Oi Blog!

Oi Blog, faz tempo, né?

Eu vim aqui dizer que você não morreu. Mas estou com um probleminha de como lidar com seu conteúdo.

Afinal, o que vale a pena escrever?

Quanto eu devo me expor?

Eu sei que as pessoas gostam dos conteúdos mais picantes e suculentos da vida dos outros, mas será que eu quero dividir tudo isso?

E tem outra, minha vida esbarra na privacidade de outras pessoas também.

Eu vi o episódio dessa semana de House[bb] e a tal paciente blogueira escrevia tudo. O que levou a brigas com o namorado.

No meu caso, não tenho namorado mas tenho uma vida profissional a proteger. Daí, minha auto-censura dá alerta vermelho.

Fora que contar assuntos chatos, é chato.

Daí me pego falando de cachorros[bb],gatos[bb], besteirinhas que nem eu aguento mais.

Mas vamos lá. Relatório dos últimos tempos.

Graça está bem, com dificuldade de locomoção por causa dacoluna[bb] e está perdendo o controle dos esfíncteres deixando sujeiras pela casa.

Gigio está ótimo, é o mais saudável dos velhinhos. Chora muito por manha.

Tai não anda mais. Só fica deitadinho na fralda. Está tomando remedinhos para o coração e a falta de ar melhorou. O veterinário ficou surpreso com a melhora clínica.

Joom La e Pepê saem pelo campo todos os dias e voltam molhados. Ficam se divertindo o tempo todo e são rebeldes.

Manilha continua fugindo de mim mas estranhamente não foge da Graça pastora nem da Graça empregada. Ela gosta dos cachorros.

Eu estou fazendo exames de saúde em São Paulo há duas semanas e ainda falta mais um tanto. O importante é que me sinto melhor. E espero que os exames não mostrem coisa  grave.

Tenho tuitado até que todo dia. Não muito, mas acho que dá para ter mais idéia de como estou lá.

Se quiserem, podem me seguir @lilianap

Beijos e até o próximo post.

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    Eu tenho me divertido muito respondendo as perguntas que aparecem na moda nova da net, o Formspring.me.

    Você pode perguntar o que quiser.

    E me conhecer melhor.

    Vai lá!

    http://formspring.me/lilianap

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  • Como se comportar no aeroporto

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Sunday, November 1st, 2009

    Há alguns anos atrás, estava viajando para os Estados Unidos, ia na Disney, Miami, essas coisas.

    Bem, a companhia aérea, que eu não lembro o nome fez o que fazia sempre: overbooking.

    Já estávamos na sala de embarque quando avisaram que nem todos poderiam viajar.

    Foi um auê.

    Com toda minha classe pedi ao funcionário para ser transferida para um hotel e que pegaria o próximo voo.

    Fui levada a um daqueles hotéis maravilhosos próximos ao aeroporto de Guarulhos, com tudo pago, obviamente. Onde comi, bebi, dormi e esperei o motorista me buscar para o primeiro voo na manhã seguinte.

    Meu destino final era Orlando, não era Miami, e eu havia perdido a conexão, claro. E as malas já tinham sido embarcadas no voo do dia anterior e estavam num depósito em Miami. Assim, cabia a mim e aos outros comigo resgatarmos nossa bagagem para continuar a viagem.

    Cheguei aos Estados Unidos sem bagagem nenhuma. Só com minha bolsa. O funcionário da imigração achou muito chique viajar sem bagagens. E eu, fina, mantive a pose.

    No aeroporto de Miami foi um problema. A tal companhia aérea brasileira não tinha escritório próprio lá. Um funcionário de outra companhia fazia as vezes de funcionário deles. E o homem era um grosso e só chegaria na hora do voo da outra companhia. Assim, tínhamos que esperar o tal voo.

    Para esperar com classe, fizemos o check in no hotel do aeroporto de Miami, o dentro do aeroporto. E ficamos confortavelmente esperando dar a hora certa.

    Pegamos nossas malas e seguimos viagem na conexão nova, acertada pela companhia, claro.

    Passeamos e nos divertimos muito.

    Na vinda, novo problema.

    Em Miami embarcaram nossas malas e vieram de novo com a história de overbook. Mas dessa vez eu não deixei passar. Não ia permitir que minhas malas chegassem em São Paulo sem a minha presença. Provavelmente ia encontrar duas malas em vez de uma, se é que me entendem.

    Fui no balcão da companhia aérea ao lado e fiz o que a gente vê em filme: saquei o cartão de crédito e pedi duas passagens para o Brasil no próximo voo, agora.

    A funcionária me vendeu as passagens, segurou o avião que já estava saindo e como ela estava acompanhando toda a confusão com a outra companhia me deu um upgrade para a primeira classe para compensar meus desabores.

    Voltamos em grande estilo e chegamos ao mesmo tempo que as malas.

    Mas a viagem não acabou por aí.

    Processamos a companhia aérea, ganhamos e todas as nossas despesas foram ressarcidas além de um troco para viajar depois.

    É assim que faz.

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  • Séquito

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz., Blogworld | Thursday, October 22nd, 2009

    Tem gente que precisa e gosta de séquito.

    É diferente você ter amigos e acompanhar os amigos e ser séquito de alguém.

    Eu detesto gente que quer te fazer de séquito.

    No Twitter, percebo vários tipos de relação. Tem aqueles que se relacionam de igual para igual, os que não se relacionam e preferem ficar à margem, só observando e os que se colocam como séquito (muitas vezes contra a própria vontade).

    Séquito implica numa diferença de posição. Uma acima do outro.

    Tem gente que já vem se colocando abaixo. Tem gente que faz de tudo para te colocar abaixo.

    A beleza das redes sociais é a possibilidade de nivelar gregos e troianos em diálogo horizontais.

    Quem tem a necessidade de séquito para auto-afirmação precisa rever sua auto-estima, pois o séquito só permanece enquanto estiver ganhando algo em troca. Do contrário, vai embora pois não tem fidelidade como os amigos.

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  • Chega

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Wednesday, September 30th, 2009

    Hoje oficialmente me retiro do cenário do turismo de SFX.

    Um idiota me acordou às 7 da manhã perguntando se na minha pousada tinha whisky.

    Eu expliquei que não era bem uma pousada, era minha casa. Então ele quis que eu indicasse pousadas “boas”.

    Indiquei as mais caras da cidade.

    E decidi que não quero mais saber de receber ninguém na minha casa a não ser os amigos.

    Retirei todos os posts sobre minha hospedagem, deletei o blog, chega.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Saturday, September 19th, 2009

    Já que estou em fase nova de vida e com emprego garantido, posso voltar a escrever mais despreocupadamente aqui no blog.

    Então para começar, vou contar a última merda que eu fiz.

    Sim, eu faço merda de vez em quando. Mas minhas merdas são merdas federais. Não são merdinhas.

    Eu enfio logo o pé na jaca.

    Para economizar uns trocados, eu fiquei tomando remédio vencido.

    Aquele remédio que eu tenho que tomar todo dia senão meu cabelo cai e escamas surgem nas minhas costas.

    Moral da história fiquei bem doente e engordei alguns quilos. E ninguém descobria o porquê que eu tinha piorado tanto.

    Até que eu lembrei do remédio vencido.

    Tomei bronca até da empregada por causa disso.

    Agora é esperar o remédio bom fazer efeito, o que demora umas duas semanas e correr fazer regime.

    Então, crianças, já sabem: nada de tomar remédio vencido.

    (Podem falar: casa de ferreiro, espeto de pau. Podem falar.)

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Tuesday, September 15th, 2009

    Escrevi um post bucólico sobre abrir minha janela do quarto e ficar olhando as estrelas. E de como a vida fecha portas e agente é quem abre as janelas das novas oportunidades.

    Muito legal. Tudo certo.

    No entanto, nem sempre o que entra pela janela é bom.

    Faz duas noites que não durmo por causa de um mariposa de uns 20 centímetros.

    A desgraçada entrou pela janela há duas noites atrás e ficou voando pelo quarto com um ruflar de asas insuportável. Parecia que tinha um morcego de tão grande e barulhenta.

    É só eu apagar as luzes que ela voa.

    Quando eu acendo, ela fica paradinha lá em cima do teto, alto demais para eu alcançá-la.

    E que barulho!

    E ela teima em voar por sobre meu rosto me dando a maior aflição.

    Eu nunca quis matar bichinhos até conhecer a tal mariposa do mal. Fico desejando um estilingue com mira a laser para abatê-la sem dó.

    Estou um caco.

    Não durmo há duas noites.

    E não adianta nada fechar a janela agora porque a mariposa já entrou.

    Quanto tempo dura uma mariposa?

    E sim, ela ainda está lá no teto.

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  • Um Beato para a Atéia

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Saturday, September 12th, 2009

    Eu sou atéia.

    Mas isso não tem nada a ver com o fato de eu ter um Santo Antonio na minha sala de estar.

    Ganhei o Santo Antonio ainda adolescente da minha avó materna para eu poder torturá-lo a vontade.

    E eu torturei. Ah, como torturei!

    Coloquei de cabeça para baixo, dentro do armário, no escuro. Sozinho.

    Xinguei bastante Santo Antonio. Bastante.

    E quando finalmente casei, agradeci ao santo por finalmente ter feito o que era para fazer mesmo: me arrumar um marido.

    E o Santo Antonio pode ir descansar numa prateleira da cristaleira observando quieto minha vida adulta.

    Aposentado.

    Hoje fiquei conhecendo um amigo dele, São Gonçalo do Amarante, que não é bem santo, é beato, mas todo mundo chama de santo. E confesso que estou reticente quanto a fazer amizade com esse santo-beato português.

    Vou explicar. Ele é o protetor dos violeiros, das putas e dos casamentos difíceis das mulheres de mais de 35 anos.

    Não sou violeira.

    Não sou puta. Juro.

    Mas infelizmente caio na categoria de casamentos difíceis de mulheres de mais de 35 anos.

    Até eu saber que existia um padroeiro dos casamentos difíceis das mulheres de mais de 35 anos eu lhes digo não estava preocupada com o assunto.

    Mas agora eu sei que existe um santo, não, um beato (mas serve), todo dedicado a me ajudar a casar de novo!

    Eu, as putas e os violeiros não estamos mais abandonados.

    Mas a dúvida que me incomoda é se devo fazer logo amizade e cair sob a proteção do Gonçalinho e deixar ele me arrumar um marido como ele faz com as putas.

    Ou talvez seja melhor comprar uma viola.

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  • Eu adoro calor

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Thursday, September 3rd, 2009

    Eu adoro calor, adoro sol, adoro dias claros com céu bem azul e algumas nuvens branquinhas.

    Fico feliz, feliz.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Tuesday, September 1st, 2009

    Estou superansiosa.

    Mandei meu livro para 3 amigas lerem e opinarem. Por enquanto, um silêncio sepucral…

    Enquanto isso, estou no processo de registrá-lo na Biblioteca Nacional, no escritório de Direito Autoral.

    O processo não é complicado não.

    Tem que juntar a papelada toda e mandar por SEDEX e aguardar o parecer.

    O link da Biblioteca, para os interessados é esse.

    Eu já tenho outras obras lá, nunca publicadas. Todos romances.

    Mas esse é diferente.

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  • Comemoração

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Monday, August 31st, 2009

    Fazia muito tempo que eu não tinha motivo para comemorar algo aqui na minha casa.

    Muito tempo. Acreditem.

    Hoje chamei minha família, que se resume ao Seu Zé e a Graça e os bichos e brindamos o fim da primeira parte do meu projeto do livro.

    Está escrito, com começo, meio e fim.

    Agora é outro tipo de trabalho, talvez mais difícil, publicar. Mas, vamos lá porque nunca fugi de trabalho.

    E o segundo livro já está no esboço.

    Quem viver, verá.

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  • Escreva, Liliana, Escreva!

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Saturday, August 29th, 2009

    Dou a mão a palmatória que tenho escrito muito pouco nesse blog.

    Não vou me desculpar nem falar as mesmas coisas que vejo um monte gente escrever justificando o porquê de não estar escrevendo mais no blog.

    A verdade é que tenho escrito bastante. Todo dia, várias vezes.

    Mas não no blog.

    Há alguns meses eu comecei um Diário particular. E tenho escrito nele, para mim mesma, sem a censura que teria que ter no blog.

    E há um mês mais ou menos comecei um livro. Uma proposta diferente que quero terminar. E que espero seja o primeiro de muitos.

    Em breve espero mais novidades e daí sim poderei compartilhar com vocês. :)

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Thursday, August 13th, 2009

    Sabe do que eu gosto da vida? De aprender e mudar e me melhorar toda dia.

    Cada dia é uma lição legal que dá para aprender e diminuir o sofrimento e aumentar a qualidade de vida.

    É só querer.

    Eu não gosto de gente que está sempre na mesma. Que acha que já está tudo bem, que se sente a pessoa mais perfeita do mundo e não tem o que mudar.

    Falar  ”eu sou assim mesmo” é uma das coisas mais bobas que alguém pode falar.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Sunday, August 2nd, 2009

    Por que o rolo de papel higiênico está sempre ou no começo ou no fim? Cadê o meio do rolo?

    Eu vivo tendo que pular cachorros deitados no chão. E sempre tem um cachorro encostado na porta da geladeira e eu não consigo abri-la completamente.

    Cansei do Twitter.

    Todo dia eu procuro filme para baixar no Mininova. Tenho me divertido muito.

    O Gigio tentou morder a cabeça da Manilha. Ela ronronou. Foi uma mordida de leve.

    Alguém de Natal quer comprar um buggy?

    Cansei de gente vazia. E de quem escreve miguxês.

    Eu vi um filme ontem que tinha uma mulher divorciada dormindo com o cachorro deitado na cama com ela. Eu estava com um cachorro deitado na cama comigo. (Gostei do filme.)

    Como tem homem babaca. Mas tem uns legais também.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Monday, July 27th, 2009

    Eu queria contar uma coisa que aconteceu comigo ontem porque isso ficou me incomodando para caramba.

    Mas não importava a forma de escrever não ia dar o mesmo efeito nem chegar perto de como me senti.

    Resolvi não escrever nada, deixar pra lá e assistir o episódio novo de True Blood.

    Vi a cena inicial e parei.

    Fechei o aplicativo e corri aqui para Wordpress.

    Nela, Eric está num bar de um hotel de vampiros, chupando o sangue do pescoço de uma moça muito bonita.

    Ela parece estar gostando e solta: “Oh, yes, baby!”

    Eric imediatamente solta o pescoço dela e fala: Baby? Eu tenho mil anos de idade! E totalmente broxado manda a moça embora.

    Era essa a sensação que eu queria descrever.

    Exatamente.

    Por isso, estejam avisados, rapazes: “Baby? Eu tenho mil anos de idade!”

    E tenho dito.

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