As coisas andam tranquilas pelos lados de São Francisco Xavier.
Tudo está encaminhado, em dia, todos bem.
No final de semana fui no Show do Chicão, um amigo que toca e canta muito bem. Filmei uma música mas a conexão aqui anda tão capenga que não consigo subir o video para vocês.
Mas consegui colocar a foto que a Cris mandou. Ela é leitora do blog e pediu: coloca nossa foto lá? Claro, Cris! Tá aí:

E com esses problemas de conexão eu mal consegui baixar meus episódios das séries que eu gosto. Com muita dificuldade consegui ver esta semana: True Blood, House e Dexter.
Eu adoro True Blood. É uma série que mostra as pessoas como elas são de verdade, com um pouco de exagero pois não existem vampiros, mas mostra que todos temos o lado bom e o lado mal. E esses dois lados convivem harmoniosamente em nós.
Na verdade, as três séries que eu gosto e vi esta semana mostram exatamente isso: que temos os dois lados ao mesmo tempo. E eu gosto disso. A diferença porém nas séries é o que cada personagem faz com essa dicotomia. E aí, as diferenças aparecem e eu me identifico mais com um ou outro e localizo pessoas mais parecidas com um ou outro personagem, de acordo com as reações e aceitação própria.
Em House, essa semana, Cuddy diz: “por que você sempre tem que ser contrário a tudo?” E ele responde: “não sei…”
Acho que foi a primeira vez que vi House ser sincero consigo mesmo.
No caso do episódio, ele estava com ciúmes da Cuddy e o bebê. Ele não queria dividir a atenção e o afeto dela com ninguém. É óbvio que ele sente algo por ela. Tanto que ele a beija. Mas House tem um longo caminho pela frente até entrar em contato com os sentimentos dele e “descobrir” o porque dele ser contrário a tudo. E aí, vão anos de seriado de um médico atormentado.
Já Dexter, quer sentir. Quer ter sentimentos. Ele vai ser pai, vai casar, e está reconhecendo sua ligação com esses humanos que fazem parte de sua nova família. Ele acha que não sente nada pelas outras pessoas, porém não reconhece que esta ligação que ele tem com sua noiva, seu filho por nascer e os filhos dela são justamente os tais sentimentos que ele gostaria de ter. Cada pessoa experimenta os sentimentos de uma forma. Dexter, a cada episódio, está mais humano.
Acredito que isso é uma estratégia de marketing para que a série Dexter seja mais aceita pelo público. Afinal, as pessoas devem ter algo com que se identificar com o personagem principal. E a identificação com um serial killer é muito incômoda e não dá muito resultado.
E por que essas séries que mostram tantas coisas ruins das pessoas fazem tanto sucesso?
Porque nosso “lado mau” precisa ser trabalhado também. E ver o House ser desagradável, o Dexter matando alguém e as pessoas de True Blood sendo tão verdadeiras e cheias de defeitos funciona como a catarse que nos equilibra numa vida que nos cobra ser bonzinhos e cumpridores das leis e convenções sociais.