. Bem de noitinha, ouvi a música que vinha da praça. Teve show. Mesmo assim, não fui. Minha amiga falava ao telefone: “eu que não saio de casa com esse frio. Estou aqui nas minhas cobertas.” E eu respondia: “amanhã eu vou sem falta…” e me afundava mais no edredon.

    Domingo chegou e eu decidida a ir na Feira. O dia estava horrível do mesmo jeito. O termômetro marcava 11 graus mas a sensação térmica era menor por causa da chuva.

    Eu sabia que haveria uma palestra do Mario Prata lá pelas 4 da tarde então resolvi ir por esta hora.

    Eu conheci o Mario Prata no Spa que ele frequenta e onde ele escreveu o famoso Diário de Um Magro. A gente chegou a bater uns papos lá e achei legal ele vir parar aqui em São Francisco. Por um tempo ele foi leitor deste blog também e eu fiquei muito lisonjeada.

    Bem agasalhada fui para a cidade e entrei na tenda da livraria. Pois o Mario estava lá com o Fernando Moraes dando autógrafos. Comprei um livro dele, Purgatório e fui falar com ele.

    Cheguei me apresentando dizendo que era a Liliana do Spa e para minha surpresa ele abriu um sorriso e falou: Lili!!! Você se lembra de mim? Perguntei. “Você é a dos cachorros!”

    Ele lembrava mesmo. Que bacana. Conversamos um pouquinho e o convidei para vir me visitar em casa, meu spa particular, numa próxima vez em São Francisco. Quando ele falou: “por que você não apareceu ontem?” eu me arrependi de ter ficado em casa no sábado.

    No fim, meu passeio pela Feira foi muito bom. Encontrei vários amigos, fui no Sereno comer um Cheese-burguer com o pessoal, tirei uma foto da Bruna Lombardi exclusiva só para vocês e principalmente fui lembrada por um escritor que eu gosto muito.

    Posts Relacionados

  • Impressionante
  • Hoje é sexta-feira
  • Começando sempre
  • Conflito de posts
  • E O Corpo Acompanha


  • LadyBugs

    Eu acho que comentei por aqui, ou não, não sei, que o correspondente de filme do Sob O Sol Da Toscana para os homens é Um Bom Ano, com Russel Crowe.

    Esses dois filmes deviam ser obrigatórios para homens e mulheres.

    Achei bem legal minha amiga Joaninha dar o nome ao seu blog LadybugBrazil por causa do Sob O Sol da Toscana.

    Vou explicar para quem não sabe do que se trata.

    Em ambos os filmes temos dois adultos solitários, tristes. Cada um viaja para um local diferente. A mulher vai para a Toscana, na Itália e compra uma casa velha e a reforma. O homem herda um vinhedo na França caindo aos pedaços e o ergue de novo. Nestes processos de reforma de lugares velhos e abandonados, os protagonistas vão se modificando e se descobrindo como pessoas diferentes do que imaginavam ser até então.

    A mulher, que queria tanto um monte de coisas, como um amor, uma família, um casamento, aprende nesse processo a levar sua vida e ficar numa posição mais receptiva para que “as joaninhas possam chegar até ela”. Ou seja, a gente deve levar nossa vida por nós, sem depender de ninguém, sem esperar nada, e quando a gente menos esperar, estaremos cobertos de ladybugs (joaninhas).

    O homem no vinhedo tinha tudo que ele achava que queria: dinheiro, poder, mulheres. Mas ao se deparar com a vida completamente diferente e com valores completamente diferentes, ele se reavalia. E percebe que o que ele tinha antes na verdade não valia nada. O vinhedo era de seu tio e ele não entendia a vida que o tio escolhera. Depois, ele passa a entender, inclusive o porquê de seu tio ter deixado o vinhedo para ele.

    Ambos os protagonistas saíram de grandes cidades, tiveram revezes na vida, foram parar em ambientes bucólicos caindo aos pedaços e reconstruíram esses lugares ao mesmo tempo que descobriam novos valores para si mesmo.

    Lembra alguém?

    Pois é. São Francisco Xavier… Preciso dizer mais?

    E hoje eu acordei exatamente com a sensação da mulher do filme: satisfeita.

    Que venham as joaninhas!

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • Hoje foi Aniversário da Nanda

    E teve feijoada lá na Santa Cruz.

    Eu fui de jipe depois de resolver problemas do banco, comprar ração dos cachorros e ir pagar o arame farpado.

    Foi quase todo mundo. Faltou só um.

    E a feijoada estava muito boa. Até um torresminho eu comi. Um só.

    O Pinga e o Paulinho resolveram ensaiar um show pra gente. Eu não sou de escutar muita música então eu fiquei conhecendo esta canção hoje e gostei muito.

    Te Ver – Skank

    Daí eu lembrei de outra música do Skank que eu gosto. Não sei se já postei aqui antes, mas lá vai:

    Resposta – Skank

    Posts Relacionados

  • Dia Internacional da Liliana
  • Feliz Aniversário Cobra!!!
  • Querido Diário
  • Spam De Político
  • Hoje é nosso Aniversário!


  • Previsão Do Tempo Para São Francisco Xavier

    previsaodotemposfx

    Finalmente sol por estas bandas.

    E frio.

    Se eu soubesse que aqui chovia tanto, São Francisco Xovier, eu não vinha para cá…

    Mas agora, tarde demais. Eu amo este lugar.

    Posts Relacionados

  • Eu Detesto Chuva
  • Previsão para 2008
  • São Francisco
  • Ventania
  • Trabalho de Detetive


  • E Lá Em Cima Do Morro…

    Liliana | Bichos Incríveis,Minha vida num sítio,São Francisco Xavier | Thursday, April 24th, 2008

    Aqui em São Francisco, tinha um amontoado de casinhas na beira do rio que a gente chamava de favelinha. As construções estavam prá lá de perigosas e numa politicagem safada que não tenho estômago para explicar (fizeram o povo comprar casas e não deram indenizações pelas casas desapropriadas) ela foi derrubada e o povo foi transferido para umas novas casas na Rua da Pedra, bem em frente a meu terreno.

    Assim, dá para ver minha casa lá das casinhas novas. Minha casa lá no alto do morro, meu gramado. E é lá que mora a Andréia, minha amiga e fiel empregada.

    Quando, de repente, ontem um alvoroço começa na rua da Andréia: uns latidos fortes e bravos ecoam pelo ar.

    Andréia sai na rua junto com outros vizinhos para saber de onde vêm os latidos tão bravos.

    - Será que vem de lá de cima? Perguntam-se uns aos outros.

    - Parece o Tai. Responde Andréia.

    - Mas pode ser o Gigio.

    - Não, acho que é o Tai mesmo. Olhe ele lá! O Branquinho no gramado!

    E o povo ficou olhando o Tai latindo bravo na ponta do gramado.

    E especularam:

    - Deve ser um cachorro que subiu o morro.

    - Eu acho que foi um lagarto que cruzou o gramado.

    E sei lá quanto tempo ficaram na discussão do porque o Tai estava tão bravo latindo na ponta do gramado.

    Hoje de manhã, claro, Andréia quis saber o que aconteceu.

    - Eu não sei. Mas que o Tai ficou bravo, ficou. Até correu, tadinho, com as pernas machucadas.

    - E os outros?

    - Os pastores estavam dormindo e foram depois.

    - A gente viu…

    Posts Relacionados

  • Ovos
  • Patinhas
  • Joom
  • Prêmio Amigos Virtuais
  • Os Pastores do Vizinho


  • Esquizofrenia Bloguística

    Tou maluca.

    Eu olho para meu navegador e vejo na Barra de Favoritos 6 atalhos para 6 blogs diferentes. E o que acontece?

    Eu travo.

    Acabo não conseguindo escrever para nenhum deles.

    Eu fico pensando: tal assunto é para tal blog. Tal assunto é muito pessoal. Tal assunto envolve terceiros e não posso contar. No fim, não escrevo nada em lugar nenhum.

    E a tal profissionalização então?

    Pior!

    Desde que eu resolvi levar blog a sério como fonte de renda só me travei mais. (Sou muito séria com negócios.)

    Conclusão: pára tudo!

    Vamos reavaliar um por um. Logo de cara elimino dois que não estão cheirando nem fedendo. Sobram 4.

    Melhorou.

    Como eu tenho outra carreira além de ser blogueira e blog definitivamente não é minha primeira fonte de renda, determinei um tempo proporcional para trabalhar com eles. E nessa hora determinada minha atenção é totalmente voltada para isso. Por exemplo, hoje é dia de Blog!

    Para quem não sabe, eu sou médica psicoterapeuta, atendo em consultório e vivo fazendo cursos de especialização.

    Além de escrever aqui no Chá de Hortelã, eu tenho uma coluna semanal no Deusario, que é a Opinando, escrevo e faço reportagens na Revista de São Francisco Xavier e, como se não me bastasse, lancei um novo projeto: o Poderosa Afrodite.

    Poderosa Afrodite é para ser mais que um blog. É um espaço para as pessoas participarem mandando histórias, artigos, depoimentos, discutindo, perguntando, respondendo, dando palpites, tudo sobre sexo, amor, relacionamentos, coisas de homens e mulheres. Minha função no Poderosa Afrodite é ser uma mediadora, organizar os textos que vão chegando, ir atrás das respostas para as dúvidas que surgirem. É um lugar onde o anonimato é respeitado como num consultório médico ou num confessionário. Aproveito para convidá-los para conhecerem o blog e participarem.

    Enfim, este é o balanço de minha vida bloguística até o momento. Numa época de recomeços de vida, eu precisava fazer este inventário e organização. Agora está tudo em pratos limpos.

    Como me desejaram ontem: feliz ano novo para mim!

    Posts Relacionados

  • Quem Não tem Padrinho, Morre Pagão – O Tratamento Com Drogas Caras


  • Que Belo Inverno

    Eu detesto chuva com todas as minhas forças. E eu detesto tanto que acabo me cansando de tanto detestar.

    E dá nisso: estou exausta.

    Não aguento mais chuva.

    Chove ininterruptamente em São Francisco Xavier há uns 20 dias sem brincadeira.

    Posso jogar fora meu aquecedor solar.

    O chão está tão encharcado que a água da chuva voltou pelo encanamento do esgoto e entra pelos meus ralos deixando um cheiro de fossa no ar.

    Nem o sapo que mora dentro da casa quer entrar na vasilha de água dos cachorros de tanta humidade.

    Eu estou usando dois edredons e um cobertor na cama e pijamas de manga comprida. E só não acendi a lareira por pura preguiça de pegar lenha. As mínimas chegaram a 12, 13 graus.

    Eu detesto tempo cinzento. Odeio.

    Detesto barulho de chuva. Ainda mais quando é constante há dias. É uma tortura. Acaba com meu humor.

    Eu sou uma pessoa solar. De dias claros, céu azul, sol bem laranja. Adoro a cor laranja e o vermelho. Adoro a cor do ouro, brilhante.

    Eu prefiro ficar de janelas fechadas com luz artificial do que receber os raios cinzas azulados desses dias de chuvas.

    Esse tempo realmente me faz mal. E todo ano eu me prometo que não vou passar outro janeiro em SFX. Mas todo ano acontece alguma coisa que me impede de migrar para paragens mais douradas.

    Eu chego lá. Paciência. Eu chego lá.

    Posts Relacionados

  • Tai de inverno
  • PodCha 5
  • A Dotora tá amando!
  • Novo Flickr
  • Frio na Serra


  • « Previous Page | Next Page »

    Powered by WordPress | Theme by Roy Tanck
    Liliana Pellegrini. Todos Os Direitos Reservados.