Da Raiva Interna

Liliana | Admirável Mundo Velho | Monday, December 20th, 2010

Liguei para minha médica dizendo que eu não estava muito bem. Os pulmões haviam melhorado mas estava “sei lá, né”.

Para quem não entende, o estado “sei lá, né” denota um incômodo muito grande, indescritível.

Fiz um breve apanhado da minha vida nos últimos tempos e o diagnóstico dela foi preciso: você está com muita raiva interna.

Eu argumentei que minha raiva era externa mesmo. E que estava tomando todas as providências cabíveis para aplacar esta raiva tão grande.

Ela rebateu dizendo que por mais que eu estivesse fazendo o possível para extravasar minha raiva externamente, a raiva interna ainda era muito grande.

Tive que concordar.

Por mais que eu estivesse tomando atitudes, nada poderia mitigar minha raiva que eu sentia de determinadas pessoas. Nada seria suficiente para que eu ficasse em paz. A não ser…

Dez pessoas me deixaram com raiva. Muita raiva.

Foi azar meu ter acontecido tudo junto e estar com raiva de dez pessoas ao mesmo tempo.

Cinco delas vão ser ou estão sendo processadas.

As outra cinco eu não posso fazer nada além de ficar com raiva.

Claro que todo mundo tem desafetos, gente que a gente não gosta, despreza, whatever.

Mas no caso da minha raiva, essas dez pessoas se encaixam na categoria “Ô, seu Bosta!”

A pessoa “Ô, seu Bosta!” é aquela que quando a gente pensa nela, vem à cabeça: “é um Bosta”. Não dá vontade nem de falar o nome, só de chamar: “Ô, seu Bosta!” “Você é um Bosta!”

Eu não posso dar nome às Bostas aqui, mas tenho certeza que elas sabem que são Bostas para mim.

E, de fato essas pessoas são umas Bostas. Quer seja pelo que me fizeram, pelo comportamento habitual, e pela capacidade de grudar na sola do meu pé e feder.

Não vejo a hora de limpar essas Bostas da minha vida.

Seja atingindo a Justiça cabível, seja vendo elas se foderem de outras formas.

Dizem por aí que a melhor vingança é ser feliz.

Discordo.

A melhor vingança é foder com quem te fodeu.

Nem a morte da Bosta alivia a raiva. O que alivia é ver a Bosta sofrendo, muito, onde dói mais para ela e por bastante tempo.

Só quando esses Bostas se foderem terei paz.

E então? Estou trabalhando minha raiva?

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    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro! | Saturday, December 18th, 2010

    Fui convidada para a ceia de Natal na casa da sogra da minha filha.

    Agora vamos analisar a frase acima.

    Há menos de uma ano eu não tinha filha, não tinha genro e não iria de jeito nenhum a uma ceia de Natal.

    O legal da história toda é aceitar mudanças. Ficar aberta para o que a vida oferece e não ter medo de abraçar coisas novas.

    Eu estou me divertindo muito com tudo isso.

    Ao mesmo tempo, não lembro de fase com mais problemas sérios que agora. Mas estou me divertindo.

    Para viver a gente precisa de coragem. Coragem de verdade.

    E muita força.

    Coragem, força e desprendimento deixam nossa vida especial.

    Eu já sabia disso, mas é muito legal ouvir de sua filha: “mãe, sua vida é um filme de aventuras!”

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