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	<title>Chá de Hortelã - O Blog da Liliana &#187; Admirável Mundo Velho</title>
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	<description>Meus pensamentos sobre qualquer coisa.</description>
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		<title>A História da Minha Vida &#8211; ou &#8211; O Cachorro Me Mordeu</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 13:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Admirável Mundo Velho]]></category>
		<category><![CDATA[Agora que eu sei disso, posso morrer em paz.]]></category>
		<category><![CDATA[Aproveita que eu não vou cobrar a consulta]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu gosto muito da palavra &#8221; impressionante &#8220;. Então, impressionante! Tem o Jazz, o Yorkshire da pousada. Um cachorrinho já idoso e incompreendido. Ninguém dá bola para ele, não entende que ele é de guarda e está apenas fazendo o trabalho dele ao latir. Ele é escurraçado, desrespeitado, ignorado. Eu morro de dó. Pois a [...]<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2011/08/16/a-historia-da-minha-vida-ou-o-cachorro-me-mordeu/">A História da Minha Vida &#8211; ou &#8211; O Cachorro Me Mordeu</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto muito da palavra &#8221; impressionante &#8220;.<br />
Então, impressionante!<br />
Tem o Jazz, o Yorkshire da pousada. Um cachorrinho já idoso e incompreendido.<br />
Ninguém dá bola para ele, não entende que ele é de guarda e está apenas fazendo o trabalho dele ao latir.<br />
Ele é escurraçado, desrespeitado, ignorado.<br />
Eu morro de dó.<br />
Pois a dona dele foi viajar e o deixou sozinho ao deus dará na pousada.<br />
Ele ficou perdido, sem referência, tadinho.<br />
E logo, logo ele estava me seguindo para todo lado e foi dormir comigo.<br />
Dormiu em cima da cama, encostadinho na minha perna todo enroladinho. Chegou até a dormir em cima do meu braço. Dormimos abraçadinhos.<br />
E eu conversei com ele, beijei, agradei, mimei.<br />
Daí, ele passa uma noite fatídica na casa da filha da dona dele com umas crianças e volta &#8220;estressado&#8221; segundo descrição do pessoal da pousada.<br />
O mesmo pessoal falou que ele sentiu falta de mim enquanto estava fora na reunião com o engenheiro.<br />
Assim, me preocupei mais ainda e quis garantir que ele estivesse bem e acompanhado, para não se sentir sozinho.<br />
E fomos dormir ontem.<br />
Ele foi para cama e se enrolou na caminha que eu fiz com a colcha.<br />
Fui dar um beijinho de boa noite na testa dele, como estava sempre fazendo e&#8230;. Tomei uma mordida no lábio inferior. Dois furinhos, muito sangue e uma boca de Angelina Jolie.<br />
Bem, agora vamos analisar rapidamente o ocorrido.<br />
O ser estava na pior.<br />
Ninguém queria saber dele ou o respeitava.<br />
Eu o acolhi e fiz de tudo para que ele se sentisse bem.<br />
O ser me morde, me machuca e basicamente caga para mim.<br />
E a pergunta que não quer calar: quantas vezes isso já me aconteceu?<br />
Um monte. Com pessoas, claro, porque com animais essa foi a primeira vez.<br />
Minha reação a isso no início era de incredulidade. E acabava dando nova chance para as pessoas me machucarem como se eu não tivesse entendido a mensagem.<br />
E acho que eu não tinha entendido mesmo.<br />
Tico e Teco não estavam conversando e eu realmente não percebia que aquele ser humano simplesmente não gostava de mim.<br />
Depois de muitas mordidas simbólicas, eu finalmente me toquei.<br />
E estava gastando vela boa com defunto ruim, para ser bem clichê.<br />
Quando você se toca disso, tem duas alternativas.<br />
A primeira, que eu tentei várias vezes, é querer mudar o outro para que ele passe a te tratar bem. Muitas vezes mudando a mim mesma para me adequar ao outro.<br />
Só digo isso: NÃO FUNCIONA!<br />
Puta roubada.<br />
Não façam isso.<br />
Essa atitude só te faz ser mais mordida. E ainda vai contra todo o seu ser. Você mesmo se machuca.<br />
A segunda alternativa, que é a que estou adotando de tempos para cá, é cortar laços com quem me trata mal, me morde, mesmo que venha querer assoprar depois.<br />
Disseram que essa minha atitude de cortar quem me faz mal iria me deixar só.<br />
Absurdo!<br />
Vejam só! Essas pessoas estavam me falando que era para eu continuar sendo mordida, por vontade própria! &#8220;Para não ficar sem ninguém!&#8221;<br />
&#8220;Que eu era radical!&#8221;<br />
Então eu sou radical mesmo!<br />
Não quero saber de quem me machuca, me maltrata e me desrespeita.<br />
E isso vale desde o cachorrinho até principalmente quem morava comigo.<br />
Impressionante é o que se agüenta para não ficar só.<br />
AGUENTAVA!<br />
Parece besteira e óbvio o que estou escrevendo. Mas ainda a maioria de pessoas que vejo por aí precisam ler isso.<br />
E eu bem que queria ter lido isso há uns anos atrás.<br />
E vocês, quantas mordidas já levaram ultimamente?</p>
<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2011/08/16/a-historia-da-minha-vida-ou-o-cachorro-me-mordeu/">A História da Minha Vida &#8211; ou &#8211; O Cachorro Me Mordeu</a></p>
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		<title>Todo mundo é incompetente, inclusive você</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 17:14:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Admirável Mundo Velho]]></category>
		<category><![CDATA[Aproveita que eu não vou cobrar a consulta]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muitos anos atrás, um livro fez muito sucesso. A premissa dele era que todo mundo é incompetente. Um sujeito começa a trabalhar numa firma e é muito bom no que faz. Então ele vai sendo promovido até um cargo no qual ele não é bom o suficiente. Ou seja, se torna incompetente para aquele [...]<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2011/01/30/todo-mundo-e-incompetente-inclusive-voce/">Todo mundo é incompetente, inclusive você</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitos anos atrás, um livro fez muito sucesso.<br />
A premissa dele era que todo mundo é incompetente.<br />
Um sujeito começa a trabalhar numa firma e é muito bom no que faz. Então ele vai sendo promovido até um cargo no qual ele não é bom o suficiente. Ou seja, se torna incompetente para aquele cargo. E fatalmente estaciona nele, não sendo mais promovido.<br />
Ultimamente tenho lembrado bem dessa idéia mas sendo aplicada na vida emocional.<br />
Como a gente entra em roubadas emocionais sendo tão competente emocionalmente?<br />
A resposta é simples.<br />
A gente não conhece nosso limite de competência até ultrapassá-lo.<br />
Então, determinadas situações e atitudes só vão se mostrar inadequadas para nós depois que a vivemos a primeira vez. Antes disso, a gente nem poderia imaginar o quão tal coisa nos faria mal sem antes experimentar.<br />
Assim, eu entendo  relacionamentos abusivos que começam como quem não quer nada, amizades que te sugam sem a gente se dar conta.<br />
Mas eventualmente, a gente se toca e percebe nossa incompetência para lidar com a coisa/pessoa/situação.<br />
E quando nos tocamos&#8230;. Opa!<br />
Ou você aprende a lidar com o negócio, ou está fadado a ficar paralisado nessa situação. Como o cara da firma que chegou numa posição e se mantém incompetente para ela.<br />
Eu estou falando de competência emocional para lidar com fatos e pessoas.<br />
Tem gente que prefere ficar incompetente. Esses deveriam se restringir às situações<br />
 que dominam para se ferir menos e causar menos estragos por onde andam.<br />
E, felizmente, tem aqueles que se superam.<br />
Percebem e reconhecem a incompetência e trabalham ativamente para melhorar e não ser mais incompetentes. Eu admiro essas pessoas e desprezo aqueles que não querem melhorar.<br />
E você? Já chegou no seu grau de incompetência?</p>
<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2011/01/30/todo-mundo-e-incompetente-inclusive-voce/">Todo mundo é incompetente, inclusive você</a></p>
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		<title>Da Raiva Interna</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 10:16:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Liguei para minha médica dizendo que eu não estava muito bem. Os pulmões haviam melhorado mas estava &#8220;sei lá, né&#8221;. Para quem não entende, o estado &#8220;sei lá, né&#8221; denota um incômodo muito grande, indescritível. Fiz um breve apanhado da minha vida nos últimos tempos e o diagnóstico dela foi preciso: você está com muita [...]<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2010/12/20/da-raiva-interna/">Da Raiva Interna</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Liguei para minha médica dizendo que eu não estava muito bem. Os pulmões haviam melhorado mas estava &#8220;sei lá, né&#8221;.</p>
<p>Para quem não entende, o estado &#8220;sei lá, né&#8221; denota um incômodo muito grande, indescritível.</p>
<p>Fiz um breve apanhado da minha vida nos últimos tempos e o diagnóstico dela foi preciso: você está com muita raiva interna.</p>
<p>Eu argumentei que minha raiva era externa mesmo. E que estava tomando todas as providências cabíveis para aplacar esta raiva tão grande.</p>
<p>Ela rebateu dizendo que por mais que eu estivesse fazendo o possível para extravasar minha raiva externamente, a raiva interna ainda era muito grande.</p>
<p>Tive que concordar.</p>
<p>Por mais que eu estivesse tomando atitudes, nada poderia mitigar minha raiva que eu sentia de determinadas pessoas. Nada seria suficiente para que eu ficasse em paz. A não ser&#8230;</p>
<p>Dez pessoas me deixaram com raiva. Muita raiva.</p>
<p>Foi azar meu ter acontecido tudo junto e estar com raiva de dez pessoas ao mesmo tempo.</p>
<p>Cinco delas vão ser ou estão sendo processadas.</p>
<p>As outra cinco eu não posso fazer nada além de ficar com raiva.</p>
<p>Claro que todo mundo tem desafetos, gente que a gente não gosta, despreza, whatever.</p>
<p>Mas no caso da minha raiva, essas dez pessoas se encaixam na categoria &#8220;Ô, seu Bosta!&#8221;</p>
<p>A pessoa &#8220;Ô, seu Bosta!&#8221; é aquela que quando a gente pensa nela, vem à cabeça: &#8220;é um Bosta&#8221;. Não dá vontade nem de falar o nome, só de chamar: &#8220;Ô, seu Bosta!&#8221; &#8220;Você é um Bosta!&#8221;</p>
<p>Eu não posso dar nome às Bostas aqui, mas tenho certeza que elas sabem que são Bostas para mim.</p>
<p>E, de fato essas pessoas são umas Bostas. Quer seja pelo que me fizeram, pelo comportamento habitual, e pela capacidade de grudar na sola do meu pé e feder.</p>
<p>Não vejo a hora de limpar essas Bostas da minha vida.</p>
<p>Seja atingindo a Justiça cabível, seja vendo elas se foderem de outras formas.</p>
<p>Dizem por aí que a melhor vingança é ser feliz.</p>
<p>Discordo.</p>
<p>A melhor vingança é foder com quem te fodeu.</p>
<p>Nem a morte da Bosta alivia a raiva. O que alivia é ver a Bosta sofrendo, muito, onde dói mais para ela e por bastante tempo.</p>
<p>Só quando esses Bostas se foderem terei paz.</p>
<p>E então? Estou trabalhando minha raiva?</p>
<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2010/12/20/da-raiva-interna/">Da Raiva Interna</a></p>
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		<title>Onde está sua lealdade?</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 14:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Admirável Mundo Velho]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem acompanha ou já acompanhou novelas da Globo, vai perceber que a tônica da novela são relacionamentos complicados geralmente entre pessoas que se amam e se odeiam ao mesmo tempo. Vemos um fazer barbaridades com o outro e logo depois estão novamente conversando, interagindo, se encontrando em festas e acontecimentos familiares. E, por acontecer na [...]<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2010/11/20/onde-esta-sua-lealdade/">Onde está sua lealdade?</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem acompanha ou já acompanhou novelas da Globo, vai perceber que a tônica da novela são relacionamentos complicados geralmente entre pessoas que se amam e se odeiam ao mesmo tempo.</p>
<p>Vemos um fazer barbaridades com o outro e logo depois estão novamente conversando, interagindo, se encontrando em festas e acontecimentos familiares.</p>
<p>E, por acontecer na televisão, as pessoas acham que o mesmo deve ocorrer na vida real.</p>
<p>Discordo veementemente.</p>
<p>A vida já é dura por si. Trabalhar, pagar contas, pensar no futuro já é complicado e difícil para qualquer um. A gente não precisa de drama de novela no nosso dia a dia.</p>
<p>Na novela, os personagens são obrigados a conviver na trama. Mas na vida real, a gente não é obrigado a conviver com ninguém com quem a gente não queira.</p>
<p>A gente não é obrigado a se relacionar com quem nos fere, nos sacaneia, nos faz mal, nos trai, nos agride.</p>
<p>Em compensação, queremos conviver com quem nos ama, nos trata bem, se preocupa conosco e nos dá alegrias.</p>
<p>Assim, as relações humanas vão se fortalecendo conforme as pessoas se sentem bem interagindo, independente se são família, amigos ou colegas de trabalho. Por conseguinte as relações ruins vão se deteriorando mesmo que seja entre parentes, irmãos, pais e filhos.</p>
<p>Observo que, se baseamos em relações que nos fazem bem, não necessariamente é aquela que se iniciou por laços de sangue.</p>
<p>O mesmo vale para relações profissionais.</p>
<p>Eu contrato um profissional esperando que ele cumpra o que foi combinado visando o melhor para mim na sua especialidade. A gente não pode exercer todas as profissões, temos que indicar ao especialista o que não temos condições de resolver. E se o profissional lhe desaponta, não temos obrigação de continuar com ele.</p>
<p>Essa postura de se afastar de quem nos faz mal ou joga contra nós parece ser simples. Não existiriam novelas e dramas se todos agissem dessa forma.</p>
<p>Na prática é um pouco mais complicada porque exige que se tome uma atitude e se escolha um lado.</p>
<p>E do lado de quem você vai ficar?</p>
<p>Do seu, lógico. E também do lado de quem você ama, de quem te ama, de quem te ajuda, de quem se importa com você.</p>
<p>Afastar-se de quem prejudica ou prejudicou quem você ama é o que eu chamo de lealdade.</p>
<p>Não dá para ser amigo de todo mundo se são dois lados conflitantes.</p>
<p>Relevar que alguém faça mal a uma pessoa que você ame é exatamente não amar aquela pessoa. Pois amar é apoiar, é ficar do lado, é escolher o lado de quem você ama no matter what.</p>
<p>Mesmo que a pessoa em questão nunca tenha feito nada de ruim diretamente para você, o conceito de lealdade é isso mesmo: não fez para mim mas fez mal a quem eu amo.</p>
<p>E se sua lealdade para determinada pessoa está confusa, cabe reavaliar seus sentimentos para aquela pessoa.</p>
<p>Se você não ama, não consegue ser leal a ela, é melhor se afastar.</p>
<p>Para mim, não existe o cinza em relacionamentos.</p>
<p>Ou é branco ou é preto.</p>
<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2010/11/20/onde-esta-sua-lealdade/">Onde está sua lealdade?</a></p>
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		<title>Jessica!</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 15:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Admirável Mundo Velho]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava eu fazendo as unhas tranquilamente na varanda quando fui interrompida pelo celular. - Jéssica&#8230; - Não é a Jéssica. Você ligou errado. - Mas esse número sempre foi da Jéssica. (E repete o meu número de telefone.) - É esse número mesmo, mas faz mais de 10 anos que ele é meu. E desligo. [...]<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/10/31/jessica/">Jessica!</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava eu fazendo as unhas tranquilamente na varanda quando fui interrompida pelo celular.</p>
<p>- Jéssica&#8230;</p>
<p>- Não é a Jéssica. Você ligou errado.</p>
<p>- Mas esse número sempre foi da Jéssica. (E repete o meu número de telefone.)</p>
<p>- É esse número mesmo, mas faz mais de 10 anos que ele é meu.</p>
<p>E desligo.</p>
<p>Toca mais uma vez.</p>
<p>- É você de novo?</p>
<p>-Sou eu sim.</p>
<p>- A Jéssica só pode estar de brincadeira. Pára com isso Jéssica.</p>
<p>Desligo de novo.</p>
<p>Mais duas chamadas dessa vez a cobrar.</p>
<p>Nem atendo.</p>
<p>No fim, o SMS:</p>
<p>&#8220;Jéssica, obrigado. vc ainda vai precisar de mim. a vai!&#8221;</p>
<p>Entendo perfeitamente a praga.</p>
<p>Como médica novinha já falei muito: você ainda vai precisar de mim, ah vai.</p>
<p>E como pega.</p>
<p>Hoje mais velha, sei que nem precisa falar.</p>
<p>É só esperar.</p>
<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/10/31/jessica/">Jessica!</a></p>
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		</item>
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		<title>A Dotora tá amando!</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 13:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A UPA]]></category>
		<category><![CDATA[Admirável Mundo Velho]]></category>
		<category><![CDATA[Aproveita que eu não vou cobrar a consulta]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo dia que chego no trabalho uma das funcionárias vem comentar como estou. Ou é a maquiagem, ou a roupa, o sorris. Sempre ela tem que falar alguma coisa. Não é daqueles elogios que a gente se sente bem, sabe? Entendem o que eu quero dizer? Eu fico imaginando o porque dela simplesmente não se [...]<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/10/31/a-dotora-ta-amando/">A Dotora tá amando!</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo dia que chego no trabalho uma das funcionárias vem comentar como estou. Ou é a maquiagem, ou a roupa, o sorris. Sempre ela tem que falar alguma coisa.</p>
<p>Não é daqueles elogios que a gente se sente bem, sabe? Entendem o que eu quero dizer?</p>
<p>Eu fico imaginando o porque dela simplesmente não se arrumar, não se maquiar, não caprichar na roupa nem no sorriso. Tão simples.</p>
<p>Um belo dia ela não aguentou.</p>
<p>Veio afirmando categórica: diz aí o nome dele!</p>
<p>- Dele quem?</p>
<p>- Do seu amor! Você só pode estar amando!</p>
<p>- Olha, Fulana. Eu tô amando sim. EU MESMA!</p>
<p>Nunca mais me encheu.</p>
<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/10/31/a-dotora-ta-amando/">A Dotora tá amando!</a></p>
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		<title>Sobre a Fama</title>
		<link>http://chadehortela.com.br/2009/10/17/sobre-a-fam/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 14:14:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Admirável Mundo Velho]]></category>
		<category><![CDATA[Aproveita que eu não vou cobrar a consulta]]></category>

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		<description><![CDATA[fame &#124;f?m&#124;noun1 the condition of being known or talked about by many people, esp. on account of notable achievements : winning the Olympic title has brought her fame and fortune.2 archaic reputation.3 archaic public report; rumor. Faz tempo que eu queria escrever sobre fama mas eu não queria ser mal interpretada. Há muitos anos atrás, São Francisco Xavier [...]<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/10/17/sobre-a-fam/">Sobre a Fama</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span><span style="font-size: 24px;"><span>fame</span></span><span><span style="font-family: HiraMinPro-W3;"> |f?m|</span></span></span><span style="display: block; margin-left: 1em; text-indent: -1em;"><span><span style="font-weight: normal;"><span>noun</span></span></span><span style="display: block;"><span style="font-weight: 600;">1 </span><span style="font-weight: normal;">the <span>condition</span> <span>of</span> <span>being</span> known or talked about by many people, esp. on account of <span>notable</span> achievements </span><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: normal;">: </span>winning the Olympic title has brought her <span style="font-weight: 600; font-style: italic;">fame and fortune</span>.</span></span><span style="display: block;"><span style="font-weight: 600;">2 </span><span style="font-family: HelveticaNeue-Light; font-size: 13px;">archaic </span><span style="font-weight: normal;">reputation.</span></span><span style="display: block;"><span style="font-weight: 600;">3 </span><span style="font-family: HelveticaNeue-Light; font-size: 13px;">archaic </span><span style="font-weight: normal;">public report; rumor.</span></span></span></p>
<p>Faz tempo que eu queria escrever sobre fama mas eu não queria ser mal interpretada.</p>
<p>Há muitos anos atrás, São Francisco Xavier começou a ser frequentada por gente de televisão e cinema, gente famosa no sentido mais comum da palavra. Foi muito interessante porque o povo normal da cidade tratava esses famosos como gente normal, já que para eles não eram conhecidos.</p>
<p>Tem uma história de uma apresentadora de televisão que passeou por aqui e ficou brava porque ninguém deu a mínima para quem ela era.</p>
<p>Em compensação, aqui na cidade existem umas figuras que sempre estão na mira da atenção da população. Eu inclusive.</p>
<p>O povo falava de mim, atravessava a rua para entrar na loja que eu estava para perguntar o que eu estou fazendo. Já organizaram novena pela minha saúde até. Todo mundo sabia onde eu estava, com quem, o que estava fazendo e como. E era assim com outras pessoas também.</p>
<p>Por causa disso, eu brincava com um bordão: &#8220;famosos somos nós&#8221;.</p>
<p>Fama é uma coisa relativa que depende do grupo populacional que você pertence. Se eu sou conhecida e admirada pela maioria da população de 8 mil habitantes da minha cidade, eu sou famosa aqui.</p>
<p>Eu queria contar isso porque é importante que se saiba que fama não é só aparecer na televisão ou ter milhares de seguidores no Twitter. É se destacar positivamente no grupo que você pertence. E isso gera responsabilidades.</p>
<p>As pessoas estarão falando de você. Vão comentar o que você fizer. E vão imitar seu comportamento.</p>
<p>Pessoas que se destacam no grupo têm um poder de modificar esse grupo muito grande. E uma das formas de modificá-lo é através do exemplo.</p>
<p>Ser uma personalidade pública implica em se comportar sabendo que o que fizer vai ter consequências no grupo.</p>
<p>Se sua influência é boa, o grupo ganha, sua fama aumenta positivamente e sua atuação pesa ainda mais. É um feedback positivo.</p>
<p>Se sua influência piora o grupo, sua fama passa a ser negativa e você pode continuar famoso pelas razões erradas, ou seja, não por seus feitos e qualidades e sim pelo mau exemplo.</p>
<p>Todo mundo é famoso para alguém, não importa quão &#8220;famoso&#8221;, não importa o número de participantes do grupo em que ele atua, mas é famoso por ser comentado, por ter poder de modificação e influência. Por isso que socialmente a gente tenta mostrar o melhor de nós. E quando não estamos bem, o mais sábio e seguro é nos recolher e ficar quieto.</p>
<p>E a fama pela fama?</p>
<p>Segundo o dicionário aí em cima, fama implica ser conhecido e comentado por outros por ter conseguido algo, ter feito algo. Assim, existe uma ação do sujeito antes da fama.</p>
<p>Eu acredito que pessoas equilibradas se alimentam e se satisfazem realizando as ações que os tornaram famosos e não pela fama que derivou dessas ações. Ou seja, o legal é o realizar, não o buscar a fama pela fama que é algo vazio.</p>
<p>Fama vai e vem mas a estrutura interna da pessoa que realiza e constrói  independe dessa fama para se manter e para ser completa.</p>
<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/10/17/sobre-a-fam/">Sobre a Fama</a></p>
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		<title>Carrie ou Frances?</title>
		<link>http://chadehortela.com.br/2009/09/05/carrie-ou-frances/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 18:24:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Admirável Mundo Velho]]></category>
		<category><![CDATA[sex and the city]]></category>

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		<description><![CDATA[Na minha situação atual de escritora &#8220;to be&#8221; não posso deixar de lembrar de duas personagens marcantes na vida de muitas mulheres: Carrie Bradshaw e Frances Meyes. Carrie Bradshaw é mais conhecida. É a Carrie, figura principal de Sex And The City, que na série escreve livros sobre relacionamentos e conta sua própria história e [...]<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/09/05/carrie-ou-frances/">Carrie ou Frances?</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Na minha situação atual de escritora &#8220;to be&#8221; não posso deixar de lembrar de duas personagens marcantes na vida de muitas mulheres: Carrie Bradshaw e Frances Meyes.</p>
<p>Carrie Bradshaw é mais conhecida. É a Carrie, figura principal de Sex And The City, que na série escreve livros sobre relacionamentos e conta sua própria história e de suas amigas à procura do Amor.</p>
<p>Esse amor de Carrie apareceu como vários homens, mas um deles permeava toda série, Mr Big. Mr Big era o amor verdadeiro mas escorregadio de Carrie. Porém, no final do filme longa-metragem eles se casam e acontece o Happy Ending.</p>
<p>Já Frances é a escritora que foge para a Toscana e compra uma casa lá após um divórcio muito sofrido. Todo o filme Sob O Sol da Toscana mostra Frances não procurando o Amor, e sim, se refazendo da perda dele.</p>
<p>A figura masculina do companheiro no final é discreta. Ficamos sabendo que eventualmente o amor apareceu, mas vemos que com ou sem ele, Frances conseguiu ser feliz.</p>
<p>Eu descaradamente me identifico com Frances. Desde a semelhança por morar num lugar exótico até pelas pessoas que a cercavam e me cercam. Minha história e de Frances são muito parecidas.</p>
<p>Mas a minha ainda não acabou.</p>
<p>E enquanto isso, eu escrevo.</p>
<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/09/05/carrie-ou-frances/">Carrie ou Frances?</a></p>
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		<title>O Verbo Foder</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 16:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Admirável Mundo Velho]]></category>
		<category><![CDATA[foda]]></category>

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		<description><![CDATA[Foder é um verbo muito interessante porque sua grafia varia de acordo com o que queremos dizer. Pode ser escrito com &#8220;O&#8221; ou  &#8221;U&#8221;. O uso de cada uma desses vogais determina intensidade, requinte, mágoa, raiva, indignação, desprezo, tesão, alegria, sacanagem, etc.. É bem diverso gritar um &#8220;vai se fudê!&#8221; de um &#8220;vai se foder!&#8221; [...]<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/08/29/o-verbo-foder/">O Verbo Foder</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Foder é um verbo muito interessante porque sua grafia varia de acordo com o que queremos dizer.</p>
<p>Pode ser escrito com &#8220;O&#8221; ou  &#8221;U&#8221;.</p>
<p>O uso de cada uma desses vogais determina intensidade, requinte, mágoa, raiva, indignação, desprezo, tesão, alegria, sacanagem, etc..</p>
<p>É bem diverso gritar um &#8220;vai se fudê!&#8221; de um &#8220;vai se foder!&#8221;</p>
<p>&#8220;Foda-se&#8221; é universal. É com &#8220;O&#8221;.</p>
<p>Agora &#8220;Fodeu&#8221; pode vir como &#8220;fo-deu&#8221;, duas palavras, ou &#8220;fudeu&#8221;, mais íntimo.</p>
<p>&#8220;Vamos foder&#8221; não é tão gostoso quanto &#8220;vamos fudê&#8221;. Mas ambas as formas se aplicam dependendo da intenção.</p>
<p>Eu prefiro particularmente &#8220;vai se fudê&#8221;. Expressa melhor meus sentimentos. Além do mais pode ser usada em diversas ocasiões de significados diametralmente opostos.</p>
<p>Eu admiro muito esse verbo tão versátil. Ele dá imperativos maravilhosos!</p>
<p>Agora por exemplo, estou entre um &#8220;foda-se&#8221; e um &#8220;vai se fodê&#8221;.</p>
<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/08/29/o-verbo-foder/">O Verbo Foder</a></p>
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		<title>Adoro Drummond</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 18:07:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Admirável Mundo Velho]]></category>
		<category><![CDATA[netbook]]></category>

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		<description><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade Os Ombros Suportam O Mundo Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está [...]<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/08/23/adoro-drummond/">Adoro Drummond</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Drummond de Andrade</p>
<p><strong>Os Ombros Suportam O Mundo</strong></p>
<p>Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.</p>
<p>Tempo de absoluta depuração.</p>
<p>Tempo em que não se diz mais: meu amor.</p>
<p>Porque o amor resultou inútil.</p>
<p>E os olhos não choram.</p>
<p>E as mãos tecem apenas o rude trabalho.</p>
<p>E o coração está seco.</p>
<p>Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.</p>
<p>Ficaste sozinho, a luz apagou-se,</p>
<p>mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.</p>
<p>És todo certeza, já não sabes sofrer.</p>
<p>E nada esperas de teus amigos.</p>
<p>Pouco importa venha velhice, que é a velhice?</p>
<p>Teus ombros suportam o mundo</p>
<p>e ele não pesa mais que a mão de uma criança.</p>
<p>As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios</p>
<p>provam apenas que a vida prossegue</p>
<p>e nem todos se libertaram ainda.</p>
<p>Alguns, achando bárbaro o espetáculo,</p>
<p>prefeririam (os delicados) morrer.</p>
<p>Chegou um tempo em que não adianta morrer.</p>
<p>Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.</p>
<p>A vida apenas, sem mistificação.</p>
<p>Copyright. Todos os Direitos Reservados. Liliana Pellegrini.<br/><br/><a href="http://chadehortela.com.br/2009/08/23/adoro-drummond/">Adoro Drummond</a></p>
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