Kennedy, Diana e Michael
Eu simplesmente acho interessantíssimo esses fenômenos sociais mundiais.
Ontem, como uma grande parcela da população mundial acompanhei o Memorial para Michael Jackson na televisão.
Nunca fui grande fã, não tenho nenhuma música dele em casa, sempre fiquei do lado daqueles que o achavam esquisito para dizer o mínimo e não achava santo de jeito nenhum. Porém, a mobilização mundial em torno de usa morte me pegou também. Se você estava vivo em 2009, acompanhou a morte de Michael Jackson. Foi um acontecimento de proporções planetárias. E só por isso já valia a pena estar inserida na corrente de informações.
Tarde da noite vi uma discussão na TV quando se perguntavam se mais alguém teria essa capacidade de mobilização mundial. Vem a cabeça alguém como Obama, por exemplo. E isso me remete a Kennedy e a Princesa Diana.
Quando Kennedy, o presidente morreu, a informação viajou o mais rápido possível para a época e todo o mundo sentiu o choque. Fotos do cortejo fúnebre estamparam todos os jornais pelo mundo e as pessoas sempre se lembrariam onde estiveram quando receberam a notícia.
Mais de vinte depois, a Princesa Diana sofre um acidente de carro em Paris numa madrugada e pudemos acompanhar ao vivo, pela televisão tudo, desde o resgate até o monumental enterro. Foi outro fenômeno mundial dessa vez com uma cobertura mais ágil.
A diferença na morte de Michael Jackson é que temos a internet hoje e as informações além de viajarem numa velocidade maior ainda, nos permitiram participar ativamente com opiniões e difusão de notícias.
Essas três mortes marcaram períodos diferentes de participação popular no consumo da informação.
O que elas têm em comum é a necessidade da pessoa média de fazer parte de algo maior que ela e a necessidade de conexão com a humanidade como um todo.
A morte é um assunto que mobiliza sentimentos muito básicos e requer respostas de conforto frente a nossa própria finitude. Fazer parte de um fenômeno mundial lidando com o mesmo tema transforma essa experiência em algo mais fácil pois não estamos sós.













