Por do Sol

Liliana | Admirável Mundo Velho, Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Tuesday, September 16th, 2008

Sunset at Tourinhos Beach - Liliana

Consegui subir um video, muito mal editado por sinal, mas que ficou menor do que os 8 minutos originais.

(Detalhe para a conversa mole que o Macaíba tenta jogar para cima de mim…)

A parte tremida é que a câmera estava apoiada no teto de plástico do buggy e ele teimava em mexer.

O video definitivamente ficaria melhor sem som. Mas no fim, ficou até engraçado. ;)

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, Músicas | Monday, September 15th, 2008

    Fui conhecer o Bar do Tico e posso dizer que Steven Irwin foi vingado: tomei um caldo de arraia delicioso.

    O bar é principalmente frequentado por locais e o tal caldo custou 2 reais. DOIS reais. Até o ex-prefeito estava lá beijando nenês.

    A música que tocava me transportou para outros tempos, tempos que tudo custava 2 reais. Tocava rock nacional antigo e ouvi coisas que não lembrava mais que existiam.

    Para vocês, diretamente do Bar do Tico:

    Banda Blitz - Você não soube me amar

    Sempre Livre - Eu sou free

    Rita Lee - Mania de você

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Sunday, September 14th, 2008

    Em primeiro lugar quero dizer que estou brava com a conexão da pousada e com o Flickr Uploadr. Está praticamente impossível subir fotos e videos para o Flickr e para o Videolog. Tenho tirado muitas fotos e filmado coisas legais para vocês mas está muito difícil subir as imagens. E quando sobe uma foto, sobe 2, 3 vezes a mesma foto. Isso está atrapalhando muito a experiência que eu queria passar para vocês daqui.

    Dito isso, vamos ao relatório das atividades…

    A reforma da casa no Reduto começou. Desmontaram a casa inteira e só sobraram as paredes de taipa. Prometeram que tudo ficará pronto em 70 dias contando de segunda-feira que vem, amanhã. Vamos ficar em cima, certo? Assim, poderei me mudar definitivamente com mudança e cachorros na primeira quinzena de dezembro.

    O chefe dos pedreiros é o Jonas e todo mundo fala que ele é legal, caprichoso e de confiança. Parece que escolhi bem.

    O Povoado do Reduto, onde vou morar, fica a 5 km do centro de São Miguel do Gostoso e é supertranquilo. Fica a pouco menos de 2 km da Praia de Tourinhos.

    Numa das vezes que fui jantar na Madame Chita da Rosana, uma creperia que tem aqui na Praia do Maceió, conheci o Humberto Macaíba, um bugueiro antigo de profissão (84 9953 1374).

    Eu entrei em contato com essa profissão de bugueiro com o Sebah, que trabalhou na Pipa antes de se mudar para cá. E achei muito interessante.

    Esses bugueiros equivalem aos antigos guias dos filmes que levavam os caçadores desbravadores na África para cima e para baixo através de terras desconhecidas. Ou os índios que guiavam os americanos indo para o oeste bravio. No caso do Macaíba, ele entende a natureza do local e é um só com seu buggy há mais de 17 anos. O buggy é uma extensão do bugueiro.

    Pois Humberto resolveu que ia me mostrar o por do sol. Me arrancou a força do computador e ficava dizendo: você tem que rever seus conceitos…

    E eu tentando explicar para ele que eu me divirto com o que eu faço, se não não estaria fazendo…

    Fomos para a Praia de Tourinhos, perto de minha casa com o sol já baixando, pela areia, claro. Muita música no som do buggy.

    Tirei fotos lindas. Filmei o por do sol. Filmei tudo em volta.

    Ele me convida para abrirmos um negócio de turismo: você fala inglês, você vai de guia. Eu dou risada. Respondo, vamos ver… Deixa eu me instalar primeiro.

    - Vamos para Galinhos segunda-feira. Vou levar uns turistas e voltar na terça. Tem pousada barata lá, com internet.

    - Quero por meu buggy na areia…

    - Vamos pra Porto de Galinhas então… Pipa… Quero ver como seu buggy se comporta. Você precisa ter aulas de buggy.

    Humberto propõe sociedade num negócio de turismo.

    - Mas Humberto, eu não quero mais trabalho…

    - Com seu jipe…

    Eu dou risada…

    Percebo que aqui dá para fazer qualquer coisa. As opções são infinitas. No dia que eu quiser montar uma operação de turismo com gringos, é só falar com o Macaíba.

    Na volta, ele para num coqueiro, abre a tampa do motor e pega um facão. Abre dois cocos e a gente se farta. Na beira da estrada. Me lambuzo toda.

    De volta a Xepa, ele acende um fogo na praia e põe para assar um robalo. Enquanto comemos petiscos de lagosta no Jardim do Seridó do Rogério.

    - Vida dura a nossa. Fala Rogério.

    - A vida tem o bom e o ótimo. Fala Humberto.

    Eu concordo…

    Deitado na rede, tomando cerveja, Macaíba fala a frase que fecha o dia: às vezes é chato ter bom gosto…

    -Gostei da frase. Posso usar? “É chato ter bom gosto.”

    - Pode. Mas é “às vezes”. Porque se a gente não fala “às vezes” pode parecer arrogância… E dá risada… Como quem sabe os segredos da vida.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia | Wednesday, September 10th, 2008

    Hoje desentoquei.

    Desde que eu cheguei aqui não tinha ido na praia. Só trabalho.

    Como eu não vim para passear. Agora sou quase-moradora definitiva, tenho um monte de coisas para fazer e cuidar.

    Fora o prego. E quem disse que eu conseguia dar um passo fora do quarto e encarar o sol?

    Hoje fiz o que tinha me proposto e me deu uns cinco minutos: coloquei o primeiro biquini que vi, peguei minha bolsona e saí andando. Larguei a bolsa no guarda-sol da pousada e me joguei no mar feito dia de Iemanjá querendo tirar a urucubaca.

    Fiquei que nem criança brincando nas ondas.

    Mergulhava de cabeça. Furava onda. Boiava. Ria.

    Conversei bastante com o mar e com São Miguel do Gostoso, a cidade, não o santo. Conversei com o sol, a lua que já estava no céu. Fiz acordos, pedidos, compromissos.

    Saí do mar nova.

    Tão contente que tinha que imortalizar o momento para a posteridade e tirei fotos de mim mesma.

    Então fui andar na praia como o Forrest Gump até parar de andar.

    Fui ouvindo música e cantando alto junto. Eu sou assim.

    No meio do caminho, do nada surge um buggy azul. Era o Sebah.

    Veio tratar de negócios. E se consultar a respeito da gripe. No meio da praia. Eu de biquini. Ele com o filhinho pequeno.

    Falamos o que tinha que falar e marcamos uma reunião para agora a noite na pizzaria com o engenheiro.

    E continuei meu caminho.

    O sol meio que se pondo e eu com uma sensação tão boa. Que só me veio uma frase em inglês: “I’m glad.” Tirei outra foto…

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    Pedi para o Gabriel me levar lá no terreno da Tabua porque eu não sabia chegar lá sozinha.

    Ele disse que ia mas a gente tinha que ir e voltar correndo porque ele ainda ia levar a avó dele para Natal às 5 da tarde e eram 4.

    Ficou combinado que nós não íamos entrar no terreno. A gente só ia ver de longe e voltaríamos na quinta-feria de manhã para passar um bom tempo lá, tipo piquenique.

    Se bem que não vai ser piquenique nenhum porque a gente vai tratar de negócios, para variar.

    Fomos no meu buggy e ele foi reclamando da Penélope o tempo todo. De como o buggy dele é maravilhoso e o meu é ruim. Eu sei que a Penélope tem um longo caminho pela frente na estrada da restauração. Ela é um Cobra que foi fabricado em 1973. E trabalhou nas areias da Praia da Pipa com turismo. Judiada que só. No fim eu falei: “olha, eu sei que dirigir esse buggy é igual dirigir um fusca ruim. Mas o ser humano é incrível: é capaz de se acostumar com qualquer coisa, não é?” Ele concordou comigo e não falou mais da Penélope.

    Chegamos ao Povoado de Tabua, que fica passando o Povoado do Reduto, onde vou morar, e como o anterior é um amontoadinho de casinhas simples de taipa e algumas de tijolo. Galinhas soltas por todo canto e uns cachorros magros dormindo no meio da rua.

    Ele pede para eu entrar do lado de uma casa no meio de umas bananeiras e fala para eu passar por cima delas sem dó.

    “Você está num buggy, pode passar por cima.”

    E eu entro num mato rasteiro completamente off-road.

    “Você não gosta de aventuras?”

    Eu dou risada. “Adoro!”

    Paramos o carro antes de uma descida de frente para a tal Lagoa da Tabua.

    Em duas palavras: é bonito.

    Não é como a Lagoa do Reduto que tem a água toda visível. A tabua, que é uma planta aquática, uma praga, cobre a grande extensão de água deixando olhos vazios de vez em quando. E ela é inteira cercada de coqueiros enormes. A volta toda a perder de vista.

    Gabriel começa a apontar para o outro lado: “está vendo aquela ponta alí? Conte uns vinte metros para cá e começa seu terreno. Naquela curva.”

    “Onde tem aquele ipê amarelo florido?”

    “‘Sim! Está no seu terreno. É a Ponta do Jacaré.”

    “Como assim? Jacaré?”

    “É. Curva do Jacaré. Dali dá para ouvir o barulho que eles fazem. E eles fazem uma algazarra!”

    “Péra aí. Eu comprei um terreno na Ponta do Jacaré? E vocês não me falaram esse pequeno detalhe?”

    E Gabriel ria.

    “Imagina, Liliana! Nunca teve caso de jacaré machucar ninguém.”

    “Mas eu vou escutar os jacarés gritando?”

    “Sim, mas eles vão estar longe. Uns 100 metros.”

    “Você acha 100 metros longe? E meus cachorros?”

    E Gabriel ria.

    E eu ria e não acreditava que ia ter que lidar com jacarés.

    Estranhamente não tenho medo de jacaré.

    Já contei que adoro aventuras?

    PS- Quando eu era criança tinha um disquinho colorido de uma coleção Disney de estorinhas que tinha uma sobre jacarés e havia uma musiquinha: “lá se vai a xícara de chá, lalalalalalalala, e as mesas todas pelo ar, com jacarés a passear… os jacarés não são tão maus, bichinhos sim, mas afinal, são jacarés de estimação, bichinhos de bom coração.” Eu adorava essa estorinha.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Sunday, September 7th, 2008

    Hoje fui jantar num restaurante novo para mim. Já haviam me recomendado muito o lugar dizendo que era o melhor restaurante da cidade. Em minha outra passagem por Gostoso eu não fui lá. Não tinha pressa porque sabia que voltaria e não faltaria oportunidade para conhecê-lo.

    Daí que hoje, pensei, domingo, vou fazer algo especial: vou jantar fora num restaurante chique.

    Subi no buggy, não sem antes tirar a água que ficou acumulada nos bancos depois da chuva. (E quase me molho, porque buggy tem dessas, chove e os bancos ficam cheios de água e você tem que levantar os bancos e depois secá-los antes de sentar ou por a bolsa. E é claro que eu já molhei minha bunda e minha bolsa para aprender este detalhe.) E parti para procurar o tal restaurante La Brisa.

    Eu lembrava de ter visto um anúncio pintado numa casa de esquina apontando “La Brisa” e achei que seria fácil chegar lá.

    Bobinha…

    São Miguel é muito maior que São Francisco. Tem muitas ruas. Mais que 3.

    Andei e andei e estava quase saindo da cidade quando percebi que o tal anúncio não deveria mais existir.

    Então, fiz algo bem feminino: fui perguntar onde ficava o restaurante. Para encurtar, demorou muito mas achei. O povo é bem simpático, prestativo, mas não é o Google Maps.

    Só tinha eu no restaurante. E o garçon Augusto e o dono, Seu Leonardo. Ainda bem que eu sabia o nome do dono antes de chegar no restaurante porque ninguém conhecia o restaurante pelo nome. Só conheciam pelo nome de “Restaurante do Seu Leonardo”.

    (Abro outro parênteses aqui para contar que voltei correndo para casa para registrar os domínios blogdaliliana.com e blogdaliliana.com.br, porque no fim, é como conhecem a gente, não é?)

    Bem, voltando ao assunto, pedi um peixe cozido na água de coco com pirão delicioso e entabulei conversa com os dois. No entanto, fomos rudemente interrompidos por uma música superalta vinda das cercanias.

    Perguntei: que música é essa?

    O que me respondem: é o vizinho que é pescador de alto-mar, que passa dois, três meses fora e quando volta é isso aí. Mas ele fica pouco, ainda bem. Em três dias pega a maré de novo.

    E a conversa começou a girar em torno da pesca em alto-mar. Nos grandes pesqueiros com porões cheios de gelo.

    - Eles mexem o gelo com pás! Falou admirado o garçon.

    - Mas que peixe eles pegam?

    - O peixe que você vai comer hoje… E desfiou um monte de nomes estranhos que nunca tinha ouvido.

    E eu viajei ouvindo a musica do pescador de alto-mar. E pensei nas aventuras dele que eu só tinha visto pela televisão.

    - Não sei o que deu nele, hoje a música é brega. Disse Augusto, o garçon.

    Era música de coração partido.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia | Saturday, September 6th, 2008

    Esta é minha cara de safada na fila quilométrica do check in da Gol na sexta-feira dia 5 de setembro quando eu ia embarcar para Natal indo para São Miguel do Gostoso.

    Eu mal dormi a noite anterior. Se dormi duas no total foi muito. E foi um sono entrecortado. Acordava, fumava um cigarro, dava um gole na coca zero, um gole de água. Dava uma volta pela casa. A cachorrada confusa acordava, me seguia. Daí queriam que eu abrisse a porta para um xixi fora de hora. Eu abria. Voltava para a cama. E começava tudo de novo.

    Às cinco o despertador[bb] tocou e eu já estava acordada. Desliguei e virei para o lado. A mala estava pronta de véspera. Às seis e meia levantei, coloquei minha roupa que já estava separada na cadeira, peguei tudo, enfiei no táxi, apaguei as luzes e olhei para minha casa como se nunca mais fosse vê-la de novo.

    Cheguei no aeroporto nove e dez e vi que a fila do check in dava voltas no corredor. Nem deu tempo para nada: entrei na fila e comecei a ouvir música. E pensei: nunca mais viajo de sexta-feira.

    Uma hora depois, ainda na fila, de pé, uma mulher na minha frente fala algo para mim o que me obriga a tirar os fones[bb] e prestar atenção. Ela se queixa da fila e conta que vai visitar a mãe que se mudou para Natal. Ela fala que está pensando em se mudar para lá. Eu conto que estou me mudando e isso sai tão fácil.

    Eu me dou conta que quando saí de casa pela manhã, eu não tinha idéia do que ia acontecer com minha vida. E naquela hora no aeroporto também. A única coisa que sabia é que tinha passagem para Natal e um carro me esperando para me levar para Gostoso. Me dei conta como estava cansada.

    Olho em volta e sou a única usando chapéu em todo o aeroporto.

    Acho isso engraçado.

    Quem sou eu? A mulher de chapéu alí.

    Sou tomada por sensações maravilhosas de felicidade por estar viva. E por ser eu mesma, a mulher de chapéu. Satisfeita.

    Com o mundo pela frente. Com todas as possibilidades. Com coragem e disposição para começar e fazer o que tiver que fazer. Aonde for que o coração mandar.

    E foi assim que peguei a estrada para Gostoso.

    E a sensação de mal-estar que eu estava sentindo em São Francisco e em São Paulo foi passando. E cochilei no carro.

    Quando cheguei em Gostoso a cidade estava em festa com o desfile de 7 de Setembro no dia 5. Típico daqui. Tirei fotos[bb] e mais fotos de tudo colorido e com muitos sorrisos. Pena que não consegui subir para o Flickr.

    Desabei na cama exausta e jantei o frigobar.

    Daí bateu um desespero…

    “Meu, o que que você está fazendo?”

    Mas é normal sentir medo.

    Conversei longamente com duas pessoas legais até o sono vir. Agradeço a ambos o carinho num momento tão importante.

    Hoje o telefone toca e é o Jaildo me avisando que o café da manhã da pousada está servido. Vou com a mesma roupa de ontem. Sebah vem entregar as plantas da casa e a chave do buggy e diz que estou com uma cara de muito cansada e falar que só vai tratar de negócios daqui uns dias para eu poder me recompor.

    Volto para o quarto e desfaço as malas.

    Respondo apenas um email. Nem olho para os outros.

    Pego o buggy, completo o tanque e vou ao supermercado encher o frigobar[bb].

    E agora escrevo para vocês do lugar mais parecido com um lar que tenho, chalé 7, onde pega WIFI[bb].

    Onde apenas sinto alívio.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Thursday, August 21st, 2008

    - E então, Liliana, o que você vai fazer com sua produção?

    - Que produção?

    - Ora, de castanha de caju.

    - Castanha de caju?

    - É.

    - Que castanha de caju?

    - Do seu terreno.

    - Do terreno?

    - É. Do seu terreno. Tem uma plantação de caju.

    - Tem?

    - Tem.

    - E quanto caju tem lá?

    - Tem uns trezentos e cinquenta pés de caju.

    - Poxa, eu adoro suco de caju. Vou beber bastante suco de caju, né?

    - Mas você precisa ver o que vai fazer com a produção de castanhas. O homem que te vendeu disse que quer colher para você.

    - Mesmo? Produção de castanhas?

    - A época de colher está chegando e tem umas cinco toneladas lá.

    - Cinco toneladas? Eu adoro castanha de caju mas acho que isso é muito para mim.

    Só me faltava essa: me sinto um esquilo.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Sunday, July 27th, 2008

    Tudo indica que minha fama de ter carros exóticos continua.

    Depois de ser conhecida mundialmente por ser a “mulher do jipe vermelho”, vejam como ficou meu buggy quando ele voltou do mecânico para colocar a capota branca.

    Agora quando ando pela rua só dá ele, o Gostosinho, apelido carinhoso que dei.

    Ele ficou tão discreto, mas tão discreto que o comentário que mais escuto é: se fosse rosa você seria a Penélope Charmosa!

    Ainda bem que não é rosa.

    E sim, tenho um carro inconfundível. De novo.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Sunday, July 27th, 2008

    Não digo adeus porque já, já estou voltando. Amanhã cedo parto para o aeroporto e rumo a SFX.

    Tenho muito o que fazer aqui!

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    Noite dessas, o bar de praia mais frequentado do pedaço foi arrobando e levaram todas as bebidas e o som.

    Estava eu andando tranquilamente, fazendo minha caminhada diária e ouvindo música com meus foninhos, e pensando em comprar um iPod para caber trocentas músicasa até que cheguei no tal bar.

    O mocinho que trabalha lá estava desolado com o silêncio.

    Ele olhou para meus foninhos e disse: Olá, Liliana! (sim, as pessoas já sabem meu nome) Veio trazer música pra gente?

    Olha que vim! Respondi. E tirei o plug dos fones de ouvido do Nokia N73.

    O som era tão bom, mas tão bom que parecia que tinham colocado umas caixas de som tudo de novo.

    Os pedreiros da casa do lado vieram tomar cerveja e perguntaram: ué, não tinham levado o som?

    E o bar ficou feliz de novo.

    (Pelo menos até eu ir embora e levar o celular junto.)

    Este post não é pago, não é patrocinado. Eu não ganhei o telefone de ninguém. Paguei por ele. E gosto dele e quis vir contar isso para vocês.

    Isso não impede que a Nokia possa me convidar para um evento legal em Buenos Aires. Certo, Nokia?

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  • No Meu Player

    Hoje não deu praia. Choveu o dia inteiro e aproveitei e fiquei trabalhando na internet, resolvendo coisinhas da semana que vem.

    Mas no por do sol, depois da massagem ayurvédica com os pés, eu fui descansar de um dia estafante que ninguém merece, né?

    Ouvi essa música do Zeca Baleiro que tem tudo a ver.

    Babylon - Zeca Baleiro

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    Liliana | Bichos Incríveis, Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Friday, July 25th, 2008

    Esta é para apreciadores de cachorros como eu.

    De repente aqui na pousada apareceu um cachorro muito raro, um Boerboel ou Mastim Sul-Africano.

    So existem 25 deles em todo o Brasil.

    O nome dessa gracinha é Rocha e ele tem dois anos.

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    A grande maioria dos hóspedes da pousada aqui em São Miguel do Gostoso, RN usam Macs.

    Acho que faz mais o perfil de gente que vem para cá.

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    Para quem adora saltos altos, praia não é o lugar ideal.

    São Miguel do Gostoso tem areia e calçamento de pedras ou rua de terra batida, como toda boa cidade de praia deve ter. Assim, o calçado ideal para se usar e não destoar da paisagem são sandálias baixinhas, rasteirinhas. Acho muito perua usar salto alto em praia na areia ou em ambiente descontraido.

    A campeã da preferêcia são as Havaianas. De todas as cores. Tenha várias para combinar com o biquini, com o vestidinho, com a roupa do dia.

    Na praia, na minha opinião o elegante é se usar saída de praia, uma roupa para não ficar de biquini ou maiô fora da areia, na rua ou em ambientes fechados. Não acho chique esta exposição desnecessária. Afinal, todo mundo vai te ver de biquini na praia logo depois. E se você quer se mostrar, vá pra a praia!

    Por isso, uma linda sacola de praia é fundamental!

    Na sacola você leva a tal saída de praia que pode ser um vestidinho curto, uma sainha ou shortinho com top, um camisão com um cinto bonito, uma canga com uma amarração transada. Na sacola vai também um chapéu. Eu uso um boné de estimação com óculos escuros que ninguém me reconhece. Comprei também uma esteira pequena dobrável pra poder me deitar em qualquer lugar. Pode ser uma toalha, claro. Vai protetor ou bloqueador solar para o rosto e para o corpo, separados. Vai o som com fones de ouvido para não obrigar ninguém a conhecer seu gosto musical. Vai a garrafinha de água, o lanchinho com frutas, o troco para a água de coco. Enfim, uma enorme bolsa alegre e colorida para caber tudo, tudo.

    Roupas indianas combinam muito com praia. As roupas larguinhas e bordadas. Batinhas e saionas. Mas tome muito cuidado com elas para você não ficar parecendo uma gordona enorme nessas roupas. Por isso, prefira usar apenas uma peça larga com outra justa para mostrar o contorno do corpo. Por exemplo, um top sequinho com uma saia indiana, ou uma bata com um shortinho justo. Cuidado com os vestidos indianos. A falta de corte deles tende a engordar muito. Você precisa ser muito magra para usá-los. Ou então faça-os marcar o corpo.

    Além das roupas indianas, usam-se roupas de tecidos leves, de fibras naturais, como o algodão, linho cambraia. As cores são claras, muito branco e cores pastéis. Aqui tome cuidado de novo para alternar peças largas e peças justas para não ter o efeito de engorda. E assuma que você está na praia e desencane de roupas passadas a ferro e engomadas!

    Mas as roupas não são só pastéis e brancas. Você pode salpicar-se de cores alegres, solares, azuis, verdes, com uma peça ou outra. Combina muito com o bronzeado.

    E tem o preto. Vale também. A noite, para arrasar numa mini, que tal? Ou um vestidinho num look preto total?

    E os acessórios? São completamente diferentes na praia. Aqui se usa prata, madeira, penas, conchas, couro, contas, miçangas, pedras e o que a imaginação atinar. A simplicidade das roupas é descontada nos acessórios vistosos e coloridos.

    Eu tenho um parâmetro simples para escolher acessórios e roupas de praia que é o seguinte: como estou numa cidade de praia e posso ir para a areia a qualquer momento, posso andar de buggy a qualquer momento, tomar chuva a qualquer momento, posso resolver entrar no mar a qualquer momento, enfim, estou livre para fazer qualquer coisa a qualquer momento, eu vou preferir estar vestida com a roupa mais confortável, mais natural, mais barata, mais sexy, mais versátil, mais bonita e que me deixe mais bonita possível; com o acessório mais barato e mais bonito possível que se eu perder na areia ou no mar eu não vou morrer.

    Vocês repararam que eu nem mencionei bermudas, tênis, abrigos de ginástica? Desconjuro! Repare no negrito acima!

    Bem, já falei de roupas, quero dar minha opinião sobre cabelos. Eu gosto de cabelos ao natural. Eu só penteio os meus no banho e só prendo para andar de buggy ou para por o boné. Num ambiente tão rústico e primitivo eu acho lindo a gente voltar a ser primitivo também. Liberdade para os cabelos e para os cachos!

    Esse negócio de praia, com todo mundo com pouca roupa, clima quente, calor, sol, mar, sal é algo muito sensual. E a beleza verdadeira, na minha opinião é deixar aflorar essa sensualidade. É a mulher ser mais mulher e o homem ser mais homem. E nossas roupas e acessórios devem nos auxiliar nessa tarefa, não nos abafar.

    PS - É possível ser sensual e chique ao mesmo tempo.

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