Todo mundo é incompetente, inclusive você

Há muitos anos atrás, um livro fez muito sucesso.
A premissa dele era que todo mundo é incompetente.
Um sujeito começa a trabalhar numa firma e é muito bom no que faz. Então ele vai sendo promovido até um cargo no qual ele não é bom o suficiente. Ou seja, se torna incompetente para aquele cargo. E fatalmente estaciona nele, não sendo mais promovido.
Ultimamente tenho lembrado bem dessa idéia mas sendo aplicada na vida emocional.
Como a gente entra em roubadas emocionais sendo tão competente emocionalmente?
A resposta é simples.
A gente não conhece nosso limite de competência até ultrapassá-lo.
Então, determinadas situações e atitudes só vão se mostrar inadequadas para nós depois que a vivemos a primeira vez. Antes disso, a gente nem poderia imaginar o quão tal coisa nos faria mal sem antes experimentar.
Assim, eu entendo relacionamentos abusivos que começam como quem não quer nada, amizades que te sugam sem a gente se dar conta.
Mas eventualmente, a gente se toca e percebe nossa incompetência para lidar com a coisa/pessoa/situação.
E quando nos tocamos…. Opa!
Ou você aprende a lidar com o negócio, ou está fadado a ficar paralisado nessa situação. Como o cara da firma que chegou numa posição e se mantém incompetente para ela.
Eu estou falando de competência emocional para lidar com fatos e pessoas.
Tem gente que prefere ficar incompetente. Esses deveriam se restringir às situações
que dominam para se ferir menos e causar menos estragos por onde andam.
E, felizmente, tem aqueles que se superam.
Percebem e reconhecem a incompetência e trabalham ativamente para melhorar e não ser mais incompetentes. Eu admiro essas pessoas e desprezo aqueles que não querem melhorar.
E você? Já chegou no seu grau de incompetência?

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    Liliana | Bichos Incríveis | Saturday, January 8th, 2011

    Nós não somos propriamente vizinhos.

    A gente mora em cima do morro e eles lá do outro lado do rio, na baixada. Porém, entre nós apenas pastos.

    Os pastores do vizinho acharam a nossa casa e começaram a comer a ração que ficava no pote da varanda, à noite.

    Quem vinha era principalmente a pastora branca. Quem o Pepê perseguiu e espantou aqui de cima.

    Fiquei fascinada com os pastores: a fêmea branca e dois machos pretos enormes. Tanto que fui indagar na cidade sobre eles.

    Contaram que eram pastores do tal vizinho lá de baixo, do outro lado do rio e que eles eram muito maltratados. Passavam fome mesmo. Isso explicava o porque deles virem até aqui em cima a procura da ração da varanda.

    Mas meus cachorros são pequenos e ótimos cães de guarda, enfrentando os bichos muito maiores que eles para defender o sítio. Assim, os pastores do vizinho vêm até a cerca do pasto ao lado e latem para os meus. Os meus respondem. E fica essa latição a madrugada toda impossibilitando meu sono.

    Outra disputa é quem vai tocar as vacas do homem que aluga o pasto ao lado.

    Pepê, Joom La e Liliana Jr adoram tocar vacas. É tipo o exercício diário deles. E os pastores adoram tocar vacas também. Daí, enquanto um grupo tocas as mesmas vacas para um lado, o outro grupo reclama latindo muito querendo tocar as vacas para o lado oposto.

    Eu tenho p;ena dos pastores do vizinho porque são muito magros, maltratados e ficam pela cidade pedindo comida. Se eu pudesse, adoraria tê-los por aqui para tratá-los bem como merecem. Mas acho que isso não será possível. Estamos com a lotação esgotada de bichos.

    Assim, pelo jeito, vão ficar os pastores do vizinho de um lado e os meus latindo de outro por tempo indefinido.

    Boa noite!

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