Manual do Deprimido

Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Tuesday, July 27th, 2010

Estou disponibilizando online o Manual do Deprimido.

Um livro para ajudar a passar essa fase chata e desagradável.

Espero que gostem.

Manual do Deprimido.

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  • Meu atendimento mudou com o iPhone

    Eu adoro o que faço.

    Todo dia recebo pacientes com as mais diferentes queixas que englobam diversas especialidades. Eu sou a clínica geral da pequena cidade que moro e o acesso a especialistas é muito difícil. Assim, eu procuro resolver os problemas que aparecem por aqui mesmo, enquanto o paciente aguarda a consulta com o especialista que pode nem acontecer.

    É impossível saber toda a Medicina de cor. E é aí que entra o iPhone.

    Baixei aplicativos médicos que recorro mesmo na consulta para ter sempre a possibilidade de oferecer o que há de mais moderno e completo mesmo numa pequena vila da Serra da Mantiqueira.

    Meu preferido é o Medscape.com. Eu tenho estudado por esse site e me atualizado há vários anos e fiquei muito contente de achar a maior parte da literatura para download.  Assim, nem preciso conexão de celular ou WIFI para ler os textos.

    Outro aplicativo é o MedCalc. Uso para calcular coisas como o IMC.

    O CID-10 também está disponível assim como uma lista de Genéricos.BR.

    Minhas últimas aquisições são um Guia de ECG com dezenas de exemplos de traçados que está quebrando um galhão porque um laudo de ECG pelo cardio demora até 6 meses para chegar. (ECG Guide)

    E também um Manual de Dermatologia cheio de fotos (A2Z-Derm).

    Também tenho o Epocrates mas confesso que nunca precisei usar. Tirei.

    Sem dúvida o iPhone tornou meu trabalho muito mais completo, de melhor qualidade, divertido e desafiador. Não tem volta.

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  • Como ser uma mulher bonita

    As pessoas olham uma mulher bonita e acham que ela nasceu daquele jeito e simplesmente passa pela vida aproveitando sua beleza.

    Ledo engano.

    A gente pode até nascer com propensão para ser bonita mas o fato de “mulheres feias” ficarem bonitas desmente que é necessário ter os genes certos.

    Ser bonita dá trabalho. Muito.

    E isso é que diferencia a bonita da feia: o tempo e dedicação para sua aparência.

    Eu acredito que todo mundo é bonito. Só falta a produção certa.

    Em primeiro lugar, tem o peso. Ficar acima ou abaixo do peso é feio. Isso, é um fato. Então, começa-se pelo esforço de ter  peso ideal para sua altura.

    Em segundo lugar tem a higiene pessoal. Unhas, dentes, cabelos, pele, tudo bem tratado, aparado, limpo, cheiroso.

    Em terceiro lugar vem as correções de falhas: arrumar dentes, tratar de acne e vai por aí.

    Na verdade a pessoa bonita é saudável e transparece essa saúde.

    Com o corpo e anexos em dia, passamos para o guarda-roupa. A mulher bonita veste coisas que a deixam mais bonita. Tem que saber escolher a roupa certa.

    Da mesma forma a maquiagem. É para embelezar e não enfeiar.

    Tudo isso requer tempo e dedicação. Conhecer o próprio corpo e tirar o melhor dele. Qualquer pessoa pode fazer isso. Mas tem que parar, pensar e se importar com o assunto em vez de reclamar que não é bonita.

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  • Mas, doutora! Eu não como nada! – Como emagrecer

    A maioria das pessoas não faz idéia do que come.

    Recebo muitos pacientes que se queixam que “não comem nada” mas não emagrecem ou até mesmo engordam.

    Eu oriento a todos e pessoalmente sigo essa orientação (eu faço o que eu falo) de anotar tudo que se come por pelo menos 3 dias para haver uma conscientização do que se ingere.

    Anote tudo que entra pela sua boca.

    Emagrecer é ingerir menos calorias do que se gasta. Então, tem tudo a ver estudar e destrinchar o que se come.

    Além de anotar a quantidade e a qualidade de comida e bebida que se ingere, também é possível calcular quantas calorias cada coisa tem. Existem tabelas de calorias por toda a internet e o que você precisa é uma balancinha de cozinha.

    Por exemplo, eu estava acostumada a comer salada de frutas toda noite. Quando calculei a quantidade de calorias que estava comendo, percebi que era demais e neutralizava todo o regime correto que eu fiz durante o dia.

    Também encontramos na internet sites e aplicativos que ajudam a fazer esse registro de alimentos. Eles mesmos possuem tabelas de calorias.

    Atualmente eu estou usando o Perfect Diet Tracker. Eu completo com os alimentos que ainda não estão na tabela deles e minhas adições passam a fazer parte do banco de dados mundial. Gostei bastante do aplicativo que está disponível para Mac, PC e Linux.

    Perder peso ou manter-se no peso ideal é uma conscientização constante, um estado de espírito. Ainda bem que temos muitas ferramentas par nos ajudar.

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  • Sobre a Chatice

    Recentemente eu passei por uma experiência daquelas que mudam a vida da gente. “Life Changing”.

    Não foi a primeira vez, então, estou acostumada a reavaliar minha vida e fazer as correções necessárias sem perder muito tempo.

    Há anos já aprendi que meu objetivo principal na vida não é exatamente a “felicidade” e sim, a ausência de coisas chatas.

    Sem chatices, a vida é boa, leve, tranquila. É mais que feliz, é um estado de paz e harmonia maravilhoso.

    A chatice nos atinge de duas formas: tem a chatice externa, que nos vem sem termos controle sobre ela e a chatice interna que é fruto de nossos pensamentos e ações. Nós podemos controlar essa chatice interna.

    Acho que os termos médicos para essa chatice interna são neurose, psicose, e coisas do tipo. Para mim, eu chamo de chatice.

    Minha missão na vida é diminuir a chatice interna e externa o quanto eu puder.

    Reparei que para diminuir a chatice interna é necessária muitas vezes uma postura de não-ação. De não ceder àquela vozinha dentro da minha cabeça que morre de vontade de ver o circo pegar fogo. Mas aprendi a prever as consequências de ir conforme meus instintos chatos e garanto que saio ganhando se ficar na minha.

    Já em relação a chatice externa, a postura varia um pouco. Se algo me chateia eu tento eliminar da minha vida. E vou resolvendo os problemas de acordo com seu aparecimento.

    A chatice externa é diferente da chatice interna porque a chatice que vem de fora não é nossa. É do outro. Assim, eu devolvo para o outro sua chatice. Não guardo para mim, não deixo que ela me envenene. Dou o famoso feedback e passo de volta como uma batata quente que eu não quero segurar. Acho fundamental a gente expressar nossa chateação.

    Isso vale para tudo. Desde um serviço contratado mal feito, uma pessoa que invade nossos limites, tudo.

    A arte é saber se expressar. Como, quando, de que forma. Eu me expresso e não guardo. Porém, a própria expressão pode levar a chatices maiores, daí, eu uso meu diário, meu blog, um ouvido amigo.

    O silencio também é uma forma contundente de expressão de desagrado.

    Bem, mas tudo isso eu já fazia antes.

    O que mudou então nessa última experiência de “mudança de vida”?

    Situações como eu passei dão uma sensação de vitória, de força e de auto-suficiência muito grandes. “Eu consegui!” E o resultado disso é que eu passei a cagar e andar para os outros e para as coisas muito mais do que eu já fazia antes.

    Se eu era um cavalo cagando e andando, hoje sou um elefante cagando e andando.

    A contrapartida é que minhas relações com as pessoas estão mais fortes. Se eu gosto de alguém eu me importo mesmo, porque deixei de me importar com um monte de gente para me dedicar apenas aos que eu gosto.

    Assim, se eu me relaciono com você é porque eu gosto de você, me importo e não estou cagando montes para você. Mas se eu não me relacionar com você… Bem, já entenderam.

    Eu não tenho tempo, saúde ou paciência para aguentar chatice.

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  • A Doença do Gigio – Otite Interna em Cachorros

    Gigio é um pastor alemão mestiço de aproximadamente 12 anos de idade.

    Ele começou a ter vômitos e prostração de uma hora para outra sem outras alterações.

    Rapidamente evoluiu para dificuldade de se levantar, permanecendo deitado o tempo todo.

    Aceitou água e soro caseiro por via oral mas não quis comer.

    Em menos de 8 horas de evolução do quadro inicial de vômitos, apresentou instabilidade ao ficar de pé, caindo para o lado esquerdo e andava em círculos para o lado esquerdo também.

    Foi levado à clínica veterinária com suspeita de afecção neurológica de cerebelo com diferencial de labirintite.

    Rapidamente também desenvolveu nistagmo batendo para a esquerda.

    O veterinário fez hipótese diagnostica de Acidente Vascular Cerebral.

    Eu não concordei por causa da localização de labirinto à Esquerda e pela evolução de horas, o que sugere infecção e não quadro vascular.

    Ao exame, além do nistagmo e instabilidade, apresentava vermelhidão e edema de conduto auditivo externo esquerdo.

    Foi medicado com dexametasona, furosemide, flunarizina e uma cefalosporina de quarta geração.

    Em menos de 12 horas o nistagmo e os vômitos cessaram.

    Voltou a comer no terceiro dia e deambulava com ajuda.

    Teve alta para casa no quarto dia e aqui está se alimentando bem, bebendo água e tentando manter sua rotina de me seguir pela casa e ir até o jardim urinar. Teve uma vez diarréia e ainda não evacuou normalmente.

    Observamos que a marcha melhorou muito embora ainda tenha tendência de cair para a esquerda.

    Os exames laboratoriais mostraram um neutrofilia relativa indicando infecção aguda, o que fecha o diagnóstico de otite interna.

    Ainda não sabemos o grau de sequelas que ele terá visto o quadro ainda ser muito recente. Mas a melhora está sendo progressiva e constante.

    Agora quero tecer alguns comentários a respeito do atendimento do Gigio pelos veterinários.

    Ao verem o cachorro instável se fecharam no diagnóstico genérico de “Problema Neurológico”.

    Quem fez o diagnóstico de Otite Interna e instituiu a antibioticoterapia fui eu. A veterinária nunca tinha ouvido falar nisso.

    Otite Interna é uma doença relativamente comum em cães que apresentam Otites Externas de repetição (o caso do Gigio).

    A veterinária não examinou o cachorro. Eu que o examinei enquanto ele estava deitado na sala de exame e constatei a Otite Externa, que sugere o diagnóstico de Otite Interna por continuidade.

    Pessoalmente eu também nunca tinha ouvido falar em Otite Interna em cachorros, mas a clínica é soberana e o quadro neurológico dele indicava comprometimento labiríntico do lado esquerdo.

    Como neurologista, eu nunca tinha visto uma labirintite infecciosa bacteriana em gente nesse grau. Mas cheguei a esse diagnóstico no Gigio apenas considerando sintomas e exame físico. Mais tarde pesquisei em textos médicos veterinários e vi que era uma patologia bem descrita. Raro em gente e comum em cachorro.

    Fico pensando na quantidade de cães que não foram diagnosticados com essa infecção e tratados ou sacrificados por causa de “derrame”.

    Espero que esse relato sirva para alguma coisa.

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  • Ração de Cachorros Caseira

    Quando eu era criança, não havia ração de cachorros prontas para comprar.

    Quem tinha cachorro fazia o famoso panelão de fubá com carne e dava um certo trabalho ficar cozinhando para bicho.

    Outro problema na época era que o panelão geralmente não fornecia tudo que o cachorro precisava. A comida feita em casa não era muito lá balanceada.

    Com o advento das rações prontas, a vida dos donos de cachorro se simplificou e dar ração garantia de certa forma a dieta balanceada que eles precisavam.

    Hoje encontramos rações de todos os preços e com teores de proteína diferentes, ao gosto do freguês.

    Porém, alguns cães não conseguem se alimentar com rações prontas. O Tai, por exemplo, não consegue mais mastigar a ração dura por estar velhinho.

    A saída pra o meu chow chow velhinho foi fazer a comida dele em casa, o famoso panelão.

    O segredo da ração caseira é se certificar que ela é balanceada, ou seja, com carne, carboidratos e verduras e legumes. Sal, óleo, temperos, enfim, uma comida rica em todo tipo de nutrientes.

    Eu uso a proporção de metade da panela de carne, um quarto de arroz e um quarto de verduras e legumes.

    É muito bonitinho ver o Tai comendo chuchú e repolho, que no contexto geral ele adora.

    Temperamos a comida com uma pitada de sal, porque não pode ser demasiada salgada e com um fio de óleo para não dar problemas de colesterol e ao mesmo tempo ter gordura que carrega vitaminas.

    Cozinha-se tudo junto e quando o arroz está no ponto, a ração está pronta.

    Eu uso carne magra moída sem gordura.

    Cebola e alho pra temperar.

    Enfim, é uma comida que qualquer pessoa poderia comer tranquilamente. É balanceada, apetitosa e o cachorro gosta muito.

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  • Como escrever um texto interessante

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Wednesday, April 7th, 2010

    Primeiro arrume um assunto pertinente que faça o leitor querer saber mais. Assim ele lerá até o fim.

    Distribua as palavras pelo espaço facilitando a leitura.

    Seja objetivo.

    Corrija os erros de português antes de publicar.

    E termine com uma conclusão decente.

    Fácil, não é?

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  • A Luz do Sol e Meu Humor

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Friday, February 19th, 2010

    Eu sofro com dias nublados. Sofro mesmo. Fico triste, irritada, sem energia.

    E aqui em São Francisco esses dias são mais frequentes do que eu gostaria. Por isso procurei o sol do nordeste.

    Infelizmente não pude me mudar para lá e tive que dar um jeito aqui mesmo. Então pesquisei bastante e resolvi investir num tratamento que até é bem comum em países do hemisfério norte: fototerapia com luz de amplo espectro. São lâmpadas que simulam a luz solar.

    Mas essas lâmpadas não são vendidas no Brasil e tive que importar.

    Demorou 5 meses e muita burocracia até que minhas lâmpadas chegassem.

    O princípio é que a luz solar ativa a produção de serotonina estimulando receptores na retina que mandam a ordem para o cérebro para fabricar o neurotransmissor antidepressivo. E a escuridão ativa a produção de melatonina que dá sono e que só é parada de fabricar quando a luz solar a bloqueia.

    Então, num dia nublado, o cérebro continua produzindo melatonina e não ativa a serotonina. E a pessoa, no meu caso, fica sonolenta, para baixo, sem energia, meio deprimida no sentido de dormindo em pé.

    O tratamento é banhar as retinas com luz solar ou na falta dela, luz de amplo espectro por no mínimo 30 minutos pela manhã para interromper o ciclo da melatonina e ativar a serotonina e a pessoa “acordar”. (ATENÇÃO, NÃO PODE OLHAR DIRETAMENTE PARA O SOL OU PARA AS LÂMPADAS SENÃO VOCÊ VAI FICAR CEGO!)

    Antes da minha lâmpada chegar, eu já estava tomando banhos de luz no jardim e senti uma diferença positiva. Mas o problema era mesmo os dias nublados.

    Agora uso minha caixa de luz na mesa do café da manhã enquanto mexo no computador e realmente me sinto melhor.

    Este é o site da Verilux, onde comprei minha caixa de luz.

    Este é o site da FullEspectrumSolutions onde comprei meu Sunrise System.

    Artigo comparando a eficácia de fototerapia e do uso de fluoxetina para Seasonal Affective Disorder.

    A entrada na Wikipedia sobre Fototerapia. E sobre Desordem Afetiva Sazonal.

    Texto sobre Insônia muito interessante.

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  • Don’t Lie To Me

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Friday, January 1st, 2010

    Minha nova mania é a série Lie To Me, com Tim Roth.

    Ele faz o papel de um cientista, Cal Lightman, que estuda expressões e comportamentos para determinar as emoções do objeto. Na série ele é chamado de “detector de mentiras humano”.

    A série é muito boa e bem didática. Dá para aprender bastante coisa e entender melhor o mundo que nos cerca.

    Um dos personagens é uma moça jovem que é considerada “natural”. Ela detecta as emoções sem ter tido treino prévio e uma das explicações para isso seria a necessidade de sobreviver em um meio adverso na infância.

    Fiquei muito curiosa sobre o assunto e achei o responsável pela parte científica da série, o verdadeiro doutor Cal: o Dr. Paul Ekman.

    No site dele ele oferece inclusive cursos online para treinar pessoas nas técnicas de reconhecimento facial.

    O demo do curso é exatamente igual aos testes que aparecem na série para detectar microexpressões. Eu acertei 5 em 5.

    Eu me considero uma boa leitora de emoções. Porém, eu leio as emoções verdadeiras, não as que as pessoas querem passar como real. Isso é um problema porque uma pessoa pode estar falando uma coisa boa para mim mas toda a linguagem facial e corporal dela dizem o contrário e gera um mal estar em mim muito grande. Finalmente eu achei a explicação para essa minha “sensibilidade”. Não é nada além do que ler o óbvio impresso na cara do outro.

    Mas a gente tem que conviver com mentiras o tempo todo. Gente mentindo para você nas mínimas coisas. E tem que passar por cima. Dá para relevar, mas não sem uma grande dose de cinismo.

    Mas a grande sacada que percebi é que observar expressões faciais é uma linha direta com o inconsciente. Assim, resolvi fazer um teste comigo mesma e ver qual a emoção real que determinadas pessoas e situações despertavam em mim. Afinal, eu também minto o tempo todo socialmente.

    A gente está tão acostumado a esconder e não considerar o que nós sentimos que perdemos o julgamento consciente das coisas.

    Eu liguei o Photo Both do Mac e fui registrando minhas expressões conforme pensava numa série de coisas e pessoas.

    Foi uma surpresa.

    Eu vi que tinha gente que me deixava triste. Gente que eu desprezava. Gente que me deixava feliz. Situações que me davam raiva. E situações que me davam alegria sincera.

    A maior surpresa foi o desprezo. Eu não esperava.

    Conhecer essas emoções foi muito importante para eu me conhecer melhor e modificar o meu meio.

    Acho importante que sintonizemos o que está dentro com o que está fora de nós.

    Ah! E o mais legal! Quando eu penso em mim, eu sorrio!

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  • O Tai é um Herói

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta,Bichos Incríveis | Sunday, November 1st, 2009

    O veterinário disse que ele não andaria mais e que eu devia sacrificá-lo.

    Mas não é assim que eu vejo.

    Eu vi um paciente com uma deficiência e fui atrás de como deixar sua vida a mais completa e confortável possível.

    Muni-me de todo um aparato para cuidar dele. Acredito que muitos idosos e deficientes não tiveram essa oportunidade.

    Ele reagiu bem. Curou-se da pneumonia, as escaras estão fechando. Come e bebe bem.

    Porém começou a chorar e eu não sabia o porque.

    Ele queria andar de novo, ir para a grama e dar a voltinha dele diária como fazia toda manhã.

    Levei na grama e observei ele levantando a parte da frente do corpo sem forças de alinhar as pernas de trás. Peguei uma toalha de rosto e fiz uma barrigueira com ela e o suspendi até ele ficar de quatro.

    Ele saiu andando todo feliz pelo gramado, cheirando tudo, comendo graminha, interagindo com os outros cachorros enquanto eu ia atrás segurando o maior peso do quadril. Cansou-se rápido e teve que voltar deitadinho no cobertor. Mas fez seu xixi de pé, como há muito tempo não fazia.

    No dia seguinte, fomos de novo fazer a fisioterapia/passeio no jardim. Ele andou bem mais. Estava muito mais forte. As perninhas de trás aguentaram muito melhor. Quis ir ver a gata. Mas a Manilha, esperta, não apareceu.

    Eu estou escrevendo isso porque o grande diferencial é que o paciente quer melhorar. Não tem nada mais broxante para um médico do que um paciente que não dá a mínima para a própria saúde. Como dizem, dá uma preguiça danada gente que não quer ficar melhor. Gente que acha que está bom assim mesmo. Ou gente que não se importa de estar ruim.

    Vejo esse tipo de gente como médica e no meu dia a dia. Como médica eu tenho uma postura que só meus pacientes sabem qual é. Mas como pessoa, eu procuro me afastar de gente assim. Passa o tempo e o discurso do fulano é o mesmo. As queixas são as mesmas porque nesse tempo todo o dito cujo não mexeu uma palha para melhorar sua situação, se melhorar como pessoa. Esses não merecem falar com meu anjo.

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  • A Dotora tá amando!

    Todo dia que chego no trabalho uma das funcionárias vem comentar como estou. Ou é a maquiagem, ou a roupa, o sorris. Sempre ela tem que falar alguma coisa.

    Não é daqueles elogios que a gente se sente bem, sabe? Entendem o que eu quero dizer?

    Eu fico imaginando o porque dela simplesmente não se arrumar, não se maquiar, não caprichar na roupa nem no sorriso. Tão simples.

    Um belo dia ela não aguentou.

    Veio afirmando categórica: diz aí o nome dele!

    - Dele quem?

    - Do seu amor! Você só pode estar amando!

    - Olha, Fulana. Eu tô amando sim. EU MESMA!

    Nunca mais me encheu.

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  • Do Ser Elegante

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta,Blogworld | Monday, October 26th, 2009

    Numa casa com 5 cachorros, fica um certo barulho de fundo, um au au au constante, um resfolegar contínuo e a gente acaba se acostumando.

    Cada bicho tem seu espaço, seus hábitos, e um não atrapalha o outro, geralmente.

    Porém, de vez em quando, esse barulho de fundo, fica chato e os espaços começam a ser invadidos.

    Nessa hora, o cachorro mais velho dá umas latidas fortes e põe ordem na bagunça e os cachorros mais novos voltam a ficar sossegados.

    Eu acompanho várias pessoas no Twitter e hoje o barulho de fundo ultrapassou meu limite e então vou latir.

    Sabe o que falta no Twitter?

    Elegância.

    Todo mundo pode dar sua opinião sobre qualquer assunto. Mas dar sua opinião não obriga ninguém a querer conversar com você. Por exemplo, estou escrevendo este texto para mim. Colocando meus pensamentos. Se alguém entender, ótimo. Se não, dane-se.

    Outra coisa que tem me irritado profundamente é o puxa-saquismo. Ser puxa-saco é muito feio e não é elegante.

    Ser elegante é saber quando se calar.

    Assim, me calo.

    AU AU!

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  • Sobre a Fama

    fame |f?m|noun1 the condition of being known or talked about by many people, esp. on account of notable achievements : winning the Olympic title has brought her fame and fortune.2 archaic reputation.3 archaic public report; rumor.

    Faz tempo que eu queria escrever sobre fama mas eu não queria ser mal interpretada.

    Há muitos anos atrás, São Francisco Xavier começou a ser frequentada por gente de televisão e cinema, gente famosa no sentido mais comum da palavra. Foi muito interessante porque o povo normal da cidade tratava esses famosos como gente normal, já que para eles não eram conhecidos.

    Tem uma história de uma apresentadora de televisão que passeou por aqui e ficou brava porque ninguém deu a mínima para quem ela era.

    Em compensação, aqui na cidade existem umas figuras que sempre estão na mira da atenção da população. Eu inclusive.

    O povo falava de mim, atravessava a rua para entrar na loja que eu estava para perguntar o que eu estou fazendo. Já organizaram novena pela minha saúde até. Todo mundo sabia onde eu estava, com quem, o que estava fazendo e como. E era assim com outras pessoas também.

    Por causa disso, eu brincava com um bordão: “famosos somos nós”.

    Fama é uma coisa relativa que depende do grupo populacional que você pertence. Se eu sou conhecida e admirada pela maioria da população de 8 mil habitantes da minha cidade, eu sou famosa aqui.

    Eu queria contar isso porque é importante que se saiba que fama não é só aparecer na televisão ou ter milhares de seguidores no Twitter. É se destacar positivamente no grupo que você pertence. E isso gera responsabilidades.

    As pessoas estarão falando de você. Vão comentar o que você fizer. E vão imitar seu comportamento.

    Pessoas que se destacam no grupo têm um poder de modificar esse grupo muito grande. E uma das formas de modificá-lo é através do exemplo.

    Ser uma personalidade pública implica em se comportar sabendo que o que fizer vai ter consequências no grupo.

    Se sua influência é boa, o grupo ganha, sua fama aumenta positivamente e sua atuação pesa ainda mais. É um feedback positivo.

    Se sua influência piora o grupo, sua fama passa a ser negativa e você pode continuar famoso pelas razões erradas, ou seja, não por seus feitos e qualidades e sim pelo mau exemplo.

    Todo mundo é famoso para alguém, não importa quão “famoso”, não importa o número de participantes do grupo em que ele atua, mas é famoso por ser comentado, por ter poder de modificação e influência. Por isso que socialmente a gente tenta mostrar o melhor de nós. E quando não estamos bem, o mais sábio e seguro é nos recolher e ficar quieto.

    E a fama pela fama?

    Segundo o dicionário aí em cima, fama implica ser conhecido e comentado por outros por ter conseguido algo, ter feito algo. Assim, existe uma ação do sujeito antes da fama.

    Eu acredito que pessoas equilibradas se alimentam e se satisfazem realizando as ações que os tornaram famosos e não pela fama que derivou dessas ações. Ou seja, o legal é o realizar, não o buscar a fama pela fama que é algo vazio.

    Fama vai e vem mas a estrutura interna da pessoa que realiza e constrói  independe dessa fama para se manter e para ser completa.

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  • O Distúrbio Afetivo Sazonal

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Sunday, October 11th, 2009

    Quando eu me mudei para São Francisco Xavier, eu passei a desfrutar das vantagens de morar num lugar lindo, calmo e tranquilo. Porém, o clima de São Francisco é um dos piores climas que eu já tive o desprazer de experimentar.

    A cidade fica encravada na Serra da Mantiqueira, que significa Montanha que Chora em alusão à quantidade de chuva da região.

    Aqui chove muito. E se não está chovendo, o tempo está nublado porque as nuvens vêm do litoral e param nas montanhas.

    O céu geralmente é cinza.

    Contamos nos dedos os dias de sol e céu azul.

    A época das chuvas costuma começar agora em outubro e vai até março. Mas nos últimos anos, têm chovido no inverno também.

    Eu fico tão incomodada com o tempo nublado e chuvoso que até decidi mudar de região e fui para o Rio Grande do Norte ano passado, para morar. Infelizmente não deu certo e tive que voltar.

    Minha insatisfação é tão grande que eu me sinto doente e deprimida quando não há sol claro. Fico visivelmente mal quando os dias nublados se acumulam a ponto de não conseguir fazer nada.

    Eu já sabia da existência de distúrbios relacionados à falta de luz solar mas nunca tinha levado realmente a sério. No entanto, nesses últimos dias de chuva e céu cinza resolvi tomar providências para enfrentar melhor os tempos sombrios que se avizinham.

    O Distúrbio Afetivo Sazonal não é uma doença descrita no DSM-IV porém está entre os sintomas de Depressão Maior e ocorre juntamente com outras patologias como o Distúrbio Bipolar.

    O tratamento além de anti-depressivos, consiste em exposição à luz de espectro total, ou seja, luz que simula o Sol por alguns minutos por dia. O tratamento então é a claridade solar.

    Pesquisei lâmpadas especiais que fornecem o espectro todo mas não há aqui no Brasil. São as chamadas Full Spectrum. Elas podem ser usadas em abajures, lustres ou vir em caixas de luz especiais.

    Outra forma terapêutica são os Simuladores de Amanhecer que fornecem a claridade progressiva até iluminar totalmente o quarto como o sol. Eles são usados também para distúrbios do sono e do ciclo circadiano, que eu também sofro por causa da falta de claridade durante o dia.

    Acabei comprando um Simulador de Amanhecer e uma Caixa de Luz para banhos de claridade em lojas americanas na internet. Assim que chegarem e eu experimentar , conto para vocês o resultado.

    Hoje o dia amanheceu ensolarado. E me receitei 30 minutos na claridade solar. O efeito é impressionante de bom.

    Quem fica muito tempo sob luzes artificiais pode perder a regulação do ciclo circadiano e não dormir direito e nem “acordar” direito. A exposição a luz solar pela manhã ajuda a acertar esse ciclo.

    Legal, né?

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