Todos em casa
Então o Tai foi de motorista para São José dos Campos tomar banho, fazer curativo, ser tosado e acabou tendo que dormir lá.
Eu passei a noite sem o Tai com um silêncio estranho na casa. Demorei para dormir, uma ansiedade esquisita. Só no dia seguinte percebi que era a ausência dele que me deixou tão incomodada. O Tai nunca havia passado a noite fora de casa, nunca havia viajado sem mim.
O Pepê também foi. Foi ser castrado e a operação correu bem. E confesso que a casa ficou bem silenciosa sem ele. O Pepê já conquistou seu espaço aqui.
Quando estava indo para o trabalho ontem, cruzei com o transporte canino na rua e fiz questão de ver meus bichos. Os dois ficaram tão felizes de me ver que fiquei emocionada. A gente não imagina que pode ser tão importante para os cachorros. O Tai quando me viu queria pular fora do carro e ele nem consegue se mexer direito. O Pepê, que estava na gaiola chorava e lambia minha mão desesperado. Eles realmente estavam felizes de me ver.
Já à noite, os 5 bichos ficaram juntinhos em volta de mim no quarto. Até o Tai.
Falando em bichos, ontem se o Gato Branco fosse uma cobra tinha me picado.
Tem um gato branco que vem comer a ração dos cachorros na varanda toda noite. Já tentei dar ração de gato, me aproximar, mas ele é muito arisco. Eu gostaria que ele fizesse amizade com a Manilha mas parece que ela não quer saber dele. Então ele vem na varanda mesmo comer e beber. Ele é enorme, bonito e bem peludo. Eu o chamo de Gato Branco.
Quando eu fui cuidar do Tai na varanda, reparei que o sapo Mario estava ao lado do Tai. A Joom La cheirou o Mario e ele fugiu para o potinho de água. Ao lado do potinho percebi uma coisa branca que parecia um algodão. Era o rabo do Gato Branco do lado do sapo. A Joom La então viu o gato e começou latir chamando os outros cachorros. E o Gato Branco fugiu quando o Gigio, enorme, apareceu.
Assim, a família estava toda reunida: cachorros, gatos, sapo e eu.
Confesso que esses tempos estão muito especiais. Nunca me senti tão feliz, tão tranquila, tão realizada. Eu mereço!

