Formspring-me
Eu tenho me divertido muito respondendo as perguntas que aparecem na moda nova da net, o Formspring.me.
Você pode perguntar o que quiser.
E me conhecer melhor.
Vai lá!
Eu tenho me divertido muito respondendo as perguntas que aparecem na moda nova da net, o Formspring.me.
Você pode perguntar o que quiser.
E me conhecer melhor.
Vai lá!
Lanço aqui meu manifesto Pelo Direito De Não Gostar.
Eu tenho o direito de não gostar de alguma coisa por motivos que só interessam a mim. Sem justificativas, apenas pelo fato de que eu não gostei.
Explicações racionais e justificativas podem me fazer entender situações e coisas, mas não alteram necessariamente meus sentimentos em relação a elas.
Posso continuar não gostando da coisa.
E não me sinto culpada por não gostar de algo.
E me dou o direito de julgar qualquer coisa que eu não goste como desagradável, pelo simples fato que eu não goste dela. Porque se gostasse, não seria desagradável.
Também me dou o direito de mudar de opinião em relação a gostar ou não de qualquer coisa a qualquer hora, sem aviso prévio e sem razão nenhuma. Fato que eu não mando em meus sentimentos, apenas na minha razão.
A situação de não gostar de algo não implica que não se goste do todo. Então, conclamo pelo direito de poder não gostar de algumas coisas dentro de algo em que eu gosto. E vice versa. Valendo o sentimento predominante.
(Interessante como as pessoas não gostam que expressemos nossos desgostos.
Parece que o desgostar é inaceitável.
Uma pena, porque é no desgostar que acontece a aceitação do outro com seus defeitos.)

Faz tempo que estou para escrever sobre os produtos que eu uso ou experimento. Hoje resolvi escrever minha primeira resenha porque justamente o tal produto acabou e eu não queria deixar de falar dele antes de jogar a embalagem fora.
Eu comprei o Nutrix Royal Body da Lancôme no Strawberrynet.com procurando um hidratante corporal poderoso. Como eu sou fã da Lancôme, resolvi experimentar o hidratante deles.
Simplesmente foi o mais forte hidratante corporal que já usei. Eu passava o produto e ele ficava na pele como uma película macia por 24 horas. A diferença da pele com ele é enorme. Adorei o efeito de nutrição e hidratação.
Porém, acredito que o faz tão maravilhoso é o que o faz chato de passar e espalhar no corpo. Dá um trabalhão passá-lo. Ele é difícil de sair do dosador. Tanto que eu retirava a tampa toda e deitava o produto direto da embalagem na mão. Realmente eu tinha que estar bem disposta para usá-lo porque ô trabalheira!
Mas depois de aplicar, só alegrias.
Não sei se o compraria de novo justamente por causa da dificuldade de espalhar.
Já tenho outros hidratantes para usar e quando for a hora de comprar um novo vou considerar.
Estou há tempos para escrever um texto sobre feedback. Tenho falado muito essa palavra ultimamente.
Aprendi o conceito de feedback na Faculdade de Medicina e é mais ou menos assim: uma ação ocorre e a informação da ação é passada para o outro. O outro vai reagir de acordo com a informação que recebeu. Então, o feedback pode ser positivo ou negativo.
O feedback positivo é quando a informação que chega estimula o receptor a fazer algo. O feedback negativo inibe o receptor a fazer e ação de resposta que ele está acostumado a fazer.
O convceito de feedback vale não só para nosso organismo mas também para as relações sociais.
Um exemplo de feedback positivo é você elogiar quando alguém faz algo legal e a pessoa se sente estimulada a continuar fazendo a mesma coisa legal.
O feedback negativo, ao contrário, visa inibir uma ação indesejada.
Eu acredito que uma boa razão da sociedade estar hoje como está é por absoluta falta de feedback das pessoas. Nem há feedback positivo nem negativo. E assim, as ações continuam a serem realizadas por absoluta falta de resposta a elas.
A ausência de um feedback negativo é entendido como uma autorização para o corpo continuar com a mesma ação. Por exemplo, uma glâncdula vai continuar produzindo seu hormônio até que receba o feedback negativo para que pare de produzir. A mesma coisa acontece com as pessoas. Elas continuam a agir do mesmo jeito até que alguém dê o feedback negativo de sua ação.
Mas por que as pessoas não dão o feedback para os outros?
Várias causas.
Uma delas é por confundir feedback com julgamento.
É diferente você julgar alguém e você explicar o que determinada ação de uma pessoa causou em você (que é o feedback).
Se alguém te trata mal e grita com você e você o chama de mal-educado, isso é um julgamento. Você está adjetivando o outro.Porém, se você diz para quem te ptratou mal que você não gostou de ser tratado assim e não quer mais que gritem com você, isso é um feedback. Perceberam a diferença?
O feedback exprime sempre o ponto de vista da reação da pessoa que o emite. O emissor do feedback é o sujeito da ação. “Eu não gostei.” “Eu prefiro assim.” “Eu senti isso.” E a referência é sempre o emissor do feedback: “Essa sua ação me causou isso.” “Quando isso acontece eu fico feliz.”
O perpetuador da ação não é julgado em momento nenhum. Mas os efeitos em você do que ele fez são comunicados a ele. Isso é o feedback.
“Eu gostei de receber suas flores.”
“Você faz eu me sentir bem.”
“Eu me sinto mal quando você me trata desse jeito.”
Quando julgamos o outro estamos abrindo possibilidades de discussão. O outro pode não concordar com nosso julgamento.
“Você é um idiota.” “Não. Não sou.”
Quando falamos o que estamos sentindo e o que o outro nos causa não há margem para discussão. Apenas nós sabemos o que se passa dentro de nós.
Acho que outra razão das pessoas não darem feedback é que o feedback implica em colocar limites. E as pessoas não estão acostjumadas a por limites. Vejo muita gente permissiva e suportando coisas desagradáveis até estourar e cortar relações em vez de colocar limites precisos antes das relações estarem comprometidas além do conserto.
São pessoas que se levam aos extremos quando não precisariam. Seria muito mais fácil dar pequenos feedbacks e fazer a sintonia fina das relações sem stress.
Ah, vocês vão dizer, mas é chato ficar dando feedback toda hora.
Sim. é chato. Por isso a gente só dá feedback para pessoas que nos interessam diretamente. Seja emocionalmente, seja num ambiente de trabalho que você terá que conviver com ela obrigado, ou seja, apenas em situações que vale a pena gastar seu latim.
E há os “feedbacks sociais” como votar ou não em um determinado político. Usar ou não um determinado serviço de uma empresa. Esses feedbacks exigem um posicionamento da pessoa. E é esse posicionamento e esse feedback que faz as coisas mudarem para melhor.
E daí? Você deu seu feedback. Mesmo assim isso não é garantia que você conseguirá o efeito desejado. Mesmo no nosso organismo existem doenças que atrapalham a leitura das informações e os feedbacks passam em branco.
Como funciona então em relação às outras pessoas?
Também acho que esta deva ser outra causa de não se darem feedbacks por aí: você pode não ter o efeito desejado e ter que tomar uma atitude. Quando a gente não fala nada e deixa quieto, não coloca sua posição, não precisa tomar nenhuma atitude se não somos confrontados.
Mas, ao exprimirmos um sentimento, um desagrado, um feedback e mesmo assim continuamos a receber o mesmo estímulo desagradável a história muda. Quem nos atinge está nos atingindo sabendo que não estamos gostando. E se permitimos que a situaçõ se mantenha nós passamos a nos sentir conscientemente mal. As pessoas preferem geralmente permanecer se sentindo mal no inconsciente pois não precisam tomar atitudes, não se sentem cobradas a agir.
“Eu já falei que eu não gosto disso. Ele continua a fazer isso comigo. Eu tenho que tomar uma atitude como parar de me relacionar com ele, por exemplo.”
“Todo dia eu faço X e Fulano faz Y e o resultado é Z. E eu não gosto de Z. Eu tenho que parar de fazer X.”
Toda mudança implica em dispêndio de energia. Pelo menos é uma energia gasta para um fim bom. Muitas vezes a não ação apenas passa a falsa impressão que não estamos gastando energia num assunto, mas estamos nos consumindo por dentro, que é um gasto de energia muito maior e sem nenhuma finalidade prática além do nosso sofrimento.
Your result for The FamilyGuy Character You are Test…
You scored 55% Intelligence, 72% Sexuality, 16% Morality, and 62% Crazyness!
Lois Pewterschmidt is the wife of Peter Griffin. With out her, the whole family would fall apart, she provides a voice of reason and sense. Lois teaches the piano during the afternoon and spends the rest of her time doing housework and looking after the family. She has her hands full looking after their baby Stewie who has grown a dangerous dislike to her. When she needs someone to turn to she chats with Brian, the family dog. As perhaps the only two members of the family with an ounce of sanity they find they have a lot in common. Lois comes from a wealthy background, and met Peter whilst spending the summer at her aunts summer house in Newport where Peter was working as a towel boy.
Confesso que esse resultado foi surpresa porque sou péssima em Matemática.
Porém, se se considerar em vez de número, símbolos em geral, daí o teste faz todo o sentido. Eu entendo símbolos. Palavras principalmente. Sou boa de analisar símbolos e sinais. E tenho pensamento completamente científico. Mas números… Incluam-me fora dessa.
Your result for The 4-Variable IQ Test…
15% interpersonal, 20% visual, 20% verbal and 45% mathematical!

Brother-from-another-mother! Like mine, your highest scoring intelligence is Mathematical. You thrive on logic, numbers, things representing numbers, and sets of things that are sets of other things, with numbers nowhere in sight. You probably like the online comic called XKCD, and if you don’t, check it out.
You probably knew you’d score “Mathematical” as you took the test, and mathy types are usually super-high scorers on this axis, and low on the others. Why? Because you (we) yearn for math.
Anyway, your specific scores follow. On any axis, a score above 25% means you use that kind of thinking more than average, and a score below 25% means you use it less. It says nothing about cognitive skills, just your interest.
Your brain is roughly:
15% Interpersonal
20%Visual
20%Verbal
45%Mathematical
Matching Summary: Each of us has different tastes. Still, I offer the following advice to the world.
1. Don’t date someone if your interpersonal percentages differ by more than 20%.
2. Don’t be friends with someone if your verbal percentages differ by more than 25%.
3. Don’t have sex with someone if your math scores differ by over 40%. You might kill them.
A primeira vez que vi termo Whuffie foi com o Cristiano Dias há muitos anos atras.
O termo foi inventado pelo Cory Doctorow, aquele cara do blog Boing Boing, numa novela de ficção científica em 2003.
Whuffie basicamente é sua reputação online. E ele é um valor dado pelas outras pessoas de acordo com suas ações na rede.
Obviamente é um bem volátil e frágil. E que pode ser transformado em outros bens de valor, como dinheiro, amizades, privilégios, etc..
Eu amei o conceito de Whuffie assim que o vi.
Todo mundo que está na rede vale Whuffies. Alguns tem sua correspondência em dinheiro, outros em fama, outros em contatos sociais. Mas todos nós estamos sujeitos às flutuações dos Whuffies de acordo com o que fazemos.
Ganhar dinheiro com um blog, diretamente com o blog, por exemplo através de AdSense, para mim pula a etapa de se acumular Whuffies. Na minha opinião, o dinheiro vindo da internet é secundário aos Whuffies.
Se eu tenho um blog de bom conteúdo, se me torno referência sobre algo, isso gera Whuffies e são esses Whuffies que vão me trazer tráfego para dai sim, gerar renda com o AdSense.
Se eu tenho um negócio, por exemplo uma loja ou uma firma de prestação de serviços, e meu comportamento em geral na rede me gera Whuffies, esse “bom comportamento” vai se refletir no meu negócio. E o inverso é verdadeiro. Um mau comportamento na rede reflete negativamente em negócios que muitas vezes não estão diretametne ligados a ação do “mau comportamento”.
O conceito de Whuffie mostra que o que conta é o indivíduo como um todo, tanto pessoal como profissional e que não há mais diferenciação entre o ser privado e o público. Tudo que se faz na internet é válido positiva ou negativamente.
Eu ouso dizer que o conceito de Whuffie extrapolou a internet e nossas ações interpessoais no convívio offline também geram Whuffies e nos faz perder Whuffies quanto mais ocorrem eventos onde as pessoas de convívio online se encontram pessoalmente.
Olhando bem, dá uma impressão de total patrulhamento. Comporte-se ou sofrerá as consequências.
Porém, nos dias de hoje, a persona pública e a privada quase são indistinguíveis para quem trabalha/se expõe online. O que vale é sua reputação como indivíduo, exatamente o que o Whuffie representa.
Quando todos perceberem que o bem maior é o Whuffie e que todo o resto é consequência dele, haverá uma mudança importante de postura de muita gente.
Minha amiga, meu amigo.
Você sofre com aqueles pelinhos desagradáveis que insistem em crescer em seu nariz?
Você se envergonha dos cabelos saindo pelas orelhas de seu companheiro?
Você se irrita na frente do espelho tentando dar cabo do excesso capilar com minúsculas tesourinhas, torcendo para não se ferir e sangrar até a morte?
Pois seus problemas acabaram!
A Deal Extreme oferece por míseros US$ 4,51. Atentem para o preço: eu disse QUATRO DÓLARES E CINQUENTA E UM CENTAVOS! O Maravilhoso, Fantástico, Genial, Incrível, Sensacional Compact Nose And Ear Hair Trimmer!
Você nunca mais ficará feia nas fotos. Seu marido nunca mais ficará te chateando para cortar pelinhos nas orelhas.
Em segundos, todos os seus problemas se resolverão.
O que você está esperando?
Compre já o seu!
Não espere aquele pelinho chato crescer. Tenha seu Compact Nose And Ear Hair Trimmer e não pense duas vezes para usá-lo. Resolva seu problema JÁ.
(Como eu pude viver sem esse treco até hoje?)
Ricardo Cobra além de um amigo querido e um gentleman é o responsável pelo delicioso blog Homem Na Cozinha.
Ele É o Homem Na Cozinha.
Cozinheiro de mão cheia, dedicado, caprichoso, simpático e muito bem sucedido. Porque o Homem Na Cozinha hoje é um blog de muito sucesso e referência em seu nicho. Tudo por causa do Cobra.
E, um blog de sucesso como o dele não podia ficar restrito ao computador.
Fio muito feliz de apresentar para vocês a Grife do Homem Na Cozinha.
O Cobra lançou uma linha de aventais, toalhas, jogos americanos e outras coisinhas bacaninhas que dá vontade de ter um de cada.
Eu convido vocês a conhecerem o trabalho do Cobra pois realmente tudo o que ele faz é nota 10.
Eu já tinha contado que eu costumo comprar produtos para a pele num site de Hong Kong e que apesar dos impostos de importação o preço ainda sai mais em conta do que comprar os mesmos produtos aqui no Brasil.
A loja virtual é a Strawberrynet e ela está com uma promoção de Natal bem interessante com descontos de até 60%.
A vida de uma pobre blogueira é muito dura mesmo.
Depois de passar a madrugada toda com as outras Deusas nos preparando para o LuluzinhaCamp e praticamente não dormir, ainda tenho mais trabalho. Mais um bichinho para cuidar.
Ganhei de presente um dos carinhas lindos que apareceram servindo champanhe e usando coleiras com os nomes das donas gravados.
O meu nominho estava numa delas.
Mas, como cavalo dado não se olha os dentes…
Ele não é bonitnho?
Isso foi uma ação para promover uma série de televisão que vai estrear na Fox, Lipstick Jungle. Sobre mulheres poderosas em Nova York.
Combina comigo…
Quando eu era pequena aprendi o conceito de “instrumento de trabalho”. Aquela coisa de você ter meios de exercer sua profissão e precisar de recursos para isso. E de como o Estado ou os Patrões eram os detentores dos “instrumentos de trabalho”. Papos cabeças com que eu cresci.
E eu sempre tive a noção de que o legal seria eu mesma ser o meu instrumento de trabalho para que onde quer que eu fosse eu pudesse exercer minha profissão sem depender de ninguém. E foi o que fiz.
Lembrei disso porque tenho passado os últimos dias trabalhando na minha cozinha em SFX.
Eu tenho acordado e venho tomar meu café da manhã e trago meu computador para ler as notícias e emails e feeds, um hábito que adquiri com uma certa pessoa. E como o tempo está sempre nublado e feio, não tenho a mínima vontade de ir para meu escritório onde tem janelas com a vista lá para fora. Preferindo ficar perto da garrafa de café e da de chá de hortelã. Então, vou ficando na cozinha cercada de conforto de coisas quentinhas e saborosas.
Faz tempo que abandonei meu telefone fixo. Outra razão para nem precisar ficar lá no escritório. Eu faço as ligações locais todas por celular com esses planos e promoções que me dão milhares de minutos. E como tenho celulares das principais cidades que tenho negócios, meus contatos me ligam como se fossem ligações locais para eles, via celular. Já aviso que não pago roaming por causa dos meus planos. Mas o telefone está cada vez menos sendo usado. Mesmo o celular.
O bom mesmo é a internet.
Eu uso o GTalk, o MSN e o Skype que ficam conectados o dia todo. Além das contas de email. Tudo isso eu posso acompanhar no N73, o smartphone, quando estou longe do computador.
Minha última aquisição, que chegou esta semana e já foi mais que testada e aprovada é um telefone para o Skype.
Eu adoro o Skype e uso há muitos anos. É de longe meu programa de mensagens preferido. Meus créditos de SkypeOut duram uma eternidade e agora com o telefone a qualidade das chamadas ficou melhor do que com o microfone de call center que eu usava.
Minha conexão é de apenas 256 mas as ligações telefônicas pelo Skype estão muito boas mesmo assim. Só acho uma pena que ainda poucas pessoa usem o programa, então tenho que usar os créditos SkypeOut nas ligações interurbanas. Mas a economia é fantástica.

Vocês repararam como está escuro na minha casa? A máquina teve até que acionar o flash! E isso foi em plena tarde. É por essas e por outras que vou indo embora para Gostoso em busca de sol. (E minha casa é cheia de janelas e muito bem iluminada…)
Este post não é patrocinado, viu? Não ganhei um tostão para escrever.

Noite dessas, o bar de praia mais frequentado do pedaço foi arrobando e levaram todas as bebidas e o som.
Estava eu andando tranquilamente, fazendo minha caminhada diária e ouvindo música com meus foninhos, e pensando em comprar um iPod para caber trocentas músicasa até que cheguei no tal bar.
O mocinho que trabalha lá estava desolado com o silêncio.
Ele olhou para meus foninhos e disse: Olá, Liliana! (sim, as pessoas já sabem meu nome) Veio trazer música pra gente?
Olha que vim! Respondi. E tirei o plug dos fones de ouvido do Nokia N73.
O som era tão bom, mas tão bom que parecia que tinham colocado umas caixas de som tudo de novo.
Os pedreiros da casa do lado vieram tomar cerveja e perguntaram: ué, não tinham levado o som?
E o bar ficou feliz de novo.
(Pelo menos até eu ir embora e levar o celular junto.)
Este post não é pago, não é patrocinado. Eu não ganhei o telefone de ninguém. Paguei por ele. E gosto dele e quis vir contar isso para vocês.
Isso não impede que a Nokia possa me convidar para um evento legal em Buenos Aires. Certo, Nokia?
Ontem um dos blogs que eu leio, o Papo de Homem publicou um post sobre Aborto.
Eu odiei o texto porque o autor, um leitor convidado, foi muito infeliz ao escrever sua opinião e eu achei que por ser um assunto tão importante, o PdH poderia tê-lo apresentado de outra forma, com mais qualidade e informação. Uma pena. Um desperdício de espaço virtual e de tempo de quem leu o tal post.
Independente se sou contra ou a favor do aborto, a questão primeira que defendo sempre e continuarei defendo é a LIBERDADE INDIVIDUAL DO SER HUMANO DE GERIR SUA PRÓPRIA VIDA.
Quanto mais desenvolvida uma sociedade e seus participantes, precisaríamos de menos leis que a regulassem, teoricamente. Pois as pessoas se auto-regulariam. Isso é totalmente utópico, anárquico. Mas a anarquia parece que é a forma mais avançada de organização social. Por isso estamos longe dela.
Mas todo passo em direção à liberadade individual é bem-vindo.
Hoje, o Estado decide por nós várias coisas. O que podemos ou não fazer. Não temos autonomia de decisão sobre nosso corpo.
Por exemplo, seria meu direito andar de moto sem capacete e ter minha cabeça esbugalhada no asfalto se eu quisesse. Mas a Lei não o permite. Seria meu direito andar sem cinto de segurança e ser arremessada do carro numa batida, mas a Lei não me permite. Esses são exemplos corriqueiros de como o Estado interfere em minha liberdade individual. O mérito do porquê ele o faz, não importa. Mas ele o faz.
Como ia dizendo, eu defendo a liberdade individual, para a pessoa fazer o que bem entender consigo mesma, sem interferir com outros.
Hoje no Brasil é negado o direito de escolha às mulheres do que fazer no caso de engravidarem. A única opção é que levem suas gravidezes a termo salvo no caso de estupro ou risco de vida da mãe me parece.
Isso que me incomoda: a falta de liberdade de escolha. A imposição de um resultado.
Cada indivíduo, na minha opinião deve poder decidir sobre as questões fundamentais de sua vida. E ter uma filho é uma questão fundamental. O Estado não é capacitado para decidir isso por ninguém.
Permitindo a liberdade de escolha, daí sim o indivíduo poderá formular sua decisão baseada em suas próprias convicções morais, religiosas, éticas, culturais, psicológicas, financeiras.
Não precisamos de um Estado paternalista. E sim de um governo que nos respeite.
Mauricio,
São dez e tanto da noite e eu estou dentro do meu jipinho, que vocês chamam de noventinha, mas eu chamo de jipinho mesmo. Estou no meio da Ayrton Senna indo para minha distante casa em São Francisco Xavier e você não me sai da cabeça.
O vento gelado que corta meu rosto quando abro o vidro para poder fumar é o mesmo vento que atinge meus pézinhos desnudos nesta noite fria.
Eu não sei onde estava com a cabeça de colocar aqueles sapatinhos de salto fino e dedos a mostra entre tirinhas finas e uma flor.
Porém eu contava com o ar quente do meu carro.
Eu reconheço sua gentileza em intervir no retorno do meu querido jipinho vermelho de teto branco para sua casinha no alto do morro. E agradeço.
Mas Mauricio, estou com frio.
E por ter frio nas cinzentas madrugadas da serra eu abandonei meu querido companheiro de 10 anos para consertar seu ar quente.
A revisão era apenas um detalhe.
Eu entreguei meu carro para uma mocinha de nariz empinado e junto uma listinha onde no topo de minhas recomendações estava lá: ar quente.
Não bastando, telefonei para o Gustavo várias vezes nos quase 15 dias que demoraram para me dar o orçamento do serviço e sempre o lembrei: ar quente.
Hoje, cinquenta e dois dias depois de ter confiado meu companheiro que me leva para lá e para cá nessas estradinhas de terra onde moro, a primeira coisa que perguntei para o Gustavo foi: consertaram o o ar quente?
Ele disse que sim. Que assim que o motor estivesse funcionando o ar sairia quente.
Pois não saiu.
(Imediatamente à tarde telefonei para o Gustavo para avisar do ar frio que saia e ele disse que me ligaria em seguida e não ligou mais.)
Estou com frio.
Mexi e remexi na alavanquinha vermelha e não houve diferença: o vento que sai é gelado como a noite.
E eu pensei em você. E resolvi escrever esta cartinha singela para te dizer…
Mauricio, estou com frio.
Liliana
(Carta Aberta ao Mauricio da Autostar)