Ainda o Teste da Estruturação do Cérebro

A Madame Bela postou um teste que ela leu num livro e que eu repeti aqui como : Teste sua Masculinidade.

A repercussão do tal teste foi muito interessante.

Eu percebi que as pessoas preferiam ter uma pontuação baixa, inclusive as mulheres.

E a pontuação baixa indicaria um pensamento do tipo masculino.

Assim, concluí que as mulheres que se queixaram comigo de suas pontuações esperavam ter um pensamento mais masculinizados do que de fato tinham, ou seja, femininos.

Será então que as mulheres não estão satisfeitas com sua forma de pensar feminina? Ou idealizam a forma masculina de pensar?

Eu não vi nenhum homem querendo ter mais pontos.

Não sei se o teste realmente indica alguma coisa, porém, achei interessante os resultados de dois personagens blogosféricos que até pouco tempo personificavam (ou personificam) arquétipos de machões na disputa do BBB: de um lado, Cardoxerxes fez -10 (menos10) e de outro, o paladino da Liga do Saco Roxo, Bender, fez 0 (zero) pontos. Se isso não é ser macho, não sei o que é. Vai ver que o teste tem um fundo de verdade.

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  • Eu sei, eu sei.

    Liliana | Comentando Comentários | Sunday, December 16th, 2007

    Eu sei que o blog está diferente.

    E não foi só o lay-out que mudou.

    Eu sei que não está do jeito que eu quero. E nem que vocês querem.

    Mas vai estar.

    Só um pouco de paciência.

    Imaginem que eu sou uma lagarta aprisionada.

    Depois a lagarta sai como borboleta.

    Úi.

    Vou borboletear.

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    Liliana | Comentando Comentários | Thursday, December 13th, 2007

    O Bruno me perguntou num comentário o que eu achava das séries de TV sobre médicos.

    Desde pequena eu assisto a elas, mesmo antes de saber que eu ia ser médica.

    Minha favorita era M*A*S*H* . E acho que ainda é. Mal sabia eu que aquela série era tão real e verdadeira como pude comprovar como neurocirurgiã. (Olha, gente. É tudo verdade!) Gostaria muito de revê-la. Tanto que uma de minhas músicas favoritas de todos os tempos é a canção tema Suicide is Painless.

    Falando de séries mais novas, eu começo a ver todas, mas não são todas que eu continuo a seguir.

    Quando começou E.R., eu estava recém-saída de um serviço que eu gostava muito e nem podia ver a série porque ficava com saudades e chorava. Eu adoro emergências. É minha atividade médica favorita e E.R. é perfeita. Depois ficou muito babaca e parei de assistir.

    Scrubs é cruelmente real. Claro que não me identifico com J.D.. Mas a série mostra bem a diferença entre cirurgiões e clínicos. Mas como a ênfase são nos clínicos e eu, como cirurgiã não tenho paciência para isso, não assisto mais também.

    E tem House. Ahhh, House. House é um médico frustrado. Ele para mim é um péssimo médico. Eu fico irritada com o jeito dele e de como ele é incompetente. Ele dá mil voltas antes de fazer diagnósticos simples. Quase mata os pacientes para descobrir o que os caras têm. Para mim isso é ser ruim. E a mania dele de fazer biópsias cerebrais? Para mim o House é um neurocirurgião frustrado, por isso tantas biópsias cerebrais. Não teve competência para fazer cirurgia. Porque para ser cirurgião tem que ter um certo ego. E ele desfila pelo hospital com maus-modos e uma arrogância que lembra, prestem atenção, lembra um cirurgião. Mas ele não é. Ele come mortadela e arrota camarão. Se ele fosse um cirurgião, daí sim ele poderia ter a arrogância que ele acha que merece. Eu assisto House de vez em quando, quando estou de bom humor, quando quero rir, porque House dá nos nervos.

    Respondida a pergunta, Bruno?

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    Liliana | Comentando Comentários | Friday, November 23rd, 2007

    No post do Geek Quiz eu dei a impressão que o Cardoso havia feito o tal quiz. Ele não fez o teste. E nem sei se vai fazer. Sei lá o que se passa na cabeça daquele cara.

    Mas vou contar o causo explicando porque fiz a afirmação de que fui mais nerd que ele.

    Nós dois temos MacBooks brancos.

    Eu peguei meu MacBook, que se chama LiMacLil e comecei a simular um intercurso sexual dele com o MacBook do Cardoso, o CCBook. Coloquei os nossos Macbooks para transar. E queria fazer um ensaio fotográfico sensual dos dois em posições comprometedoras.

    Ele não achou graça nenhuma e disse que eu era muito nerd para ele.

    Acho que ele ficou com medo que o meu MacBook riscasse o MacBook dele.

    E foi assim, senhoras e senhores, que euzinha consegui ser mais nerd que o senhor Carlos Cardoso.

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    Liliana | Comentando Comentários | Thursday, October 11th, 2007

    Seguindo a sugestão do meu amigo Worklover

    monet11.jpg

    Monetizei.

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  • Anti-Social

    worklover | |

    Minha querida amiga Li. Vc não é anti-social. Apenas uma pessoa reservada.

    Leia: Estabilidade do comportamento anti-social na transição da infância para a adolescência: uma perspectiva desenvolvimentista

    Eu tb sempre me achei anti-social pelos mesmos motivos q vc. Agora penso diferente.

    Beijos e bom fds.

    Quando eu respondi o meme: “Você é um blogueiro Anti-Social?” é claro que não usei o termo anti-social com sua definição psiquiátrica.

    Quando a gente pensa em anti-social vem na cabeça um cara meio recluso, que não sai muito, tem poucos amigos. Foi nesse contexto que eu me incluí como anti-social.

    A definição de anti-social na verdade é de uma pessoa agressiva, manipuladora, que não tem empatia com outros seres, que modifica o ambiente para satisfazer seus interesses, quebra regras e leis e está na categoria dos Transtornos de Personalidade, como os psicopatas, uma doença mental.

    Eu não sou anti-social nessa definição. Eu não conheço ninguém assim. Na verdade até conheço, mas não convivo com essa pessoa.

    O texto que o Worklover sugeriu para leitura é bem esclarecedor. Recomendo.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz.,Comentando Comentários | Thursday, September 27th, 2007

    Último post do dia, prometo.

    Mas é que o Denis que lembrou de um causo que eu precisava contar antes de esquecer.

    Ele contou que a gente também era obrigado a ler o tal d’O Meu Pé de Laranja Lima, do mesmo autor do famigerado Coração de Vidro.

    Eu me recusei a ler.

    Eu sempre fui uma criança muito boazinha. Pelo menos eu sempre me achei uma criança muito boazinha. Porém, desde que eu nasci eu tenho uma coisa dentro de mim que fala em determinadas situações: “nem fodendo!”.

    Daí, quando essa coisa aparece e fala dentro de mim: “nem fodendo!” Eu não faço nem fodendo.

    Ler O Meu Pé de Laranja Lima entrou nessa que eu não ia ler nem fodendo. Não importava que eu tirassse zero na escola, que repetisse de ano. O escambáu. E não li.

    Eu sempre fui ótima aluna. Aluna nota 10.

    Mas eu fiquei de recuperação uma vez na vida em toda minha vida de estudante.

    Foi de geografia, no segundo colegial, em 1974.

    A professora mandou a gente fazer um trabalho detalhando todos os países da Copa do Mundo de Futebol.

    Eram 32 países.

    Nem fodendo que eu ia fazer isso.

    Nem me preocupei. Foi recuperação de verão direto.

    Outro dia eu conto outro “nem fodendo!” que pode ter me custado um emprego.

    Mas vocês sabem. É aquela coisa…

    Nem fodendo!

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  • Resposta ao Enio

    Agora que eu respondo os comentários, não resisti a fazer um post demonstrando como determinadas músicas são de fossa para mim, ao contrário do que o Enio escreveu.

    1. Enio Luiz Vedovello Says:
      Interessante…
      Too Old To Rock And Roll, Too Young To Die, Fortuna Imperatrix Mundi, Vida Louca Vida, Hide In Your Shell e Redemption Songs são músicas que eu adoro. Mas não me lembram fossa, muito pelo contrário…
      Lorenna McKennitt não é a minha cantora de músicas celtas favoritas, mas as músicas celtas quanto mais tristes, mais bonitas.
      Já com as outras, tenho de concordar que servem bem a uma fossa…

    Tudo por causa do tal do meme que o Cardoso mandou, pedindo para eu colocar 10 Músicas de Fossa.

    Agora vou acabar com a alegria de vocês cada vez que ouvirem cada uma das músicas a seguir:

    1. Too Old To Rock And Roll, Too Young To Die, Jethro Tull. Este CD do Jethro Tull conta a estória de um roqueiro velho chamado Ray Lomas que se vê sozinho e perdido num mundo no qual seus semelhantes mudaram de vida, casaram, arrumaram empregos, tiveram filhos, largaram a vida boêmia ou simplesmente estão na cadeia. Lomas não combina mais com a época, está ultrapassado, está decadente e como solução ele joga sua moto e bate num caminhão a 120 por hora. Esta música é exatamente a hora em que ele tenta o suicídio, quando está mais desesperado. O final do CD é melhor, ele não morre no acidente e volta a viver sua vida exatamente igual, inclusive arrumando menininhas estudantes de uma escola, com quem faz sucesso. Mas não deixa de ser muito patético.
    2. Fortuna Imperatrix Mundi da ópera Carmina Burana de Carl Orff. Esta é minha música preferida quando estou com raiva da vida. Sua letra mostra toda a crueza e realidade de como a vida é. A vida é dura e cruel. E a letra da música diz exatamente isso: “Ó Fortuna, como a Lua, estados variáveis, sempre cresce e decresce, vida detestável.” Estas são as primeiras linhas da canção. Não é a toa que ela é sempre escolhida como tema musical de vários filmes de terror, como A Profecia.
    3. Vida Louca Vida de Cazuza. “Vida louca, vida, vida breve, já que eu não posso te levar quero que você me leve.” É um cara deprimido, que está morrendo e tem que aceitar que a vida é isso. E que acaba e ele não pode fazer nada quanto a isso. É uma loucura. A vida se a gente pensar bem é uma loucura. Não pense muito a respeito disso senão você fica deprimido.
    4. Hide In Your Shell de Supertramp. O começo da música já te avisa: esconda-se em sua concha porque o mundo está aí para sangrar você. E acaba dizendo: nós somos uns idiotas…
    5. Redemption Songs comBob Marley and The Wailers. Esta música foi escrita para negros oprimidos, mas fala principalmente na opressão mental que nós mesmos nos colocamos. “Emancipe-se da escravidão mental.” Para mim este é o maior problema do ser humano: a escravidão mental, não conheço nada mais triste que isso.

    Assim, como queria demonstrar, não vejo nada de contente em nenhuma dessas músicas. Todas tocam em questões que me deixam muito deprimida, ou vice-versa, quando estou muito deprimida eu gosto de escutá-las para ter ressonância no que estou sentindo. Ao expor estas músicas para vocês vocês me conhecem um pouco mais e o que me toca fundo.

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