Aniversário do Pouso da Apolo 11 na Lua

Em primeiro lugar, eu já existia quando o Homem foi para a Lua pela primeira vez.

Posto que sou velha, o pouso do módulo lunar entre os dias 20 e 21 de julho de 1969  foi uma das coisas mais importantes que marcou minha infância e minha vida.

Quem me conhece sabe que eu tenho uma memória igualzinha daquela peixinha do Procurando Nemo, acho que é Dory, não lembro o nome. Porém, eu me lembro perfeitamente da cena daquele dia tão especial há 40 anos.

Nós morávamos numa casa em cima da casa de meus avôs paternos e eles tinham uma televisão num sala que ficava na parte de trás perto do quarto. Não sei como eu sabia, não lembro dos detalhes, mas eu fui assistir o pouso ao vivo na casa deles e ninguém mais da família se interessou.

Eu vi os astronautas darem seus primeiros passos absolutamente sozinha e sem ter com quem dividir minha excitação. E admirada que tal fato não tivesse despertado o interesse de mais ninguém.

Lembro da televisão, lembro das imagens preto e branco, lembro dos chiados da transmissão e lembro como eu fiquei exultante achando a coisa mais maravilhosa do mundo.

Foi nessa idade que resolvi ser astronauta e dediquei os anos seguintes para isso, porque eu achava de verdade que tudo era possível.

Meu sonho passou a ser estudar no MIT ou ser a primeira mulher no ITA. E eu estudava para isso. Era o jeito que eu via de me tornar astronauta.

Aos 12 anos de idade tive a oportunidade de conhecer um projeto novo da NASA no Cabo Canaveral. Eles chamavam de Space Shuttle e estava sendo desenvolvido. Visitei o hangar monstruoso e as torres de lançamento e foi uma das sensações mais incríveis.

Eu faria qualquer coisa para ser astronauta.

Meu sonho acabou por causa de um par de óculos.

No primeiro ano do colegial, quando eu estudava na área de Exatas, percebi que não enxergava bem de longe.

Na época, os astronautas eram simplesmente perfeitos, não podiam se dar ao luxo de usar óculos.

E ao colocar meus óculos de míope desisti.

Juro que no ano seguinte do colégio fiquei perdida, porque eu nunca tinha pensado em fazer mais nada além de ser astronauta. Mudei de escola para o colégio mais fraco e alternativo que eu conhecia e baguncei o ano todo.

Um parênteses…

Nesse colégio eu era amiga dos nerds, claro, e um amigo meu, ficou milionário com um programa que ele desenvolveu para o então uso de PABX e telefonia. Um garoto, no segundo colegial bolou um jeito de rastrear cada ligação de cada extensão de PABX. Bem legal. Esse programa foi vendido no mundo todo e isso era 1978.

Ah, já falei demais…

Olha, para quem ainda insiste que o pouso na Lua não aconteceu… Ah! Vai se catar!

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  • 3 Comments »

    1. Pois é, comigo aconteceu mais ou menos do mesmo jeito.
      E agora, essas pessoas que não acreditam. É mole?
      Está provado que São Jorge não é corintiano, e que o dragão…, bem, o dragão não é tudo aquilo.

      Responder

      Comment by Toninho Moura — July 20, 2009 @ 9:13 pm

    2. Liliana,
      Nossa como me lembro dessa época.
      Quando vc foi visitar a NASA , trouxeram para o Ricardo um astronauta feito de pano e durante longos anos ele não dormia sem o astronauta.
      Bons tempos.É muito bom recordar momentos alegres.
      Mil beijos

      Responder

      Liliana reply on July 25th, 2009 12:20 pm:

      Zelinda, que saudades!
      Beijos!

      Responder

      Comment by Zelinda — July 25, 2009 @ 2:17 am

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