Eu gosto de finais de ano.

Liliana | Filosofando | Thursday, December 31st, 2009

Eu não ligo para Natal, mas eu ligo muito para o começo do Ano Novo.

Os dias que o antecedem são marcados por uma profunda reflexão do que aconteceu durante todo o ano velho e principalmente sobre o que aprendi nesse período.

Não gosto de gente que diz que não tem nada para aprender ou mudar. A gente sempre tem o que melhorar em nós, em nosso entorno e principalmente na nossa qualidade de vida.

Analisando, 2009 foi um ano muito importante. Foi o ano que estabeleci certos padrões para mim que ainda não estavam claros. Foi o ano que me descobri completamente auto-suficiente. Um ano que atingi uma certa paz que há muitos anos não tinha experimentado.

E até o penúltimo dia do ano eu ainda estava aprendendo lições. Sobre as pessoas e principalmente sobre mim mesma.

Fico feliz de me perceber cheia de esperanças boas para 2010.

Mil planos.

Mil desejos.

E muita tranquilidade para realizar tudo.

Acaba o ano e eu vejo que sou feliz. E que vou ser mais feliz ainda ano que vem com tudo que aprendi nesse ano.

Eu desejo a todos vocês um Ano Novo cheio de esperanças renovadas, muita Saúde e Energia para realizar todos os seus mais maravilhosos planos.

Feliz 2010!

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    Liliana | Bichos Incríveis | Tuesday, December 22nd, 2009

    Ontem à noite, o Tai deu um grito que parecia que estavam esfaqueando o coração dele.

    Fui correndo para a sala ver o que era e percebi que ele estava avisando que alguém ou algo havia entrado no perímetro da casa. O Tai sempre foi o cão de guarda por excelência daqui e ele gritou justamente por não poder ir atrás do invasor.

    Eu abri a porta para ver o que era e imediatamente o Pepê e a Joom La saíram correndo na minha frente.

    Segundo depois, escuto ganidos de outro cachorro que não os meus.

    Algum cachorro perdido veio comer das vasilhinhas que ficam na varanda.

    O Pepê pulou sobre o murinho e perseguiu o cachorro estrada abaixo. E a Joom La o seguiu quando abri o portãozinho da garagem para tentar ver que bicho era.

    Só muito tempo depois que os velhos pastores apareceram, andando devagar e capengando de dor na coluna.

    Os jovens foram ágeis em expulsar o visitante.

    Me senti segura de novo com essa dupla de baixinhos corajosos.

    Alguns minutos depois, eles voltam triunfantes e se instalam a minha volta. Acho que para me proteger. Ou então para aproveitar a maciez da minha cama. Não sei bem ainda.

    Mas eu quero acreditar que é para me proteger. ;)

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    Liliana | Bichos Incríveis | Monday, December 21st, 2009

    Quando meu pai morreu de infarte fulminante em casa foi aquele alvoroço.

    Primeiro eu atendi meu pai sem sucesso. Depois atendi minha mãe e minha irmã. E depois chamei os parentes.

    Gente pela casa sem acreditar no que tinha acontecido. Meu pai era muito moço.

    Lá pelas tantas eu lembrei de nossa cachorrinha Yorkshire e fiquei preocupada que ela tivesse fugido pela porta aberta e saí procurando.

    Fui achá-la no lugar mais tranquilo da casa: deitada sobre a barriga do corpo do meu pai no quarto.

    Ele que sempre a levava para passear.

    (Esse post foi inspirado por um twit.)

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    Liliana | Minha vida num sítio | Saturday, December 19th, 2009

    Não foi a primeira vez que aconteceu.

    Que eu me lembre essa foi a segunda.

    Agora há pouco fui levar o Tai dar uma volta e ele queria porque queria descer pela estrada. Fomos indo com dificuldade. Ambos cansados visivelmente fazendo o que não podíamos.

    Chegou num ponto da estrada que eu não aguentava mais. Ele queria continuar e eu queria voltar. A solução que encontrei foi deixá-lo lá no meio, no sol e voltar para casa onde a água do café estava fervendo. Eu precisava desligar o fogo.

    Eu caí na estrada. Torci o pé direito.

    Acho que meu corpo não aguenta mais e desabou.

    A dor foi lancinante.

    Eu gritei e gritei deitada no meio da estrada.

    A pastora e a gata lado a lado olhavam para mim preocupadas do gramado.

    Ninguém.

    Eu pensava na água secando na panela. No cachorro largado no meio da estrada no sol forte. Na dor. E que não teria ninguém para me ajudar.

    Nem tinha me preocupado de levar o celular porque só ia “até alí”.

    Suspirei fundo. Me levantei. Pisei com cuidado e vi que podia andar até o fogão. Fiz o café.

    Voltei para o Tai e o coloquei no cobertor para arrastá-lo de volta à casa pelos mais de 100 m. A dor… Ah, a dor!

    Deixei o Tai confortável na sala, na sombra, com água e comida e fralda limpa.

    E finalmente me sentei aqui no meu posto da cozinha.

    Acendi um cigarro atrás do outro.

    Fui vendo que além de ter torcido o pé, havia ferimentos na outra perna também, sangrando. Suando em bicas.

    Preciso tomar um banho para limpar os ferimentos e tirar a terra e a poeira da estrada mas não consigo. Em vez disso, resolvi escrever aqui para desabafar. Vi um episódio de Nurse Jackie e ainda não sei se gosto da série. Dela eu não gosto.

    Larguei a toalha do Tai lá na estrada.

    Fico pensando como é que eu vou descansar nesses dias que tirei de folga assim sozinha sem ninguém para me ajudar.

    Eu ia para Gostoso, depois eu ia para São Paulo mas estou muito cansada e como vou deixar o Tai sozinho?

    O corpo da gente avisa quando é hora de parar. O meu avisou. Foi bem claro agora.

    E o que que se faz?

    Simplesmente se faz.

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    Liliana | A UPA | Friday, December 18th, 2009

    Fim de Ano, festinha no trabalho.

    O local era o Pesqueiro da Déia e iam assar uma leitoa inteira.

    Eu indaguei: “por que não o porco pizza?”

    Ninguém conhecia o porco pizza. Ninguém. Só eu.

    E eu fui explicando como preparava o tal porco e o pessoal foi ficando com nojo e eu ria dizendo qual a diferença entre essa leitoa assada e o porco pizza?

    Muçarela?

    Para mim dava na mesma porque não ia comer nenhum dos dois.

    Enfim, tinha amigo secreto e eu peguei  uma certa enfermeira que escreveu nas sugestões que queria um “DVD Sertanejo”.

    Fui me informar pois nem sabia que existia DVD disso.  Comprei pelo Submarino uma das 3 opções da loja e boa.

    Na quarta-feira, numa pausa rápida para um café com cigarro, veio uma das moças da limpeza me entregar um pacote: é o seu presente de amigo secreto porque eu não vou na festa. Com uma mão ocupada com o copo de café e a outra com o cigarro, tive que por o presente embaixo do braço e agradecer. A moça saiu correndo de perto de mim. Sei lá porque.

    Eu tinha pedido um sabonete da Natura. Nada complicado. Nem caro.

    Pois é. Obviamente que veio o único sabonete que eu não posso com o cheiro.

    De novo, enfim.

    Ontem, quinta, peguei o presente da enfermeira e fui trabalhar na dúvida se iria na festinha ver a leitoa ou não.

    Trabalhei para variar feito uma condenada e decidi que queria mesmo era ir para casa e deitar na minha cama sossegada e que não me confraternizaria com aquelas mesmas pessoas que me fazem trabalhar como uma condenada.

    Chamei a tal enfermeira na minha sala e entreguei o presente dela.

    Ela chorou de raiva e decepção!

    Eu juro.

    Ela falou que eu tinha estragado a festa dela e o amigo secreto dela e que não tinha mais porquê dela ir.

    Lágrimas escorriam pela sua face.

    Eu falei: você está brincando!

    “Não estou, sua chata!”

    “Putamerda! Você só pode estar brincando! Eu não acredito que você está chorando por causa disso! Eu recebi meu presente ontem tomando cafezinho!”

    Fiquei feliz de ter decidido não me confraternizar.

    “O que você me deu?”

    “O que você pediu, ué!”

    Bem, no fim ela ficou contente com o DVD Sertanejo dela. E eu saí fora daquele lugar para onde só voltarei em 6 de janeiro do ano que vem.

    Folga mais que merecida.

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    Eu tenho me divertido muito respondendo as perguntas que aparecem na moda nova da net, o Formspring.me.

    Você pode perguntar o que quiser.

    E me conhecer melhor.

    Vai lá!

    http://formspring.me/lilianap

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