A História da Minha Vida – ou – O Cachorro Me Mordeu

Eu gosto muito da palavra ” impressionante “.
Então, impressionante!
Tem o Jazz, o Yorkshire da pousada. Um cachorrinho já idoso e incompreendido.
Ninguém dá bola para ele, não entende que ele é de guarda e está apenas fazendo o trabalho dele ao latir.
Ele é escurraçado, desrespeitado, ignorado.
Eu morro de dó.
Pois a dona dele foi viajar e o deixou sozinho ao deus dará na pousada.
Ele ficou perdido, sem referência, tadinho.
E logo, logo ele estava me seguindo para todo lado e foi dormir comigo.
Dormiu em cima da cama, encostadinho na minha perna todo enroladinho. Chegou até a dormir em cima do meu braço. Dormimos abraçadinhos.
E eu conversei com ele, beijei, agradei, mimei.
Daí, ele passa uma noite fatídica na casa da filha da dona dele com umas crianças e volta “estressado” segundo descrição do pessoal da pousada.
O mesmo pessoal falou que ele sentiu falta de mim enquanto estava fora na reunião com o engenheiro.
Assim, me preocupei mais ainda e quis garantir que ele estivesse bem e acompanhado, para não se sentir sozinho.
E fomos dormir ontem.
Ele foi para cama e se enrolou na caminha que eu fiz com a colcha.
Fui dar um beijinho de boa noite na testa dele, como estava sempre fazendo e…. Tomei uma mordida no lábio inferior. Dois furinhos, muito sangue e uma boca de Angelina Jolie.
Bem, agora vamos analisar rapidamente o ocorrido.
O ser estava na pior.
Ninguém queria saber dele ou o respeitava.
Eu o acolhi e fiz de tudo para que ele se sentisse bem.
O ser me morde, me machuca e basicamente caga para mim.
E a pergunta que não quer calar: quantas vezes isso já me aconteceu?
Um monte. Com pessoas, claro, porque com animais essa foi a primeira vez.
Minha reação a isso no início era de incredulidade. E acabava dando nova chance para as pessoas me machucarem como se eu não tivesse entendido a mensagem.
E acho que eu não tinha entendido mesmo.
Tico e Teco não estavam conversando e eu realmente não percebia que aquele ser humano simplesmente não gostava de mim.
Depois de muitas mordidas simbólicas, eu finalmente me toquei.
E estava gastando vela boa com defunto ruim, para ser bem clichê.
Quando você se toca disso, tem duas alternativas.
A primeira, que eu tentei várias vezes, é querer mudar o outro para que ele passe a te tratar bem. Muitas vezes mudando a mim mesma para me adequar ao outro.
Só digo isso: NÃO FUNCIONA!
Puta roubada.
Não façam isso.
Essa atitude só te faz ser mais mordida. E ainda vai contra todo o seu ser. Você mesmo se machuca.
A segunda alternativa, que é a que estou adotando de tempos para cá, é cortar laços com quem me trata mal, me morde, mesmo que venha querer assoprar depois.
Disseram que essa minha atitude de cortar quem me faz mal iria me deixar só.
Absurdo!
Vejam só! Essas pessoas estavam me falando que era para eu continuar sendo mordida, por vontade própria! “Para não ficar sem ninguém!”
“Que eu era radical!”
Então eu sou radical mesmo!
Não quero saber de quem me machuca, me maltrata e me desrespeita.
E isso vale desde o cachorrinho até principalmente quem morava comigo.
Impressionante é o que se agüenta para não ficar só.
AGUENTAVA!
Parece besteira e óbvio o que estou escrevendo. Mas ainda a maioria de pessoas que vejo por aí precisam ler isso.
E eu bem que queria ter lido isso há uns anos atrás.
E vocês, quantas mordidas já levaram ultimamente?

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  • O Mulo

    Um dos meus livros preferidos é Fundação, de Isaac Azimov.

    Basicamente é a história de uma civilização que ia ficar numa Era das Trevas por uns 10 mil anos, mas um psico-historiador antecipa cada etapa e consegue fazer um plano que encurta esse período de Idade Média por vários milhares de anos. Tipo um “guia” de como passar mais rápido pelos problemas com dicas que vêm de temos em tempos na hora necessária.

    A idéia é muito legal. Muito. O livro percorre uns mil anos de história. É fascinante.

    Porém, e sempre tem um porém, por mais que o psico-historiador tenha antecipado tudo, ele não conseguiu prever o aparecimento do elemento surpresa. O elemento que não dá para adivinhar antes. Não dá para se precaver. E esta variante indesejada e imprevisível no caso do livro foi O Mulo.

    O Mulo tem seu nome porque ele é um acidente genético. Aconteceu ao acaso. Um híbrido cujas regras normais não se aplicam. Um Mulo.

    Bem, para saber a história toda, vocês têm que ler o livro.

    No entanto, eu fiz essa introdução porque eu acredito que na vida da gente nós encontraremos nosso Mulo, mais cedo ou mais tarde.

    Você não está preparada, não tem defesas, não esperava e não sabe como agir ao se deparar com ele.

    E depois que ele vai embora, que a situação acaba, você tem que redefinir toda sua vida e se inserir de novo em você mesma.

    O Mulo de cada um pode variar. Para uns são pessoas que aparecem acidentalmente. Para outros pode ser uma situação, uma doença. Ou o Mulo pode ser uma combinação inusitada e matadora de todas as alternativas acima.

    Meu Mulo foi uma combinação de muitas coisas.

    Sabe quando você está levando sua vida na boa e de repente um monte de coisas acontecem? Pois é.

    Quando isso ocorre, aqueles planos que você tinha não valem mais. Igual no livro.

    E você tem que analisar a nova situação com outros olhos, porque se mantiver a mesma visão pré-mulo, você não vai achar saída. Você deve se transformar para poder enxergar tudo diferente e daí, achar o plano de ação.

    Depois de um bom tempo, consegui determinar novos planos e objetivos e já estou no novo caminho. Ainda bem!

    Mas o que sobra da Liliana Pré-Mulo? Basicamente a mesma pessoa que eu tanto senti falta enquanto estava vivendo a situação sui generis.

    Eu voltei a ser eu mas com a experiência da época do Mulo. Ou seja, uma versão melhorada de mim mesma.

    E isso remete ao final do meu texto.

    Não há culpa de se viver situações indesejadas para as quais não estávamos preparados e nem podíamos prever.

    Não há culpa de não saber o que fazer , nem de se perder de si mesmo.

    E quanto mais rápido você entender e aceitar que acidentes acontecem (Shit Happens), que não foi culpa de ninguém, muito menos sua, mais rápido você poderá aprender com a situação e transformá-la.

    Assim, você se livrará do seu Mulo o quanto antes e poderá viver uma nova Época de Ouro da sua civilização pessoal.

    E então? Seu Mulo já apareceu?

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  • Todo mundo é incompetente, inclusive você

    Há muitos anos atrás, um livro fez muito sucesso.
    A premissa dele era que todo mundo é incompetente.
    Um sujeito começa a trabalhar numa firma e é muito bom no que faz. Então ele vai sendo promovido até um cargo no qual ele não é bom o suficiente. Ou seja, se torna incompetente para aquele cargo. E fatalmente estaciona nele, não sendo mais promovido.
    Ultimamente tenho lembrado bem dessa idéia mas sendo aplicada na vida emocional.
    Como a gente entra em roubadas emocionais sendo tão competente emocionalmente?
    A resposta é simples.
    A gente não conhece nosso limite de competência até ultrapassá-lo.
    Então, determinadas situações e atitudes só vão se mostrar inadequadas para nós depois que a vivemos a primeira vez. Antes disso, a gente nem poderia imaginar o quão tal coisa nos faria mal sem antes experimentar.
    Assim, eu entendo relacionamentos abusivos que começam como quem não quer nada, amizades que te sugam sem a gente se dar conta.
    Mas eventualmente, a gente se toca e percebe nossa incompetência para lidar com a coisa/pessoa/situação.
    E quando nos tocamos…. Opa!
    Ou você aprende a lidar com o negócio, ou está fadado a ficar paralisado nessa situação. Como o cara da firma que chegou numa posição e se mantém incompetente para ela.
    Eu estou falando de competência emocional para lidar com fatos e pessoas.
    Tem gente que prefere ficar incompetente. Esses deveriam se restringir às situações
    que dominam para se ferir menos e causar menos estragos por onde andam.
    E, felizmente, tem aqueles que se superam.
    Percebem e reconhecem a incompetência e trabalham ativamente para melhorar e não ser mais incompetentes. Eu admiro essas pessoas e desprezo aqueles que não querem melhorar.
    E você? Já chegou no seu grau de incompetência?

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  • Começando sempre

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Tuesday, September 28th, 2010

    Eu estou trabalhando muito.
    Venho atendendo muitos pacientes todos os dias e casos cada vez mais complicados.
    Semana passada fui no meu limite e sucumbi.
    Precisava descansar urgentemente porque estava dedicando toda minha energia para o trabalho e problemas da casa e não sobrava nada para mim mesma.
    Fui deixando de me cuidar, de fazer unhas, sobrancelhas, maquiagem, até escolher minhas roupas e minha dieta foram postas de lado.
    Na sexta-feira fui trabalhar de moletom, tênis e óculos. Até as lentes de contato eram demais para mim.
    O iPad chegou e eu estava cansada demais para ficar feliz.
    Então, entrei no modo “descanso”, fazendo só o essencial e procurando repousar o máximo possível.
    A gastrite, claro, voltou com tudo por causa da falta de cuidado ao me alimentar e engordei.
    Ainda não descansei tudo que preciso mas a semana começou sem se importar com isso.
    Me sinto melhor. Ainda não estou como quero mas me sinto melhor.
    Estou escrevendo isso porque quero contar para vocês o que me motiva sempre procurar o melhor para mim, o melhor cuidado comigo.
    A sensação de bem estar é muito grande quando estou bem de verdade e eu nunca desisto de perseguí-la.
    Por isso, não importa o quão mal eu me sinta, o quão cansada ou sem energia. Eu sempre quero o melhor para mim e estou sempre disposta a recomeçar o caminho do bem estar. Sempre disposta.
    E eu faço isso descansando, me poupando e aos poucos, conforme vou me sentindo melhor, reavendo minha vida como um todo, minha rotina e ações que me fazem sentir bem e melhor.
    O truque é nunca desistir de ficar bem. E saber a hora de agir e a hora de se poupar.
    Todo dia para mim é segunda-feira de começar regime.

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  • Sobre a Hepatite C

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Tuesday, September 14th, 2010

    Eu trabalho como única clínica geral na UBS de minha cidade fazendo ambulatório diário. A cidade tem por volta de 6 mil habitantes e praticamente todos são meus pacientes.

    Meu dia a dia é tratar doenças ocasionais e principalmente fazer pesquisas e diagnósticos periódicos dessa população.

    Dependendo da idade do paciente, esses check ups podem ser anuais, semestrais ou bienais.

    As pessoas me procuram para “dar uma geral” e podem ou não ter sintomas. A maioria não se queixa de nada mas quer “fazer os exames”.

    Também dependendo da idade, eu peço uma bateria de exames que vai aumentando conforme o paciente vai envelhecendo.

    Meus pacientes têm de 14 a 93 anos e todos eles se submetem à uma dosagem de transaminases do fígado além de outros exames.

    De acordo com recomendações de Junho de 2010, a pesquisa de sorologia para o vírus da Hepatite C deve ser feita primariamente em pacientes de risco, ou seja, alcóolatras, usuários de drogas, pacientes transfundidos e pessoas com comportamento de risco inclusive sexual.

    As transaminases hepáticas – TGO e TGP – mostram se o fígado está sofrendo algum processo inflamatório, agudo ou crônico. E é através delas que eu descubro, em pacientes assintomáticos, se há algum problema hepático que necessita avaliação mais profunda.

    Transaminases alteradas, mesmo que por pouco, levam à pesquisa da causa de tal elevação.

    Sorologia para Hepatite A, B e C, ultrassom de abdome, bilirrubinas totais e frações, atividade e tempo de protrombina são os exames obrigatórios nesses pacientes.

    Com os resultados em mãos, minha prática diária encontra uma parcela desses pacientes positivos para hepatites virais.

    Os pacientes positivos para Hepatite C são encaminhados ao especialista onde se discutirá o tratamento com Interferon ou Ribavirin.

    Não é todo mundo que pode ser tratado. Algumas condições de saúde contra-indicam o uso desses medicamentos.

    O tratamento de Hepatite C é lento, demorado e requer dedicação do paciente. Além de controles da situação para o resto da vida, sendo então, uma doença crônica.

    Mas o que podemos fazer contra a Hepatite C?

    Em primeiro lugar cuidar de não ter comportamentos de risco tais como alcoolismo, uso de drogas ilegais e sexo sem proteção. Pessoas que participam desses grupos de risco devem procurar o médico e informá-lo para que se faça a pesquisa sorológica para Hepatite C independente de alteração de transaminases.

    Pessoas que não se encaixam no grupo de risco devem fazer seus exames periódicos anuais, ou conforme orientação médica.

    Quanto mais cedo se detecta a Hepatite C, mais chances de retardar seus danos ao fígado.

    Estima-se que 3 por cento da população mundial tem Hepatite C e a maioria não sabe disso.

    Faça sua parte se cuidando, se protegendo e tendo um diagnóstico precoce.

    Este post faz parte do Concurso Cultural Hepatite C, Sem Medo.

    Bibliografia: Management of Hepatitis C Reviewed

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  • Manual do Deprimido

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Tuesday, July 27th, 2010

    Estou disponibilizando online o Manual do Deprimido.

    Um livro para ajudar a passar essa fase chata e desagradável.

    Espero que gostem.

    Manual do Deprimido.

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  • Meu atendimento mudou com o iPhone

    Eu adoro o que faço.

    Todo dia recebo pacientes com as mais diferentes queixas que englobam diversas especialidades. Eu sou a clínica geral da pequena cidade que moro e o acesso a especialistas é muito difícil. Assim, eu procuro resolver os problemas que aparecem por aqui mesmo, enquanto o paciente aguarda a consulta com o especialista que pode nem acontecer.

    É impossível saber toda a Medicina de cor. E é aí que entra o iPhone.

    Baixei aplicativos médicos que recorro mesmo na consulta para ter sempre a possibilidade de oferecer o que há de mais moderno e completo mesmo numa pequena vila da Serra da Mantiqueira.

    Meu preferido é o Medscape.com. Eu tenho estudado por esse site e me atualizado há vários anos e fiquei muito contente de achar a maior parte da literatura para download.  Assim, nem preciso conexão de celular ou WIFI para ler os textos.

    Outro aplicativo é o MedCalc. Uso para calcular coisas como o IMC.

    O CID-10 também está disponível assim como uma lista de Genéricos.BR.

    Minhas últimas aquisições são um Guia de ECG com dezenas de exemplos de traçados que está quebrando um galhão porque um laudo de ECG pelo cardio demora até 6 meses para chegar. (ECG Guide)

    E também um Manual de Dermatologia cheio de fotos (A2Z-Derm).

    Também tenho o Epocrates mas confesso que nunca precisei usar. Tirei.

    Sem dúvida o iPhone tornou meu trabalho muito mais completo, de melhor qualidade, divertido e desafiador. Não tem volta.

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  • Como ser uma mulher bonita

    As pessoas olham uma mulher bonita e acham que ela nasceu daquele jeito e simplesmente passa pela vida aproveitando sua beleza.

    Ledo engano.

    A gente pode até nascer com propensão para ser bonita mas o fato de “mulheres feias” ficarem bonitas desmente que é necessário ter os genes certos.

    Ser bonita dá trabalho. Muito.

    E isso é que diferencia a bonita da feia: o tempo e dedicação para sua aparência.

    Eu acredito que todo mundo é bonito. Só falta a produção certa.

    Em primeiro lugar, tem o peso. Ficar acima ou abaixo do peso é feio. Isso, é um fato. Então, começa-se pelo esforço de ter  peso ideal para sua altura.

    Em segundo lugar tem a higiene pessoal. Unhas, dentes, cabelos, pele, tudo bem tratado, aparado, limpo, cheiroso.

    Em terceiro lugar vem as correções de falhas: arrumar dentes, tratar de acne e vai por aí.

    Na verdade a pessoa bonita é saudável e transparece essa saúde.

    Com o corpo e anexos em dia, passamos para o guarda-roupa. A mulher bonita veste coisas que a deixam mais bonita. Tem que saber escolher a roupa certa.

    Da mesma forma a maquiagem. É para embelezar e não enfeiar.

    Tudo isso requer tempo e dedicação. Conhecer o próprio corpo e tirar o melhor dele. Qualquer pessoa pode fazer isso. Mas tem que parar, pensar e se importar com o assunto em vez de reclamar que não é bonita.

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  • Mas, doutora! Eu não como nada! – Como emagrecer

    A maioria das pessoas não faz idéia do que come.

    Recebo muitos pacientes que se queixam que “não comem nada” mas não emagrecem ou até mesmo engordam.

    Eu oriento a todos e pessoalmente sigo essa orientação (eu faço o que eu falo) de anotar tudo que se come por pelo menos 3 dias para haver uma conscientização do que se ingere.

    Anote tudo que entra pela sua boca.

    Emagrecer é ingerir menos calorias do que se gasta. Então, tem tudo a ver estudar e destrinchar o que se come.

    Além de anotar a quantidade e a qualidade de comida e bebida que se ingere, também é possível calcular quantas calorias cada coisa tem. Existem tabelas de calorias por toda a internet e o que você precisa é uma balancinha de cozinha.

    Por exemplo, eu estava acostumada a comer salada de frutas toda noite. Quando calculei a quantidade de calorias que estava comendo, percebi que era demais e neutralizava todo o regime correto que eu fiz durante o dia.

    Também encontramos na internet sites e aplicativos que ajudam a fazer esse registro de alimentos. Eles mesmos possuem tabelas de calorias.

    Atualmente eu estou usando o Perfect Diet Tracker. Eu completo com os alimentos que ainda não estão na tabela deles e minhas adições passam a fazer parte do banco de dados mundial. Gostei bastante do aplicativo que está disponível para Mac, PC e Linux.

    Perder peso ou manter-se no peso ideal é uma conscientização constante, um estado de espírito. Ainda bem que temos muitas ferramentas par nos ajudar.

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  • Sobre a Chatice

    Recentemente eu passei por uma experiência daquelas que mudam a vida da gente. “Life Changing”.

    Não foi a primeira vez, então, estou acostumada a reavaliar minha vida e fazer as correções necessárias sem perder muito tempo.

    Há anos já aprendi que meu objetivo principal na vida não é exatamente a “felicidade” e sim, a ausência de coisas chatas.

    Sem chatices, a vida é boa, leve, tranquila. É mais que feliz, é um estado de paz e harmonia maravilhoso.

    A chatice nos atinge de duas formas: tem a chatice externa, que nos vem sem termos controle sobre ela e a chatice interna que é fruto de nossos pensamentos e ações. Nós podemos controlar essa chatice interna.

    Acho que os termos médicos para essa chatice interna são neurose, psicose, e coisas do tipo. Para mim, eu chamo de chatice.

    Minha missão na vida é diminuir a chatice interna e externa o quanto eu puder.

    Reparei que para diminuir a chatice interna é necessária muitas vezes uma postura de não-ação. De não ceder àquela vozinha dentro da minha cabeça que morre de vontade de ver o circo pegar fogo. Mas aprendi a prever as consequências de ir conforme meus instintos chatos e garanto que saio ganhando se ficar na minha.

    Já em relação a chatice externa, a postura varia um pouco. Se algo me chateia eu tento eliminar da minha vida. E vou resolvendo os problemas de acordo com seu aparecimento.

    A chatice externa é diferente da chatice interna porque a chatice que vem de fora não é nossa. É do outro. Assim, eu devolvo para o outro sua chatice. Não guardo para mim, não deixo que ela me envenene. Dou o famoso feedback e passo de volta como uma batata quente que eu não quero segurar. Acho fundamental a gente expressar nossa chateação.

    Isso vale para tudo. Desde um serviço contratado mal feito, uma pessoa que invade nossos limites, tudo.

    A arte é saber se expressar. Como, quando, de que forma. Eu me expresso e não guardo. Porém, a própria expressão pode levar a chatices maiores, daí, eu uso meu diário, meu blog, um ouvido amigo.

    O silencio também é uma forma contundente de expressão de desagrado.

    Bem, mas tudo isso eu já fazia antes.

    O que mudou então nessa última experiência de “mudança de vida”?

    Situações como eu passei dão uma sensação de vitória, de força e de auto-suficiência muito grandes. “Eu consegui!” E o resultado disso é que eu passei a cagar e andar para os outros e para as coisas muito mais do que eu já fazia antes.

    Se eu era um cavalo cagando e andando, hoje sou um elefante cagando e andando.

    A contrapartida é que minhas relações com as pessoas estão mais fortes. Se eu gosto de alguém eu me importo mesmo, porque deixei de me importar com um monte de gente para me dedicar apenas aos que eu gosto.

    Assim, se eu me relaciono com você é porque eu gosto de você, me importo e não estou cagando montes para você. Mas se eu não me relacionar com você… Bem, já entenderam.

    Eu não tenho tempo, saúde ou paciência para aguentar chatice.

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  • A Doença do Gigio – Otite Interna em Cachorros

    Gigio é um pastor alemão mestiço de aproximadamente 12 anos de idade.

    Ele começou a ter vômitos e prostração de uma hora para outra sem outras alterações.

    Rapidamente evoluiu para dificuldade de se levantar, permanecendo deitado o tempo todo.

    Aceitou água e soro caseiro por via oral mas não quis comer.

    Em menos de 8 horas de evolução do quadro inicial de vômitos, apresentou instabilidade ao ficar de pé, caindo para o lado esquerdo e andava em círculos para o lado esquerdo também.

    Foi levado à clínica veterinária com suspeita de afecção neurológica de cerebelo com diferencial de labirintite.

    Rapidamente também desenvolveu nistagmo batendo para a esquerda.

    O veterinário fez hipótese diagnostica de Acidente Vascular Cerebral.

    Eu não concordei por causa da localização de labirinto à Esquerda e pela evolução de horas, o que sugere infecção e não quadro vascular.

    Ao exame, além do nistagmo e instabilidade, apresentava vermelhidão e edema de conduto auditivo externo esquerdo.

    Foi medicado com dexametasona, furosemide, flunarizina e uma cefalosporina de quarta geração.

    Em menos de 12 horas o nistagmo e os vômitos cessaram.

    Voltou a comer no terceiro dia e deambulava com ajuda.

    Teve alta para casa no quarto dia e aqui está se alimentando bem, bebendo água e tentando manter sua rotina de me seguir pela casa e ir até o jardim urinar. Teve uma vez diarréia e ainda não evacuou normalmente.

    Observamos que a marcha melhorou muito embora ainda tenha tendência de cair para a esquerda.

    Os exames laboratoriais mostraram um neutrofilia relativa indicando infecção aguda, o que fecha o diagnóstico de otite interna.

    Ainda não sabemos o grau de sequelas que ele terá visto o quadro ainda ser muito recente. Mas a melhora está sendo progressiva e constante.

    Agora quero tecer alguns comentários a respeito do atendimento do Gigio pelos veterinários.

    Ao verem o cachorro instável se fecharam no diagnóstico genérico de “Problema Neurológico”.

    Quem fez o diagnóstico de Otite Interna e instituiu a antibioticoterapia fui eu. A veterinária nunca tinha ouvido falar nisso.

    Otite Interna é uma doença relativamente comum em cães que apresentam Otites Externas de repetição (o caso do Gigio).

    A veterinária não examinou o cachorro. Eu que o examinei enquanto ele estava deitado na sala de exame e constatei a Otite Externa, que sugere o diagnóstico de Otite Interna por continuidade.

    Pessoalmente eu também nunca tinha ouvido falar em Otite Interna em cachorros, mas a clínica é soberana e o quadro neurológico dele indicava comprometimento labiríntico do lado esquerdo.

    Como neurologista, eu nunca tinha visto uma labirintite infecciosa bacteriana em gente nesse grau. Mas cheguei a esse diagnóstico no Gigio apenas considerando sintomas e exame físico. Mais tarde pesquisei em textos médicos veterinários e vi que era uma patologia bem descrita. Raro em gente e comum em cachorro.

    Fico pensando na quantidade de cães que não foram diagnosticados com essa infecção e tratados ou sacrificados por causa de “derrame”.

    Espero que esse relato sirva para alguma coisa.

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  • Ração de Cachorros Caseira

    Quando eu era criança, não havia ração de cachorros prontas para comprar.

    Quem tinha cachorro fazia o famoso panelão de fubá com carne e dava um certo trabalho ficar cozinhando para bicho.

    Outro problema na época era que o panelão geralmente não fornecia tudo que o cachorro precisava. A comida feita em casa não era muito lá balanceada.

    Com o advento das rações prontas, a vida dos donos de cachorro se simplificou e dar ração garantia de certa forma a dieta balanceada que eles precisavam.

    Hoje encontramos rações de todos os preços e com teores de proteína diferentes, ao gosto do freguês.

    Porém, alguns cães não conseguem se alimentar com rações prontas. O Tai, por exemplo, não consegue mais mastigar a ração dura por estar velhinho.

    A saída pra o meu chow chow velhinho foi fazer a comida dele em casa, o famoso panelão.

    O segredo da ração caseira é se certificar que ela é balanceada, ou seja, com carne, carboidratos e verduras e legumes. Sal, óleo, temperos, enfim, uma comida rica em todo tipo de nutrientes.

    Eu uso a proporção de metade da panela de carne, um quarto de arroz e um quarto de verduras e legumes.

    É muito bonitinho ver o Tai comendo chuchú e repolho, que no contexto geral ele adora.

    Temperamos a comida com uma pitada de sal, porque não pode ser demasiada salgada e com um fio de óleo para não dar problemas de colesterol e ao mesmo tempo ter gordura que carrega vitaminas.

    Cozinha-se tudo junto e quando o arroz está no ponto, a ração está pronta.

    Eu uso carne magra moída sem gordura.

    Cebola e alho pra temperar.

    Enfim, é uma comida que qualquer pessoa poderia comer tranquilamente. É balanceada, apetitosa e o cachorro gosta muito.

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  • Como escrever um texto interessante

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Wednesday, April 7th, 2010

    Primeiro arrume um assunto pertinente que faça o leitor querer saber mais. Assim ele lerá até o fim.

    Distribua as palavras pelo espaço facilitando a leitura.

    Seja objetivo.

    Corrija os erros de português antes de publicar.

    E termine com uma conclusão decente.

    Fácil, não é?

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  • A Luz do Sol e Meu Humor

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Friday, February 19th, 2010

    Eu sofro com dias nublados. Sofro mesmo. Fico triste, irritada, sem energia.

    E aqui em São Francisco esses dias são mais frequentes do que eu gostaria. Por isso procurei o sol do nordeste.

    Infelizmente não pude me mudar para lá e tive que dar um jeito aqui mesmo. Então pesquisei bastante e resolvi investir num tratamento que até é bem comum em países do hemisfério norte: fototerapia com luz de amplo espectro. São lâmpadas que simulam a luz solar.

    Mas essas lâmpadas não são vendidas no Brasil e tive que importar.

    Demorou 5 meses e muita burocracia até que minhas lâmpadas chegassem.

    O princípio é que a luz solar ativa a produção de serotonina estimulando receptores na retina que mandam a ordem para o cérebro para fabricar o neurotransmissor antidepressivo. E a escuridão ativa a produção de melatonina que dá sono e que só é parada de fabricar quando a luz solar a bloqueia.

    Então, num dia nublado, o cérebro continua produzindo melatonina e não ativa a serotonina. E a pessoa, no meu caso, fica sonolenta, para baixo, sem energia, meio deprimida no sentido de dormindo em pé.

    O tratamento é banhar as retinas com luz solar ou na falta dela, luz de amplo espectro por no mínimo 30 minutos pela manhã para interromper o ciclo da melatonina e ativar a serotonina e a pessoa “acordar”. (ATENÇÃO, NÃO PODE OLHAR DIRETAMENTE PARA O SOL OU PARA AS LÂMPADAS SENÃO VOCÊ VAI FICAR CEGO!)

    Antes da minha lâmpada chegar, eu já estava tomando banhos de luz no jardim e senti uma diferença positiva. Mas o problema era mesmo os dias nublados.

    Agora uso minha caixa de luz na mesa do café da manhã enquanto mexo no computador e realmente me sinto melhor.

    Este é o site da Verilux, onde comprei minha caixa de luz.

    Este é o site da FullEspectrumSolutions onde comprei meu Sunrise System.

    Artigo comparando a eficácia de fototerapia e do uso de fluoxetina para Seasonal Affective Disorder.

    A entrada na Wikipedia sobre Fototerapia. E sobre Desordem Afetiva Sazonal.

    Texto sobre Insônia muito interessante.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Friday, January 1st, 2010

    Minha nova mania é a série Lie To Me, com Tim Roth.

    Ele faz o papel de um cientista, Cal Lightman, que estuda expressões e comportamentos para determinar as emoções do objeto. Na série ele é chamado de “detector de mentiras humano”.

    A série é muito boa e bem didática. Dá para aprender bastante coisa e entender melhor o mundo que nos cerca.

    Um dos personagens é uma moça jovem que é considerada “natural”. Ela detecta as emoções sem ter tido treino prévio e uma das explicações para isso seria a necessidade de sobreviver em um meio adverso na infância.

    Fiquei muito curiosa sobre o assunto e achei o responsável pela parte científica da série, o verdadeiro doutor Cal: o Dr. Paul Ekman.

    No site dele ele oferece inclusive cursos online para treinar pessoas nas técnicas de reconhecimento facial.

    O demo do curso é exatamente igual aos testes que aparecem na série para detectar microexpressões. Eu acertei 5 em 5.

    Eu me considero uma boa leitora de emoções. Porém, eu leio as emoções verdadeiras, não as que as pessoas querem passar como real. Isso é um problema porque uma pessoa pode estar falando uma coisa boa para mim mas toda a linguagem facial e corporal dela dizem o contrário e gera um mal estar em mim muito grande. Finalmente eu achei a explicação para essa minha “sensibilidade”. Não é nada além do que ler o óbvio impresso na cara do outro.

    Mas a gente tem que conviver com mentiras o tempo todo. Gente mentindo para você nas mínimas coisas. E tem que passar por cima. Dá para relevar, mas não sem uma grande dose de cinismo.

    Mas a grande sacada que percebi é que observar expressões faciais é uma linha direta com o inconsciente. Assim, resolvi fazer um teste comigo mesma e ver qual a emoção real que determinadas pessoas e situações despertavam em mim. Afinal, eu também minto o tempo todo socialmente.

    A gente está tão acostumado a esconder e não considerar o que nós sentimos que perdemos o julgamento consciente das coisas.

    Eu liguei o Photo Both do Mac e fui registrando minhas expressões conforme pensava numa série de coisas e pessoas.

    Foi uma surpresa.

    Eu vi que tinha gente que me deixava triste. Gente que eu desprezava. Gente que me deixava feliz. Situações que me davam raiva. E situações que me davam alegria sincera.

    A maior surpresa foi o desprezo. Eu não esperava.

    Conhecer essas emoções foi muito importante para eu me conhecer melhor e modificar o meu meio.

    Acho importante que sintonizemos o que está dentro com o que está fora de nós.

    Ah! E o mais legal! Quando eu penso em mim, eu sorrio!

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