O Macbook, o iPad e o iPhone

Liliana | Minha Opinião Vale Ouro!,Tecnologia para viver | Tuesday, September 28th, 2010

Para mim, o uso de computadores se divide em duas Eras: a Era Pré-WiFi e a Era do WiFi.

Antes do WiFi, usar o computador era algo estático, por isso a maioria das pessoas tinha um desktop num lugar especial da casa e provavelmente outro no trabalho. A interação com o computador tinha hora certa, lugar certo.

Depois do WiFi, qualquer lugar da casa era lugar de computador, justificando então uma máquina portátil, o notebook.

Filmes na cama, trabalho na mesa do café da manhã, navegar na internet na sala vendo televisão. Até no banheiro.

Há quase 3 anos eu comprei meu Macbook. E a forma de eu interagir com um computador mudou pela incrível interface dele. Literalmente eu passei a carregá-lo a todo lugar da casa que eu ia, até na varanda. E passei a usar tudo que ele oferecia. Ele pesa um quilo e pouco e o seguro com uma mão. Já me acostumei com a tela de 13 polegadas e acho totalmente satisfatória e suficiente para eu ver filmes e faço meus trabalhos como nunca fiz. Até atendo pacientes nele no meu consultório aqui em casa.

Eu o levei algumas vezes para o trabalho no posto pois ele tem uma enorme biblioteca médica além do acesso aos sites médicos que eu frequento. Não deu certo. Mesmo pesando pouco, era pesado para carregar até o trabalho e lá não tinha WiFi, apenas o Edge da Vivo que deixava tudo lento e impraticável. Também ele ocupava um espaço que eu não tinha na minha mesa já que eu trabalho com um desktop lá, numa intranet.

Dai, em maio desse ano, veio o iPhone e todo meu atendimento médico mudou de uma forma que nunca poderia imaginar. Os aplicativos offline dele e a facilidade de entrar na internet, mesmo no Edge, disponibilizaram informações precisas, atuais e imediatas. Eu posso trabalhar perfeitamente só com o iPhone me dando cobertura. O problema do iPhone é que ele é muito pequeno para se trabalhar colocando dados nele. Eu podia acompanhar minha timeline nele sem problemas mas pensava duas vezes se iria escrever algo. Confesso que nunca vi nenhum filme no iPhone. A tela é pequena para isso na minha opinião. Só escutei músicas nele uma vez. Prefiro meu iPod Classic que tem efetivamente toda minha biblioteca musical. Assim, eu usava o iPhone como , pasmem, telefone e consultas de material médico.

A história podia acabar por aqui e eu ainda viveria feliz para sempre com os dois. Porém, tive uma oportunidade de ter um iPad.

Eu não estava sedenta por um iPad nem via necessidade de um. Mas…

Há cerca de uma semana o iPad chegou.

Minha sensação é que ele é um iPhonão sem ser telefone.

Meu atendimento médico continuou exatamente igual com ele. Inclusive, hoje dei uma saída para um cigarro e estudar um caso e esqueci o iPad, fui só com o iPhone e estudei o caso normalmente. No meu caso, todos os aplicativos médicos do iPhone funcionam no iPad e vive versa.

O iPad cabe na minha bolsa gigantesca. E o carrego com muita facilidade sendo perfeito para levar para qualquer lugar.

Tentei ver filmes nele na cama, como faço toda noite e a imagem é linda, mas tenho que ficar de pernas dobradas para apoiá-lo. Então, voltei para o Macbook.

Tentei trabalhar com ele na mesa da cozinha, como faço todas as manhãs mas a posição dele faz doer meu pescoço. Eu já encomendei uma capa com apoio lá no Dealextreme e assim que chegar acho que esse pequeno incomodo vai ser resolvido.

Pontos positivos do iPad? Ele é maravilhosamente lindo. Uma peça incrível de tecnologia e eu sei com certeza ainda não estou totalmente familiarizada com todas as possibilidades e sua inovadora interface.

Tudo num iPad é lindo.

Lindo mesmo.

Acredito que eu ainda nem arranhei a superfície de coisas legais dele.

Eu sei que não é um iPhonão. Sei que a culpa de não aproveitá-lo totalmente é minha e sei que é só uma questão de tempo.

Eu vejo o Cardoso com o iPad dele e parece que ele está usando outro aparelho que eu. Impressionante.

Se eu recomendo o iPad?

Um grande SIM! O iPad supre todas as deficiências do iPhone. E o iPhone volta a ser um telefone. Um telefone maravilhoso.

E o Macbook? Continua sendo meu queridinho e centro nervoso de minha vida digital.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Tuesday, September 28th, 2010

    Eu estou trabalhando muito.
    Venho atendendo muitos pacientes todos os dias e casos cada vez mais complicados.
    Semana passada fui no meu limite e sucumbi.
    Precisava descansar urgentemente porque estava dedicando toda minha energia para o trabalho e problemas da casa e não sobrava nada para mim mesma.
    Fui deixando de me cuidar, de fazer unhas, sobrancelhas, maquiagem, até escolher minhas roupas e minha dieta foram postas de lado.
    Na sexta-feira fui trabalhar de moletom, tênis e óculos. Até as lentes de contato eram demais para mim.
    O iPad chegou e eu estava cansada demais para ficar feliz.
    Então, entrei no modo “descanso”, fazendo só o essencial e procurando repousar o máximo possível.
    A gastrite, claro, voltou com tudo por causa da falta de cuidado ao me alimentar e engordei.
    Ainda não descansei tudo que preciso mas a semana começou sem se importar com isso.
    Me sinto melhor. Ainda não estou como quero mas me sinto melhor.
    Estou escrevendo isso porque quero contar para vocês o que me motiva sempre procurar o melhor para mim, o melhor cuidado comigo.
    A sensação de bem estar é muito grande quando estou bem de verdade e eu nunca desisto de perseguí-la.
    Por isso, não importa o quão mal eu me sinta, o quão cansada ou sem energia. Eu sempre quero o melhor para mim e estou sempre disposta a recomeçar o caminho do bem estar. Sempre disposta.
    E eu faço isso descansando, me poupando e aos poucos, conforme vou me sentindo melhor, reavendo minha vida como um todo, minha rotina e ações que me fazem sentir bem e melhor.
    O truque é nunca desistir de ficar bem. E saber a hora de agir e a hora de se poupar.
    Todo dia para mim é segunda-feira de começar regime.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Tuesday, September 14th, 2010

    Eu trabalho como única clínica geral na UBS de minha cidade fazendo ambulatório diário. A cidade tem por volta de 6 mil habitantes e praticamente todos são meus pacientes.

    Meu dia a dia é tratar doenças ocasionais e principalmente fazer pesquisas e diagnósticos periódicos dessa população.

    Dependendo da idade do paciente, esses check ups podem ser anuais, semestrais ou bienais.

    As pessoas me procuram para “dar uma geral” e podem ou não ter sintomas. A maioria não se queixa de nada mas quer “fazer os exames”.

    Também dependendo da idade, eu peço uma bateria de exames que vai aumentando conforme o paciente vai envelhecendo.

    Meus pacientes têm de 14 a 93 anos e todos eles se submetem à uma dosagem de transaminases do fígado além de outros exames.

    De acordo com recomendações de Junho de 2010, a pesquisa de sorologia para o vírus da Hepatite C deve ser feita primariamente em pacientes de risco, ou seja, alcóolatras, usuários de drogas, pacientes transfundidos e pessoas com comportamento de risco inclusive sexual.

    As transaminases hepáticas – TGO e TGP – mostram se o fígado está sofrendo algum processo inflamatório, agudo ou crônico. E é através delas que eu descubro, em pacientes assintomáticos, se há algum problema hepático que necessita avaliação mais profunda.

    Transaminases alteradas, mesmo que por pouco, levam à pesquisa da causa de tal elevação.

    Sorologia para Hepatite A, B e C, ultrassom de abdome, bilirrubinas totais e frações, atividade e tempo de protrombina são os exames obrigatórios nesses pacientes.

    Com os resultados em mãos, minha prática diária encontra uma parcela desses pacientes positivos para hepatites virais.

    Os pacientes positivos para Hepatite C são encaminhados ao especialista onde se discutirá o tratamento com Interferon ou Ribavirin.

    Não é todo mundo que pode ser tratado. Algumas condições de saúde contra-indicam o uso desses medicamentos.

    O tratamento de Hepatite C é lento, demorado e requer dedicação do paciente. Além de controles da situação para o resto da vida, sendo então, uma doença crônica.

    Mas o que podemos fazer contra a Hepatite C?

    Em primeiro lugar cuidar de não ter comportamentos de risco tais como alcoolismo, uso de drogas ilegais e sexo sem proteção. Pessoas que participam desses grupos de risco devem procurar o médico e informá-lo para que se faça a pesquisa sorológica para Hepatite C independente de alteração de transaminases.

    Pessoas que não se encaixam no grupo de risco devem fazer seus exames periódicos anuais, ou conforme orientação médica.

    Quanto mais cedo se detecta a Hepatite C, mais chances de retardar seus danos ao fígado.

    Estima-se que 3 por cento da população mundial tem Hepatite C e a maioria não sabe disso.

    Faça sua parte se cuidando, se protegendo e tendo um diagnóstico precoce.

    Este post faz parte do Concurso Cultural Hepatite C, Sem Medo.

    Bibliografia: Management of Hepatitis C Reviewed

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Wednesday, September 8th, 2010

    Hoje não fui trabalhar porque estou de folga abonada.

    Funciona assim: você trabalha vários meses além do horário previsto e ganha a tal folga abonada.

    Eu queria ter viajado, ido para São Paulo no shopping, comprar lençóis na Bigi e quem sabe consertar alguns aparelhos que precisam ser consertados lá.

    Não deu.

    Eu estava morrendo de preguiça e demorou uns dois dias para eu começar a virar gente.

    Daí, o cachorros fizeram muita bagunça na hora de dormir e eu acabei não dormindo nada. Ou melhor, dormi lá pelas 4 da manhã.

    Enfim, estou agora em casa e deu vontade de escrever.

    Agora que escrevi, passou a vontade.

    Beijos!

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