Pequena Dúvida no Plantão
- Doutora estou resfriada. O que eu faço para o nariz escorrendo?
- Usa um lenço igual ao meu.
- Doutora estou resfriada. O que eu faço para o nariz escorrendo?
- Usa um lenço igual ao meu.
O que acontece se você atender um monte de gente com resfriado?
Você fica resfriada!
O resfriado é a primeira causa de visitas ao médico.
E o médico resfriado o que faz? Não vai no médico. Fica em casa tentando descansar e deixar o corpo travar a batalha contra os bichinhos malvados que o invadiram.
Repouso e cama. E líquidos. Só.
E o resfriado passa sozinho depois de uns dias.
Se a gente se alimenta bem, bebe bastante líquidos e dá chance para o corpo se recuperar, a infecção costuma se resolver sem maiores problemas. Nem precisa de remédios.
São poucos os casos de resfriado que se complicam. E aí sim, precisa ir ao medico.
Quem tem alguma doença de base tipo diabetes também deve tomar mais cuidado pois o resfriado pode descompensar essa outra doença.
Agora na entrada do outono os resfriados aumentam.
Resfriado, não é uma questão de “se” e sim de “quando”.
Eu não sou uma pessoa preguiçosa. Por isso não entendo a preguiça.
Mas eu entendo de depressão e talvez haja um paralelo entre elas.
Na depressão, antes de se fazer qualquer ação, a ação é pensada várias vezes e avaliada e geralmente no final a pessoa chega à conclusão que a ação não vale o esforço. E acaba não fazendo por pura falta de energia de completar a ação que se torna uma coisa muito maior que é na realidade.
A pessoa sem depressão não avalia a ação, simplesmente a faz pois sua energia está boa e ela não tem que fazer economia de esforços. Ela vai e faz o que tem que ser feito.
Tenho a impressão que na preguiça existe um “delta T” entre pensar em fazer a ação e fazê-la. E seria nesse “Delta T” que a pessoa desiste de fazer a ação. Acho que deva acontecer uma avaliação inconsciente sobre o valor da ação e o julgamento desse valor não justifique a energia gasta para realizá-la. Lembra muito o mecanismo do deprimido, mas sem depressão e sim um julgamento de valor.
Talvez a saída para se lidar com a preguiça seja valorar novamente as ações e contextualizá-las na realidade de vida da pessoa.
“Tudo que eu faço é importante, por isso estou fazendo.”
Ninguém tem preguiça de fazer o que é realmente importante para si mesmo e que vai lhe trazer benefícios.
O ano passado foi punk para mim. Muito punk. Tanto do ponto de vista emocional como de saúde. E o resultado desse desequilíbrio é claro se traduziu com aumento do peso.
Engordei.
Há alguns anos, quando estava fazendo o curso de Nutrologia, fiquei muito desanimada com a matéria porque não havia enfoque justamente nesse desequilíbrio psico-físico que nos faz engordar. E no meu entendimento, é o que deve ser tratado e resolvido para se atingir o peso ideal.
Uma vez resolvendo a causa, a pessoa volta ao peso certo pois sua aderência à boa alimentação é possível e o corpo responde.
Eu sou meio radical quando afirmo que obesidade é “problema psiquiátrico”, no mínimo psicológico.
Então o que fazer para se ter o peso ideal?
Em primeiro lugar, uma avaliação clínica-endocrinológica para diagnosticar algum problema orgânico escondido. Isso é fundamental. Muitas vezes um desequilíbrio hormonal frusta as tentativas de emagrecimento e impede a sensação de bem estar.
Após a avaliação, já se tem ideia da presença de doenças comuns em obesos e ao excesso de peso, como diabetes tipo II e dislipidemias.
Daí, entra o trabalho que eu acho fundamental: o trabalho psicológico para se atingir o equilíbrio emocional e a comida entrar na sua função de apenas ser alimento e combustível, não fuga e recompensa ou aliviar stress.
É necessário fazer uma análise da vida da pessoa como um todo e haver a conscientização do papel da comida no contexto de vida da pessoa.
Quem nunca ouviu falar ou já fez uso do sorvete como forma de alívio de tensões?
Eu vejo que as pessoas obesas e em excesso de peso há algum tempo comem por inércia. Automaticamente.
Essa mudança de comportamento implica numa mudança de postura de vida não só de hábitos alimentares, mas também de mecanismos de lidar com frustrações e recompensas. Implica olhar de frente para a própria vida e fazer mudanças reais de vida.
Ver o que não está bom e mudar. E parar de aliviar as sensações ruins com a comida.
Emagrecer e manter um peso saudável é um processo dinâmico de auto-avaliação constante e de buscar uma melhor qualidade de vida como um todo. Qualquer oscilação do peso para cima ou para baixo sem estar ligada a dietas significa uma quebra do equilíbrio, por isso o peso ser um ótimo parâmetro de qualidade de vida e de saúde na minha opinião.
E você? Está acima do peso? Calcule aqui seu Índice de Massa Corporal e veja se está ideal para sua altura.
Acabou de sair as Diretrizes (Guidelines) d’The American College of Sports Medicine (ACSM).
Resumindo:
Para manter o peso e evitar vários fatores de risco de doenças crônicas deve-se praticar uma média de 150 minutos semanais de atividade física moderada. Dá meia hora por dia, 5 vezes por semana.
Para perder peso significativamente a necessidade já sobe para 60 minutos de atividade física moderada 5 vezes por semana.
Simples assim.
A gente não escuta muito falar em passivo-agressivo por aqui, mas em filmes americanos a expressão “passive-agressive” é bastante usada.
É um comportamento agressivo e que machuca as pessoas ao redor pela não-ação, diferente da agressividade expressa abertamente. A agressividade é velada.
Um exemplo típico é pedir par a pessoa fazer algo e ela diz que vai fazer e não faz. Fica adiando ou dando desculpas ou ignora completamente até que você ou outra pessoa tem ir fazer correndo a coisa por causa do prazo.
Outro exemplo é marcar um horário importante e a pessoa se atrasar.
A Wikipedia em Inglês explica muito bem o verbete.
E eu só queria dar um toque para vocês que existe este tipo de agressão. Que é uma agressão.
O agressor passivo-agressivo tem muitos sentimentos de raiva e ódio maltrabalhados dentro dele e quase sempre nega a existência desses sentimentos ruins, mesmo quando confrontado. Eles não costumam gostar de confrontos.
Este post é para chamar sua atenção desse tipo de agressão, que muitas vezes não nos damos conta que estamos sofrendo ou impingindo.

Esta é uma curva de Bell mostrando o QI (quoficiente de inteligência) distribuido pela população.
Como podem notar, a grande maioria das pessoas possui um QI por volta de 100, e os extremos da curva são minoria, gente mais rara de se encontrar por aí.
Pela curva, quem tem QI acima de 130 tem QI maior que 97% de toda população.
Já quem tem QI acima de 145, tem QI maior que 99,9% de todo mundo.
Ter um QI alto não implica necessariamente em todas as formas de inteligência. A pessoa pode ser inteligente para responder testes de QI mas pode ser extremamente burra do ponto de vista emocional, por exemplo.
No entanto, o indivíduo de QI 145 tem muito mais chances de aprender e corrigir suas falhas em outras inteligências que o de QI inferior, justamente porque ele é mais inteligente. Pelo menos é essa conclusão que eu tirei.
Outra observação minha é que pessoas de QI semelhantes se atraem porque a convivência entre elas é mais fácil.
Estar nos dois extremos da curva faz despender muita energia para se adaptar ao tipo de pensamento da maioria, tanto para quem está a direita como a esquerda.
Muitos gênios tem péssimo traquejo social. Eu entendo isso por que eles tem que adaptar sua inteligência para funcionar na média da população. É como falar outra língua. O raciocínio é diferente. E isso deve desgastar bastante, por isso o isolamento deles ser tão comum.
O exemplo atual de gênio que vemos hoje na televisão é o Sheldon. Ele demonstra muitas falhas de interação social. E, na série da televisão, ele não faz muitos esforços para corrigí-las, talvez por nem percebê-las.
Em compensação, tenho conhecimento de outros “gênios” que com o avançar da idade usaram e usam sua inteligência para corrigir essas falhas e aprenderam a se movimentar entre toda a população da curva de QI. Aprenderam a “falar a língua” dos outros. Você nem diz que essas pessoas são gênios e tem consciência que são mais inteligentes que 99% da população mundial.
Interessante, não?
Desde que a internet foi criada e ainda se falava em “endereço virtual”, eu percebi a importância de se ter uma identidade própria nela.
Para mim, era tão lógico ter um endereço no espaço virtual quanto ter um endereço físico de minha casa e um email próprio como o número de telefone fixo na época.
Logo que começou a febre dos domínios, ganhei de presente de uma dessas firmas de registro de domínio americana uma URL com meu nome todo. E desde então, sempre tive meu email personalizado e um site tipo “cartão de visitas” no qual coloco o que eu bem entendo.
Por uma manobra de sorte, consegui o domínio liliana.com.br e há anos este é meu endereço principal na internet onde centralizo toda minha vida online. (Admito que preciso refazer o site que está bem antigo mas me falta tempo. Porém, todas as informações pertinentes estão lá.) É esse endereço que fica impresso em meus cartões de visita há anos. E meu email principal é o charmoso liliana(arroba)liliana.com.br.
Há pouco tempo, o Registro.br disponibilizou domínios .com.br para pessoas físicas. Assim, não há mais desculpas para não se ter um domínio com seu próprio nome brasileiro, pago em reais. Custa apenas 30 reais por ano e a hospedagem de uma página apenas com seus dados também não sai caro juntamente com uma conta de email.
Claro que há a opção de domínios americanos .com, .net, .org. São baratos também e a hospedagem também é bem em conta se for para apenas uma página e uma conta de correio.
Não se justifica mais um profissional ainda hoje ter um daqueles emails @servidorgenérico.com.br nem ter um perfil próprio, auto gerido com seu próprio endereço na internet. Se você não é capaz de manter uma simples página, uma simples conta de email personalizado pega muito mal.
Eu oriento todos que vem me perguntar sobre “internet” e “identidade” na rede a começar com seu próprio nome. Garantindo seu nome na rede, você já tem o princípio para todo um mundo como blogs, sites corporativos, profissionais, pessoais, etc.
A estrutura do mundo é fractal.
Profundo não é? Hehehe Mas é bacana perceber esse padrão fractal nas coisas porque podemos transportar do macro para o micro e vice-versa em todos os aspectos na natureza.
Aqui em casa, com a pequena população de seres que moram aqui, os fenômenos socias se reproduzem quase como se fossem em uma grande sociedade. É a estrutura social familiar que mimetiza a organização de uma cidade, de um reino, de uma comunidade.
Minha cachorrinha nova, a Joom-La está se adaptando a nova estrutura social, a pertencer a uma família.
Ela, como todo indivíduo saudável, é produtiva e necessita trabalhar, se ocupar, se inserir numa rotina dela, o que molda sua personalidade e destaca as boas qualidades que ela tem.
Meus cachorros tem uma posição bem marcada aqui em casa: eles obedecem. Não mandam. Tem autonomia mas ainda estão abaixo na cadeia de comando daqui. E entre eles, existe uma hierarquia do cachorro mais velho para a mais nova. Existem regras rígidas de comportamento que apesar de nunca terem sido faladas ou impostas, foram sendo implementadas por eles mesmos por causa da necessidade natural de organização social do grupo. Não há brigas e nem cachorros com comportamentos pasteurizados. Todos mantém personalidades próprias e idiossincrasias, suas “manias”.
A Joom-La aprendeu que a função básica de uma cachorro por aqui é seguir o chefe: eu.
Ela, que chegou tão traumatizada com gente que não deixava ninguém agradá-la ou falar com ela, agora entende que um humano é o centro de atenção dela e é a partir desse humano que a segurança, o equilíbrio, a calma e principalmente as instruções do que fazer vem.
Quando eu me desloco pela casa, todos os cachorros vem atras de mim, cada um em seu ritmo, sempre prestando atenção aonde estou. Se paro em um lugar, minutos depois estão a minha volta acomodados quietos, cuidando e sendo “cuidados” por mim.
A mesma coisa acontece com gente, com crianças, com outros animais.
Reparem num ambiente uma presença de alguém com uma boa estrutura interna que passa calma e equilíbrio: em algum tempo, outros seres estarão em volta dessa pessoa sendo influenciados por essa atmosfera propícia. É uma situação natural bem diferente daquelas forçadas nas quais pesssoas impõe a presença de outras ou sufocam as personalidades em volta.
Não há nada mais desagradável do que ficar num lugar com alguém sendo obrigado a suportar a presença do outro.
Fico pensando quando eu era mais nova e meus pais me obrigavam a ficar em lugares com eles, ou em trabalhos com chefes que em vez de liderar de forma positiva oprimiam.
Acho que a medida é justamente influenciar e ao mesmo tempo não sufocar. Como a Joom-La, ela está se mostrando uma boa cachorrinha com muitas qualidades. Cada vez escuta menos “nãos” e recebe mais elogios. Mas claro que está sendo educada de acordo com as regras da casa, claro.
Vocês já pensaram em como vocês influenciam os seres em sua volta? Como você está nesse contexto da atração social? Reparem. É bem interessante. E serve de parâmetro para você ficar melhor consigo mesmo também e principalmente.
Este é um post para conscientizar as pessoas sobre uma doença rara e diferente: Doença de Addison. Ela é fatal se não tratada.
Nosso corpo funciona com os hormônios levando informações para cada célula do que fazer, de que proteínas sintetizar, de como gastar energia, enfim, os hormônios levam as ordens de funcionamento dos outros órgãos do corpo. Os hormônios são sintetizados nas glândulas. Temos várias glândulas no corpo. Quando uma glândula por qualquer razão para de fabricar o seu hormônio, o corpo entra em insuficiência e todo o funcionamento do organismo começa a sofrer.
Há inúmeras causas que levam a uma glândula a parar de fabricar seu hormônio.
Por exemplo, na Diabetes Melitus, o pâncreas é a glândula em questão e o hormônio é a insulina. A insulina é a responsável por disponibilizar a glicose ou açúcar para as células. Se há falta de insulina, o açúcar fica aumentado no sangue e não entram nas células, e as células que se alimentam de açúcar, ou seja, o corpo todo, não recebe seu alimento e a pessoa pode entrar em coma e morrer. Por isso o diabético dependente de insulina precisa se aplicar a insulina todos os dias para viver.
Na Doença de Addison, a doença que fui diagnosticada, o defeito está em outra glândula, são as supra-renais ou também chamadas de adrenais. As supra-renais produzem vários hormônios, sendo o mais importante o cortisol. O cortisol tem como uma de suas funções mandar o corpo sintetizar proteínas especiais como a adrenalina que é a responsável pelo manejo do stress do corpo. E stress eu quero dizer todo e qualquer estímulo que saia do estado de repouso do corpo, ou seja, para andar, respirar, comer, digerir alimentos, pensar, tudo são estímulos que necessitam adrenalina para o corpo funcionar, para o coração bater, para o corpo manter a pressão arterial constante e os outros órgãos funcionando. Sem cortisol a pessoa não vive, pois sem adrenalina não se vive. O cortisol também é responsável por muitas outras ações no corpo, como tomar conta das respostas inflamatórias, dos neurotransmissores do cérebro, da síntese de músculos, do próprio uso da insulina e de outros hormônios como o da tireóide. Ou seja, uma insuficiência de cortisol atinge toda a economia do corpo.
Bem, descobriram que eu não estou produzindo cortisol. Há muitas razões para isso, e não vem ao caso agora. O tratamento é repor o cortisol que eu não produzo tomando comprimidos de cortisona ou medicamento similar todos os dias, várias vezes por dia. É como eu digo, um tipo de diabetes mas de outra glândula.
Mas o que eu sentia?
Como essa doença se manisfesta?
Imagine um corpo sem adrenalina. Sem energia para viver. Ele não funciona no geral. Então o que eu sentia era uma fraqueza muito grande, um cansaço enorme, um desânimo e um humor bem depressivo porque falta energia vital. O apetite fica todo estragado porque o corpo não aproveita os alimentos, a insulina não funciona direito, dá inapetência e ao mesmo tempo um desejo grande de doces. Os órgãos não funcionam, então, a comida passava reto no intestino dando uma diarréia importante. Os rins não seguravam urina e daí minha pressão arterial caía muito. Meus músculos não se refaziam como é o normal, então, tinha uma fraqueza muscular e uma perda de massa muscular grande. Minhas atividades foram aos poucos diminuindo cada vez mais porque cada vez mais era mais difícil fazer alguma coisa, o corpo não acompanhava.
Essa situação de insuficiência persistiu por vários meses. A maior parte do ano de 2008 e eu não sabia o que era e nem os médicos. Apenas quando ficou em níveis de risco de vida que finalmente foi feito o diagnóstico.
A sensação de uma falta de cortisol aguda é exatamente a de você estar morrendo, porque literalmente você está morrendo. O corpo entra em falência completa, o coração vai diminuindo os batimentos, a pressão vai caindo, o cérebro vai parando de funcionar, todos os órgão param. Isso é chamado de Crise Addisoniana e é uma emergência médica fatal se não tratada a tempo e corretamente. Por isso que os pacientes com Doença de Addison devem usar identificação para sinalizar aos socorristas sua condição e apontar o tratamento certo.
Qualquer estímulo fora do normal que a pessoa está acostumada e medicada pode levar a uma Crise Addisoniana. É como um diabético que exagerou nos doces e precisa de mais insulina. No caso, um stress a mais, um trauma, um acidente, um stress emocional, uma infecção, um exercício físico que não está acostumado, uma temperatura ambiente extrema, muito calor, muito suor, uma cirurgia, um susto, ou seja, qualquer situação que faça a pessoa consumir mais adrenalina e cortisol pode levar a falta aguda do cortisol e disparar a Crise Addisoniana.
Como estava contando, eu vinha me sentindo bem mal durante o ano todo até que tive que ser internada para diagnóstico porque estava em mal estado geral e não tinha mais condições de ficar em casa. No hospital, descobriram essa insuficiência das supra-renais e eu comecei a tomar a reposição e tive alta para voltar para casa.
Voltei num dia com uma certa dose porém a dose estava insuficiente e no dia seguinte entrei em Crise Addisoniana tendo que ser atendida de urgência e removida para o hospital novamente.
Infelizmente o médico do PS que me atendeu na urgência me deu uma dose tóxica de cortisona e eu quase morri com o tratamento. Mostrando que mesmos os médicos das emergências não estão acostumados a tratar estes tipos de caso e por isso pacientes como eu devem andar com as instruções do tratamento junto a si. (Eu vou andar com o tratamento impresso na bolsa e na carteira porém, em um dia em casa não tive tempo de ter providenciado isso.)
Na segunda internação, foi ajustada uma dose maior de hormônios até eu não ter mais sintomas e finalmente tive alta no dia 31 de dezembro de 2008. E pudemos passar o Reveillon no Restaurante da Nanda e do Will em SFX num jantar calmo e gostoso.
Neste instante, estou tomando meu café da manhã já tendo sido medicada com minha dose matinal de hormônio e estou me sentindo bem como há muito tempo não sentia. A ponto de escrever um texto longo desses.
Espero que tenham achado interessante esse breve relato sobre a Doença de Addison. Acredito que exista muita gente não diagnosticada por aí porque simplesmente os médicos não pensam nessa doença quando as queixas são mal estar geral vago, fraqueza e coisas inespecíficas que atingem o corpo todo e podem ser confundidas com outras doenças mais simples.
Quanto a mim, além da reposição hormonal, tenho que descobrir exatamente o porquê de minhas glândulas não estarem funcionando. Mas isso já é outra história…
O importante é que com o tratamento minha vida se tornou possível e minha qualidade de vida vai melhorar consideravelmente! Legal, né?
Gente, só para botar vocês a par das novidades.
Já estou em casa me recuperando e está sendo um experiência bem interessante ter de volta adrenalina circulando no meu corpo literalmente! Agora tenho uma fase de adaptação pela frente.
Estou sendo bem cuidada pelo meu querido que faz comidinhas bem gostosas para mim e está me dando bastante carinho.
A cachorrada está ótima (e o sapo Mário também). Eles ganharam de presente de Natal etiquetas novas para as coleiras com seus nomes e os telefones de contato que eu comprei nesse site aqui. Ficaram muito bonitinhas e chegaram super-rápido mesmo vindo lá da Austrália.
E hoje eu encomendei minha etiquetinha de identificação médica. Como médica eu sei o quanto é importante o paciente ter consigo informações cruciais sobre sua saúde que podem salvar sua vida numa emergência. E como paciente, eu quero ter certeza que vou ter o melhor e o mais correto tratamento para minha condição. Essa prática de pacientes crônicos andarem com identificação é muito comum em países desenvolvidos. Principalmente em doenças que podem levar a perda de consciência o que impediria do paciente contar ao médico que o socorre qual seu problema. Esta loja online vende etiquetas e entrega no mundo todo com frete grátis.
Bem, era mais para dar um alô e dizer que estou melhor.
Quero agradecer pelo carinho de todos vocês! Vocês são uns amores mesmo!
Beijos da Li.
Não tem sensação melhor do que você tomar um remedinho e começar a se sentir bem.
Após uma internação parecida com um episódio de House, finalmente tenho um diagnóstico tipo House, óbvio, porque comigo não podia ser simples.
Mas já estou melhorando e vou ficar no hospital tomando medicação até dia 26 se tudo continuar correndo bem.
Estou feliz da vida e muitíssimo animada! Começarei o Ano Novo zerada e prontinha para aproveitar bastante cada momento e fazer tudinho que eu quero fazer.
Eba!
Apolo era o deus patrono da cura, da mente sã em corpo são. E logo na entrada de seu templo em Delfos a mensagem “conhece-te a ti mesmo” já ensinava o caminho. Era o segredo para uma vida feliz e saudável.
Viver, crescer e amadurecer é um processo constante de auto-conhecimento.
Muitas pessoas passam pela vida sem se conhecerem. Preferem olhar para os outros em vez de olhar para si mesmos. Esses apenas vivem, sem crescer ou amadurecer. O tempo passa e eles continuam iguais. Por conseguinte, suas vidas ficam inalteradas e não mudam como eles. Seus discursos são os mesmos, suas queixas, as mesmas.
O processo de auto-conhecimento envolve reflexão.
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Reflexão (Houaiss)
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Acepções
? substantivo feminino
ato ou efeito de refletir(-se)
1 Rubrica: física.
o retorno completo ou parcial de um feixe de partículas ou de ondas que se propagam em um determinado meio, após a incidência sobre a interface de separação entre este meio e o outro
2 Derivação: sentido figurado.
concentração do espírito sobre si próprio, suas representações, idéias, sentimentos
3 Derivação: sentido figurado.
pensamento, consideração, observação que resultam de intensa cogitação e que são expressos por escrito ou em voz alta
4 Derivação: sentido figurado.
virtude que consiste em evitar a precipitação nos juízos, a imprudência, a impulsividade na conduta
5 Derivação: sentido figurado.
hábito de refletir
6 Rubrica: geometria.
operação que transforma um ponto no seu simétrico em relação a outro ponto, a uma linha ou a um plano
Como podem ler, refletir pode implicar duas ações distintas: refletir sobre si mesmo e refletir sobre um objeto externo.
Para o auto-conhecimento então, levamos em conta tanto nossas considerações sobre nós mesmos como o resultado de nossas ações no meio que vivemos e nas pessoas que nos cercam, ou seja, o feedback que o meio nos dá.
Escrevi tudo isso para finalmente chegar aonde eu queria chegar: qual o papel real desse meio como qualidade de feedbak para nosso auto-conhecimento?
Depende muito do meio e de quem faz parte dele.
Muita gente fica confusa com informações que parecem contrárias vindas do meio se comparadas com as internas. Nesse caso, avalia-se as informações internas sem preconceitos, avalia-se os emissores de avaliações externas sem preconceitos também. De posse de conclusões feitas com simplicidade e sem preconceitos (vejam como o mais importante é não ter pré-conceitos, é estar livre para a a mudança, para o descobrimento de si, para o conhecimento, ou mesmo para a constatação de si mesmo), nos aceitamos e passamos a nos conhecer em mais um aspecto. E tendo que olhar a realidade do nosso emissor de feedback, apreendemos mais a realidade do mundo e como nos inserimos nele. E podemos tomar decisões.
Na dúvida como agir, não temos escolha: sejamos fiéis a nós mesmos. Esta seria a frase seguinte que eu colocaria da entrada do templo de Apolo: “Conhece-te a ti mesmo e seja fiel a ti.”
Nada traz mais desarmonia interna do que não ser fiel a nossa natureza.
E no fim, o que conta, o que nós mostramos para quem nos interessa e o que vai prevalecer nas nossas relações é essa harmonia e tranquilidade de sermos quem somos.
O corpo da gente reflete nosso estado mental. Isso é fato.
E em épocas de crise, ficamos mais tensos, cheios de nós, contrações, mal-jeitos e coisas assim.
Quem não está em crise nesses dias de hoje? Bem, eu estou como a grande maioria do mundo.
É crise da bolsa de um lado, é trabalho de outro, enfim, todo mundo tem problemas em seu dia a dia.
Bem, o único tratamento que posso me permitir hoje é minha massagem quase semanal. Minha massagista é um psicóloga que é terapeuta corporal com uma formação muito legal. E nossas sessões me fazem muito bem.
Comecei minhas massagens no começo do ano e estava com o corpo péssimo, refletindo exatamente o que se passava comigo. Depois de alguns meses, na última sessão ela me disse que eu estava muito bem! Quase sem nós, bem relaxada, apenas uns probleminhas de postura (o computador…) mas no geral nem parecia a Liliana do começo.
Por acaso houve alguma mudança radical na minha vida? Ganhei na MegaSena? Casei com um príncipe milionário? Patenteei a descoberta da cura do câncer?
Nada disso.
Meus problemas continuam exatamente os mesmos. Porém, eu mudei.
Eu mudei a forma de ver o mundo e de me inserir no mundo. Mudei minha relação com o mundo e as pessoas. Mudei minhas expectativas para comigo mesma e para com os outros.
Enfim, tive que reavaliar tudo, passar a régua e construir tudo do zero, novinho em folha com as novas informações que eu tinha disponíveis. Ou seja, me adaptar.
Eu sempre falo que Saúde é um estado dinâmico de adaptação constante frente aos novos estímulos levando ao bem-estar. E para nos adaptarmos precisamos deixar o velho para trás sem medo e sermos livres para criarmos o novo.
Medo e rigidez são características que nos fazem mal e só perpetuam situações. Não resolvem nada. Nos congelam como os nós e contrações musculares que as acompanham.
Assim, a primeira atitude é se permitir a liberdade de pensamentos, é soltar a criatividade, a imaginação. Desprender-se de idéias e dogmas, quaisquer idéias e dogmas que nos diminuam e nos castrem e nos impeçam de ampliar nossas opções de vida e de expressão de nossa individualidade.
Se existe algo dentro de sua cabeça que impede que você pense com liberdade, descarte imediatamente!
Estou fazendo uma série de artigos em meu outro blog e convido vocês a lê-los: