Comemoração

Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Monday, August 31st, 2009

Fazia muito tempo que eu não tinha motivo para comemorar algo aqui na minha casa.

Muito tempo. Acreditem.

Hoje chamei minha família, que se resume ao Seu Zé e a Graça e os bichos e brindamos o fim da primeira parte do meu projeto do livro.

Está escrito, com começo, meio e fim.

Agora é outro tipo de trabalho, talvez mais difícil, publicar. Mas, vamos lá porque nunca fugi de trabalho.

E o segundo livro já está no esboço.

Quem viver, verá.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho | Saturday, August 29th, 2009

    Foder é um verbo muito interessante porque sua grafia varia de acordo com o que queremos dizer.

    Pode ser escrito com “O” ou  ”U”.

    O uso de cada uma desses vogais determina intensidade, requinte, mágoa, raiva, indignação, desprezo, tesão, alegria, sacanagem, etc..

    É bem diverso gritar um “vai se fudê!” de um “vai se foder!”

    “Foda-se” é universal. É com “O”.

    Agora “Fodeu” pode vir como “fo-deu”, duas palavras, ou “fudeu”, mais íntimo.

    “Vamos foder” não é tão gostoso quanto “vamos fudê”. Mas ambas as formas se aplicam dependendo da intenção.

    Eu prefiro particularmente “vai se fudê”. Expressa melhor meus sentimentos. Além do mais pode ser usada em diversas ocasiões de significados diametralmente opostos.

    Eu admiro muito esse verbo tão versátil. Ele dá imperativos maravilhosos!

    Agora por exemplo, estou entre um “foda-se” e um “vai se fodê”.

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    Liliana | Filosofando | Saturday, August 29th, 2009

    Engraçado. Eu jurava que já tinha escrito sobre Mulheres Alfa aqui no blog.

    Enfim, fiz uma pesquisa e não retornou nada.

    Então vou escrever.

    Eu sempre falo que tem um tipo de mulher que é único: Mulheres Com Cachorros Grandes.

    A mulher pode ter de fato o cachorro grande ou só ter a disposição de ser dona de cachorro grande, dá no mesmo.

    Mas o que significa isso?

    Um cachorro grande é uma fera. Um animal irracional que precisa ser adestrado, contido e se não for, pode ferir de verdade alguém.

    Uma mulher que se dispõe a conviver com um cachorro grande não tem medo. É corajosa. É afirmativa. É segura.

    Sabe que pode ter que enfrentá-lo e que vai vencer.

    É dominante e domina o cão.

    Ele se submete.

    Ter essa energia para submeter um cachorro grande implica numa estrutura interna da mulher muito sólida e especial. É a tal história de ser a Alfa da casa.

    Levar mordida de um poodle, de um maltês, de um pug, é uma coisa. Arriscar levar mordida de pastores, rottweilers, dobermans é outra.

    Estou falando de mulheres que moram sozinhas que não têm (e geralmente não querem) um Alfa Male para manter a matilha em ordem. Ela é o Alfa Male, o Número Um.

    Numa matilha existe o casal Alfa e a Alfa Female é a segunda em comando. Mulheres Com Cachorros Grandes são Alfa Male.

    Não existem muitas mulheres “Alfa Male” por aí.

    Mas elas são menos mulheres? De jeito nenhum. Querem se sentir amadas e protegidas e acolhidas da mesma forma. Porém não se pode negar-lhes sua natureza dominante e isso deve ser respeitado.

    Uma pena que muitos homens se sentem tão intimidados.

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  • Escreva, Liliana, Escreva!

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Saturday, August 29th, 2009

    Dou a mão a palmatória que tenho escrito muito pouco nesse blog.

    Não vou me desculpar nem falar as mesmas coisas que vejo um monte gente escrever justificando o porquê de não estar escrevendo mais no blog.

    A verdade é que tenho escrito bastante. Todo dia, várias vezes.

    Mas não no blog.

    Há alguns meses eu comecei um Diário particular. E tenho escrito nele, para mim mesma, sem a censura que teria que ter no blog.

    E há um mês mais ou menos comecei um livro. Uma proposta diferente que quero terminar. E que espero seja o primeiro de muitos.

    Em breve espero mais novidades e daí sim poderei compartilhar com vocês. :)

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    Liliana | Moda e Beleza | Friday, August 28th, 2009

    Está com pressa ou pior, com preguiça?

    O mínimo de maquiagem que eu não saio de casa sem é um protetor solar misturado com base para dar uma uniformizada na cara, rímel ou máscara e um gloss na boca.

    Fica bem bom.

    Cara de quem se cuida.

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  • Ironia

    Liliana | Músicas | Thursday, August 27th, 2009

    Ironic
    Alanis Morissette

    An old man turned ninety-eight
    He won the lottery and died the next day
    It’s a black fly in your Chardonnay
    It’s a death row pardon two minutes too late
    Isn’t it ironic… don’t you think

    It’s like rain on your wedding day
    It’s a free ride when you’ve already paid
    It’s the good advice that you just didn’t take
    Who would’ve thought… it figures

    Mr. Play It Safe was afraid to fly
    He packed his suitcase and kissed his kids good-bye
    He waited his whole damn life to take that flight
    And as the plane crashed down he thought
    “Well, isn’t this nice.”
    And isn’t it ironic … don’t you think

    (repeat chorus)

    Well, life has a funny way of sneaking up on you
    When you think everything’s okay and everything’s going right
    And life has a funny way of helping you out when
    You think everything’s gone wrong and everthing blows up
    In your face

    A traffic jam when you’re already late
    A no-smoking sign on your cigarette break
    It’s like 10,000 spoons when all you need is a knife
    It’s meeting the man of my dreams
    And then meeting his beautiful wife
    And isn’t it ironic… don’t you think
    A little too ironic.. and yeah I really do think…

    (repeat chorus)

    Well, life has a funny way of sneaking up on you
    And life has a funny way of helping you out
    Helping you out.

    Ironic

    A vida é muito irônica mesmo.

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    Liliana | Músicas | Wednesday, August 26th, 2009

    Não resisti. Com vocês a famosa: “Fodeu…”

    Foi Deus Quem Fez Você (Luiz Ramalho – Amelinha)

    Foi Deus que fez o céu, o rancho das estrelas
    Fez também o seresteiro para conversar com elas
    Fez a lua que prateia minha estrada de sorrisos
    E a serpente que expulsou mais de um milhão do paraíso
    Foi Deus quem fez você
    Foi Deus que fez o amor
    Fez nascer a eternidade num momento de carinho
    Fez até o anonimato dos afetos escondidos
    E a saudade dos amores que já foram destruídos
    Foi Deus
    Foi Deus que fez o vento
    Que sopra os teus cabelos
    Foi Deus quem fez o orvalho
    Que molha o teu olhar, teu olhar
    Foi Deus que fez as noites
    E o violão planjente
    Foi Deus que fez a gente
    Somente para amar, só para amar

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  • Eu

    Liliana | Músicas | Wednesday, August 26th, 2009

    Apenas Um Rapaz Latino-Americano (Belchior)

    Eu sou apenas um rapaz
    Latino-Americano
    Sem dinheiro no banco
    Sem parentes importantes
    E vindo do interior…

    Mas trago, de cabeça
    Uma canção do rádio
    Em que um antigo
    Compositor baiano
    Me dizia
    Tudo é divino
    Tudo é maravilhoso…(2x)

    Tenho ouvido muitos discos
    Conversado com pessoas
    Caminhado meu caminho
    Papo, som, dentro da noite
    E não tenho um amigo sequer
    Que ainda acredite nisso
    Não, tudo muda!
    E com toda razão…

    Eu sou apenas um rapaz
    Latino-Americano
    Sem dinheiro no banco
    Sem parentes importantes
    E vindo do interior…

    Mas sei
    Que tudo é proibido
    Aliás, eu queria dizer
    Que tudo é permitido
    Até beijar você
    No escuro do cinema
    Quando ninguém nos vê…(2x)

    Não me peça que eu lhe faça
    Uma canção como se deve
    Correta, branca, suave
    Muito limpa, muito leve
    Sons, palavras, são navalhas
    E eu não posso cantar como convém
    Sem querer ferir ninguém…

    Mas não se preocupe meu amigo
    Com os horrores que eu lhe digo
    Isso é somente uma canção
    A vida realmente é diferente
    Quer dizer!
    A vida é muito pior…

    E eu sou apenas um rapaz
    Latino-Americano
    Sem dinheiro no banco
    Por favor
    Não saque a arma no “saloon”
    Eu sou apenas o cantor…

    Mas se depois de cantar
    Você ainda quiser me atirar
    Mate-me logo!
    À tarde, às três
    Que à noite
    Tenho um compromisso
    E não posso faltar
    Por causa de vocês…(2x)

    Eu sou apenas um rapaz
    Latino-Americano
    Sem dinheiro no banco
    Sem parentes importantes
    E vindo do interior
    Mas sei que nada é divino
    Nada, nada é maravilhoso
    Nada, nada é sagrado
    Nada, nada é misterioso, não…

    Na na na na na na na na…

    Belchior – Rapaz latino-Americano

    Eu sou apenas eu.

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  • Adoro Drummond

    Liliana | Admirável Mundo Velho | Sunday, August 23rd, 2009

    Carlos Drummond de Andrade

    Os Ombros Suportam O Mundo

    Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

    Tempo de absoluta depuração.

    Tempo em que não se diz mais: meu amor.

    Porque o amor resultou inútil.

    E os olhos não choram.

    E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

    E o coração está seco.

    Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

    Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

    mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

    És todo certeza, já não sabes sofrer.

    E nada esperas de teus amigos.

    Pouco importa venha velhice, que é a velhice?

    Teus ombros suportam o mundo

    e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

    As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

    provam apenas que a vida prossegue

    e nem todos se libertaram ainda.

    Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

    prefeririam (os delicados) morrer.

    Chegou um tempo em que não adianta morrer.

    Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

    A vida apenas, sem mistificação.

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  • Sobre Suicídio

    Liliana | Admirável Mundo Velho | Sunday, August 23rd, 2009

    Quando eu tinha 17 anos um primo ficava me telefonando nas horas mais estranhas para conversar sobre o nada.

    Eu sempre tive paciência com as pessoas. Acho que já era meu lado médico de entender o sofrimento do outro.

    Mas esse primo telefonava para todos os outros primos e geralmente recebia uma negativa. “Fulano não está.” “Fulano está ocupado.” Porque todo mundo falava por trás que ele era muito chato. E ninguém aguentava o chato. Ninguém queria falar com o chato.

    Ele era um rapaz bonito, de família muito boa, inteligente.

    Uma noite, chegou de uma festa vestindo blaser e tudo e subiu até o último andar do prédio.

    Lá, tirou o blaser e dobrou direitinho na escada e se atirou pela janela.

    A mãe dele estava acordada na cozinha esperando o filho chegar e ouviu um grito de algo caindo.

    Era o filho.

    A notícia do suicídio dele foi um tapa na cara de todos os primos que se recusaram a falar com ele e o chamaram de chato.

    “Por que eu não atendi aquele telefonema?”

    Esse foi o primeiro suicídio que me marcou.

    O segundo eu já era médica e uma parente de uma amiga, uma mulher de meia idade que tinha apartamento no mesmo prédio que minha família na praia pegou uma faca de pão, daquelas serrilhadas e abriu sua barriga e se deu várias facadas no peito.

    Ela foi levada para o hospital onde eu fazia residência ainda viva e me pediram para acompanhar o caso. Eu a visitava todos os dias.

    O corte na barriga fez com que todos os órgãos internos saíssem para fora.

    Passado uns dias internada no hospital, ela se jogou da janela do quarto caindo na marquise da entrada do prédio e abrindo todos os pontos. Não morreu. Pegou uma infecção e ficou meses internada até se recuperar. Nunca mais soube dela.

    Nesse caso da mulher das facadas eu só conseguia vê-la como um caso cirúrgico e não sei dizer se houve cuidados psiquiátricos depois. Pelo menos até ela pular do prédio não estava sendo tratada como paciente psiquiátrica, pelo jeito.

    O terceiro suicídio que me marcou foi um caso na neurocirurgia de um homem que se deu 5 tiros na cabeça e não morreu.

    Ele estava desesperado sem dinheiro e foi até a garagem do prédio com um revólver e deu um tiro num ouvido. A bala entrou e encravou no osso. Ele ficou surdo mas não morreu. Então, deu outro tiro no outro ouvido, de novo, a bala encravou no osso e não morreu. Ficou surdo dos dois ouvidos. E ele não desistiu: deu um tiro na têmpora, a bala cortou o nervo óptico e ele ficou cego de um olho. Deu outro tiro na têmpora, ficou cego do outro olho. Por fim, deu um tiro na boca e a bala passou raspando na base do cérebro e se alojou no cerebelo. Não morreu. E aí entrou minha equipe.

    Imaginem o quanto a gente deu de risada por causa da incompetência do suicida que se deu 5 tiros na cabeça e não morreu. (Médicos podem ser cruéis.)

    Mas a abordagem desse paciente foi bem diferente: ele realmente queria morrer. Então, tomamos todas as medidas necessárias para que ele não conseguisse se matar enquanto internado sob nossos cuidados. E eu pessoalemente exigi um acompanhamento psiquiátrico para ele, além de janelas trancadas.

    Ele acabou morrendo de meningite um bom tempo depois após uma longa internação, por causa dos ferimentos.

    Quando eu ouço falar de suicídio eu lembro desses três casos. Claro que já presenciei muitos outros: enforcamentos, quedas de altura, overdose de medicação.

    Teve até um que se jogou na frente de um trem.

    Quando se chega ao ponto de querer de matar e se escolhe ficar vivo, cada dia é uma reafirmação dessa escolha.

    A gente vive só e morre só.

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  • Quem é o mais inteligente?

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta,Bichos Incríveis | Thursday, August 20th, 2009

    Todas as listas de inteligência de cachorros colocam o Chows Chows nos últimos lugares, como uma raça burrinha.

    Eu discordo.

    O Chow Chow se fosse gente seria considerado muitíssimo inteligente.

    Explico.

    Quando a gente pede para um Chow Chow fazer alguma coisa, por exemplo: Tai, entra!

    O Tai chega até a porta, para e pensa: quero entrar ou não?

    A gente vê a carinha dele raciocinando para saber qual a vontade dele.

    Daí, ele decide: vou entrar x não vou entrar. E acaba fazendo o que ele quer.

    Nós humanos somos burros muitas vezes porque fazemos coisas que não temos a mínima vontade.

    Um mané qualquer dá um ordem: faz tal coisa e a gente pula e faz.

    Não raciocina que nem o Tai.

    Eu vou fazer tal coisa só porque fulano falou? Só porque os outros estão fazendo também?

    Cadê o raciocínio, a discriminação se a coisa é boa para nós ou não? Se é isso mesmo que eu quero?

    E tem mais: eu sou a líder suprema da vida do Tai. Dou comida e água, carrego ele quando ele se entala e não consegue se mexer, sou a fonte única de carinho, enfim, sou a coisa mais importante da vida dele. Ou seria, se ele não se considerasse ele próprio a coisa mais importante da vida dele.

    Se ele pensa antes de me obedecer, eu que sou tudo para ele, por que a gente vai sair seguindo e fazendo o que qualquer um que não é na verdade nada para nós diz para fazer?

    O Tai é um milhão de vezes mais inteligente do que a maioria das pessoas que vejo por aí.

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  • Dia Difícil

    Liliana | Admirável Mundo Velho | Wednesday, August 19th, 2009

    O dia começou normalmente como começa qualquer outro dia. Levantei, a cachorrada veio atrás de mim e fomos para a cozinha dar bom dia para a Graça e tomar o café com leite.

    Eu deixo o computador em cima da mesa enquanto tomo café para ir lendo as notícias, os feeds, me inteirar das coisas antes de começar a fazer o que tenho que fazer.

    O Skype pulava no Dock do Mackbook mostrando que tinha alguém querendo falar comigo.

    Fui ver, era um tarado do outro lado do mundo que bloqueei em seguida.

    Mas o Skype ficou ativo e vi que tinha muitos créditos para usar.

    E resolvi usar.

    Telefonei para os Estados Unidos para perguntar como ia minha amiga já que ela não deu mais notícias.

    Daí meu dia acabou.

    Uma hora conversando com ela e eu queria mais era pegá-la no colo ou lhe dar uns tapas tudo ao mesmo tempo.

    Tudo que eu falei deve ter entrado por um ouvido e saído pelo outro.

    Eu entendo que cada um tem seu tempo de metabolizar as coisas.

    Eu demorei meu tempo mas entendi o recado.

    Ela também vai.

    Quem ama não vai embora. Muito simples.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta,Bichos Incríveis | Monday, August 17th, 2009

    Eu escrevi um post enorme sobre “Limites” fazendo um paralelo entre minha caminhada pela estradinha com meu cachorro velho e a gente se machucar fazendo certas coisas. O post foi apagado sem eu querer.

    Gostei do post. Sem modéstia fiquei satisfeita porque refletia exatamente o que eu estava sentindo naquele instante.

    Pela primeira vez eu não estou fazendo algo que eu sempre costumava fazer e acabava me machucando depois.

    Finalmente tinha aprendido a lição.

    A gente é tão acostumado a repetir comportamentos e esses comportamentos têm sempre o mesmo resultado que no fim, a gente até espera se machucar.

    Não parece ser uma coisa muito inteligente.

    Mas quem disse que é coisa da razão?

    A não-ação é algo ativo também. A gente tem que fazer força para quebrar os hábitos.

    E a ausência do mal-estar é um bem-estar.

    Enfim, meu cachorro quis fazer uma caminhada e ele não tem mais idade para isso e acabou mancando, chorando e todo dolorido porque passou por baixo da cerca e me seguiu quando não devia.

    Eu tenho outro cachorro que já sabe seu limite e nem tenta caminhar comigo.

    Quantas vezes o Gigio vai ter que sentir dor até perceber o que pode ou não fazer?

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    Liliana | Admirável Mundo Velho | Sunday, August 16th, 2009

    Pimenta nos olhos do outro arde?

    Arde.

    Se você se importa com o outro.

    Se não se importa, não arde não.

    Hoje fui acordada por uma chamada com más notícias de uma amiga e fiquei bem triste.

    Ardeu bastante e ainda arde.

    Mesmo já tendo passado por situação semelhante a dela, me surpreendi por ter ficado tão triste.

    - Isso passa, Liliana?

    - Passa.

    - Quando?

    - Ah, não sei…

    O importante é a gente ter quem sinta o ardido também junto.

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  • Novela

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Friday, August 14th, 2009

    - Liliana, você tem livro sobre psicopata?

    - Por que?

    - Você não assiste novela mas tem uma pessoa que eu acho que é psicopata por causa da novela.

    - Me explique.

    - Essa pessoa já me prejudicou muito, já fez um monte de coisas…

    - Minha grande dúvida é: porque você ainda convive com essa pessoa e a recebe dentro de sua casa?

    - ?

    - Eu não gosto de novelas porque elas mostram situações que não deveriam acontecer na vida real e as pessoas veem na novela e acham que devem imitar. Quantas vezes você viu gente na novela se estapear e logo depois estar conversando normalmente? Se alguém me estapeasse ia ser algo gravíssimo, coisa de nunca mais olhar na cara não importa quem fosse. Mas na novela, tem que ter estória e os mesmos personagens por isso um faz coisas horríveis com o outro e eles continuam convivendo. Na vida real não precisa ser assim. A gente não precisa conviver com quem nos faz mal. É simples, não é novela.

    - Poxa…

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