Comentários: sim ou não?
Blog é uma ferramenta de publicação de conteúdo na internet.
O blog é tão versátil que comporta diversas formas e seu limite só é dado pela imaginação do dono do blog.
Por exemplo, optei por colocar meu livro online numa plataforma de blog, o Manual do Deprimido. Minha intenção era disponibilizar o conteúdo do livro e só. Não abri comentários nele porque não era essa a intenção. É um livro. Se o leitor quiser entrar em contato com o autor pode fazer isso por email ou Twitter, que estão a disposição na sidebar.
Alguns acham que para ser blog, deve haver comentários. Interação entre o autor e seu público. Essa é uma das facetas do blog mas não é obrigatória.
Como disse antes, blog é uma ferramenta de publicação.
Quem monta um blog quer difundir conteúdo. E pode ou não querer feedback do que postou.
É como quando damos nossa opinião e abrimos para discussão do assunto. Às vezes, o autor pode não querer discutir.
Daí, percebo que alguns leitores ficam indignados por não haver a possibilidade de deixar a opinião deles também. Mas não é todo dia que a gente quer conversar sobre alguma coisa.
As pessoas ficam bravas se percebem que não queremos saber a opinião delas.
Na internet parece que é crime você não permitir alguma coisa no seu próprio espaço. as pessoas não gostam de ouvir “não”.
Legalmente, o dono do blog responde por tudo que estiver publicado nesse espaço que ele administra. Assim, fica obrigado a filtrar o conteúdo colocado por terceiros. Comentários sem moderação são perigosíssimos.
Comentários em blogs significam tempo E dinheiro do dono do blog. Por isso, que devemos fazer as contas se vale a pena manter certos comentários abertos em determinados posts.
Eu mantenho os comentários abertos no Chá de Hortelã. Porém, alguns posts que me trouxeram dissabor eu fechei. Hoje eu escolho se vou abrir ou fechar comentários de cada post que publico com antecedência para não ter que voltar no post depois e fechá-lo.
Eu fechei os comentários dos posts novos do Transtorno Afetivo Bipolar e do Poderosa Afrodite pela simples razão que não estava valendo a pena gastar meu tempo com eles. Esses são blogs que as pessoas pedem coisas, consultas, conselhos, opiniões de graça, e ainda querem total atenção minha para resolver os problemas deles.
Eu não trabalho de graça.
Cheguei a avisar num blog que não poderia dar consultas e fui criticada! Assim, só me restou fechar esse canal de comunicação.
O que eu posso dar é o próprio conteúdo que publico. Não mais.
Antigamente, os comentários em blogs eram a única forma de comunicação entre blogueiros e leitores. Foi assim que arrumei um namorado, comentando no blog e recebendo comentários. Hoje em dia, existem muitas outras ferramentas de comunicação na internet. Muito mais eficientes e rápidas tais como Twitter, Foursquare, Formspring, Facebook.
O que acredito que nenhum blogueiro goste é que usem o nosso espaço para omitir opiniões que deveriam ser colocadas no próprio espaço do leitor, em outro blog. Ninguém gosta de comentários longos, muitas vezes maiores que o próprio post.
Se alguém quer dar sua opinião sobre um assunto que leu em algum lugar, faça um blog e poste sobre o assunto. E linke para o texto original que o inspirou. Assim que começaram os blogs.
Um blog não é terra de ninguém nem coração de mãe para abarcar tudo e todos. As pessoas precisam entender isso. Existem regras de convivência do dono do blog.
Acho que é fenômeno mundial as pessoas exigirem coisas dos outros como se todo o mundo estivesse ali para servi-lo. O mundo não funciona assim. O mundo é cheio de “nãos”.
Blog não é democracia.

Eu vi esse Manual e é muito bom! Só que não pode ter comentários na minha opinião, mesmo porque é um livro, informativo e tal. O sujeito só precisa ler e se informar e caso tenha necessidade procurar um médico da área.
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Liliana reply on July 30th, 2010 8:20 pm:
Obrigada!
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Dois Ursos reply on September 3rd, 2010 9:03 pm:
Nossos comentários em nosso Blog costumam ser mais engraçados que o post em si.
Temos que ver isso ae , rsrsrsrs
Vida de Dois Ursos
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Comment by Evandro Cesar — July 30, 2010 @ 2:01 pm
Só posso concordar.
Dá pra dizer também que um blog não é uma rede social. Mas redes sociais podem ser compostas de blogs.
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Liliana reply on July 30th, 2010 8:20 pm:
Exato!!
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Comment by Nando — July 30, 2010 @ 3:23 pm
Concordo muito contigo. Eu fecho automaticamente os comentários dos posts com mais de um mês de publicação porque meus leitores já tiveram tempo suficiente para lê-los e, depois deste tempo, os textos viram atratores de salsinhas.
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Liliana reply on July 30th, 2010 8:20 pm:
Concordo totalmente com você.
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Comment by marcus — July 30, 2010 @ 6:01 pm
Sinto essa tendência em alguns blogs. É escolha do autor naturalmente. Comentários não servem apenas apenas para dar feedback ao autor, são também uma forma de comunicação entre os leitores do artigo. Restringir certamente empobrece. De qualquer forma, ainda que o autor não disponibilize comentários, quem quiser comentar sempre terá a opção de comentar no próprio blog ou adicionar o conteúdo a um agregador de links e comentar nele.
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Comment by Michel — August 8, 2010 @ 1:04 am
Concordo com tudo o que li aqui, acho que cada blog tem suas particularidades.
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Comment by Adriana Resende — September 28, 2010 @ 1:27 pm
Olá amigos, aí vai o depoimento de alguém que sofre de depressão crônica, que já teve síndrome do pânico, que engordou 30 kilos usando Sertralina !
A depressão é ciclíca, pelo que entendo, ela vai e volta, cada vez mais fortalecida. É no mínimo uma idiotice dizer que antigamente não “tinha essas frescuras”; Existiam os transtornos sim, mas eram classificados como neurastênico, nervoso, teimoso, turrão, esquisito ou loucos.
Era tudo muito genérico. Dizia-se “tal pessoa tem um gênio terrível”. Então os transtornos existiam e muito, mas não havia todo o conhecimento que temos hoje em dia. Hoje os transtornos são classificados, rotulados e na grande maioria curáveis.
Quanto antes se procurar a ajuda de um bom Psiquiatra melhor será. Se tem alguém em seu convívio que demonstra atitudes estranhas, estude a respeito, informe-se, ajude e leve ao médico.
Minha irmã nunca se tratou, apesar dos insistentes pedidos da família, era considerada “estranha, geniosa, teimosa”. Nada disso, é portadora de uma Psicose grave, agora associada a sinais de esquizofrenia e demência senil precoce. Só quem tem algum ente querido nessas condições, sabe avaliar a tortura diária.
Tenho depresão, e convivo com ela desde os 18 anos (tenho 56 anos). Tomo medicação, fiz psicoterapia e estou sempre atenta.
Graças ao bom Deus reencontrei um amor do passado que tem me ajudado muito. Me estimulou a levantar da cama, voltar a trabalhar, produzir e hoje até consigo sorrir.
Convivo com meus males e os de minha irmã, mas estou firme e lúcida.
Deixar prá lá é impossível ! Há tratamentos diversos, homeopatia, florais, terapias.
Temos acesso a tudo isso inclusive pelo SUS. Aqueles que identificarem em si algo estranho, mudança de humor, mau humor constante, irritabilidade, apatia, visão negativa de tudo, maus pensamentos, desejo de morte, DEVE procurar ajuda.
Se há cura ? Não acredito. Mas há controle, medicação paliativa, equilibrio e consciência.
Temos que nos policiar dia a dia. E nos piores momentos, percebermos que somos capazes de muito mais ! Eu me sinto frágil, muito frágil. No entanto, nos momentos decisivos viro uma leoa, vou à luta, tomo providências.
E não deixo o tratamento de lado. Nem tenho essa mentalidade antiquada de que antigamente não existiam essas doenças. É óbvio que o stress do mundo de hoje afeta muito mais a mente dos seres humanos e que nossos antepassados viviam com mais qualidade. Mas morria-se de tuberculose, lepra, doenças venéreas, derrames, câncer e a loucura, demência ou retardo eram “escondidas” pelas familias.
Há que se observar sempre à nossa volta, testar os sentidos, a percepção, o desenvolvimento dos que nos cercam e acabar de vez com a hipocrisia.
O tratamento é feito por PSIQUIATRAS que estudam 12 anos a mais do que um outro especialista, afim de entenderem o complexo funcionamento do cérebro humano.
Nosso corpo é um santuário divino, que abriga a chama votiva, a centelha cósmica do que ainda não podemos explicar.
Temos o DEVER de cuidar deste santuário ! A palavra de ordem é V I V E R, mudar de hábitos, dar-se algum prazer, começar a fazer as coisas de forma diversa, buscar o novo, o conhecimento, nos atualizarmos, se possível viajar, ler, estudar sempre, trabalhar com afinco e ajudar ao próximo. Com certeza a sensação será muito melhor, não somos o centro do mundo, temos que olhar em volta e termos a coragem de admitir que somos doentes, nosso cérebro, o maestro perfeito de uma orquestra, tem lá suas falhas. Vamos admitir isso e procurar ajuda profissional capacitada. Eu tenho ciência de meus males e os trato sem falsidade, medo ou vergonha.
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Comment by gina — October 3, 2010 @ 3:55 pm