Querido Diário
Alguém do Twitter disse que o Tai era o House e eu estou acreditando nisso.
O pequeno cachorrinho peludo me escravizou. Mais um final de semana em casa só às voltas com ele, fazendo todas as vontades. E como ele chora! E pede.
Uma hora quer passear de toalha, outra hora quer correr atrás da gata(!) sendo que eu que tenho que carregá-lo. Ele mexe as patinhas da frente com rapidez e eu vou acompanhando recurvada carregando a parte de trás do corpo dele numa toalhinha de rosto. Ontem ele passeou pelo gramado quase todo, foi até atrás da garagem. Passeou 3 vezes! Eu fico exausta e nem descanso da semana puxada porque ele não dá um minuto de sossego.
E se eu tento colocá-lo em algum lugar que ele não quer, mudá-lo de posição contra a vontade, ele morde. Tomei uma mordida na mão esquerda porque ele queria ficar na varanda. Nessas horas eu largo tudo, respiro fundo e vou para meu quarto fugir de bichos por pelo menos uma hora. Mas não passa 20 minutos ele começa a chorar de novo me chamando. “Cadê você, mamãe?”
Eu praticamente não tenho mais vida. Só cachorros, só o Tai. É do trabalho para casa correndo para cuidar do pequeno tirano.
O Tai não faz essa manha toda com a Graça assistente. Agora por exemplo, que é hora dela cuidar dele e eu poder ficar livre por umas horinhas, ele dorme gostoso. Ele sabe que eu estou pertinho cuidando do sono dele.
Eu sei que a culpa deve ser minha. Sempre a culpa é minha se minha vida fica de um jeito que eu não gosto. E não estou gostando. Confesso.
Tenho que fazer mudanças. Mas enquanto dentro do problema fica difícil ver o panorama geral e ter idéias.
O trabalho está puxado. Todos os dias eu tenho agenda cheia e só casos empepinados. Está sendo muito intenso. Em compensação, a população da cidade e a chefia estão muito satisfeitos e querem que eu trabalhe mais. Ofereceram a Diretoria Técnica para mim mas eu ainda não aceitei.
Lidar com médicos não é fácil. Existem dois tipos: os de ego tranquilo e os de ego frágil. Os tranquilos gostam de discutir casos, aprender uns com os outros, respeitam sua opinião, sua formação, hierarquia. Os de ego frágil têm a necessidade de se autoafirmar o tempo todo, não discutem casos, fogem e são grossos. No meu trabalho encontro os dois tipos. Trabalhar com outros médico onde há diálogo é uma delícia. Mas eu não tenho a mínima vontade de me relacionar com médicos idiotas e é o que teria que fazer se fosse diretora.
Será que eu viro a Cuddy de fato?














Poxa vida… tá difícil hein Liliana ? Consegue imaginar quando isso vai acabar ? Será que não da pra vc arrumar alguém pra cuidar do Tai e dos outros por uns dias ? Aí você passa esses dias na casa de outra pessoa e tira umas semi férias. Só o suficiente pra vc conseguir descansar um pouco e olhar a coisa de fora e quem sabe achar uma solução. Mas pra isso você precisaria gastar alguns dias com alguma técnica mágica para acostumar o Tai com sua ausência. Talvez sair do trabalho e ir pra outro lugar e chegar em casa cada dia mais tarde, assim ele vai percebendo que, mesmo que vc demore um pouco mais que o normal pra chegar, uma hora chega. Aí quando ele começar a aceitar um pouco mais sua ausencia, vc tira uma folga dele. Que tal, hein hein hein ????
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Comment by Leandro — November 21, 2009 @ 1:39 am