O Ranking do BlogBlogs

Liliana | Blogworld,Filosofando | Monday, November 17th, 2008

Eu fui das primeiras pessoas que se inscreveu no BlogBlogs quando ele foi criado. Se não me engano eu fui número 54 e estive entre os primeiros lugares bem no início do ranking. Nem me lembro quando isso aconteceu.

Eu sou blogueira bem antiga da escola da Cora Ronai. Trocava links com o Marmota antes dele ser Miss Cangaíba. Recebia email de final de ano do Catarro Verde. E o Interney era um site amarelo cheio de selinhos pequenininhos na lateral.

Anos se passaram quando voltei a prestar atenção de novo no BlogBlogs e descobri que meu blog estava entre os 500 primeiros, lá pelo número 250 mais ou menos.

Claro que fiquei muito feliz.

Quem não ficaria contente de ter seu trabalho reconhecido por seus pares?

Há um tempo atrás, o BlogBlogs modificou os critérios de seu ranking e meu blog caiu muitas posições indo parar lá pelo lugar 800 e tanto se contar no domínio principal “liliana.com.br/wp”. Acontece que ele também é linkado pelo domínio “chadehortela.com.br” e “chadehortela.com” e os links se diluem. Então, no fundo, eu sei que o negócio não é exatamente fiel.

Mas é claro que fiquei triste com a queda de posição.

Eu sou uma pessoa normal. E ninguém gosta de cair num ranking. Ninguém.

Então fui ver o que eu estava fazendo de errado para justificar colocação tão ruim nos novos moldes. E percebi que eu estava fazendo exatamente o que eu fazia há anos: escrevia o que eu queria, visitava os blogs que eu gostava, comentava quando achava pertinente, participava em midias sociais tipo Twitter e Blip.fm por prazer e divertimento, participava de blogagens coletivas quando achava pertinente, linkava o que eu achava interessante, conversava em IMs com gente legal… Enfim, estava sendo uma blogueira como sempre fui.

Esse balanço de minha vida blogueira me tranquilizou. Blogar continuava e continua sendo uma atividade gostosa e factível.

Não satisfeita ainda, resolvi procurar aqueles blogueiros que começaram comigo, como será que eles estavam se saindo também no tal ranking do BlogBlogs?

Fora algumas exceções, meus conhecidos estão lá atrás comigo: Cora Ronai, MarinaW, PuraGoiaba, Leite de Pato… Outros, nem cadastrados estão: Catarro Verde, carnecrua

Percebi então que eu estava muito bem acompanhada. Não que não estivesse antes. Porém, são duas blogosferas diferentes.

Eu fico feliz de transitar pelas duas. Na blogosfera jovem, dinâmica, agitada, cheia de novidades, de consumo rápido. E na blogosfera clássica, purista, eterna.

E é com minha relação com os meus blogs bem resolvida dentro de mim que acabo este post.

Deixo aqui minha experiência para quem quiser.

Posts Relacionados

  • BlogBlogs
  • BlogBlogs invadiu minha privacidade.
  • Encerrando o assunto BlogBlogs
  • Que tipo de blogueira eu sou
  • A Lista que você mais esperava!


  • Nunca

    Liliana | Filosofando | Friday, October 31st, 2008

    “Nunca” é uma palavra que eu não costumo usar.

    Não vou dizer que eu nunca uso porque justamente, não sei se um dia vou usá-la. Daí, estaria me contradizendo. E se usasse, me contradiria duplamente.

    “Nunca” é muito definitivo.

    Para mim, definitivo só a morte. Para o resto, tudo tem jeito, tudo tem segunda chance. Posso mudar de idéia a qualquer momento.

    Se eu decreto: “nunca”, estou me limitando, me sabotando, me diminuindo.

    Não gosto de “nunca”.

    Eu gosto de “pode ser”, “talvez”.

    Também gosto de “não”. Claro. A gente tem que falar “não” de vez em quando. Mas “nunca”? Não.

    Eu sou completamente e ilimitadamente infinita em meu pensamento. E isso não combina com “nunca”.

    Posts Relacionados

  • Futebol
  • Para as meninas…
  • Kibeloco na Globo.com
  • Spam De Político
  • Melhor


  • Instante de Sabedoria

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta,Filosofando | Wednesday, October 15th, 2008

    Viver é como pegar onda.

    Tem você, a prancha e o mar.

    Você só tem controle de você e da prancha.

    Você cuida bem de você para estar nas melhores condições possíveis para ir pegar onda.

    Você cuida da sua prancha bem, para ela ter o melhor desempenho possível também.

    Mas o mar…

    Você não pode controlar o mar.

    O mar tem o ritmo dele e é uma força muito poderosa e além de você.

    No máximo, o que dá para fazer é observar o mar e conhecer o seu ritmo para escolher a onda, escolher o momento, calcular o tamanho da onda, o tamanho do caldo e o tamanho do seu fôlego.

    Só que na vida, não dá para ficar na praia esperando o momento certo para entrar no mar. A gente está no mar em cima da prancha o tempo todo.

    Mas a gente pode escolher se vai pegar a onda, se vai ficar sentado na prancha, se vai ficar para lá ou para cá da arrebentação.

    Mesmo assim com certas escolhas, a gente está no mar. E no mar, tem tubarão, tem tsunami, tem tempestade, tem calmaria, tem as correntezas. Tudo que independem da gente.

    Cabe a nós ficarmos atentos com o mar.

    E sabermos remar.

    Posts Relacionados

  • Acordai, povo! Hare Gigio!
  • Sabedoria
  • Minuto de Sabedoria do Tao-Te King
  • Minuto de Sabedoria da Liliana
  • Dias Felizes


  • Direitos E Deveres

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta,Filosofando | Friday, October 10th, 2008

    Faz parte da vida adulta assumirmos responsabilidades sobre nossa vida.

    Tem gente que prefere ser criança a vida toda e deixar certas responsabilidades para outros. Eu acho uma pena, porque nessa situação, a pessoa perde uma série de direitos adquiridos por tomar conta de seu próprio nariz.

    Ao tomarmos conta de nossa vida, podemos decidir sobre ela e ninguém tem nada a ver com isso.

    Ou melhor, ninguém tem nada a ver com isso na medida que permitimos que as pessoas se metam em nossa vida.

    Obviamente que temos deveres. Mas não é sobre deveres que quero discorrer.

    É sobre a dificuldade de defendermos nossos direitos.

    No dia a dia, o contato com o outro é uma colocação constante de limites de parte de cada um para que não sejam ultrapassados. E uma lembrança constante que seus direitos devem ser respeitados.

    Nossos direitos não são respeitados naturalmente. Assim como nossos limites não são respeitados naturalmente. A tendência do outro é ir avançando. Ou seja, nós também temos a tendência de avançar nos limites do outro porque não podemos ficar pensando 24 horas só no outro. É impossível. Uma hora, vamos escorregar. E o outro vai ter que se impor. Nós vamos ter que nos impor.

    A diferença de pessoa para pessoa é que uns invadem e desrespeitam os direitos e limites do outro de forma contumaz. Enquanto outros, apenas por uma distração momentânea.

    Uns têm má-fé. Outros não.

    Eu observo que geralmente as pessoas ficam sem jeito de defender seus limites e direitos. Talvez por timidez, por vergonha, por medo de confronto, de chamar a atenção, preguiça, por se sentirem imerecedoras de tais direitos. Enfim, várias razões. E daí eu vejo uma cultura do “deixa pra lá”.

    Ao abrir mão de um direito seu, a pessoa está fazendo mal a si mesma. Ela se torna menor. Ela se faz menor do que realmente é.

    Claro que eu escolho minhas lutas. Acho que todo mundo deve saber onde gastar suas velas. (Em referência ao ditado: não use velas boas com defunto ruim.)

    Mas há lutas para serem vividas.

    Não dá para passar a vida em brancas nuvens.

    Uma hora, se tem que falar “não”.

    Posts Relacionados

  • Como Garantir Seu Direito Autoral
  • O Direito Dos Pacientes Com Câncer
  • O Caminho das Pedras
  • Santa Barbaridade, Batman!
  • Creative Commons X Copyright


  • Adaptação

    Vou tentar ser sucinta.

    Eu estava em São Miguel do Gostoso no Rio Grande do Norte. Fui de mala e chapéu.

    Cheguei lá, minha reforma estava atrasada.

    Quando começaram a reformar a casinha de taipa, perceberam que a estrutura estava podre e não iria aguentar.

    Demolimos tudo.

    Fiquei sem casa.

    E sem como construir uma casa nova.

    Tive que mudar meus planos.

    Voltei para São Francisco Xavier, onde já tenho uma casa.

    Ao mesmo tempo, a Graça ficou doente.

    Eu apressei minha vinda, o que casou com a contratação de uma nova equipe no RN.

    A Graça foi operada na urgência ontem, útero infeccionado, piométria. E agora está bem, recuperando-se aqui em casa após passar a noite no veterinário.

    Se eu tivesse demorado mais um pouco ela não teria sobrevivido.

    (Fui aconselhada a não colocar aqui as fotos da cirurgia porque aparentemente apenas médicos gostam dessas coisas.)

    Mas uma foto dela na recuperação eu vou colocar:

    Conclusões:

    1. Realmente o melhor é viver um dia de cada vez porque a gente nunca sabe o que vai acontecer.
    2. Eu tenho uma capacidade incrível de adaptação.
    3. Ninguém pode dizer que eu não tento (faço/experimento/me aventuro, etc.).
    4. E se eu acreditasse nessas coisas, diria que alguém com o santo muito forte não quer que eu me mude para o nordeste. ;)

    Beijinhos!

    Beijinho by Liliana

    Posts Relacionados

  • Emagrecimento e Tonus da Pele
  • Voltei para casa
  • Ôba! Vamos nos adaptar!
  • Na Massagem
  • Um Sapo no Closet


  • Mulheres são Betazóides e Homens são Klingons

    Estudos recentes comprovaram o que eu já suspeitava: mulheres são betazóides e homens são klingons.

    Para quem não está familiarizado com o universo de Star Trek[bb], primeiro eu tenho que dizer: sinto muito. Em seguida, eu explico. Betazóides são uma espécie telepata e empática que fica lendo a mente uns dos outros e de outras espécies com raras exceções. Eles são muito sensíveis e francos não tendo segredos entre eles. Falam muito. Os Klingons já são uma raça guerreira e a honra é a coisa mais importante para eles. O que às vezes faz com que façam bobagens em nome dela. Eles gostam de comer alimentos[bb] vivos e de beber[bb] e contar histórias e de guerras[bb]. São briguentos.

    Ahh, que maravilhas os encontros e desencontros de uma união de um klingon com uma betazoide!

    Quem disse que homens são de Marte e mulheres são de Vênus[bb]?

    Posts Relacionados

  • Como Resolver Seus Problemas Com Mulher
  • Como Arrumar Um Namorado
  • Lilith e o Eclipse
  • Dia das Mulheres… Bah!
  • O famoso estudo dos “10 Minutos”


  • Decisões e Medo

    Liliana | Filmes, TV e Séries,Filosofando | Thursday, August 7th, 2008

    Decisões e decisões e decisões… O tempo todo um adulto tem que ficar tomando decisões. E parece que ultimamente todas as decisões que eu tenho que tomar são fundamentais. Não tem nenhuma simples.

    E como a gente sabe que está fazendo a coisa certa?

    Espera um sentimento de certeza absoluta subir por dentro do corpo ou vir uma força sobrehumana que nos impulsiona para frente para realizar o que decidimos?

    Uma sensação de felicidade se apossar de nós e nos deixar nas núvens?

    Mas nada disso aparece.

    É um misto de medo e ansiedade. E um desejo muito forte de esquecer esse medo e essa ansiedade a maior parte do tempo para não atrapalhar a realização das coisas que você se propôs a fazer.

    Eu tenho um jeito de lidar com minha ansiedade: eu converso com meu I Ching.

    Vou explicar. O I Ching é um oráculo chinês muito antigo com inúmeras mensagens. Ele não “tira a sorte”. Eu pergunto algo a ele e uma mensagem sai no livro. Obviamente eu vou interpretar a mensagem de acordo com o que eu perguntei. Então, na verdade, quem está analisando e interpretando sou eu mesma. O livro apenas está dando material para eu pensar. E como ele é genérico e sempre fala mais ou menos sobre assuntos gerais, as informações importantes aparecem de verdade mesmo do meu inconsciente.

    É um truque que eu uso para clarear meu pensamento.

    Ontem tive muitas informações novas sobre minha vida em geral. Hoje claro que o dia fica confuso e com muitas coisas para serem processadas dentro de mim.

    Digerir é a palavra correta neste caso.

    Acho importante nos darmos tempo para digerir o que acontece nas nossas vidas.

    Consultei o I Ching e saiu isso:

    Seis na segunda posição significa:
    Firme como uma rocha. Nem um dia inteiro.
    A perseverança traz boa fortuna.

    Aqui descreve-se alguém que não se deixa enganar por ilusão alguma. Enquanto outros se deslumbram com o entusiasmo, ele reconhece claramente os primeiros sinais do tempo. Assim, não adula os que se encontram acima, nem negligencia os que se encontram abaixo. Ele é firme como uma rocha. Quando os primeiros sinais de discórdia surgem, ele percebe o momento próprio à retirada e não se retarda um dia sequer. A perseverança em tal conduta traz boa fortuna.
    Confúcio comenta e respeito dessa linha: “Conhecer as sementes é sem dúvida uma faculdade divina. Em sua relação com seus dirigentes o homem superior não é adulador. Na relação com seus subalternos não é arrogante, pois conhece as sementes. As sementes são os primórdios ainda imperceptíveis do movimento, o primeiro sinal de boa fortuna (ou de infortúnio). O homem superior percebe as sementes e age imediatamente. Ele não espera um dia inteiro.
    Diz-se no Livro das Mutações:
    ‘Firme como uma rocha. Nem um dia inteiro.
    A perseverança traz boa fortuna’.
    Firme como uma rocha, para que um dia inteiro?
    Pode-se saber o julgamento.
    O homem superior conhece o oculto e o manifesto,
    conhece a fraqueza e também a força:
    por isso as multidões erguem o olhar para ele”.

    Fui abrir meu iTunes para ouvir uma música e no Aleatório estava para tocar Bonny Portmore. Eu adoro essa música e achei que era pertinente colocá-la aqui para acompanhar este post. Abri o YouTube e para minha surpresa, o video da música era o último episódio de uma série de TV que eu adorava: Highlander.

    Eu já disse que eu acredito piamente em sincronicidade?

    Com tudo isso, eu só posso dizer que a sensação é de uma grande despedida.

    Parece que grandes mudanças vêm por aí.

    Highlander – Bonny Portmore – Último Episódio

    Posts Relacionados

  • Buraco do Metrô
  • Prevenir é bom
  • Kassab e a Astronauta
  • O Medo
  • Eu Odeio Palhaço


  • Fui Para São Paulo

    Liliana | Filosofando,Viagens | Wednesday, August 6th, 2008

    Este mês está marcado por muitos idas a São Paulo. Muitos eventos, compromissos, encontros.

    Eu gosto de ir para lá, embora fique muito cansada com a viagem. Tem dias que é bate-e-volta. Porém, cada ida é uma mudança na minha vida. Cada viagem significa uma lição, um aprendizado, uma experiência diferente.

    De outra forma, por que ir então?

    Posts Relacionados

  • Em São Paulo
  • Sabadão
  • Inundações
  • Estou me aprontando
  • Futebol


  • Frank e Harvey

    Hoje acordei misteriosa, com pensamentos complicados, papo cabeça mesmo.

    E me lembrei de Donnie Darko, um de meus personagens favoritos. Acho que hoje acordei Donnie.

    Vocês conhecem Donnie Darko? Têm que conhecer! Além de ser um garoto brilhantemente interpretado por Jake Gyllenhaal, a história é muito boa e a trilha sonora é de arrepiar. É um dos poucos filmes que eu faço questão de ter em DVD aqui em casa.

    O filme gira em torno de um coelho imaginário, Frank. E isso me remete a outro filme meu preferido que também tem um coelho imaginário, Harvey (também tenho o DVD). Mas dessa vez, o personagem principal não é soturno como Donnie. É um homem desencanado interpretado por James Stewart na comédia antiga Meu Amigo Harvey.

    Não posso deixar de pensar que Donnie Darko foi inspirado em Meu Amigo Harvey. Embora um filme seja leve e comédia e o outro seja um drama de ficção, ambos os protagonistas são muito parecidos por serem homens muito na deles. Completamente na deles. E no fundo, ambos são torturados. Elwood é alcoólatra e Donnie é depressivo. E ambos precisam ficar sós.

    Domingo costuma ser meu dia de reflexão. De ficar sozinha. E nada melhor que a companhia de Elwood, Donnie, Harvey e Frank.

    Coloquei aqui cenas dos filmes. Cuidado que estão cheias de spoilers!

    Donnie e a Professora

    Donnie e os Smurfs

    Donnie e o Profeta

    Donnie e Frank

    O Final Completo de Donnie Darko

    E para terminar, eu lhes apresento Harvey, nas palavras de Elwood conversando com o psiquiatra nos fundos de um bar:

    Elwood e o Psiquiatra

    Elwood e o Outro Psiquiatra

    “I recomend pleasant…”

    Tenham um bom domingo!

    Posts Relacionados

  • Minha DVDteca
  • Desafio aceito!


  • Cavalgada

    Liliana | Filosofando,Minha Vida Na Praia,São Miguel do Gostoso,Viagens | Sunday, July 20th, 2008

    Gente, acabei de voltar e quis vir compartilhar com vocês. A sensação é maravilhosa.

    Eu nunca tinha andado de buggy na praia. Vim andar aqui em São Miguel do Gostoso com os amigos que fiz por aqui. E não foi a passeio. Foi como meio de transporte normal.

    Aqui se anda de buggy pela praia porque o caminho é mais perto para ir de um lugar para outro. Enquanto pelo asfalto às vezes são 25 km, pela praia cai para 7, 8. O único cuidado é ficar esperto com as marés: se a maré está cheia a praia some em alguns lugares. Então tem que ficar de olho na Tábua de Marés.

    Pois bem, comprei o buggy ontem.

    Nunca ia imaginar que hoje iria colocá-lo na areia.

    Gente, eu que mal tinha andado de buggy de carona me vi dirigindo no meio da praia, subindo e descendo dunas (tudo bem que foram pequenas, mas poxa, meu primeiro dia). Entrando e saindo das praias sem fazer o buggy morrer. Fazendo bonito.

    Nossa! A sensação é incrível!

    O buggy chacoalha demais. E a gente tem que segurar firme na direçãozinha pequena para manter o carro andando em linha reta.

    E você vai solta dentro do carro. Se virar, babau.

    Caramba, eu tinha filmado um pessoal de jipe hoje de manhã na praia para mostrar para vocês, um comboio lindo, mas o filme não saiu legal. E logo à tarde, nunca poderia imaginar que eu é que estaria sendo filmada.

    Eu adoro andar de jipe e minha experiência com o jipe ajudou, eu acho. Mas o buggy é muito legal!

    O título do post é Cavalgada porque hoje teve uma cavalgada de comemoração do aniversário da cidade. Juntou tudo que é meio de transporte para seguir o caminho. Eles se juntaram às 7 da manhã, inviável para mim. Assim, quando me convidaram para ir pela praia encontrar a cavalgada numa cidade para frente eu topei. Fui atrás de outro buggy.

    A maré já estava enchendo e a gente teve que andar meio de lado na areia fofa e meio na linha d’água, bem inclinado. Tanto que a volta foi pelo asfalto.

    Pessoal, fico feliz de poder compartilhar isso com vocês. E queria voltar a dizer, desculpe se insisto na mesma tecla sempre: não tenham medo de viver e de ser feliz. Busquem a Felicidade, de verdade. Por favor, não se contentem com pouco.

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • Conclusão

    Liliana | Filosofando | Thursday, July 10th, 2008

    “Eu devo ser muito ruim, chata e teimosa porque eu tenho o péssimo hábito de continuar viva.”

    Posts Relacionados

  • Como escrever um texto interessante
  • O Fodão
  • Alô? Au Au!
  • O amor está no ar
  • Cãobeleireiros


  • A Lei de Smurf

    Liliana | Filosofando | Tuesday, June 24th, 2008

    Todo mundo conhece a Lei de Murphy: “se alguma coisa pode dar errado, vai dar.”

    Mas eu nunca tinha ouvido falar da Lei de Smurf: “você sempre vai se dar mal, como Gargamel.”

    A Lei de Smurf pode parecer muito pessimista. Mas contém uma verdade verdadeira daquelas que está escrita no I Ching: tudo é cíclico e mais cedo ou mais tarde, o que sobe desce, o que está cheio esvazia e o que está bom acaba.

    Tudo depende como a gente encara a tal Lei de Smurf.

    Se eu vou me dar mal de qualquer jeito, faço ou não faço?

    Vale a pena andar na montanha-russa?

    Porque vocês já perceberam, nessa altura do campeonato, que a vida da gente é um grande passeio numa enorme montanha russa.

    Tem gente que não embarca no carrinho nunca. E tem gente que não sai do parque de diversões. Mas querendo ou não de vez em quando damos as nossas voltinhas na montanha-russa que essa vida aleatória nos apresenta.

    Procurar sempre se dar bem. ficar feliz o tempo todo num estado de alegria eterna é irreal. Ficar no topo da montanha para sempre é impossível. O ar lá em cima é rarefeito.

    Como também ficar no fundo do poço é húmido, frio e escuro. Não bate sol. É insalubre.

    O meio-termo, fora da montanha-russa, é o estado que conseguimos ficar por mais tempo e mais tranquilos. Quando nossas energias são economicamente usadas. E o estado que se experimenta no meio termo é a satisfação, a paz.

    Acho que a grande sacada da vida é evitar que a subida da montanha-russa seja muito íngreme para que a descida não seja proporcional. E a oscilação do fiel da balança volte o mais rápido possível ao repouso.

    Já expliquei que sou epicurista. Este estado ideal que descrevo é chamado ataraxia.

    Porém, posso parecer paradoxal ao pregar a ataraxia e o mesmo tempo ser umas das maiores frequentadoras de montanhas-russas que conheço.

    É simples.

    É que eu não fujo de uma boa volta quando a vida me convida para um belo parque de diversões.

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • Estou Velha e Rabugenta Ou Nada No Mundo Me Surpreende Mais

    Liliana | Admirável Mundo Velho,Filmes, TV e Séries,Filosofando | Sunday, June 22nd, 2008

    Ontem eu fiz uma mágica no computador que envolve downloads e torrents e vi os tais episódios de House.

    É. Legal. Mas não achei nada de mais.

    House foi House.

    Eu achei que ele tinha um caso com a Amber porque só isso justificaria o Wilson ficar tão bravo a ponto de perder a amizade.

    Ela só foi buscá-lo no bar. O amigo bêbado do marido. Foi uma acidente. Ele não tem culpa do ônibus ter batido.

    Qual o drama aí?

    Foi um puta azar, isso sim. Mas como diz o I Ching, sem culpa.

    Daí vocês poderiam dizer que se ele não bebesse nada disso teria acontecido.

    Mas o Wilson já era amigo dele do jeito que ele era, bêbado e drogado.

    Foi azar.

    Como ele falou, é randômico.

    Eu vejo a vida como House: a vida é randômica. Nada mais que isso.

    Sem culpas, sem predestinações, sem carma, sem leis de causa e efeito. Pura e simples randômica.

    Se Wilson culpar House por alguma coisa, que pode acontecer, porque Wilson não é House e talvez a visão dele seja diferente, a série talvez fique um draminha meio bobo. Espero que não aconteça.

    É uma boa série, sem dúvida.

    Valeu ter visto.

    Realmente o que chamou a atenção foi a culpa de House. Ele sim assumiu a culpa durante os dois episódios, coisa anômala. Mas no final, na conversa final com Amber ele volta às suas convicções de que a vida é randômica mesmo e que ele não tem culpa e vive.

    As coisas são como são.

    Coisas ruins acontecem com gente boa. O tempo todo.

    E os caras maus nem sempre se dão mal. É um fato.

    Essa é uma verdade da vida nem sempre fácil de se conviver numa boa. Por isso que tanta gente precisa de religião. Para explicar, justificar.

    Para pessoas como eu, que não tem a religião como suporte, vemos a vida de uma forma meio dura e fria: as coisas acontecem e pronto. Randomicamente. Pode acontecer com qualquer um, a qualquer hora, sem razão nenhuma.

    Eu trabalhei com emergências durante bom tempo e vi isso acontecer. Você está vivo e logo depois você está morto.

    Os críticos de pessoas como eu sempre mencionam: e se acontece comigo? Eu continuaria a pensar do mesmo jeito? Eu não me voltaria a uma estância superior, não buscaria conforto em deus, na religião ou coisa parecida?

    Pois coisas ruins já aconteceram comigo e eu não me voltei a nada porque não acredito que há nada. Quando estamos próximos à morte há um silêncio muito grande e uma solidão enorme. E eu tive mais que certeza que foi tudo por acaso. Randômico. Eram coisas ruins acontecendo com uma pessoa boa.

    Posts Relacionados

  • Coisas Ruins Acontecem Com Gente Boa O Tempo Todo
  • Confronto
  • Um pouco de nada
  • Meu Power Point ideal
  • Cardoso e Flavia


  • Árvores

    Liliana | Filosofando,Minha vida num sítio | Thursday, June 19th, 2008

    Além de bichos eu gosto de plantas.

    Desde de criança eu convivo com plantas no meu quarto, cuidando, regando, podando.

    Lembro que eu era menininha e tinha uma enorme plantação de feijões em algodão e embalagem de ovos.

    Quando mudamos para o apartamento, meu quarto era uma selva. Eu tinha uma batata num vaso pendurada no lustre que subia para o teto e dava folhagem por todo o lado. Eu não podia ver uma vaso bonito que eu comprava e levava para o quarto, meu reino particular.

    Quando casei e tive minha casa finalmente, eu arrumei minhas árvores. Era um apartamento minúsculo e na época era moda ter um vaso de Árvores da Felicidade, macho e fêmea. Também era moda ter fícus, chifléria… Eu tinha todos eles. E samambaia, renda portuguesa, orquídea. Até frequentei um orquidário durante um tempo para aprender a mexer nas orquídeas. Comprei livros, estudei, transplantei, enxertei…

    As plantas sempre me acompanharam em todos os lugares que eu morei. E sempre as mesmas, porque eu sempre cuidei muito bem delas.

    Nesses vinte e tantos anos que eu saí da casa de minha mãe e tenho minha própria casa, a maioria das plantas morreram. Muitas de velha, outras de doenças incuráveis, outras comidas por cachorros (essas foram as orquídeas devoradas pela Graça filhote). Porém, uma árvore permaneceu comigo num vaso durante todo este tempo: o fícus.

    Este fícus me acompanhou por mais de vinte anos em seu vaso pequeno para o potencial de uma grande árvore que ele é a espera de seu local final.

    Há 3 anos, mudei-me para a casa que estou e finalmente senti que o fícus encontrou seu lugar: ao lado de minha casa. Ele saiu de seu vaso apertado e foi para a terra. E começou a crescer.

    Este fícus, na minha cabeça, representava meu casamento pois havia comprado para o apartamento de recém-casada. E para reforçar essa idéia, seu tronco era bipartido, representando as duas pessoas do casal.

    Passeando no meu jardim reparei algo estranho nele.

    Sua copa estava diferente. Algo faltava.

    Chegando mais perto pude constatar que um dos troncos foi decepado.

    Não sei como, nem porquê, nem quando.

    Só sei que agora só tem um tronco apenas. Mas o que sobrou está forte, bonito, verde, cheio de folhas.

    Não sei se acredito que é mais que uma coincidência. Mas é um fato.

    E o fícus me ficou mais simpático ainda e me compadeci dele por sofrer esta mutilação.

    Além do fícus existe outra árvore importante para mim aqui em casa: a paineira da frente.

    Ela foi plantada logo que o platô foi aberto há uns 9 anos atrás juntamente com as outras árvores do reflorestamento. Mas diferente das outras, ela cresceu mais que todas. Também não sei porquê. As outras paineiras que foram plantadas ao mesmo tempo estão pequenas e mirradas, bem diferentes dela. Esta está exuberante, linda, e até já deu uma flor. Uma só apenas, mas já deu uma flor.

    Não me perguntem a razão, mas a paineira também tem o tronco bifurcado. Porém, ao contrário do fícus, os dois galhos que derivam crescem fortes e simétricos.

    O que será que significa?

    Posts Relacionados

  • As árvores de Natal mais lindas
  • Trabalho de Detetive
  • Fauna e Frutas
  • Twittando No Blog
  • O verão chegou ao sítio


  • Adoro Domingos

    Liliana | Filosofando,Minha vida num sítio,São Francisco Xavier | Sunday, June 15th, 2008

    Adoro domingos silenciosos.

    Não é todo domingo que é silencioso aqui em São Francisco Xavier. Dia de festa tem música na praça e o som se transmite pelo vale todo e chega até aqui em casa. Nos dias de semana eu escuto o barulho das crianças na escolinha do outro lado, lá longe e meus cachorros respondem a cada gritaria.

    Domingo não. Domingo tudo fica calmo e quieto.

    E eu adoro silêncio.

    Minha música preferida no player é “OFF”.

    Tem pessoas que gostam de deixar TV ou som ligados para ficar um barulhinho de fundo enquanto fazem outras coisas. Eu abomino isso.

    Não é que eu não goste de música. Eu gosto. Mas quando eu vou escutar música, eu escuto música. Minha atenção é para a música e eu entro nela. Mas escuto pouca música. Só de vez em quando. Em ocasiões especiais.

    A trilha sonora da minha vida é o silêncio e meus pensamentos.

    Posts Relacionados

  • Eu adoro calor
  • Ermitã Assassina
  • Livre, Linda e Solta
  • Natação
  • fala baixo


  • « Previous Page | Next Page »

    Powered by WordPress | Theme by Roy Tanck
    Liliana Pellegrini. Todos Os Direitos Reservados.