Moda Praia

Para quem adora saltos altos, praia não é o lugar ideal.

São Miguel do Gostoso tem areia e calçamento de pedras ou rua de terra batida, como toda boa cidade de praia deve ter. Assim, o calçado ideal para se usar e não destoar da paisagem são sandálias baixinhas, rasteirinhas. Acho muito perua usar salto alto em praia na areia ou em ambiente descontraido.

A campeã da preferêcia são as Havaianas. De todas as cores. Tenha várias para combinar com o biquini, com o vestidinho, com a roupa do dia.

Na praia, na minha opinião o elegante é se usar saída de praia, uma roupa para não ficar de biquini ou maiô fora da areia, na rua ou em ambientes fechados. Não acho chique esta exposição desnecessária. Afinal, todo mundo vai te ver de biquini na praia logo depois. E se você quer se mostrar, vá pra a praia!

Por isso, uma linda sacola de praia é fundamental!

Na sacola você leva a tal saída de praia que pode ser um vestidinho curto, uma sainha ou shortinho com top, um camisão com um cinto bonito, uma canga com uma amarração transada. Na sacola vai também um chapéu. Eu uso um boné de estimação com óculos escuros que ninguém me reconhece. Comprei também uma esteira pequena dobrável pra poder me deitar em qualquer lugar. Pode ser uma toalha, claro. Vai protetor ou bloqueador solar para o rosto e para o corpo, separados. Vai o som com fones de ouvido para não obrigar ninguém a conhecer seu gosto musical. Vai a garrafinha de água, o lanchinho com frutas, o troco para a água de coco. Enfim, uma enorme bolsa alegre e colorida para caber tudo, tudo.

Roupas indianas combinam muito com praia. As roupas larguinhas e bordadas. Batinhas e saionas. Mas tome muito cuidado com elas para você não ficar parecendo uma gordona enorme nessas roupas. Por isso, prefira usar apenas uma peça larga com outra justa para mostrar o contorno do corpo. Por exemplo, um top sequinho com uma saia indiana, ou uma bata com um shortinho justo. Cuidado com os vestidos indianos. A falta de corte deles tende a engordar muito. Você precisa ser muito magra para usá-los. Ou então faça-os marcar o corpo.

Além das roupas indianas, usam-se roupas de tecidos leves, de fibras naturais, como o algodão, linho cambraia. As cores são claras, muito branco e cores pastéis. Aqui tome cuidado de novo para alternar peças largas e peças justas para não ter o efeito de engorda. E assuma que você está na praia e desencane de roupas passadas a ferro e engomadas!

Mas as roupas não são só pastéis e brancas. Você pode salpicar-se de cores alegres, solares, azuis, verdes, com uma peça ou outra. Combina muito com o bronzeado.

E tem o preto. Vale também. A noite, para arrasar numa mini, que tal? Ou um vestidinho num look preto total?

E os acessórios? São completamente diferentes na praia. Aqui se usa prata, madeira, penas, conchas, couro, contas, miçangas, pedras e o que a imaginação atinar. A simplicidade das roupas é descontada nos acessórios vistosos e coloridos.

Eu tenho um parâmetro simples para escolher acessórios e roupas de praia que é o seguinte: como estou numa cidade de praia e posso ir para a areia a qualquer momento, posso andar de buggy a qualquer momento, tomar chuva a qualquer momento, posso resolver entrar no mar a qualquer momento, enfim, estou livre para fazer qualquer coisa a qualquer momento, eu vou preferir estar vestida com a roupa mais confortável, mais natural, mais barata, mais sexy, mais versátil, mais bonita e que me deixe mais bonita possível; com o acessório mais barato e mais bonito possível que se eu perder na areia ou no mar eu não vou morrer.

Vocês repararam que eu nem mencionei bermudas, tênis, abrigos de ginástica? Desconjuro! Repare no negrito acima!

Bem, já falei de roupas, quero dar minha opinião sobre cabelos. Eu gosto de cabelos ao natural. Eu só penteio os meus no banho e só prendo para andar de buggy ou para por o boné. Num ambiente tão rústico e primitivo eu acho lindo a gente voltar a ser primitivo também. Liberdade para os cabelos e para os cachos!

Esse negócio de praia, com todo mundo com pouca roupa, clima quente, calor, sol, mar, sal é algo muito sensual. E a beleza verdadeira, na minha opinião é deixar aflorar essa sensualidade. É a mulher ser mais mulher e o homem ser mais homem. E nossas roupas e acessórios devem nos auxiliar nessa tarefa, não nos abafar.

PS – É possível ser sensual e chique ao mesmo tempo.

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    Tenho trocado emails com o André que achou que era brincadeira eu ter comprado o buggy e a casa aqui em Gostoso.

    Eu gosto da liberdade de mudar de rumo a hora que eu quiser.

    Aqui em Gostoso eu conheci duas pessoas completamente diferentes: uma que está infeliz e veio para cá pensar na vida mas não tem disposição de mudar por “n” razões e impecilhos que ela mesma se coloca, “porque dá trabalho” e outra que resolveu morar aqui e que disse ser parecido comigo.

    Pois essa pessoa que disse ser parecido comigo tem uma vida inacreditável.

    Ontem num barzinho, ele ficou me contando seu ano que ele passou servindo na Legião Estrangeira treinando soldados do Cambodja contra o Khmer Vermelho. Contou das missões suicidas dos amigos e de como eles não voltavam. Contou como seus valores mudaram e de como se tornou mais humano com esta experiência na Tailândia.

    Depois, me contou como foi trabalhar no Afeganistão na época da ocupação russa e foi sequestrado por duas semanas e ficou andando por túneis sem ver a luz do sol só fumando ópium e sem comer. Apenas tomando água e chá. Ele e os outros dois sequestrados andaram por mais de 150 km por túneis até serem libertados numa cidade completamente intoxicados tendo que ficar uma semana num hospital até poderem dar entrevistas para os jornais e a TV. Ele disse que até hoje não sabe se foi pago resgate. Só sabe que foram entregues para a Cruz Vermelha. Eles e os sequestradores todos fumados de ópium o tempo todo, todos muito calmos, num clima estranho, andando e andando. Perguntei se ele teve stress pós-traumático após o sequestro e ele disse que não, estava muito louco. Que apenas tem sonhos da época da Legião Estrangeira, chamando-o para voltar, como eu, tendo sonhos da época dos plantões da neurocirurgia, chamando…

    É uma adrenalina, ele diz.

    Eu entendo, respondo.

    “Hoje eu quero que não me encham o saco. Só isso.”

    Pois eu também, temos esse lema em comum.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia,São Miguel do Gostoso,Viagens | Tuesday, July 22nd, 2008

    E a vida vai indo mansa aqui em São Miguel do Gostoso, ou como é carinhosamente chamada de Gostoso.

    Estou num lugar chamado Gostoso onde tudo é gostoso: a comida, a praia, o céu, o vento, o mar, a conversa, o sol, o povo. O lema da cidade e que está escrito na placa na entrada da cidade é: “Aqui se faz gostoso”.

    Esta semana que passou foi meio atípica. Foi o 15o. aniversário de independência política da cidade e foi toda de comemorações, com festas, jogos, torneiros, concursos de calouros e muito forró. A semana toda teve festa e a cidade não ficou tão tranquila assim.

    Eu não consegui ir às comemorações por estar muito estafada ou estar em outros compromissos, porém, no último dia do último forró eu fui arrastada. Cheguei no fim da festa e tentei dançar. Minha tentativa foi frustrada e constatei que não tenho um molejo tão bom assim, para forró, pelo menos. Mas como não sou de desistir, vou ser obrigada a arrumar um professor bem interessante (leia-se bonitão) para me ensinar e ter muitas e muitas aulas de dança agarradinha. Que desagradável.

    Hoje atolei com um buggy emprestado na areia fofa lá na praia de Tourinhos. Fui eu e uma amiga que conheci aqui na pousada. Meu buggy foi para o mecânico fazer uma revisãozinha e eu peguei o do cara emprestado para passear e enfiei o carro num caminho na areia e fiquei. Me senti uma porcaria. Na verdade, achei o buggy uma porcaria. Meu jipe nunca ficaria parado lá. O buggy morreu! Achei o fim da picada e lógico que a culpa não foi minha. Lógico.

    Cavei em volta das rodas, coloquei pedaços de pau e nada. Não saia de jeito nenhum. Só saiu quando 5 pescadores empurraram o treco para fora. (Tenho certeza que o MEU buggy não ficaria atolado ;) )

    Já na trilha de areia dura, achamos uma lagoa de água superazul e fomos tomar banho. “Dilicia”. Não fiquei mais porque os peixinhos ficavam me mordendo. Tirei um monte de fotos e minha amiga quis tirar fotos de mim. Eu falei: ahh, não, estou de biquini! Ela disse: imagina, tenho um truque. Você joga a bunda pra trás e o corpo pra frente e a barriga some! Põe a perna pra frente que disfarça e joga a bunda pra trás!

    E lá fui eu tirando foto e fazendo pose com a perna pra frente, corpo pra trás, bunda jogada, peito pra frente e rindo.

    Devo dizer que o resultado, de fato, disfarça o corpo. Mas é tão engraçado e estapafúrdio aparecer numa foto numa pose dessas se você não está num catálogo de gosto duvidoso, que já classifiquei as fotos no meu álbum particular para serem exibidas depois da minha morte, uns 50 anos após.

    Esta é a única foto publicável de minha passagem pela praia de Tourinhos. Eu não estou fazendo pose. E sim, eu uso bloqueador solar fator 50.

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    Liliana | Filosofando,Minha Vida Na Praia,São Miguel do Gostoso,Viagens | Sunday, July 20th, 2008

    Gente, acabei de voltar e quis vir compartilhar com vocês. A sensação é maravilhosa.

    Eu nunca tinha andado de buggy na praia. Vim andar aqui em São Miguel do Gostoso com os amigos que fiz por aqui. E não foi a passeio. Foi como meio de transporte normal.

    Aqui se anda de buggy pela praia porque o caminho é mais perto para ir de um lugar para outro. Enquanto pelo asfalto às vezes são 25 km, pela praia cai para 7, 8. O único cuidado é ficar esperto com as marés: se a maré está cheia a praia some em alguns lugares. Então tem que ficar de olho na Tábua de Marés.

    Pois bem, comprei o buggy ontem.

    Nunca ia imaginar que hoje iria colocá-lo na areia.

    Gente, eu que mal tinha andado de buggy de carona me vi dirigindo no meio da praia, subindo e descendo dunas (tudo bem que foram pequenas, mas poxa, meu primeiro dia). Entrando e saindo das praias sem fazer o buggy morrer. Fazendo bonito.

    Nossa! A sensação é incrível!

    O buggy chacoalha demais. E a gente tem que segurar firme na direçãozinha pequena para manter o carro andando em linha reta.

    E você vai solta dentro do carro. Se virar, babau.

    Caramba, eu tinha filmado um pessoal de jipe hoje de manhã na praia para mostrar para vocês, um comboio lindo, mas o filme não saiu legal. E logo à tarde, nunca poderia imaginar que eu é que estaria sendo filmada.

    Eu adoro andar de jipe e minha experiência com o jipe ajudou, eu acho. Mas o buggy é muito legal!

    O título do post é Cavalgada porque hoje teve uma cavalgada de comemoração do aniversário da cidade. Juntou tudo que é meio de transporte para seguir o caminho. Eles se juntaram às 7 da manhã, inviável para mim. Assim, quando me convidaram para ir pela praia encontrar a cavalgada numa cidade para frente eu topei. Fui atrás de outro buggy.

    A maré já estava enchendo e a gente teve que andar meio de lado na areia fofa e meio na linha d’água, bem inclinado. Tanto que a volta foi pelo asfalto.

    Pessoal, fico feliz de poder compartilhar isso com vocês. E queria voltar a dizer, desculpe se insisto na mesma tecla sempre: não tenham medo de viver e de ser feliz. Busquem a Felicidade, de verdade. Por favor, não se contentem com pouco.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia,São Miguel do Gostoso | Saturday, July 19th, 2008

    Ele não é uma gracinha?

    Adoro carro preto.

    Me lembra o MP Lafer que eu tive há décadas atrás, preto com capota branca.

    Este vai ter capota branca também. Falta dar uns ajustes, apertar uns parafusos, trocar umas coisas, colocar freio… Mas com o tempo vai ficar mais lindinho.

    Alguém quer dar uma voltinha?

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