Paz e Sossego

Liliana | Filosofando | Friday, September 11th, 2009

Eu já fui viciada em adrenalina.

Teve uma época na minha vida que se eu não estivesse salvando vidas e abrindo cabeças eu achava todo o resto chato e sem graça.

A mesma coisa com os sentimentos. Se não estivesse visceralmente envolvida com algo ou alguém, a vida era muito chata.

Ninguém pode dizer que minha existência até hoje foi desinteressante. História atrás de história, aventura atrás de aventura. Algumas fui eu fui procurar, outras a aventura me achou.

Mas a gente paga um preço por viver no limite das emoções. Cansa muito e tem o período para se refazer.

Tanta coisa aconteceu comigo durante o último ano que fiquei muito cansada e pela primeira vez desejei na vida paz e sossego.

E tomei algumas decisões. Elas vão desde continuar morando em São Francisco Xavier, voltar a trabalhar na prefeitura, até o que eu quero para mim num relacionamento. Até a forma de me relacionar com meus bichos está mudando. Não quero mais passar o stress que passei com o Gigio no feriado, não quero mais passar stress.

Para quem não conseguia viver sem emoções fortes, sentir a paz e sossego agora é uma experiência bem radical e gostosa.

Eu acredito que isso foi um processo que começou no meu divórcio há quase dois anos e eu demorei esse tempo todo para me achar de novo. E apareceu uma Liliana bem diferente do que eu conhecia. Muito interessante porque uma vez experimentada essa ausência de extremos, não dá mais vontade de sair desses limites confortáveis de paz e sossego.

É possível viver tranquila e feliz.

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  • Pelo Direito De Não Gostar

    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro! | Thursday, September 10th, 2009

    Lanço aqui meu manifesto Pelo Direito De Não Gostar.

    Eu tenho o direito de não gostar de alguma coisa por motivos que só interessam a mim. Sem justificativas, apenas pelo fato de que eu não gostei.

    Explicações racionais e justificativas podem me fazer entender situações e coisas, mas não alteram necessariamente meus sentimentos em relação a elas.

    Posso continuar não gostando da coisa.

    E não me sinto culpada por não gostar de algo.

    E me dou o direito de julgar qualquer coisa que eu não goste como desagradável, pelo simples fato que eu não goste dela. Porque se gostasse, não seria desagradável.

    Também me dou o direito de mudar de opinião em relação a gostar ou não de qualquer coisa a qualquer hora, sem aviso prévio e sem razão nenhuma. Fato que eu não mando em meus sentimentos, apenas na minha razão.

    A situação de não gostar de algo não implica que não se goste do todo. Então, conclamo pelo direito de poder não gostar de algumas coisas dentro de algo em que eu gosto. E vice versa.  Valendo o sentimento predominante.

    (Interessante como as pessoas não gostam que expressemos nossos desgostos.

    Parece que o desgostar é inaceitável.

    Uma pena, porque é no desgostar que acontece a aceitação do outro com seus defeitos.)

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  • Janela Aberta

    Liliana | Filosofando | Thursday, September 10th, 2009

    Eu tenho dormido com a janela do quarto aberta.

    Pode parecer bobagem mas eu nunca havia conseguido dormir com uma janela aberta, mesmo aqui na roça.

    Comecei tímida abrindo a persiana porque tinha necessidade de ficar vendo a vista, o gramado, a minha paineira do lado de fora.

    Mas depois, precisei de ar e abri o vidro.

    E o quarto de encheu de um sopro gelado e fresco. Novo. Saudável.

    E não consegui mais fechar a janela.

    Dizem que quando se fecha uma porta, se abre uma janela ou vice e versa. Verdade.

    Minha vida sempre foi literal. Eu sou uma pessoa literal. As coisas são como são. O que se fala é o que se quer dizer. E o que não se fala significa simplesmente que não se quer falar.

    Eu tenho mais assuntos que eu não quero falar do que os que eu quero. Por isso, fico quieta.

    Ter a janela aberta aberta no quarto me faz acordar com os primeiros raios do sol. E eu vejo a neblina entrando e a grama branca resplandecendo orvalho. Eu gosto e fico feliz de poder apreciar. De ver beleza.

    Mas não foi deus ou ninguém que abriu a janela.

    Fui eu que abri.

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  • O Feriado do Gigio

    Liliana | Bichos Incríveis | Tuesday, September 8th, 2009

    Ontem foi o feriado do meu cachorro. Eu não tive nada a ver com isso.

    Eu, ingenuamente acordei toda animada que ia fazer uma caminhada, como eu gosto de fazer nos finais de semana.

    Tomei um café da manhã gostoso, coloquei uma roupa confortável, calças de moleton branca, camiseta. Arrumei minha mochilinha, o iPod, protetor solar, tirei o Ray Ban há tanto tempo guardado sem uso e me dirigi ao portãozinho.

    Cadelas presas dentro de casa e machos na varanda deitados.

    Agradei a gata na saída e fui embora.

    Daí começa a choradeira do Gigio encostado a cerca.

    Eu aumento o volume do iPod e continuo a descer a estrada íngreme. O dia é meu. Vou almoçar na cidade, ver amigos, andar e espairecer.

    Entretida com a música não percebo que o choro do cachorro parou. Mas eu senti que havia algo errado. Sexto sentido.

    Olhei para trás e lá estava ele andando sorrateiramente atrás de mim, o Gigio.

    Minhas opções eram subir os 400 metros tudo de novo e levar o cachorro a força ou ignorá-lo e tentar ter um bom dia.

    “Você quis vir? Então agora aguente!” E continuei meu caminho.

    Mas mesmo revoltada do jeito que estava ainda não estava preparada para perder um cachorro afogado no rio ou atropelado e passei a tomar conta do bicho que me seguia com dificuldade por causa da idade (12 anos).

    Chegamos ao centro e fomos direto para o restaurante da Nanda e do Will onde eu não pude entrar por causa do cachorro. Mas tomei uma coca-cola, ele tomou água e começamos a volta para casa.

    O dia estava perdido.

    Sol a pino, cachorro vagabundo e malaco sem guia pelas ruas de São Francisco Xavier e eu histérica o chamando e gritando para os carros desviarem do porquera.

    O Gigio se divertiu muito. Pelo menos alguém se divertiu.

    Ele conversou com todos os cachorros da rua, entrou no açougue, na padaria, pediu agrado para os quatro bêbados que estavam sentados no meio-fio da praça. Bêbado por bêbado. E foi andando para a pousada que fica na direção aqui de casa onde tinha um atalho. Porém, o tal atalho estava fechado com um alambrado pelos donos novos do lugar. E a única saída foi me espremer por baixo de uma cerca de arame farpado me arrastando no chão. Com roupa branca.

    A subida da estrada foi de matar. Sem comer, sem água, calorão, não deu outra: tive uma síncope e cai deitada no meio da estrada. E o puto do cachorro vendo eu deitada na estrada e ele na sombrinha da árvore.

    Eu estava tão brava, tão contrariada que nem sei como eu cheguei até a casa.

    Fiquei de mal dos cachorros.

    Até agora não posso nem olhar para eles.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Tuesday, September 8th, 2009

    A gente vai adquirindo a noção de timing com o tempo.

    Mas muitas vezes o timing do timing não chegou.

    Às vezes a gente demora muito para fazer alguma coisa e o timing passou. E às vezes, faz antes da hora num timing péssimo.

    Sabedoria é perceber qual a hora.

    Quando responder um email? Um dia? Dois dias? Onze dias? Péssimo timing. A resposta vira até uma afronta.

    Quando retornar o telefonema? Um dia? Uma semana? Dois meses? Nem sabia mais quem era a pessoa e o número já havia sido deletado do celular.

    Até que ponto é falta de timing ou falta de educação ou falta simplesmente de noção?

    As pessoas acham que os outros estão ali para aguentar qualquer coisa. Não é bem assim.

    Relacionamentos sociais podem ser difíceis mas é só você não fazer com o outro o que não quer que façam com você, que as coisas se esclarecem rapidinho.

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  • Gente Ruim

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Sunday, September 6th, 2009

    Tem pessoas que passam batido na vida da gente. Não cheiram nem fedem.

    Eu acho que não cheirar nem feder é a pior coisa.

    Eu admiro aquelas pessoas que modificam o seu meio e as pessoas em volta com sua presença, com seu jeito, com suas posturas, deixando tudo e todos numa situação melhor do que antes. Eu procuro viver assim.

    É ter uma espécie de consciência de sua importância no mundo, de que você é capaz de fazer e acontecer para os outros e para a sociedade.

    Muita gente vive sem essa percepção por simplesmente não acreditar em si mesmo. E não se dar conta que qualquer ação sua pode atingir outra pessoa e o meio ambiente.

    Daí a gente vê coisas ruins acontecendo e pensa: como tal pessoa pode fazer aquilo?

    Ao se diminuir a própria importância não se diminui as consequências de seus atos. Não é desculpa.

    Em compensação, se nos damos a devida importância, nossos atos adquirem um peso maior e pedem uma responsabilidade maior porque o que fazemos nos extrapola.

    Por isso que gente ruim é tão pequena. Eles já se sentem assim.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho | Saturday, September 5th, 2009

    Na minha situação atual de escritora “to be” não posso deixar de lembrar de duas personagens marcantes na vida de muitas mulheres: Carrie Bradshaw e Frances Meyes.

    Carrie Bradshaw é mais conhecida. É a Carrie, figura principal de Sex And The City, que na série escreve livros sobre relacionamentos e conta sua própria história e de suas amigas à procura do Amor.

    Esse amor de Carrie apareceu como vários homens, mas um deles permeava toda série, Mr Big. Mr Big era o amor verdadeiro mas escorregadio de Carrie. Porém, no final do filme longa-metragem eles se casam e acontece o Happy Ending.

    Já Frances é a escritora que foge para a Toscana e compra uma casa lá após um divórcio muito sofrido. Todo o filme Sob O Sol da Toscana mostra Frances não procurando o Amor, e sim, se refazendo da perda dele.

    A figura masculina do companheiro no final é discreta. Ficamos sabendo que eventualmente o amor apareceu, mas vemos que com ou sem ele, Frances conseguiu ser feliz.

    Eu descaradamente me identifico com Frances. Desde a semelhança por morar num lugar exótico até pelas pessoas que a cercavam e me cercam. Minha história e de Frances são muito parecidas.

    Mas a minha ainda não acabou.

    E enquanto isso, eu escrevo.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Friday, September 4th, 2009

    Eu não gosto de textos longos.

    Eu acho que a pessoa deve saber passar sua mensagem de forma clara e sucinta. Sem enrolação e floreios.

    Só leio textos cheios de letras se forem técnicos ou se tenho uma ligação emocional com o escritor. Daí, eu leio porque me importo com a pessoa e quero saber dela. Fora isso, ou se passa a mensagem com clareza ou eu rolo a tela do computador sem dó.

    Na minha idade eu provavelmente já terei uma opinião sobre todo e qualquer assunto e a opinião de quem eu não conheço não me diz nada. Não acrescenta.

    A não ser que o assunto seja novo. Então, acho importante que se passe informações sobre ele para eu formar minha opinião. Assim, textos informativos são válidos. E comportam uma visão do autor desde que bem feita e breve.

    Para mim, a escrita é como na moda, menos é mais.

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  • Eu adoro calor

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Thursday, September 3rd, 2009

    Eu adoro calor, adoro sol, adoro dias claros com céu bem azul e algumas nuvens branquinhas.

    Fico feliz, feliz.

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  • Respira fundo…

    Liliana | Músicas | Thursday, September 3rd, 2009

    Gostei da música. Tem muito a ver com meu momento.

    Quando eu parei de fumar há uns anos atrás, cada vez que eu sentia vontade de acender um cigarro eu ia para fora, ao ar livre e respirava fundo várias vezes até a vontade passar.

    Funcionou.

    Fiquei sem fumar por 3 anos.

    Não vou parar de fumar agora, mas com certeza é hora de começar a respirar fundo.

    Breathe Today

    “Breathe Today”

    You try your hardest to perfect your explanations…
    You lie until they’ve run out of questions

    You can only move as fast as,
    Who’s in front of you,
    And if you assume,
    Just like them,
    What good will it do,
    So find out for yourself
    So your ignorance,
    Will stop bleeding through.

    Only one thing
    Big enough to fill the void thats inside of you
    It’s just a breath away.
    You can breathe today

    So many lies swirling,
    All around you,
    You’re suffocating,
    The empty shape in you,
    Steals your breath,
    You’re suffocating.

    Logic forces me to believe in this,
    And I have learned to see,
    And I can only say what I’ve seen and heard,
    And only you can choose,
    And every choice you make will effect you,
    Suit your own self.

    You can breathe today

    [x2]
    So many lies swirling,
    All around you,
    You’re suffocating,
    The empty shape in you,
    Steals your breath,
    You’re suffocating.

    Breathe!!!

    Big enough to fill the void that’s inside of you,
    It’s just a breath away.

    [x2]
    So many lies swirling,
    All around you,
    You’re suffocating,
    The empty shape in you,
    Steals your breath,
    You’re suffocating.

    So many lies swirling,
    All around you,
    You’re suffocating,
    The empty shape in you,
    Steals your breath (breath!),

    So many lies swirling,
    All around you (breath!),
    You’re suffocating,
    The empty shape in you,

    Breathe today.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Tuesday, September 1st, 2009

    Estou superansiosa.

    Mandei meu livro para 3 amigas lerem e opinarem. Por enquanto, um silêncio sepucral…

    Enquanto isso, estou no processo de registrá-lo na Biblioteca Nacional, no escritório de Direito Autoral.

    O processo não é complicado não.

    Tem que juntar a papelada toda e mandar por SEDEX e aguardar o parecer.

    O link da Biblioteca, para os interessados é esse.

    Eu já tenho outras obras lá, nunca publicadas. Todos romances.

    Mas esse é diferente.

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