Jessica!
Estava eu fazendo as unhas tranquilamente na varanda quando fui interrompida pelo celular.
- Jéssica…
- Não é a Jéssica. Você ligou errado.
- Mas esse número sempre foi da Jéssica. (E repete o meu número de telefone.)
- É esse número mesmo, mas faz mais de 10 anos que ele é meu.
E desligo.
Toca mais uma vez.
- É você de novo?
-Sou eu sim.
- A Jéssica só pode estar de brincadeira. Pára com isso Jéssica.
Desligo de novo.
Mais duas chamadas dessa vez a cobrar.
Nem atendo.
No fim, o SMS:
“Jéssica, obrigado. vc ainda vai precisar de mim. a vai!”
Entendo perfeitamente a praga.
Como médica novinha já falei muito: você ainda vai precisar de mim, ah vai.
E como pega.
Hoje mais velha, sei que nem precisa falar.
É só esperar.
