Jessica!

Liliana | Admirável Mundo Velho | Saturday, October 31st, 2009

Estava eu fazendo as unhas tranquilamente na varanda quando fui interrompida pelo celular.

- Jéssica…

- Não é a Jéssica. Você ligou errado.

- Mas esse número sempre foi da Jéssica. (E repete o meu número de telefone.)

- É esse número mesmo, mas faz mais de 10 anos que ele é meu.

E desligo.

Toca mais uma vez.

- É você de novo?

-Sou eu sim.

- A Jéssica só pode estar de brincadeira. Pára com isso Jéssica.

Desligo de novo.

Mais duas chamadas dessa vez a cobrar.

Nem atendo.

No fim, o SMS:

“Jéssica, obrigado. vc ainda vai precisar de mim. a vai!”

Entendo perfeitamente a praga.

Como médica novinha já falei muito: você ainda vai precisar de mim, ah vai.

E como pega.

Hoje mais velha, sei que nem precisa falar.

É só esperar.

Posts Relacionados

  • Magra, eu?


  • A Dotora tá amando!

    Todo dia que chego no trabalho uma das funcionárias vem comentar como estou. Ou é a maquiagem, ou a roupa, o sorris. Sempre ela tem que falar alguma coisa.

    Não é daqueles elogios que a gente se sente bem, sabe? Entendem o que eu quero dizer?

    Eu fico imaginando o porque dela simplesmente não se arrumar, não se maquiar, não caprichar na roupa nem no sorriso. Tão simples.

    Um belo dia ela não aguentou.

    Veio afirmando categórica: diz aí o nome dele!

    - Dele quem?

    - Do seu amor! Você só pode estar amando!

    - Olha, Fulana. Eu tô amando sim. EU MESMA!

    Nunca mais me encheu.

    Posts Relacionados

  • O Brave New World
  • Você é um blogueiro Anti-Social?
  • Dia dos Namorados


  • PagoDados

    Liliana | Bichos Incríveis | Saturday, October 31st, 2009

    Inspirada no PagoDados.

    O TAI CHORA PORQUE:

    • fez xixi
    • fez cocô
    • quer que troque a fralda
    • quer água
    • quer comer
    • quer entrar em casa
    • quer sair de casa
    • quer ir na grama
    • quer que o vire para o lado certo
    • quer que o desvire de barriga para baixo quando fica igual tartaruga emborcada
    • quer que tire do sol
    • quer que tire da chuva
    • quer companhia
    • quer que apague a luz
    • não quer que os outros cheguem perto dos pratinhos dele
    • quer descer do colchão de água
    • simplesmente quer a mamãe.

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • Brinks

    Liliana | No Plantão | Friday, October 30th, 2009

    Com essa coisa nova de Listas do twitter, a graça é ver os nomes das listas das pessoas.

    Fui colocada numa lista chamada Brinks.

    Eu não sei o que significa isso agora. Se é bom ou se é mau. Mas há muito tampo atrás, Brinks era uma gíria usada pela minha equipe de neurocirurgia.

    Foi nos idos de 1990, quando houve um duplo atropelamento por um caminhão da Brinks.

    Os dois caras chegaram ao PS da Santa Casa de SP completamente detonados pelo caminhão com traumatismo cranioencefálico grave.

    Eu era a R4 responsável e tinha que triar os pacientes porque havia apenas uma equipe para duas pessoas. Imediatamente um paciente virou Brinks 1 e o outro Brinks 2.

    Operamos o Brinks 1 que se recuperou mais rapidamente porque a situação era mais favorável.

    Brinks 2 não era cirúrgico. Foi colocado num Takaoka (um pequeno respirador) no PS e medicado para posterior avaliação. Surpreendentemente, Brinks 2 sobreviveu e foi transferido para nossos cuidados de enfermaria onde permaneceu por muitos meses em coma vigil.

    Novamente a surpresa, Brinks 2 acordou do coma.

    Lembro exatamente do leito onde ele ficava no DC-1.

    O tempo todo ele foi chamado de Brinks, perdeu o 2 porque o 1 tinha recebido alta há muito tempo.

    Mas só quando acordou do coma e começou a falar é que começamos a chamá-lo pelo nome, o que eu esqueci nessa altura do campeonato.

    Mas sempre que eu vejo, ouço, leio a palavra Brinks me vem à mente aquele homem atropelado que sobreviveu por muita sorte.

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • Querido Diário

    Liliana | Bichos Incríveis,Minha vida num sítio | Tuesday, October 27th, 2009

    Como as palavras que tenho recebido têm me ajudado! Como é bom sentir o carinho das pessoas!

    Aqui em casa as coisas estão se ajeitando.

    Está claro que o Tai não está sofrendo. Ele agora é um cão paraplégico mas o resto está funcionando de acordo com a idade dele, 12 anos. Ele não está senil, não está triste, pelo contrário, ele quer participar de tudo. Da nossa parte estamos criando uma rotina nova para ele. E ele está gostando, que é o mais importante.

    Ele gostou de usar  fralda. Fica sequinho. Quando a fralda molha ele avisa, nós trocamos e ele fica quieto. Coloco ele deitado sobre uma fralda geriátrica grande e para trocá-la ele rola o corpo. Um amor.

    Esta noite ele me chamou às 11 e eu resolvi levá-lo para meu quarto junto com os outros cachorros. Eu sei que ele não gosta de bagunça mas ele adormeceu olhando para mim. E ficou quietinho a noite toda sem me acordar. Não ouvi um pio dele. Acho que o que ele queria era ficar junto de mim.

    Agora de manhã ele foi levado para a varanda, no lugar preferido dele, onde deverá passar o dia tomando conta da estrada e do jardim, como sempre tomou.

    Eu estou mais calma.

    Ainda com insônia e tendo que tomar remédio para dormir, mas sinto que ele não está sofrendo, está contentinho e recebendo muito carinho.

    A Graça assistente é muito dedicada também. Ajuda muito. E nem parece que essa rotina é novidade.

    Estou esperando chegar pelo correio um colchão de água para escaras. Tomara que o Tai se acostume com o colchão e não sinta muito calor.

    Interessante a reação dos outros bichos. Parecia que eles tinham desistido do Tai. Porém, quando o levei para o quarto ontem, todos foram cheirá-lo, abanando os rabos e o acolhendo.

    Antes que me perguntem, eu conversei com o veterinário sobre cadeira de rodas para o Tai e ele não tem mais indicação por causa da idade e da dor na coluna.

    Assim, nossa função aqui é deixá-lo bem feliz, com muito carinho, confortável dentro dos limites dele.

    E para não dizerem que não estou ligando para os outros, o Gigio e a Graça cachorra foram tomar banho no Pet Shop de fusca. O Gigio adora andar de fusca. É algo inexplicável o fascínio que ele tem por fuscas. Eles voltaram tão bonitos, tão cheirosos, tão fofos e esvoaçantes!

    O Pepê está na fase do Não. Tudo ele ouve “não”. Não pode isso, não pode aquilo. E eu proibi cachorros em cima da minha cama. E toda manhã, quando eu acordo, tem um Pepê dormindo enroladinho encostadinho em mim (ele sobe escondido durante a noite). Eu finjo que não vi, mas se me mexo ele abana o rabinho.

    A Joom La teve que virar adulta de uma hora para outra por causa do Pepê. Eles brincam quase o tempo todo mas ela sabe que não pode fazer certas coisas e fica com cara preocupada porque sabe que vem bronca. Para a Joom La ser a adulta da dupla é que o Pepê é muito sem noção!

    Bem, há um tempo atrás eu estava cheia de cachorros e bichos em geral e tinha prometido para mim mesma que ia pensar mais em mim. Mas… Olha eu de novo perdida entre seres de 4 patas. Acho que como tudo está se ajeitando vou retomar minha atenção para mim de novo.

    Cuidar de si mesmo é um exercício, que se a gente descuida, se perde em outros assuntos. Minha prioridade é acertar meu sono. Coisa tão básica e tão fundamental para mim. Objetivo: dormir 8 hora seguidas e na hora certa. Eu conseguirei!

    Posts Relacionados

  • Links – Diário Ateísta
  • Enfermeiras mudam camas
  • SuckIt, Jesus!
  • Querido Diário
  • Caralho!!!


  • Do Ser Elegante

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta,Blogworld | Monday, October 26th, 2009

    Numa casa com 5 cachorros, fica um certo barulho de fundo, um au au au constante, um resfolegar contínuo e a gente acaba se acostumando.

    Cada bicho tem seu espaço, seus hábitos, e um não atrapalha o outro, geralmente.

    Porém, de vez em quando, esse barulho de fundo, fica chato e os espaços começam a ser invadidos.

    Nessa hora, o cachorro mais velho dá umas latidas fortes e põe ordem na bagunça e os cachorros mais novos voltam a ficar sossegados.

    Eu acompanho várias pessoas no Twitter e hoje o barulho de fundo ultrapassou meu limite e então vou latir.

    Sabe o que falta no Twitter?

    Elegância.

    Todo mundo pode dar sua opinião sobre qualquer assunto. Mas dar sua opinião não obriga ninguém a querer conversar com você. Por exemplo, estou escrevendo este texto para mim. Colocando meus pensamentos. Se alguém entender, ótimo. Se não, dane-se.

    Outra coisa que tem me irritado profundamente é o puxa-saquismo. Ser puxa-saco é muito feio e não é elegante.

    Ser elegante é saber quando se calar.

    Assim, me calo.

    AU AU!

    Posts Relacionados

  • Estou feliz pelo Cardoso
  • Chique
  • Anel e Pulseira Para Homem?
  • Depilação e Rotinas de Beleza
  • O Sobretudo


  • Querido Diário

    Liliana | Bichos Incríveis | Sunday, October 25th, 2009

    Finalmente o veterinário veio ver o Tai ontem e ele teve que me acordar com um telefonema do jardim porque eu estava morta desmaiada na cama.

    Levantei correndo com aquela cara de quem não dorme bem há umas duas semanas que é exatamente o que acontece comigo.

    O veterinário ficou muito preocupado. Não com o cachorro. Preocupado comigo.

    Ele examinou o Tai e achou que ele está em más condições. Não volta a andar por causa da coluna, o coração já está se esforçando muito e começou a ter escaras de tanto ficar parado na mesma posição.

    Sugeriu colocar para dormir, que é eufemismo de matar com injeção.

    - Você já pensou nessa possibilidade? – perguntou ele.

    -Já. Mas não gostaria de tomar esse tipo de decisão só porque estou cansada.

    O Tai passa bem o dia na varanda vendo o movimento da casa, come e bebe bem, abana o rabinho de felicidade se a gente conversa com ele. Está lúcido. O problemas são as noites que ele não dorme e fica chorando me chamando. Grita mesmo. E eu não durmo.

    Decidimos então usar um sedativo para ele dormir a noite toda e eu poder descansar também.

    O veterinário foi tão gentil que ele mesmo foi até a cidade e comprou toda a medicação que o Tai precisava só para eu não ter que sair e poder descansar. Ele também avisou uma amiga que eu estava mal e ela veio me fazer companhia e conversar a respeito do assunto.

    O Tai dormiu embalado com o som de nossas vozes porque ele não quer que eu fique longe dele nem por um segundo.

    Respeitando a máxima que não se acorda paciente para dar remédio para dormir, não dei o tal sedativo ontem. Ele me acordou às 4 da manhã e foi até às 5 e meia até sossegar e eu deixá-lo na varanda sem a fralda, sem a  toalha, com a barriga direto no cimento gelado que era o que ele queria. Está muito calor aqui.

    Voltei a dormir até às 7 quando ouvi ele chorar mas não levantei da cama e embalei no sono até 11.

    Hoje me sinto um pouco mais descansada mas não sei o que é uma noite inteira de sono.

    Agora ele já comeu, bebeu, tomou sol,  fez cocô, e só então eu fui tomar meu café da manhã.

    Ontem comprei pela internet um colchão de água para evitar escaras. Espero que ele goste.

    Eu não acho que o Tai está sofrendo. Por enquanto a única sofrendo aqui sou eu.

    Estou acompanhando o final de um ser que eu amo muito.

    O reflexo disso na minha saúde é visível.

    Aparentemente, o Tai está alheio à gravidade da situação dele. E toda noite, antes de eu entrar na casa eu me despeço dele dando a mesma ordem: Tai, cuida da sua comidinha e não deixa o Gato Branco roubar nada!

    Ele abana o rabo.

    Posts Relacionados

  • Links – Diário Ateísta
  • Enfermeiras mudam camas
  • SuckIt, Jesus!
  • Querido Diário
  • Caralho!!!


  • Querido Diário

    Liliana | Bichos Incríveis | Friday, October 23rd, 2009

    Acabei de chegar de São José vinda da Atualização de Hanseníase pela prefeitura.

    Foi bem legal. Realmente aprendi coisas que não sabia como por exemplo que a Hanseníase é transmitida por via respiratória principalmente.

    Fiquei boba com a porcentagem de crianças com Hansen, 8% dos doentes em tratamento. O que é muito porque significa que os adultos estão doentes e passando a doença para as crianças.

    Outra coisa interessante são as complicações do tratamento que podem desanimar o paciente a se tratar. Mas tem jeito! Não é desculpa!

    Enfim, valeu.

    O ponto negativo foi o final quando passaram um PPS daqueles religiosos com mensagens de deus te ama e coisas do tipo. Achei super impróprio porque o estado é laico, né? E a ciência mais laica ainda.

    Esta semana foi complicada. estou exausta de uma forma diferente como há muito tempo não ficava.

    Não é depressão, não é desânimo, é exaustão mesmo.

    Eu não tenho dormido bem por causa do Tai. Ele me exige o tempo todo que estou em casa sozinha. Quando a empregada está ele fica quieto e dorme a maior parte do tempo. Mas se eu chego do trabalho, ele fica chorando e me chamando o tempo todo até de madrugada.

    Eu já tenho a rotina de dar a medicação, dar a injeção de antibiótico, o granulado para os pulmões, o remédio para dor, curativo na bochecha, muita água, comida, troco a fralda se está molhada (ele fica deitado sobre uma fralda geriátrica) e só depois de tudo isso eu finalmente chego em casa e vou cuidar de mim. Tirar a roupa do trabalho, jantar, abrir o computador, ver os twitts, os emails.

    Eu nem tenho tido tempo de ver as séries que eu gosto porque sempre no meio do que estou fazendo o Tai chora, grita, e me chama.

    Eu o carrego para a varanda se o tempo está bom, para a sala se está chovendo ou esfriando, para o quarto se acho que ele quer companhia. Mas parece que nada está bom para ele.

    Os outros cachorros obviamente estão ressentidos pela atenção que dou ao Tai e querem mais de mim. O Pepê deu de subir na minha cama durante a noite e deitar sobre mim, o que me acorda de madrugada. No total tenho dormido umas 5 horas no máximo, tudo picado.

    Dormir pouco me faz muito mal. Acaba com minha saúde literalmente.

    A tensão de dormir pouco se soma à tensão de preocupação pela saúde do Tai. Toda a responsabilidade está comigo porque o veterinário simplesmente não apareceu. Ele jura que vem amanhã mas sinceramente, o pior já passou a fui eu que tive que tomar as decisões médicas.

    É horrível o médico tratar o próprio parente. Muito estressante.

    Bem, agora vou ver se relaxo um pouco até o Tai chorar.

    Posts Relacionados

  • Links – Diário Ateísta
  • Enfermeiras mudam camas
  • SuckIt, Jesus!
  • Querido Diário
  • Caralho!!!


  • Séquito

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz.,Blogworld | Thursday, October 22nd, 2009

    Tem gente que precisa e gosta de séquito.

    É diferente você ter amigos e acompanhar os amigos e ser séquito de alguém.

    Eu detesto gente que quer te fazer de séquito.

    No Twitter, percebo vários tipos de relação. Tem aqueles que se relacionam de igual para igual, os que não se relacionam e preferem ficar à margem, só observando e os que se colocam como séquito (muitas vezes contra a própria vontade).

    Séquito implica numa diferença de posição. Uma acima do outro.

    Tem gente que já vem se colocando abaixo. Tem gente que faz de tudo para te colocar abaixo.

    A beleza das redes sociais é a possibilidade de nivelar gregos e troianos em diálogo horizontais.

    Quem tem a necessidade de séquito para auto-afirmação precisa rever sua auto-estima, pois o séquito só permanece enquanto estiver ganhando algo em troca. Do contrário, vai embora pois não tem fidelidade como os amigos.

    Posts Relacionados

  • A Constelação Social
  • Zero no FeedBurner Counter


  • Sobre a Fama

    fame |f?m|noun1 the condition of being known or talked about by many people, esp. on account of notable achievements : winning the Olympic title has brought her fame and fortune.2 archaic reputation.3 archaic public report; rumor.

    Faz tempo que eu queria escrever sobre fama mas eu não queria ser mal interpretada.

    Há muitos anos atrás, São Francisco Xavier começou a ser frequentada por gente de televisão e cinema, gente famosa no sentido mais comum da palavra. Foi muito interessante porque o povo normal da cidade tratava esses famosos como gente normal, já que para eles não eram conhecidos.

    Tem uma história de uma apresentadora de televisão que passeou por aqui e ficou brava porque ninguém deu a mínima para quem ela era.

    Em compensação, aqui na cidade existem umas figuras que sempre estão na mira da atenção da população. Eu inclusive.

    O povo falava de mim, atravessava a rua para entrar na loja que eu estava para perguntar o que eu estou fazendo. Já organizaram novena pela minha saúde até. Todo mundo sabia onde eu estava, com quem, o que estava fazendo e como. E era assim com outras pessoas também.

    Por causa disso, eu brincava com um bordão: “famosos somos nós”.

    Fama é uma coisa relativa que depende do grupo populacional que você pertence. Se eu sou conhecida e admirada pela maioria da população de 8 mil habitantes da minha cidade, eu sou famosa aqui.

    Eu queria contar isso porque é importante que se saiba que fama não é só aparecer na televisão ou ter milhares de seguidores no Twitter. É se destacar positivamente no grupo que você pertence. E isso gera responsabilidades.

    As pessoas estarão falando de você. Vão comentar o que você fizer. E vão imitar seu comportamento.

    Pessoas que se destacam no grupo têm um poder de modificar esse grupo muito grande. E uma das formas de modificá-lo é através do exemplo.

    Ser uma personalidade pública implica em se comportar sabendo que o que fizer vai ter consequências no grupo.

    Se sua influência é boa, o grupo ganha, sua fama aumenta positivamente e sua atuação pesa ainda mais. É um feedback positivo.

    Se sua influência piora o grupo, sua fama passa a ser negativa e você pode continuar famoso pelas razões erradas, ou seja, não por seus feitos e qualidades e sim pelo mau exemplo.

    Todo mundo é famoso para alguém, não importa quão “famoso”, não importa o número de participantes do grupo em que ele atua, mas é famoso por ser comentado, por ter poder de modificação e influência. Por isso que socialmente a gente tenta mostrar o melhor de nós. E quando não estamos bem, o mais sábio e seguro é nos recolher e ficar quieto.

    E a fama pela fama?

    Segundo o dicionário aí em cima, fama implica ser conhecido e comentado por outros por ter conseguido algo, ter feito algo. Assim, existe uma ação do sujeito antes da fama.

    Eu acredito que pessoas equilibradas se alimentam e se satisfazem realizando as ações que os tornaram famosos e não pela fama que derivou dessas ações. Ou seja, o legal é o realizar, não o buscar a fama pela fama que é algo vazio.

    Fama vai e vem mas a estrutura interna da pessoa que realiza e constrói  independe dessa fama para se manter e para ser completa.

    Posts Relacionados

  • 6 coisas aleatórias sobre mim
  • Como saber que ela não quer transar com você
  • PodChá – Assunto para
  • Transtorno Afetivo Bipolar, O Blog
  • O Direito Dos Pacientes Com Câncer


  • Todos em casa

    Liliana | Bichos Incríveis,Minha vida num sítio | Thursday, October 15th, 2009

    Então o Tai foi de motorista para São José dos Campos tomar banho, fazer curativo, ser tosado e acabou tendo que dormir lá.

    Eu passei a noite sem o Tai com um silêncio estranho na casa. Demorei para dormir, uma ansiedade esquisita. Só no dia seguinte percebi que era a ausência dele que me deixou tão incomodada. O Tai nunca havia passado a noite fora de casa, nunca havia viajado sem mim.

    O Pepê também foi. Foi ser castrado e a operação correu bem. E confesso que a casa ficou bem silenciosa sem ele. O Pepê já conquistou seu espaço aqui.

    Quando estava indo para o trabalho ontem, cruzei com o transporte canino na rua e fiz questão de ver meus bichos. Os dois ficaram tão felizes de me ver que fiquei emocionada. A gente não imagina que pode ser tão importante para os cachorros. O Tai quando me viu queria pular fora do carro e ele nem consegue se mexer direito. O Pepê, que estava na gaiola chorava e lambia minha mão desesperado. Eles realmente estavam felizes de me ver.

    Já à noite, os 5 bichos ficaram juntinhos em volta de mim no quarto. Até o Tai.

    Falando em bichos, ontem se o Gato Branco fosse uma cobra tinha me picado.

    Tem um gato branco que vem comer a ração dos cachorros na varanda toda noite. Já tentei dar ração de gato, me aproximar, mas ele é muito arisco. Eu gostaria que ele fizesse amizade com a Manilha mas parece que ela não quer saber dele. Então ele vem na varanda mesmo comer e beber. Ele é enorme, bonito e bem peludo. Eu o chamo de Gato Branco.

    Quando eu fui cuidar do Tai na varanda, reparei que o sapo Mario estava ao lado do Tai. A Joom La cheirou o Mario e ele fugiu para o potinho de água. Ao lado do potinho percebi uma coisa branca que parecia um algodão. Era o rabo do Gato Branco do lado do sapo. A Joom La então viu o gato e começou latir chamando os outros cachorros. E o Gato Branco fugiu quando o Gigio, enorme, apareceu.

    Assim, a família estava toda reunida: cachorros, gatos, sapo e eu.

    Confesso que esses tempos estão muito especiais. Nunca me senti tão feliz, tão tranquila, tão realizada. Eu mereço!

    Posts Relacionados

  • Chega
  • Carnaval 2008
  • Os Novos Tico-Ticos
  • Rotina é segurança
  • Hoje é sexta-feira


  • Maquiagem de 10 minutos

    Liliana | Moda e Beleza | Thursday, October 15th, 2009

    O que você precisa para fazer uma maquiagem rápida e certeira em menos de 10 minutos e ficar com cara bem cuidada, chique e bonita?

    O segredo é preparar bem a pele e deixá-la impecável.

    Eu acredito que a parte mais importante da maquiagem é justamente tornar o rosto uma tela homogênea, sem falhas onde colocamos cor para destacar o que temos de bonito.

    Então, em primeiro lugar, tem a limpeza, a tonificação e a hidratação da pele. E junto com o hidratante já usamos o protetor solar. Fazendo esse cuidado básico a pele já fica viçosa, com cara saudável. Muitas vezes eu saio de casa só assim, sem passar mais nada. Um bom creme para os olhos já acaba na hora com olheiras e bolsas e abre o olhar.

    Outra coisa que reparei é que quanto mais velha a pessoa, menos maquiagem precisa nos olhos. E quanto mais natural a maquiagem, mais chique.

    Se eu estou com pressa e só tenho uns 10 minutos para me maquiar, eu dou ênfase na homogenização do rosto encobrindo os defeitinhos, o que me rejuvenesce bastante.

    Assim, vamos lá:

    Uma base líquida bem espalhada.

    Corretivo abaixo dos olhos e nas pálpebras todas.

    Pós solto um tom abaixo da pele ou translúcido no rosto todo.

    Com esses passos, você fica com o rosto uniforme, sem manchas e com ar de bem cuidada.

    Um pingo de blush clarinho bem natural. (O lugar certo de aplicar o blush é abaixo da saliência dos ossos da face, até o meio dos olhos. Não pode chegar com o blush perto do nariz no gordinho da bochecha.) O blush é necessário porque o rosto fica muito chapado só com a base e o pó.

    Rímel preto.

    Gloss.

    Tenho feito essa maquiagem de vez em quando quando estou atrasada para o trabalho e tenho recebido elogios lá como se estivesse toda maquiada com sombra e tudo.

    O que eu uso:

    • Lancôme Teinte Renergie Lift R.A.R.E.  cor 01
    • Natura Diversa Corretivo Extra Conforto Candeia Claro
    • Scot Barnes Pó Solto Platinum
    • Shiseido Blush & Eye Shadow Pink Hide And Seek  Rose Coquin
    • Lancôme Mascara Flex WP Black
    • Lancôme Juice Tubes Raisin

    Outro dia eu posto sobre uma maquiagem completa.

    É muito legal se cuidar e ver que o que fazemos surte efeito nos outros. As mulheres do trabalho começaram a se maquiar também. E todo mundo fica mais contente, se sentindo melhor e se valorizando.

    Posts Relacionados

  • 12 Minutos
  • Qual Sua Cor?
  • Exercícios e Perda de Peso
  • Maquiagem de Olhos
  • Maquiagem


  • O Distúrbio Afetivo Sazonal

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Sunday, October 11th, 2009

    Quando eu me mudei para São Francisco Xavier, eu passei a desfrutar das vantagens de morar num lugar lindo, calmo e tranquilo. Porém, o clima de São Francisco é um dos piores climas que eu já tive o desprazer de experimentar.

    A cidade fica encravada na Serra da Mantiqueira, que significa Montanha que Chora em alusão à quantidade de chuva da região.

    Aqui chove muito. E se não está chovendo, o tempo está nublado porque as nuvens vêm do litoral e param nas montanhas.

    O céu geralmente é cinza.

    Contamos nos dedos os dias de sol e céu azul.

    A época das chuvas costuma começar agora em outubro e vai até março. Mas nos últimos anos, têm chovido no inverno também.

    Eu fico tão incomodada com o tempo nublado e chuvoso que até decidi mudar de região e fui para o Rio Grande do Norte ano passado, para morar. Infelizmente não deu certo e tive que voltar.

    Minha insatisfação é tão grande que eu me sinto doente e deprimida quando não há sol claro. Fico visivelmente mal quando os dias nublados se acumulam a ponto de não conseguir fazer nada.

    Eu já sabia da existência de distúrbios relacionados à falta de luz solar mas nunca tinha levado realmente a sério. No entanto, nesses últimos dias de chuva e céu cinza resolvi tomar providências para enfrentar melhor os tempos sombrios que se avizinham.

    O Distúrbio Afetivo Sazonal não é uma doença descrita no DSM-IV porém está entre os sintomas de Depressão Maior e ocorre juntamente com outras patologias como o Distúrbio Bipolar.

    O tratamento além de anti-depressivos, consiste em exposição à luz de espectro total, ou seja, luz que simula o Sol por alguns minutos por dia. O tratamento então é a claridade solar.

    Pesquisei lâmpadas especiais que fornecem o espectro todo mas não há aqui no Brasil. São as chamadas Full Spectrum. Elas podem ser usadas em abajures, lustres ou vir em caixas de luz especiais.

    Outra forma terapêutica são os Simuladores de Amanhecer que fornecem a claridade progressiva até iluminar totalmente o quarto como o sol. Eles são usados também para distúrbios do sono e do ciclo circadiano, que eu também sofro por causa da falta de claridade durante o dia.

    Acabei comprando um Simulador de Amanhecer e uma Caixa de Luz para banhos de claridade em lojas americanas na internet. Assim que chegarem e eu experimentar , conto para vocês o resultado.

    Hoje o dia amanheceu ensolarado. E me receitei 30 minutos na claridade solar. O efeito é impressionante de bom.

    Quem fica muito tempo sob luzes artificiais pode perder a regulação do ciclo circadiano e não dormir direito e nem “acordar” direito. A exposição a luz solar pela manhã ajuda a acertar esse ciclo.

    Legal, né?

    Posts Relacionados

  • Transtorno Afetivo Bipolar, O Blog
  • Crise Amorosa
  • Diário de Uma Bipolar
  • Vai Encarar? hehehehe
  • A Luz do Sol e Meu Humor


  • BláBláBlá O Twitter matou o blog…

    Liliana | A UPA,Bichos Incríveis,Minha vida num sítio | Saturday, October 10th, 2009

    Matou nada.

    O que mata o blog é não ter tempo nem assunto para postar.

    Nem tuitar eu tuito muito.

    Também não tenho lido feeds. O GReader mostra 1000+.

    Mas eu estou bem contente.

    Estou adorando trabalhar no posto. Curto atender gente. Me divirto com as consultas.

    É um trabalho bem legal a longo prazo cuidar da saúde de toda uma população. Tenho recebido pacientes descompensados e aos poucos vamos acertando medicação, fazendo diagnósticos… Deixando a vida do povo melhor, uma melhor qualidade.

    O feedback dos pacientes está excelente. Estão bem satisfeitos. E eu fico mais satisfeita ainda.

    (Aqui entra uma longa pausa porque o veterinário veio para tratar da cachorrada.)

    Bem, ter 5 cachorros e 1 gata dá um certo trabalho.

    O Tai, muito bravo, não permite que eu cuide dele direito. O resultado é que o câncer de pele dele na bochecha deu bicheira de novo. Ele está velho demais para ser operado e nos resta apenas cuidar das consequências. O veterinário e o ajudante tiveram um trabalhão cortando o pelo em volta da ferida e limpando os bichos. O Tai ficou bem cansado e estressado. Ficou combinado que ele seria internado na semana que vem para ser tosado por um profissional e fazer os curativos na clínica. Tadinho.

    Pepê foi vacinado e vai aproveitar a carona para São José com o Tai para ser castrado. Todos os bichos aqui de casa são castrados. Só falta ele.

    Joom La estava com abscessos por causa de bernes mortos e também foi tratada.

    Gigio e Graça estavam bem e não precisaram de consulta.

    Manilha devia ser vacinada mas desapareceu aqui de perto de casa. Foi vista no platô de baixo perto do jipe e acabou não sendo vacinada.

    O jipe ficou lá para baixo porque Seu Zé jogou terra fofa na estrada e com a chuva ficou impossível de qualquer carro subir, inclusive o jipe. A estrada é muito perigosa. Hoje ainda não choveu e pode ser que eu consiga trazer o carro aqui para cima. Tenho ido trabalhar a pé no barro até onde o jipe está estacionado. É muita vontade de ir trabalhar!

    Sem carro não posso ir no supermercado porque não consigo trazer as compras aqui para cima. O resultado é que estou em abstinência de coca zero. E ninguém pode me visitar inclusive no meu aniversário.

    Já contratei o depósito de construção para jogar pedrinhas na estrada. Mas eles só vem na terça e tem que fazer sol para o caminhão subir e a terra firmar. Morar num sítio exige manutenção constante. E se fica a mercê de barro e outros problemas rurais.

    Mas tirando a chuva, não tenho do que reclamar.

    Posts Relacionados

  • Incluindo
  • Eu te sigo no Twitter
  • Twittei
  • O que você fariam?
  • #sapomario


  • A História de Pepê

    Liliana | Bichos Incríveis,Minha vida num sítio | Sunday, October 4th, 2009

    O tempo fechou e começou uma forte chuva durante a tarde de ontem aqui em SFX.

    Eu estava no quarto, embaixo das cobertas vendo filmes no computador e cercada pelos cachorros. Sabe aquele dia que a gente pensa: queria estar em casa quentinha vendo televisão? Pois é, eu estava.

    De repente a Joom La começa a latir na sala e se comportar de um jeito diferente. Fiquei preocupada porque parecia que tinha alguém rondando a casa. E fui investigar.

    Nos filmes de terror a gente se pergunta por que o mocinho vai lá fora no escuro ou na chuva ver aquele barulho estranho em vez de ficar na segurança do lar. Então, fui lá fora na chuva.

    Podia ser um serial killer.

    Mas não era. Era um cachorrinho do tamanho da Joom La mas bem magrinho e judiado. Amarelo. Assustado na garagem.

    A gata Manilha olhava o cachorrinho do alto da prateleira com curiosidade.

    Os outros cachorros latiam furiosamente e já estavam encharcados de ficar no gramado tentando ver o invasor.

    O que fazer?

    Peguei uma vasilha de comida e uma de água e fui para a garagem. O cachorrinho fugia de mim. Coloquei as vasilhas no chão e voltei para dentro de casa, ensopada de chuva.

    Já no quarto de novo os latidos continuaram. Levantei-me de novo e fui ver: o cachorrinho estava na minha porta. Pulou o murinho da garagem e veio atrás de mim.

    Nessa hora que você olha o bicho através do vidro da porta e pensa: fo-deu.

    Abri a porta e meus cachorros foram cheirar o novato. Rabinhos abanando freneticamente.

    Ninguém mordeu ninguém. Ninguém latiu para ninguém.

    Eu só pensava em voltar para minha cama e mais um cachorro era a última coisa que eu podia querer.

    Deu uma depressão aguda mais um cachorro.

    Pensei: vire-se cachorrinho. Aí tem comida, cama quente, amiguinhos, tudo que você precisa. Pode explorar a casa a vontade.

    Os outros cachorros imediatamente voltaram à rotina e nem ligaram mais para a novidade. Seguiram-me até o quarto de volta, se instalaram e voltaram a dormir. A Joom La é que ficou mais animada de ter alguém da idade dela e do tamanho dela para brincar.

    Não demorou muito e o cachorrinho tímido já estava no meu quarto.

    Mais um pouco ele subiu na minha cama, no meu colo.

    Deitou na caminha da Joom La embaixo da penteadeira e dormiu tranquilo.

    E essa noite eu dormi cercada por 4 cachorros. O Tai ficou na varanda.

    Minha sensação é que eu estava em uma espécie de favela de bichos. Que meu quarto era um cortiço de cachorros. Confesso que não gostei.

    Ao acordar hoje de manhã minha entourage me seguiu como sempre. Mas agora são 4 me seguindo. É ridículo andar pela casa com 4 bichos atrás. Eu só pensava no Cesar Milan com uma matilha enorme.

    Eu fiquei impressionada como o bichinho novo pegou as manhas da casa em menos de 24 horas. Ele já se comporta como se estivesse aqui há muito tempo.

    E já dei um nome: Pepê. Vem de Pedro Pellegrini, mas eu gosto de Pepê. O Pedro Pellegrini era um vizinho meu quando eu era criança que era apaixonado por cachorros e o sonho dele era ser groomer de cães.

    Eu fui chamando o cachorrinho de um monte de nomes. E quando chamei de Pepê ele atendeu. Foi assim que ele ganhou o nome.

    Como podem perceber, não estou animada com o novo bicho. Estou bem contrariada até. Mas o que eu posso fazer?

    Ao mesmo tempo que o Pepê apareceu aqui em casa acontece um evento na cidade em prol de cachorros abandonados. Uma amiga falou com a organizadora do evento para ver se dava um jeito no Pepê e eles não podem fazer nada. Óbvio que não fazem nada. Óbvio que sobrou para mim. Então, não me venham com palestras, workshops, campanhas sobre cães abandonados se ninguém vai me ajudar a pagar as despesas de mais um cachorro que vai saber não foi abandonado de propósito no meu sítio.

    E sabe o que aconteceria se eu pegasse esse cachorro e levasse na estrada para soltar? Adivinhem. (E eu nunca faria isso para começar.)

    Então, Pepê, bem vindo a esse cortiço.

    Posts Relacionados

  • A Nova Geração Toma Conta
  • Todos em casa
  • Querido Diário
  • Só Para Lembrar: I Love My Car!
  • O Poder da Comunicação


  • Next Page »

    Powered by WordPress | Theme by Roy Tanck
    Liliana Pellegrini. Todos Os Direitos Reservados.