Minha Experiência em Sites de Relacionamentos

Uma pessoa me falou que quem fazia perfil em site de relacionamento era loser.

Discordo.

Para quem, como eu, que mora em local pequeno, a única forma de encontrar novas pessoas é pela internet.

Eu já me inscrevi em site assim antes e de fato encontrei pessoas legais e muitos malucos também.

Para ter uma boa exeriência em sites assim, dou aqui meu depoimento.

Escolha um site com boa reputação.

Eu escolhi o ParPerfeito.com.br.

Faça um perfil sincero. Ou seja, coloque o quer e principalmente o que não quer e atenha-se as suas escolhas.

Explico: eu quero conhecer ateus. Assim, se um perfil diz que é cristão devoto, eu já passo reto.

Crie uma conta de email genérica, tipo hotmail. (ainda acho que o MSN só sobrevive por causa de sites de relacionamento.)

Faça uma conta de MSN, 99% só usam o MSN, com esse email genérico.

Daí, é só esperar para ver quem vê seu perfil e te manda mensagens.

Gente que eu não tenho a ver, nem respondo.

Gente que usa fotos de atores famosos!!! ou que não tem fotos eu nem respondo.

Gente que escreve que é “geralmente fiel” eu não respondo nem entendo. Visto que meu objetivo é encontrar alguém sério e não putaria. Nada contra putaria, mas não é a minha. Aliás, esses sites são ótmos para cair na farra, se é que vocês me entendem.

Eu sou uma pessoa muito seletiva e só passo para a próxima etapa, responder emails, quando vejo que o perfil tem a ver comigo e achei a foto do sujeito simpática.

Eu particularmente dou preferência a perfis escritos em inglês, que é uma forma de triagem.

Google translator, nem pensar.

Enfim, se o perfil é sincero, o seu e do outro, as chances de atingir seu objetivo, qualquer que seja ele, casar, namorar, sexo, são maiores.

Mas como saber se um perfil é sincero?

Preste atenção nos indícios. Escrever corretamente, fotos verdadeiras, emails padrões, inconsistências nas informações, você percebe logo de cara qual é a do outro.

Por exemplo, tem um sujeito me mandando emails com a foto do Mark Whalberg. Pelamor, né?

Outro botou foto do George Clooney!!! HAhahahahaha

Então, mesmo que não ache o seu parceiro(a) logo de cara, pelo menos você vai rir muito.

E as sugestões do site? É pra rir também. Parece que eles não levam em conta nada além da idade e local. Pontos importantíssimos são ignorados e acabo recebendo sugestões de gente nada a ver comigo.

Por uma única vez recebi uma sugestão de um homem que eu já conhecia fora da internet!! Quais as chances? Incrível!

E vale a pena pagar nesses sites?

Eu só respondo quem tem o mínimo de condição de pagar por um plano. Gente que não está disposta a investir uma grana para achar você, nem tem chance comigo.

Ah, mas são tantos detalhes…

Conform for me lembrando, eu vou colocando aqui.

Assim, vamos nos divertir juntos nesse mundo encontros virtuais.

PS- para quem entender a referência, Must Love Dogs, é minha catch frase no perfil. O cara que reconhecer a frase, tem grandes chances comigo ;)

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  • Liliana, The Song

    Estou profundamente emocionada porque um rapaz mexicano que conheci no Twitter me fez uma canção.

    @Arbojo ou David R Valadez é um músico talentoso e eu desejo todo o sucessso que ele merece.

    Ele me disse que sou a Musa dele.

    Posso morrer feliz!

    :D

    Com vocês, Liliana, The Song:

    Liliana

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  • A História da Minha Vida – ou – O Cachorro Me Mordeu

    Eu gosto muito da palavra ” impressionante “.
    Então, impressionante!
    Tem o Jazz, o Yorkshire da pousada. Um cachorrinho já idoso e incompreendido.
    Ninguém dá bola para ele, não entende que ele é de guarda e está apenas fazendo o trabalho dele ao latir.
    Ele é escurraçado, desrespeitado, ignorado.
    Eu morro de dó.
    Pois a dona dele foi viajar e o deixou sozinho ao deus dará na pousada.
    Ele ficou perdido, sem referência, tadinho.
    E logo, logo ele estava me seguindo para todo lado e foi dormir comigo.
    Dormiu em cima da cama, encostadinho na minha perna todo enroladinho. Chegou até a dormir em cima do meu braço. Dormimos abraçadinhos.
    E eu conversei com ele, beijei, agradei, mimei.
    Daí, ele passa uma noite fatídica na casa da filha da dona dele com umas crianças e volta “estressado” segundo descrição do pessoal da pousada.
    O mesmo pessoal falou que ele sentiu falta de mim enquanto estava fora na reunião com o engenheiro.
    Assim, me preocupei mais ainda e quis garantir que ele estivesse bem e acompanhado, para não se sentir sozinho.
    E fomos dormir ontem.
    Ele foi para cama e se enrolou na caminha que eu fiz com a colcha.
    Fui dar um beijinho de boa noite na testa dele, como estava sempre fazendo e…. Tomei uma mordida no lábio inferior. Dois furinhos, muito sangue e uma boca de Angelina Jolie.
    Bem, agora vamos analisar rapidamente o ocorrido.
    O ser estava na pior.
    Ninguém queria saber dele ou o respeitava.
    Eu o acolhi e fiz de tudo para que ele se sentisse bem.
    O ser me morde, me machuca e basicamente caga para mim.
    E a pergunta que não quer calar: quantas vezes isso já me aconteceu?
    Um monte. Com pessoas, claro, porque com animais essa foi a primeira vez.
    Minha reação a isso no início era de incredulidade. E acabava dando nova chance para as pessoas me machucarem como se eu não tivesse entendido a mensagem.
    E acho que eu não tinha entendido mesmo.
    Tico e Teco não estavam conversando e eu realmente não percebia que aquele ser humano simplesmente não gostava de mim.
    Depois de muitas mordidas simbólicas, eu finalmente me toquei.
    E estava gastando vela boa com defunto ruim, para ser bem clichê.
    Quando você se toca disso, tem duas alternativas.
    A primeira, que eu tentei várias vezes, é querer mudar o outro para que ele passe a te tratar bem. Muitas vezes mudando a mim mesma para me adequar ao outro.
    Só digo isso: NÃO FUNCIONA!
    Puta roubada.
    Não façam isso.
    Essa atitude só te faz ser mais mordida. E ainda vai contra todo o seu ser. Você mesmo se machuca.
    A segunda alternativa, que é a que estou adotando de tempos para cá, é cortar laços com quem me trata mal, me morde, mesmo que venha querer assoprar depois.
    Disseram que essa minha atitude de cortar quem me faz mal iria me deixar só.
    Absurdo!
    Vejam só! Essas pessoas estavam me falando que era para eu continuar sendo mordida, por vontade própria! “Para não ficar sem ninguém!”
    “Que eu era radical!”
    Então eu sou radical mesmo!
    Não quero saber de quem me machuca, me maltrata e me desrespeita.
    E isso vale desde o cachorrinho até principalmente quem morava comigo.
    Impressionante é o que se agüenta para não ficar só.
    AGUENTAVA!
    Parece besteira e óbvio o que estou escrevendo. Mas ainda a maioria de pessoas que vejo por aí precisam ler isso.
    E eu bem que queria ter lido isso há uns anos atrás.
    E vocês, quantas mordidas já levaram ultimamente?

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  • O Mulo

    Um dos meus livros preferidos é Fundação, de Isaac Azimov.

    Basicamente é a história de uma civilização que ia ficar numa Era das Trevas por uns 10 mil anos, mas um psico-historiador antecipa cada etapa e consegue fazer um plano que encurta esse período de Idade Média por vários milhares de anos. Tipo um “guia” de como passar mais rápido pelos problemas com dicas que vêm de temos em tempos na hora necessária.

    A idéia é muito legal. Muito. O livro percorre uns mil anos de história. É fascinante.

    Porém, e sempre tem um porém, por mais que o psico-historiador tenha antecipado tudo, ele não conseguiu prever o aparecimento do elemento surpresa. O elemento que não dá para adivinhar antes. Não dá para se precaver. E esta variante indesejada e imprevisível no caso do livro foi O Mulo.

    O Mulo tem seu nome porque ele é um acidente genético. Aconteceu ao acaso. Um híbrido cujas regras normais não se aplicam. Um Mulo.

    Bem, para saber a história toda, vocês têm que ler o livro.

    No entanto, eu fiz essa introdução porque eu acredito que na vida da gente nós encontraremos nosso Mulo, mais cedo ou mais tarde.

    Você não está preparada, não tem defesas, não esperava e não sabe como agir ao se deparar com ele.

    E depois que ele vai embora, que a situação acaba, você tem que redefinir toda sua vida e se inserir de novo em você mesma.

    O Mulo de cada um pode variar. Para uns são pessoas que aparecem acidentalmente. Para outros pode ser uma situação, uma doença. Ou o Mulo pode ser uma combinação inusitada e matadora de todas as alternativas acima.

    Meu Mulo foi uma combinação de muitas coisas.

    Sabe quando você está levando sua vida na boa e de repente um monte de coisas acontecem? Pois é.

    Quando isso ocorre, aqueles planos que você tinha não valem mais. Igual no livro.

    E você tem que analisar a nova situação com outros olhos, porque se mantiver a mesma visão pré-mulo, você não vai achar saída. Você deve se transformar para poder enxergar tudo diferente e daí, achar o plano de ação.

    Depois de um bom tempo, consegui determinar novos planos e objetivos e já estou no novo caminho. Ainda bem!

    Mas o que sobra da Liliana Pré-Mulo? Basicamente a mesma pessoa que eu tanto senti falta enquanto estava vivendo a situação sui generis.

    Eu voltei a ser eu mas com a experiência da época do Mulo. Ou seja, uma versão melhorada de mim mesma.

    E isso remete ao final do meu texto.

    Não há culpa de se viver situações indesejadas para as quais não estávamos preparados e nem podíamos prever.

    Não há culpa de não saber o que fazer , nem de se perder de si mesmo.

    E quanto mais rápido você entender e aceitar que acidentes acontecem (Shit Happens), que não foi culpa de ninguém, muito menos sua, mais rápido você poderá aprender com a situação e transformá-la.

    Assim, você se livrará do seu Mulo o quanto antes e poderá viver uma nova Época de Ouro da sua civilização pessoal.

    E então? Seu Mulo já apareceu?

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  • Folga Abonada

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Wednesday, September 8th, 2010

    Hoje não fui trabalhar porque estou de folga abonada.

    Funciona assim: você trabalha vários meses além do horário previsto e ganha a tal folga abonada.

    Eu queria ter viajado, ido para São Paulo no shopping, comprar lençóis na Bigi e quem sabe consertar alguns aparelhos que precisam ser consertados lá.

    Não deu.

    Eu estava morrendo de preguiça e demorou uns dois dias para eu começar a virar gente.

    Daí, o cachorros fizeram muita bagunça na hora de dormir e eu acabei não dormindo nada. Ou melhor, dormi lá pelas 4 da manhã.

    Enfim, estou agora em casa e deu vontade de escrever.

    Agora que escrevi, passou a vontade.

    Beijos!

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  • “Por favor” o que?

    Eu me divirto muito com o Formspringe.me.

    Nunca sei que tipo de pergunta vai aparecer por lá.

    De vez em quando recebo alguma coisa e não consigo responder imediatamente porque o tal contato me desperta sensações interessantes e eu deixo amadurecer para então, dar minha resposta.

    A última que recebi foi uma mensagem curta e grossa: “A nudez: comente.”

    Poderia discorrer sobre o que acho da nudez. Assunto interessante sem dúvida, mas o que pegou não foi a concisão da frase e sim esse imperativo: “comente”.

    O contato entre as pessoas não deve ser curto e grosso, principalmente grosso.

    Eu mesma só sou curta e grossa quando alguém merece porque fez algo para mim que eu não gostei.

    Antigamente me chateavam quando eu falava “gostaria”, “queria” como se eu não quisesse mais. Eu pacientemente explicava que estava apenas sendo educada e não usando um imperativo a toa.

    Hoje nem explico, se alguém faz menção que estou usando o “gostaria” no lugar do “eu quero”, eu mando fazer. Mando.

    Mandar é uma coisa muito desagradável. Mas além de ser educada eu também sei mandar e não tenho problemas com o imperativo: “faça!”.

    Como estava dizendo, sou muito tranquila. Eu peço, falo da forma mais gentil possível até a hora que percebo que a pessoa não merece tal tratamento diferenciado. Daí, é “faça já porque estou mandando”.

    As relações contém implicitamente um acordo de cavalheiros do que se pode ou não fazer e de como se pede que se faça.

    No trabalho, não vou pedir nem vou fazer o que não fui contratada nem o que contratei que fizessem. E atrito aparece apenas se umas das partes não está cumprindo o que foi acertado.

    Ninguém tem que me mandar atender os pacientes.

    Fora do âmbito profissional, não existem regras escritas do que as pessoas devem ou não fazer pelas outras.

    Na verdade acho que ninguém “deve fazer” nada.

    A gente faz porque gosta, porque se preocupa, porque quer agradar o outro. E faz também na esperança que um dia façam o mesmo por nós.

    Ledo engano.

    Fazer algo esperando alguma coisa em troca é uma das maiores furadas. Decepcionante. Simplesmente ninguém vai fazer.

    Essa verdade verdadeira dos fatos da vida só alimentam ainda mais nossa individualidade e auto-suficiência. Por um lado é bom e por outro é ruim.

    Ao mesmo tempo que aumento minha segurança e proficiência, minhas relações com os outros se diluem e se tornam mais exigentes. Exigentes na medida que não preciso exigir mais nada de ninguém.

    Resumindo, eu não gosto que me mandem fazer nada, nem esperem que eu tenha obrigação de fazer nada. Eu não faço isso com os outros e é o mínimo que exijo em troca.

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  • Sobre a Chatice

    Recentemente eu passei por uma experiência daquelas que mudam a vida da gente. “Life Changing”.

    Não foi a primeira vez, então, estou acostumada a reavaliar minha vida e fazer as correções necessárias sem perder muito tempo.

    Há anos já aprendi que meu objetivo principal na vida não é exatamente a “felicidade” e sim, a ausência de coisas chatas.

    Sem chatices, a vida é boa, leve, tranquila. É mais que feliz, é um estado de paz e harmonia maravilhoso.

    A chatice nos atinge de duas formas: tem a chatice externa, que nos vem sem termos controle sobre ela e a chatice interna que é fruto de nossos pensamentos e ações. Nós podemos controlar essa chatice interna.

    Acho que os termos médicos para essa chatice interna são neurose, psicose, e coisas do tipo. Para mim, eu chamo de chatice.

    Minha missão na vida é diminuir a chatice interna e externa o quanto eu puder.

    Reparei que para diminuir a chatice interna é necessária muitas vezes uma postura de não-ação. De não ceder àquela vozinha dentro da minha cabeça que morre de vontade de ver o circo pegar fogo. Mas aprendi a prever as consequências de ir conforme meus instintos chatos e garanto que saio ganhando se ficar na minha.

    Já em relação a chatice externa, a postura varia um pouco. Se algo me chateia eu tento eliminar da minha vida. E vou resolvendo os problemas de acordo com seu aparecimento.

    A chatice externa é diferente da chatice interna porque a chatice que vem de fora não é nossa. É do outro. Assim, eu devolvo para o outro sua chatice. Não guardo para mim, não deixo que ela me envenene. Dou o famoso feedback e passo de volta como uma batata quente que eu não quero segurar. Acho fundamental a gente expressar nossa chateação.

    Isso vale para tudo. Desde um serviço contratado mal feito, uma pessoa que invade nossos limites, tudo.

    A arte é saber se expressar. Como, quando, de que forma. Eu me expresso e não guardo. Porém, a própria expressão pode levar a chatices maiores, daí, eu uso meu diário, meu blog, um ouvido amigo.

    O silencio também é uma forma contundente de expressão de desagrado.

    Bem, mas tudo isso eu já fazia antes.

    O que mudou então nessa última experiência de “mudança de vida”?

    Situações como eu passei dão uma sensação de vitória, de força e de auto-suficiência muito grandes. “Eu consegui!” E o resultado disso é que eu passei a cagar e andar para os outros e para as coisas muito mais do que eu já fazia antes.

    Se eu era um cavalo cagando e andando, hoje sou um elefante cagando e andando.

    A contrapartida é que minhas relações com as pessoas estão mais fortes. Se eu gosto de alguém eu me importo mesmo, porque deixei de me importar com um monte de gente para me dedicar apenas aos que eu gosto.

    Assim, se eu me relaciono com você é porque eu gosto de você, me importo e não estou cagando montes para você. Mas se eu não me relacionar com você… Bem, já entenderam.

    Eu não tenho tempo, saúde ou paciência para aguentar chatice.

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  • A Doença do Gigio – Otite Interna em Cachorros

    Gigio é um pastor alemão mestiço de aproximadamente 12 anos de idade.

    Ele começou a ter vômitos e prostração de uma hora para outra sem outras alterações.

    Rapidamente evoluiu para dificuldade de se levantar, permanecendo deitado o tempo todo.

    Aceitou água e soro caseiro por via oral mas não quis comer.

    Em menos de 8 horas de evolução do quadro inicial de vômitos, apresentou instabilidade ao ficar de pé, caindo para o lado esquerdo e andava em círculos para o lado esquerdo também.

    Foi levado à clínica veterinária com suspeita de afecção neurológica de cerebelo com diferencial de labirintite.

    Rapidamente também desenvolveu nistagmo batendo para a esquerda.

    O veterinário fez hipótese diagnostica de Acidente Vascular Cerebral.

    Eu não concordei por causa da localização de labirinto à Esquerda e pela evolução de horas, o que sugere infecção e não quadro vascular.

    Ao exame, além do nistagmo e instabilidade, apresentava vermelhidão e edema de conduto auditivo externo esquerdo.

    Foi medicado com dexametasona, furosemide, flunarizina e uma cefalosporina de quarta geração.

    Em menos de 12 horas o nistagmo e os vômitos cessaram.

    Voltou a comer no terceiro dia e deambulava com ajuda.

    Teve alta para casa no quarto dia e aqui está se alimentando bem, bebendo água e tentando manter sua rotina de me seguir pela casa e ir até o jardim urinar. Teve uma vez diarréia e ainda não evacuou normalmente.

    Observamos que a marcha melhorou muito embora ainda tenha tendência de cair para a esquerda.

    Os exames laboratoriais mostraram um neutrofilia relativa indicando infecção aguda, o que fecha o diagnóstico de otite interna.

    Ainda não sabemos o grau de sequelas que ele terá visto o quadro ainda ser muito recente. Mas a melhora está sendo progressiva e constante.

    Agora quero tecer alguns comentários a respeito do atendimento do Gigio pelos veterinários.

    Ao verem o cachorro instável se fecharam no diagnóstico genérico de “Problema Neurológico”.

    Quem fez o diagnóstico de Otite Interna e instituiu a antibioticoterapia fui eu. A veterinária nunca tinha ouvido falar nisso.

    Otite Interna é uma doença relativamente comum em cães que apresentam Otites Externas de repetição (o caso do Gigio).

    A veterinária não examinou o cachorro. Eu que o examinei enquanto ele estava deitado na sala de exame e constatei a Otite Externa, que sugere o diagnóstico de Otite Interna por continuidade.

    Pessoalmente eu também nunca tinha ouvido falar em Otite Interna em cachorros, mas a clínica é soberana e o quadro neurológico dele indicava comprometimento labiríntico do lado esquerdo.

    Como neurologista, eu nunca tinha visto uma labirintite infecciosa bacteriana em gente nesse grau. Mas cheguei a esse diagnóstico no Gigio apenas considerando sintomas e exame físico. Mais tarde pesquisei em textos médicos veterinários e vi que era uma patologia bem descrita. Raro em gente e comum em cachorro.

    Fico pensando na quantidade de cães que não foram diagnosticados com essa infecção e tratados ou sacrificados por causa de “derrame”.

    Espero que esse relato sirva para alguma coisa.

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  • Como odiar água de coco

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Saturday, March 20th, 2010

    Eu sou uma pessoa superexagerada e sempre quero estar preparada para as situações. Gosto de planejar com antecedência.

    Eu tinha que fazer um exame e precisava ficar em jejum de comidas sólidas por um dia interiro e jejum absoluto no dia do exame.

    A única coisa que podia tomar eram líquidos claros tipo água, chá clarinho coado e… água de coco.

    Sabendo que ia ficar num hotel e o preço da água de coco no frigobar era proibitivo, não tive dúvida e dei uma de farofeira. Fiz meu check in com uma caixa de papelão lotada de leite desnatado e 6 litros de água de coco.

    E comecei a beber a água de coco.

    E bebi.

    Bebi.

    Lá pelas tantas, precisava tomar 1 litro de um preparado líquido para acabar o preparo.

    Tomei de uma vez porque era muito ruim.

    O resultado foi que e porcaria do preparado se juntou com a água de coco e eu vomitei até não sobrar nada.

    Eu amava água de coco. De verdade. Adorava tomar num copo cheio de gelo, estupidamente gelada. Agora não posso nem ver os litros que sobraram na caixa.

    Só de pensar em água de coco me dá aversão.

    Parece um porre que eu tomei uma vez de Cointrau e nunca mais pude chegar perto.

    E é assim que a gente passa a odiar água de coco.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Friday, March 19th, 2010

    Médico é um bicho burro porque se sente mal, quer se tratar sozinho e acaba se complicando todo.

    Para mim é ainda pior porque para eu cuidar da saúde tenho que sair daquele lugar bucólico que eu moro e vir para São Paulo.

    Então fui enrolando e me sentindo mal.

    Sentia uma tontura que me fez cair no chão e torcer o pé. Até contei isso aqui.

    E dores na barriga. Muitas dores.

    Daí passei a acordar de madrugada, exatamente às 4 da manhã com falta de ar e sibilos de asma, coisa que eu nunca tive.

    O negócio ficou tão ruim que nem conseguia mais trabalhar.

    Então, o Marcos que fez faculdade comigo me intimou que eu fosse para SP naquele dia e passasse com um colega gastro.

    O cara pediu exame de tudo e me mandou numa otorrino por causa da tontura.

    A endoscopia mostrou o problema: úlceras no esôfago, gastrite e duodenite. Era o tal refluxo Gastro-Esofágico e que também explicava o quadro pulmonar, otite e sinusite.

    Parecia que eu tinha todas as ITES possíveis.

    Porém, um dos exames de sangue, o CEA – antígeno carcinoembrionário – veio muito alto, sugerindo tumor no cólon.

    E lá fui eu fazer mais exames e a colonoscopia mostrou um tumorzinho que foi retirado no próprio exame.

    Hoje recebi o anátomo-patológico e é tumor benigno.

    Agora imagina ficar na dúvida se você tem câncer ou não!

    Todas as chances apontavam que sim porque eu já tive dois tumores malignos e com metástases.

    Pois é, eu sou uma sobrevivente de câncer desde os meus 25 anos.

    A sombra da malignidade fica sobre minha cabeça como uma espada.

    Não é fácil ser eu.

    Mas ainda não acabou.

    O ultrassom mostrou um cisto no ovário que não deveria estar lá. O gineco disse que muitos operariam logo de cara mas ele prefere que eu repita o exame no final de abril para ver se o cisto desapareceu. Se ainda estiver lá, entro na faca.

    No geral estou me sentindo melhor dos sintomas que começaram essa epopéia toda. Espero que em breve eu volte a ficar 100%.

    Agradeço a todos pelo carinho! Vocês são uns amores!

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  • Oi Blog!

    Oi Blog, faz tempo, né?

    Eu vim aqui dizer que você não morreu. Mas estou com um probleminha de como lidar com seu conteúdo.

    Afinal, o que vale a pena escrever?

    Quanto eu devo me expor?

    Eu sei que as pessoas gostam dos conteúdos mais picantes e suculentos da vida dos outros, mas será que eu quero dividir tudo isso?

    E tem outra, minha vida esbarra na privacidade de outras pessoas também.

    Eu vi o episódio dessa semana de House[bb] e a tal paciente blogueira escrevia tudo. O que levou a brigas com o namorado.

    No meu caso, não tenho namorado mas tenho uma vida profissional a proteger. Daí, minha auto-censura dá alerta vermelho.

    Fora que contar assuntos chatos, é chato.

    Daí me pego falando de cachorros[bb],gatos[bb], besteirinhas que nem eu aguento mais.

    Mas vamos lá. Relatório dos últimos tempos.

    Graça está bem, com dificuldade de locomoção por causa dacoluna[bb] e está perdendo o controle dos esfíncteres deixando sujeiras pela casa.

    Gigio está ótimo, é o mais saudável dos velhinhos. Chora muito por manha.

    Tai não anda mais. Só fica deitadinho na fralda. Está tomando remedinhos para o coração e a falta de ar melhorou. O veterinário ficou surpreso com a melhora clínica.

    Joom La e Pepê saem pelo campo todos os dias e voltam molhados. Ficam se divertindo o tempo todo e são rebeldes.

    Manilha continua fugindo de mim mas estranhamente não foge da Graça pastora nem da Graça empregada. Ela gosta dos cachorros.

    Eu estou fazendo exames de saúde em São Paulo há duas semanas e ainda falta mais um tanto. O importante é que me sinto melhor. E espero que os exames não mostrem coisa  grave.

    Tenho tuitado até que todo dia. Não muito, mas acho que dá para ter mais idéia de como estou lá.

    Se quiserem, podem me seguir @lilianap

    Beijos e até o próximo post.

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  • Formspring-me

    Eu tenho me divertido muito respondendo as perguntas que aparecem na moda nova da net, o Formspring.me.

    Você pode perguntar o que quiser.

    E me conhecer melhor.

    Vai lá!

    http://formspring.me/lilianap

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  • Como se comportar no aeroporto

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Sunday, November 1st, 2009

    Há alguns anos atrás, estava viajando para os Estados Unidos, ia na Disney, Miami, essas coisas.

    Bem, a companhia aérea, que eu não lembro o nome fez o que fazia sempre: overbooking.

    Já estávamos na sala de embarque quando avisaram que nem todos poderiam viajar.

    Foi um auê.

    Com toda minha classe pedi ao funcionário para ser transferida para um hotel e que pegaria o próximo voo.

    Fui levada a um daqueles hotéis maravilhosos próximos ao aeroporto de Guarulhos, com tudo pago, obviamente. Onde comi, bebi, dormi e esperei o motorista me buscar para o primeiro voo na manhã seguinte.

    Meu destino final era Orlando, não era Miami, e eu havia perdido a conexão, claro. E as malas já tinham sido embarcadas no voo do dia anterior e estavam num depósito em Miami. Assim, cabia a mim e aos outros comigo resgatarmos nossa bagagem para continuar a viagem.

    Cheguei aos Estados Unidos sem bagagem nenhuma. Só com minha bolsa. O funcionário da imigração achou muito chique viajar sem bagagens. E eu, fina, mantive a pose.

    No aeroporto de Miami foi um problema. A tal companhia aérea brasileira não tinha escritório próprio lá. Um funcionário de outra companhia fazia as vezes de funcionário deles. E o homem era um grosso e só chegaria na hora do voo da outra companhia. Assim, tínhamos que esperar o tal voo.

    Para esperar com classe, fizemos o check in no hotel do aeroporto de Miami, o dentro do aeroporto. E ficamos confortavelmente esperando dar a hora certa.

    Pegamos nossas malas e seguimos viagem na conexão nova, acertada pela companhia, claro.

    Passeamos e nos divertimos muito.

    Na vinda, novo problema.

    Em Miami embarcaram nossas malas e vieram de novo com a história de overbook. Mas dessa vez eu não deixei passar. Não ia permitir que minhas malas chegassem em São Paulo sem a minha presença. Provavelmente ia encontrar duas malas em vez de uma, se é que me entendem.

    Fui no balcão da companhia aérea ao lado e fiz o que a gente vê em filme: saquei o cartão de crédito e pedi duas passagens para o Brasil no próximo voo, agora.

    A funcionária me vendeu as passagens, segurou o avião que já estava saindo e como ela estava acompanhando toda a confusão com a outra companhia me deu um upgrade para a primeira classe para compensar meus desabores.

    Voltamos em grande estilo e chegamos ao mesmo tempo que as malas.

    Mas a viagem não acabou por aí.

    Processamos a companhia aérea, ganhamos e todas as nossas despesas foram ressarcidas além de um troco para viajar depois.

    É assim que faz.

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  • Séquito

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz.,Blogworld | Thursday, October 22nd, 2009

    Tem gente que precisa e gosta de séquito.

    É diferente você ter amigos e acompanhar os amigos e ser séquito de alguém.

    Eu detesto gente que quer te fazer de séquito.

    No Twitter, percebo vários tipos de relação. Tem aqueles que se relacionam de igual para igual, os que não se relacionam e preferem ficar à margem, só observando e os que se colocam como séquito (muitas vezes contra a própria vontade).

    Séquito implica numa diferença de posição. Uma acima do outro.

    Tem gente que já vem se colocando abaixo. Tem gente que faz de tudo para te colocar abaixo.

    A beleza das redes sociais é a possibilidade de nivelar gregos e troianos em diálogo horizontais.

    Quem tem a necessidade de séquito para auto-afirmação precisa rever sua auto-estima, pois o séquito só permanece enquanto estiver ganhando algo em troca. Do contrário, vai embora pois não tem fidelidade como os amigos.

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  • Chega

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Wednesday, September 30th, 2009

    Hoje oficialmente me retiro do cenário do turismo de SFX.

    Um idiota me acordou às 7 da manhã perguntando se na minha pousada tinha whisky.

    Eu expliquei que não era bem uma pousada, era minha casa. Então ele quis que eu indicasse pousadas “boas”.

    Indiquei as mais caras da cidade.

    E decidi que não quero mais saber de receber ninguém na minha casa a não ser os amigos.

    Retirei todos os posts sobre minha hospedagem, deletei o blog, chega.

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