Sobre Feedback

Liliana | Minha Opinião Vale Ouro! | Wednesday, February 4th, 2009

Estou há tempos para escrever um texto sobre feedback. Tenho falado muito essa palavra ultimamente.

Aprendi o conceito de feedback na Faculdade de Medicina e é mais ou menos assim: uma ação ocorre e a informação da ação é passada para o outro. O outro vai reagir de acordo com a informação que recebeu. Então, o feedback pode ser positivo ou negativo.

O feedback positivo é quando a informação que chega estimula o receptor a fazer algo. O feedback negativo inibe o receptor a fazer e ação de resposta que ele está acostumado a fazer.

O convceito de feedback vale não só para nosso organismo mas também para as relações sociais.

Um exemplo de feedback positivo é você elogiar quando alguém faz algo legal e a pessoa se sente estimulada a continuar fazendo a mesma coisa legal.

O feedback negativo, ao contrário, visa inibir uma ação indesejada.

Eu acredito que uma boa razão da sociedade estar hoje como está é por absoluta falta de feedback das pessoas. Nem há feedback positivo nem negativo. E assim, as ações continuam a serem realizadas por absoluta falta de resposta a elas.

A ausência de um feedback negativo é entendido como uma autorização para o corpo continuar com a mesma ação. Por exemplo, uma glâncdula vai continuar produzindo seu hormônio até que receba o feedback negativo para que pare de produzir. A mesma coisa acontece com as pessoas. Elas continuam a agir do mesmo jeito até que alguém dê o feedback negativo de sua ação.

Mas por que as pessoas não dão o feedback para os outros?

Várias causas.

Uma delas é por confundir feedback com julgamento.

É diferente você julgar alguém e você explicar o que determinada ação de uma pessoa causou em você (que é o feedback).

Se alguém te trata mal e grita com você e você o chama de mal-educado, isso é um julgamento. Você está adjetivando o outro.Porém, se você diz para quem te ptratou mal que você não gostou de ser tratado assim e não quer mais que gritem com você, isso é um feedback. Perceberam a diferença?

O feedback exprime sempre o ponto de vista da reação da pessoa que o emite. O emissor do feedback é o sujeito da ação. “Eu não gostei.” “Eu prefiro assim.” “Eu senti isso.” E a referência é sempre o emissor do feedback: “Essa sua ação me causou isso.” “Quando isso acontece eu fico feliz.”

O perpetuador da ação não é julgado em momento nenhum. Mas os efeitos em você do que ele fez são comunicados a ele. Isso é o feedback.

“Eu gostei de receber suas flores.”

“Você faz eu me sentir bem.”

“Eu me sinto mal quando você me trata desse jeito.”

Quando julgamos o outro estamos abrindo possibilidades de discussão. O outro pode não concordar com nosso julgamento.

“Você é um idiota.” “Não. Não sou.”

Quando falamos o que estamos sentindo e o que o outro nos causa não há margem para discussão. Apenas nós sabemos o que se passa dentro de nós.

Acho que outra razão das pessoas não darem feedback é que o feedback implica em colocar limites. E as pessoas não estão acostjumadas a por limites. Vejo muita gente permissiva e suportando coisas desagradáveis até estourar e cortar relações em vez de colocar limites precisos antes das relações estarem comprometidas além do conserto.

São pessoas que se levam aos extremos quando não precisariam. Seria muito mais fácil dar pequenos feedbacks e fazer a sintonia fina das relações sem stress.

Ah, vocês vão dizer, mas é chato ficar dando feedback toda hora.

Sim. é chato. Por isso a gente só dá feedback para pessoas que nos interessam diretamente. Seja emocionalmente, seja num ambiente de trabalho que você terá que conviver com ela obrigado, ou seja,  apenas em situações que vale a pena gastar seu latim.

E há os “feedbacks sociais” como votar ou não em um determinado político. Usar ou não um determinado serviço de uma empresa. Esses feedbacks exigem um posicionamento da pessoa. E é esse posicionamento e esse feedback que faz as coisas mudarem para melhor.

E daí? Você deu seu feedback. Mesmo assim isso não é garantia que você conseguirá o efeito desejado. Mesmo no nosso organismo existem doenças que atrapalham a leitura das informações e os feedbacks passam em branco.

Como funciona então em relação às outras pessoas?

Também acho que esta deva ser outra causa de não se darem feedbacks por aí: você pode não ter o efeito desejado e ter que tomar uma atitude. Quando a gente não fala nada e deixa quieto, não coloca sua posição, não precisa tomar nenhuma atitude se não somos confrontados.

Mas, ao exprimirmos um sentimento, um desagrado, um feedback e mesmo assim continuamos a receber o mesmo estímulo desagradável a história muda. Quem nos atinge está nos atingindo sabendo que não estamos gostando. E se permitimos que a situaçõ se mantenha nós passamos a nos sentir conscientemente mal. As pessoas preferem geralmente permanecer se sentindo mal no inconsciente pois não precisam tomar atitudes, não se sentem cobradas a agir.

“Eu já falei que eu não gosto disso. Ele continua a fazer isso comigo. Eu tenho que tomar uma atitude como parar de me relacionar com ele, por exemplo.”

“Todo dia eu faço X e Fulano faz Y e o resultado é Z. E eu não gosto de Z. Eu tenho que parar de fazer X.”

Toda mudança implica em dispêndio de energia. Pelo menos é uma energia gasta para um fim bom. Muitas vezes a não ação apenas passa a falsa impressão que não estamos gastando energia num assunto, mas estamos nos consumindo por dentro, que é um gasto de energia muito maior e sem nenhuma finalidade prática além do nosso sofrimento.

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  • Que personagem de Family Guy você é?

    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro! | Sunday, February 1st, 2009


    Your result for The FamilyGuy Character You are Test…

    Lois Griffin

    You scored 55% Intelligence, 72% Sexuality, 16% Morality, and 62% Crazyness!

    Lois Pewterschmidt is the wife of Peter Griffin. With out her, the whole family would fall apart, she provides a voice of reason and sense. Lois teaches the piano during the afternoon and spends the rest of her time doing housework and looking after the family. She has her hands full looking after their baby Stewie who has grown a dangerous dislike to her. When she needs someone to turn to she chats with Brian, the family dog. As perhaps the only two members of the family with an ounce of sanity they find they have a lot in common. Lois comes from a wealthy background, and met Peter whilst spending the summer at her aunts summer house in Newport where Peter was working as a towel boy.


    Take The FamilyGuy Character You are Test
    at HelloQuizzy

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    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro! | Sunday, February 1st, 2009

    Confesso que esse resultado foi surpresa porque sou péssima em Matemática.

    Porém, se se considerar em vez de número, símbolos em geral, daí o teste faz todo o sentido. Eu entendo símbolos. Palavras principalmente. Sou boa de analisar símbolos e sinais. E tenho pensamento completamente científico. Mas números… Incluam-me fora dessa.


    Your result for The 4-Variable IQ Test…

    Mathematical

    15% interpersonal, 20% visual, 20% verbal and 45% mathematical!

    Brother-from-another-mother! Like mine, your highest scoring intelligence is Mathematical. You thrive on logic, numbers, things representing numbers, and sets of things that are sets of other things, with numbers nowhere in sight. You probably like the online comic called XKCD, and if you don’t, check it out.

    You probably knew you’d score “Mathematical” as you took the test, and mathy types are usually super-high scorers on this axis, and low on the others. Why? Because you (we) yearn for math.

    Anyway, your specific scores follow. On any axis, a score above 25% means you use that kind of thinking more than average, and a score below 25% means you use it less. It says nothing about cognitive skills, just your interest.

    Your brain is roughly:

    15% Interpersonal

    20%Visual

    20%Verbal

    45%Mathematical

     

    Matching Summary: Each of us has different tastes. Still, I offer the following advice to the world.

    1. Don’t date someone if your interpersonal percentages differ by more than 20%.

    2. Don’t be friends with someone if your verbal percentages differ by more than 25%.

    3. Don’t have sex with someone if your math scores differ by over 40%. You might kill them.


    Take The 4-Variable IQ Test
    at HelloQuizzy

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  • O Conceito de Whuffie

    Liliana | Blogworld, Midias Sociais, Minha Opinião Vale Ouro! | Thursday, January 22nd, 2009

    A primeira vez que vi termo Whuffie foi com o Cristiano Dias há muitos anos atras.

    O termo foi inventado pelo Cory Doctorow, aquele cara do blog Boing Boing, numa novela de ficção científica em 2003.

    Whuffie basicamente é sua reputação online. E ele é um valor dado pelas outras pessoas de acordo com suas ações na rede.

    Obviamente é um bem volátil e frágil. E que pode ser transformado em outros bens de valor, como dinheiro, amizades, privilégios, etc..

    Eu amei o conceito de Whuffie assim que o vi.

    Todo mundo que está na rede vale Whuffies. Alguns tem sua correspondência em dinheiro, outros em fama, outros em contatos sociais. Mas todos nós estamos sujeitos às flutuações dos Whuffies de acordo com o que fazemos.

    Ganhar dinheiro com um blog, diretamente com o blog, por exemplo através de AdSense, para mim pula a etapa de se acumular Whuffies. Na minha opinião, o dinheiro vindo da internet é secundário aos Whuffies. 

    Se eu tenho um blog de bom conteúdo, se  me torno referência sobre algo, isso gera Whuffies e são esses Whuffies que vão me trazer tráfego para dai sim, gerar renda com o AdSense.

    Se eu tenho um negócio, por exemplo uma loja ou uma firma de prestação de serviços, e meu comportamento em geral na rede me gera Whuffies, esse “bom comportamento” vai se refletir no meu negócio. E o inverso é verdadeiro. Um mau comportamento na rede reflete negativamente em negócios que muitas vezes não estão diretametne ligados a ação do “mau comportamento”.

    O conceito de Whuffie mostra que o que conta é o indivíduo como um todo, tanto pessoal como profissional e que não há mais diferenciação entre o ser privado e o público. Tudo que se faz na internet é válido positiva ou negativamente.

    Eu ouso dizer que o conceito de Whuffie extrapolou a internet e nossas ações interpessoais no convívio offline também geram Whuffies e nos faz perder Whuffies quanto mais ocorrem eventos onde as pessoas de convívio online se encontram pessoalmente.

    Olhando bem, dá uma impressão de total patrulhamento. Comporte-se ou sofrerá as consequências.

    Porém, nos dias de hoje, a persona pública e a privada quase são indistinguíveis para quem trabalha/se expõe online. O que vale é sua reputação como indivíduo, exatamente o que o Whuffie representa.

    Quando todos perceberem que o bem maior é o Whuffie e que todo o resto é consequência dele, haverá uma mudança importante de postura de muita gente.

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  • O Maravilhoso Fantástico Genial Incrível Sensacional

    Minha amiga, meu amigo.

    Você sofre com aqueles pelinhos desagradáveis que insistem em crescer em seu nariz?

    Você se envergonha dos cabelos saindo pelas orelhas de seu companheiro?

    Você se irrita na frente do espelho tentando dar cabo do excesso capilar com minúsculas tesourinhas, torcendo para não se ferir e sangrar até a morte?

    Pois seus problemas acabaram!

    A Deal Extreme oferece por míseros US$ 4,51. Atentem para o preço: eu disse QUATRO DÓLARES E CINQUENTA E UM CENTAVOS! O Maravilhoso, Fantástico, Genial, Incrível, Sensacional Compact Nose And Ear Hair Trimmer!

    Você nunca mais ficará feia nas fotos. Seu marido nunca mais ficará te chateando para cortar pelinhos nas orelhas.

    Em segundos, todos os seus problemas se resolverão.

    O que você está esperando?

    Compre já o seu!

    Não espere aquele pelinho chato crescer. Tenha seu Compact Nose And Ear Hair Trimmer e não pense duas vezes para usá-lo. Resolva seu problema JÁ.

    (Como eu pude viver sem esse treco até hoje?)

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  • A Grife Homem Na Cozinha

    Liliana | Blogworld, Minha Opinião Vale Ouro! | Thursday, November 27th, 2008

    Ricardo Cobra além de um amigo querido e um gentleman é o responsável pelo delicioso blog Homem Na Cozinha.

    Ele É o Homem Na Cozinha.

    Cozinheiro de mão cheia, dedicado, caprichoso, simpático e muito bem sucedido. Porque o Homem Na Cozinha hoje é um blog de muito sucesso e referência em seu nicho. Tudo por causa do Cobra.

    E, um blog de sucesso como o dele não podia ficar restrito ao computador.

    Fio muito feliz de apresentar para vocês a Grife do Homem Na Cozinha.

    O Cobra lançou uma linha de aventais, toalhas, jogos americanos e outras coisinhas bacaninhas que dá vontade de ter um de cada.

    Eu convido vocês a conhecerem o trabalho do Cobra pois realmente tudo o que ele faz é nota 10.

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  • Ofertas de Natal

    Eu já tinha contado que eu costumo comprar produtos para a pele num site de Hong Kong e que apesar dos impostos de importação o preço ainda sai mais em conta do que comprar os mesmos produtos aqui no Brasil.

    A loja virtual é a Strawberrynet e ela está com uma promoção de Natal bem interessante com descontos de até 60%.

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  • Ganhei Um Homem

    Liliana | Blogworld, Filmes, TV e Séries, Minha Opinião Vale Ouro!, deusario | Sunday, August 24th, 2008

    A vida de uma pobre blogueira é muito dura mesmo.

    Depois de passar a madrugada toda com as outras Deusas nos preparando para o LuluzinhaCamp e praticamente não dormir, ainda tenho mais trabalho. Mais um bichinho para cuidar.

    Ganhei de presente um dos carinhas lindos que apareceram servindo champanhe e usando coleiras com os nomes das donas gravados.

    O meu nominho estava numa delas.

    Mas, como cavalo dado não se olha os dentes…

    Ele não é bonitnho?


    Photos by Lucia Freitas

    Isso foi uma ação para promover uma série de televisão que vai estrear na Fox, Lipstick Jungle. Sobre mulheres poderosas em Nova York.

    Combina comigo…

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  • Um Escritório Em Todo Lugar

    Quando eu era pequena aprendi o conceito de “instrumento de trabalho”. Aquela coisa de você ter meios de exercer sua profissão e precisar de recursos para isso. E de como o Estado ou os Patrões eram os detentores dos “instrumentos de trabalho”. Papos cabeças com que eu cresci.

    E eu sempre tive a noção de que o legal seria eu mesma ser o meu instrumento de trabalho para que onde quer que eu fosse eu pudesse exercer minha profissão sem depender de ninguém. E foi o que fiz.

    Lembrei disso porque tenho passado os últimos dias trabalhando na minha cozinha em SFX.

    Eu tenho acordado e venho tomar meu café da manhã e trago meu computador para ler as notícias e emails e feeds, um hábito que adquiri com uma certa pessoa. E como o tempo está sempre nublado e feio, não tenho a mínima vontade de ir para meu escritório onde tem janelas com a vista lá para fora. Preferindo ficar perto da garrafa de café e da de chá de hortelã. Então, vou ficando na cozinha cercada de conforto de coisas quentinhas e saborosas.

    Faz tempo que abandonei meu telefone fixo. Outra razão para nem precisar ficar lá no escritório. Eu faço as ligações locais todas por celular com esses planos e promoções que me dão milhares de minutos. E como tenho celulares das principais cidades que tenho negócios, meus contatos me ligam como se fossem ligações locais para eles, via celular. Já aviso que não pago roaming por causa dos meus planos. Mas o telefone está cada vez menos sendo usado. Mesmo o celular.

    O bom mesmo é a internet.

    Eu uso o GTalk, o MSN e o Skype que ficam conectados o dia todo. Além das contas de email. Tudo isso eu posso acompanhar no N73, o smartphone, quando estou longe do computador.

    Minha última aquisição, que chegou esta semana e já foi mais que testada e aprovada é um telefone para o Skype.

    Eu adoro o Skype e uso há muitos anos. É de longe meu programa de mensagens preferido. Meus créditos de SkypeOut duram uma eternidade e agora com o telefone a qualidade das chamadas ficou melhor do que com o microfone de call center que eu usava.

    Minha conexão é de apenas 256 mas as ligações telefônicas pelo Skype estão muito boas mesmo assim. Só acho uma pena que ainda poucas pessoa usem o programa, então tenho que usar os créditos SkypeOut nas ligações interurbanas. Mas a economia é fantástica.

    Vocês repararam como está escuro na minha casa? A máquina teve até que acionar o flash! E isso foi em plena tarde. É por essas e por outras que vou indo embora para Gostoso em busca de sol. (E minha casa é cheia de janelas e muito bem iluminada…)

    Este post não é patrocinado, viu? Não ganhei um tostão para escrever.

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  • Roubaram o Bar

    Noite dessas, o bar de praia mais frequentado do pedaço foi arrobando e levaram todas as bebidas e o som.

    Estava eu andando tranquilamente, fazendo minha caminhada diária e ouvindo música com meus foninhos, e pensando em comprar um iPod para caber trocentas músicasa até que cheguei no tal bar.

    O mocinho que trabalha lá estava desolado com o silêncio.

    Ele olhou para meus foninhos e disse: Olá, Liliana! (sim, as pessoas já sabem meu nome) Veio trazer música pra gente?

    Olha que vim! Respondi. E tirei o plug dos fones de ouvido do Nokia N73.

    O som era tão bom, mas tão bom que parecia que tinham colocado umas caixas de som tudo de novo.

    Os pedreiros da casa do lado vieram tomar cerveja e perguntaram: ué, não tinham levado o som?

    E o bar ficou feliz de novo.

    (Pelo menos até eu ir embora e levar o celular junto.)

    Este post não é pago, não é patrocinado. Eu não ganhei o telefone de ninguém. Paguei por ele. E gosto dele e quis vir contar isso para vocês.

    Isso não impede que a Nokia possa me convidar para um evento legal em Buenos Aires. Certo, Nokia?

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  • Aborto, O Problema É Mais Embaixo

    Ontem um dos blogs que eu leio, o Papo de Homem publicou um post sobre Aborto.

    Eu odiei o texto porque o autor, um leitor convidado, foi muito infeliz ao escrever sua opinião e eu achei que por ser um assunto tão importante, o PdH poderia tê-lo apresentado de outra forma, com mais qualidade e informação. Uma pena. Um desperdício de espaço virtual e de tempo de quem leu o tal post.

    Independente se sou contra ou a favor do aborto, a questão primeira que defendo sempre e continuarei defendo é a LIBERDADE INDIVIDUAL DO SER HUMANO DE GERIR SUA PRÓPRIA VIDA.

    Quanto mais desenvolvida uma sociedade e seus participantes, precisaríamos de menos leis que a regulassem, teoricamente. Pois as pessoas se auto-regulariam. Isso é totalmente utópico, anárquico. Mas a anarquia parece que é a forma mais avançada de organização social. Por isso estamos longe dela.

    Mas todo passo em direção à liberadade individual é bem-vindo.

    Hoje, o Estado decide por nós várias coisas. O que podemos ou não fazer. Não temos autonomia de decisão sobre nosso corpo.

    Por exemplo, seria meu direito andar de moto sem capacete e ter minha cabeça esbugalhada no asfalto se eu quisesse. Mas a Lei não o permite. Seria meu direito andar sem cinto de segurança e ser arremessada do carro numa batida, mas a Lei não me permite. Esses são exemplos corriqueiros de como o Estado interfere em minha liberdade individual. O mérito do porquê ele o faz, não importa. Mas ele o faz.

    Como ia dizendo, eu defendo a liberdade individual, para a pessoa fazer o que bem entender consigo mesma, sem interferir com outros.

    Hoje no Brasil é negado o direito de escolha às mulheres do que fazer no caso de engravidarem. A única opção é que levem suas gravidezes a termo salvo no caso de estupro ou risco de vida da mãe me parece.

    Isso que me incomoda: a falta de liberdade de escolha. A imposição de um resultado.

    Cada indivíduo, na minha opinião deve poder decidir sobre as questões fundamentais de sua vida. E ter uma filho é uma questão fundamental. O Estado não é capacitado para decidir isso por ninguém.

    Permitindo a liberdade de escolha, daí sim o indivíduo poderá formular sua decisão baseada em suas próprias convicções morais, religiosas, éticas, culturais, psicológicas, financeiras.

    Não precisamos de um Estado paternalista. E sim de um governo que nos respeite.

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  • Mauricio, Estou Com Frio!

    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro!, Minha vida num sítio | Thursday, May 1st, 2008

    Mauricio,

    São dez e tanto da noite e eu estou dentro do meu jipinho, que vocês chamam de noventinha, mas eu chamo de jipinho mesmo. Estou no meio da Ayrton Senna indo para minha distante casa em São Francisco Xavier e você não me sai da cabeça.
    O vento gelado que corta meu rosto quando abro o vidro para poder fumar é o mesmo vento que atinge meus pézinhos desnudos nesta noite fria.
    Eu não sei onde estava com a cabeça de colocar aqueles sapatinhos de salto fino e dedos a mostra entre tirinhas finas e uma flor.
    Porém eu contava com o ar quente do meu carro.
    Eu reconheço sua gentileza em intervir no retorno do meu querido jipinho vermelho de teto branco para sua casinha no alto do morro. E agradeço.
    Mas Mauricio, estou com frio.
    E por ter frio nas cinzentas madrugadas da serra eu abandonei meu querido companheiro de 10 anos para consertar seu ar quente.
    A revisão era apenas um detalhe.
    Eu entreguei meu carro para uma mocinha de nariz empinado e junto uma listinha onde no topo de minhas recomendações estava lá: ar quente.
    Não bastando, telefonei para o Gustavo várias vezes nos quase 15 dias que demoraram para me dar o orçamento do serviço e sempre o lembrei: ar quente.
    Hoje, cinquenta e dois dias depois de ter confiado meu companheiro que me leva para lá e para cá nessas estradinhas de terra onde moro, a primeira coisa que perguntei para o Gustavo foi: consertaram o o ar quente?
    Ele disse que sim. Que assim que o motor estivesse funcionando o ar sairia quente.
    Pois não saiu.
    (Imediatamente à tarde telefonei para o Gustavo para avisar do ar frio que saia e ele disse que me ligaria em seguida e não ligou mais.)
    Estou com frio.
    Mexi e remexi na alavanquinha vermelha e não houve diferença: o vento que sai é gelado como a noite.
    E eu pensei em você. E resolvi escrever esta cartinha singela para te dizer…
    Mauricio, estou com frio.

    Liliana

    (Carta Aberta ao Mauricio da Autostar)

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  • O Livro Da Maitê - Uma Vida Inventada

    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro!, Minha vida num sítio | Thursday, April 10th, 2008

    Fui convidada pela Ediouro para escrever uma resenha do novo livro da Maitê Proença - Uma Vida Inventada em troca de receber dois exemplares: um para mim, claro, e outro para dar para algum leitor aqui do blog.

    A tal resenha era para ter saído na semana de lançamento do livro, semana passada. Porém, morar na roça tem suas desvantagens como puderam constatar na última peripécia de minha cara metade. Eu só recebi os livros bem depois do lançamento.

    Então, relaxei e resolvi fazer o que sempre faço: fui ver direitinho do que se tratava o tal livro da Maitê e escrever para vocês minha opinião mais sincera possível. Pois afinal, meu compromisso é com meus leitores. Ganhando livro de graça ou não.

    Primeiro, Maitê Proença para mim era só um rosto bonito que eu sabia que participava de um programa de mulheres na GNT. Minha amiga Angélica vivia falando para mim: você viu o Saia Justa? E eu: eu não, pra quê? Já tenho minhas opiniões, pra que quero ouvir opiniões de outras mulheres? E parecia que eu era a única mulher do mundo que não assistia Saia Justa e não sabia nada de Maitê Proença. Nunca tinha lido nada dela antes também. Nunca me interessei. Confesso que nem novelas com ela eu vi. Não sou de ver novelas.

    O máximo de Maitê que eu falava é que minha ex-cunhada é a cara dela. E só.

    Acho que quis ler o livro dela por causa de uma dessas coisas do destino que me fizeram vê-la como mulher. Nada a ver com a atriz, com a figura pública. Apenas uma coincidência e para mim ela era uma mulher real perdida na minha memória numa história do meu passado.

    E foi exatamente isso que encontrei em seu livro: uma mulher fantástica. Com uma vida incrível. Que MULHER! Que tesão de mulher.

    Para mim fica difícil dizer o que é inventado ou não no livro. Prefiro acreditar que tudo é verdade. Ela tem estofo para aguentar tudo que escreveu e sair do outro lado linda e maravilhosa. Isso que a faz uma puta mulher.

    Eu recomendo que as mulheres leiam este livro para não terem vidas bundas.

    E recomendo para os homens lerem este livro para verem como é que é uma mulher de verdade.

    Adorei o livro. Adorei Maitê. Gostaria de tê-la como amiga e bater longos papos com ela. Deve ser bem divertido.

    Querida Maitê, se algum dia ler isso aqui, fique sabendo que está convidada para vir ficar uns dias aqui em casa jogando conversa fora. Você é das minhas. (E como escreve bem!) [dou o maior apoio - Cara Metade]

    Bem, queridos, um dos livros não vou dar de jeito nenhum. Vai ficar comigo. O outro, vou mandar para o primeiro que fizer um resumo básico do primeiro livro dela aqui nos comentários porque fiquei curiosa. Certo?

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  • Thoughts.Com

    Há um bom tempo atrás eu me inscrevi no site ReviewMe para fazer resenhas pagas na internet. Recebi algumas ofertas que recusei por não achar que tinha a ver com o conteúdo deste blog, (como uma companhia aérea!) até que hoje me ofereceram para escrever sobre o Thoughts.Com.

    O Thoughts. Com é um site de Midia Social para criar blogs. O que achei legal é que além de blogs, sem limite de banda e uma comunidade online, você pode hospedar fotos, vídeos e podcasts. Tudo junto num lugar só. E de graça.

    Então deixa eu explicar melhor: em vez de ter um site para fotos como o Flickr, um site para vídeos como o YouTube, um site para blogs como o WordPress ou Blogspot, você junta tudo no Thoughts.Com, além de ferramentas de chat com Forum e podcasts.

    Eu achei bem interessante para quem está se iniciando no mundo dos blogs e quer uma nova opção. Por isso aceitei esta resenha paga.

    Eu me inscrevi no serviço, testei a interface e achei bem fácil de usar. As opções são enormes. Dá para fazer bastante coisa. Rapidamente fiz um post e coloquei online sem me preocupar com o visual. O próprio serviço também disponibiliza meios de divulgação para outros sites como Google, Del.ici.ous, etc..

    E você pode ter feedback de seus leitores de várias formas, não só por comentários, que é outro diferencial do site. As pessoas podem comentar suas fotos, seus vídeos, indicar você, é um serviço dinâmico como deve ser.

    Assim, divirtam-se! Para acessar o site e criar seu próprio blog clique aqui: Create Blog!

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  • Minha Quinta-Feira No Campus Party

    O dia prometia ser agradável. Mas, começou mal.

    Meu carro demorou 20 minutos para aparecer da garagem do hotel. Deu tempo de olhar no relógio do celular, fumar um cigarro e conferir o tempo de espera no relógio do carro. Enquanto isso, fiquei torrando ao sol na porta do Travel Inn Ibirapuera. Não seria tão desagradável se não tivesse acontecido a outra situação com meu carro na quarta-feira. Parecia brincadeira.

    Já irritada, me dirigi à Bienal e ao cparty.

    Na seção de cadastramento, fiquei esperando os funcionários incompetentes cadastrarem um dos blogueiros mais famosos do Brasil sem sucesso. Uma desorganização e uma política de empurra-empurra que nem a Lucia Freitas falando pelo celular com a mocinha da recepção adiantou.

    Lá pelas tantas vi que havia um homem fumando perto da entrada junto aos seguranças e fui para lá fumar também para não me irritar mais. Pois os seguranças vieram falar comigo que eu não podia fumar alí. Mas o outro cara estava fumando alí agora mesmo! Então eu falei que sairia pela porta logo na minha frente ao lado deles e fumaria ao lado deles e pedi licença. Eles grosseiramente disseram que não. Que era para eu descer no andar de baixo para eu sair. Eu falei que eu não estava saindo do prédio. Que eu estava apenas ficando na porta, que estava vazia. Eles mandaram que eu saísse do prédio. Eu disse que eu não ia sair do prédio. Eles se juntaram, 3 seguranças enormes e encostaram bem perto de mim e disseram que iam me retirar do prédio e do evento. Eu voltei a falar com ênfase que ninguém ia me tirar dalí. E que eu achava aquilo tudo um absurdo. Como ninguém veio em meu socorro diante de um abuso descabido desses, eu joguei meu cigarro para fora da porta e subi finalmente para o andar de cima sem esperar o credenciamento de ninguém. Agora me arrependo de não ter fotografado os tais seguranças para fazer uma queixa formal.

    Chateada, subi para o local que me foi indicado como permitido para fumar: o banheiro feminino.

    E não deu outra: vieram reclamar que eu estava fumando lá.

    Minha paciência se esgotou. Então quis saber onde era permitido fumar. Pois haviam me dito que teria local para fumantes, pois eu não me disporia a ficar trancada 7 dias sem poder fumar. Se não pudesse, nem teria ido. Nospheratt e eu saímos perguntando seriamente onde se pode fumar aqui. Ninguém sabia. “Mas tem que ter um lugar.” A Lucia Freitas milagrosamente conseguiu falar com um dos chefes da organização que destacou um espaço especialmente para os fumantes no andar de cima. Eu declaro que este espaço só saiu por pressão da Nospheratt, minha e da Lúcia. ( E dizem que um pessoa não faz diferença. Faz sim.)

    Resolvido o problema do fumódromo, pude me dedicar a ver a feira em si.

    Ontem conheci o Nick Ellis do Digital Drops, um amor de pessoa, e junto com ele, o Ian e o Cardoso, fomos passear no andar de baixo. A única coisa que valeu a pena por lá é o capuccino do stand da Microsoft, que é de graça e é gostoso. O resto, nada que se destaque. Um calor infernal que parecia que o ar condicionado não estava ligado a ponto de eu passar mal e ter que sentar e beber água. Deu para ver uns notebooks ridículos e feios e as únicas coisas que eu levaria para casa se pudesse seriam as inúmeras televisões de LCD nas paredes.

    O ponto alto de ontem foi o debate entre “jornalistas”e “blogueiros”.

    Essa é uma palavra que eu não aguento mais ouvir: jornalista.

    Fala-se muito de jornalista e pouco de blogueiro neste evento.

    Querem tanto que a “Velha Midia” esteja morta mas dão tanta importância para ela que desse jeito vai ser difícil segurá-la no caixão.

    Volto a dizer aqui, como já disse várias vezes nesse blog que os blogueiros têm um sério problema de auto-estima. Nós não somos “jornalistas” apenas. Somos mais que isso. Nossos blogs, por mais que sejam de nicho, são essencialmente blogs. E blogs são livres. Como bem falou Manoel Netto: “eu sou o editor, o repórter, o jornalista, o comentarista, o fotógrafo, o designer, eu sou tudo do meu blog.”

    Como expliquei para a Ceila, nós blogueiros somos “personalidades” que se mostram nos blogs. Eu sou Chá de Hortelã. Existe a Nospheratt, o Contraditorium, o Tecnocracia, a LadyBug, o Digital Drops, somos ideologias próprias, um acumulado de funções diversas nos nossos veículos, linhas editorias de cada um. Enfim, é a nossa cara que damos a tapa.

    E, por isso, somos aceitos ou não. Refletindo nisso em credibilidade.

    E credibilidade é a palavra que mais jogam na nossa cara.

    Se temos credibilidade? Claro que temos!

    Dezenas ou centenas de milhares de leitores dizem que temos. E também a qualidade de nossos leitores dizem que temos credibilidade.

    Eu não consegui assistir o debate até o fim. Confesso que estou velha e ontem estava particularmente irritada para ouvir certas bobagens. Eu tenho minha opinião e não vou mudar. Aqueles jornalistas têm a opinião deles e não vão mudar. Então deixa para lá. Não estavam me acrescentando nada.

    Passeie mais um pouco, tirei várias fotos que vocês podem ver no meu Flickr, conheci finalmente o Enio, conversei com o Caloã e o dia acabou num restaurante na Alameda Santos de comida árabe com um pessoal.

    E para encerrar os descalabros da organização do cparty, na saída, a porta que dá para o estacionamento, e pela qual saímos todas as vezes, estava fechada e todas as pessoas precisavam sair pela porta de trás do prédio, precisando dar a volta por todo o edifício da Bienal. Eu perguntei para os segurancas a simples pergunta: “quem teve essa brilhante idéia de fechar a porta que dá para o estacionamento?”

    O zum-zum-zum começou.

    Eu repeti a pergunta até que um segurança mais corajoso veio falar comigo. Ele disse que foi um dos organizadores. Daí eu perguntei por que haviam fechado a porta? E disse que queria entrevistar a pessoa responsável por tal decisão que atrapalhava todos os visitantes. Queria saber a razão, pois obviamente deveria ter uma excelente razão para tal determinação de fechar a porta que dava para o estacionamento. O segurança disse que eu não podia falar com ninguém. Daí eu saquei minha câmera e pedi para ele repetir isso para a câmera que eu filmaria dalí para frente.

    O homem fugiu de mim.

    Logo em seguida apareceu um organizador que não soube explicar porque haviam fechado a porta que dava para o estacionamento. Mas me ofereceu escolta de segurança para mim e meus amigos até o meu carro pois realmente era muito perigoso nós andarmos com nossos laptops durante altas horas da noite por aquelas bandas do parque. E que ele não tinha como abrir a porta do estacionamento para mim pois a mesma estava lacrada!

    Hoje pretendo voltar ao cparty. Espero que meu humor esteja melhor, porque com certeza a organização de lá continua a mesma.

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