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Liliana | Admirável Mundo Velho | Friday, July 31st, 2009

Vocês já repararam que tem aquelas pessoas que quando te perguntam como você está, você sempre responde “tudo bem”?

Mesmo que você esteja com um pedaço de ferro enfiado no peito, empalada num tronco, presa por correntes num esconderijo de serial killer, você sempre vai responder que “está tudo bem”.

E tem aqueles que perguntam como você está e você responde sinceramente.

E conforme sua resposta, vão mover mundos e fundos para deixar você bem.

Sabedoria é saber distinguir um tipo do outro.

Eu ainda estou aprendendo.

Vocês já sabem diferenciar?

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    Liliana | Filmes, TV e Séries | Thursday, July 30th, 2009

    E ontem foi a grande final do Cãobeleireiros (Groomer Has It).

    E eu cheguei a conclusão que este programa foi o mais politicamente correto que eu já vi na televisão.

    Por que?

    Porque tratou todo mundo igualmente.

    Todas as minorias estavam representadas e nãos se via diferença entre elas. Eram todos Groomers.

    O próprio apresentador do Programa é gay assumidíssimo, o Jay do Queer Eye.

    E o que importava se alguém ali era gay, latino ou mulher ou negro? Nada em absoluto.

    Destaco no episódio final a atenção que deram para o Parter de um dos finalistas que teve o mesmo destaque que a família normalzinha de mamãe e filhinho do outro finalista.

    Realmente foi um programa muito legal de ver e uma aula sobre considerar todos iguais.

    Nós somos iguais. E para mim, ser politicamente correto não é ficar balançando bandeiras e sim tratar o outro como o outro é: um ser humano como eu. Normal.

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    Liliana | Blogworld | Wednesday, July 29th, 2009

    Teve o caso do Entei que o Paulo explicou magnificamente bem aqui.

    Resumindo, um sujeito tem um arquétipo dentro de si que o faz se sentir bem, o acalma. E ele repete para si mesmo: calma, tá tudo bem agora. Mas esse ser psicológico é um Pokemon.

    Fico aqui pensando: qual a diferença de conversar com o Entei e conversar com o anjo da guarda, o santo, deus, o espirito de luz, ou a hello kitty?

    Todo mundo riu do sujeito do Pokemon.

    Eu não dou risada de funções psicológicas que nos fazem bem.

    Eu tenho a minha: eu converso comigo mesma e eu respondo. E eu me acalmo. Falo coisas para mim e falo também: calma, tá tudo bem agora!

    Cada pessoa precisa de uma figura interna que a reafirme. Por isso entendo perfeitamente a necessidade de religião de tanta gente.

    Mas desde que o mundo é mundo não escolhemos como essas funções psicológicas nos aparecem. Religião não é unanimidade. Tem várias. E tem Pokemons, tem Obi Wan, tem o Príncipe Encantado, tem a Pequena Sereia, tem a Madonna, o Michael Jackson… Vai saber como aquela parte de sua mente que te faz sentir bem vai se apresentar para você.

    Por isso, eu não julgo a mente do outro. Posso achar o funcionamento interessante, mas sem preconceito.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Monday, July 27th, 2009

    Eu queria contar uma coisa que aconteceu comigo ontem porque isso ficou me incomodando para caramba.

    Mas não importava a forma de escrever não ia dar o mesmo efeito nem chegar perto de como me senti.

    Resolvi não escrever nada, deixar pra lá e assistir o episódio novo de True Blood.

    Vi a cena inicial e parei.

    Fechei o aplicativo e corri aqui para WordPress.

    Nela, Eric está num bar de um hotel de vampiros, chupando o sangue do pescoço de uma moça muito bonita.

    Ela parece estar gostando e solta: “Oh, yes, baby!”

    Eric imediatamente solta o pescoço dela e fala: Baby? Eu tenho mil anos de idade! E totalmente broxado manda a moça embora.

    Era essa a sensação que eu queria descrever.

    Exatamente.

    Por isso, estejam avisados, rapazes: “Baby? Eu tenho mil anos de idade!”

    E tenho dito.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Saturday, July 25th, 2009

    Hoje acordei cantando e quando me vi cercada de animaizinhos na cozinha querendo leitinho e olhando para mim com lindos olhos redondos  lembrei imediatamente da Princesa Aurora.

    Daí me toquei: estou me sentindo uma princesa de contos de fadas.

    Passarinhos cantam lá fora, bichinhos peludos e fofinhos vem se aninhar ao meu lado e nem sinal da bruxa malvada.

    A Princesa Aurora, que é A Bela Adormecida para quem não é versado em princesas, é minha favorita.

    Temos muita coisa em comum. Ela foi durante anos meu arquétipo preferido feminino e quem me impulsionava a sair do sono da adolescência para o acordar da vida adulta.

    Com o tempo aprendi que o Príncipe era só outro arquétipo que devia achar dentro de mim mesma. E não um fulano que ia me salvar de um feitiço de uma vida chata num cavalo branco. A grande sacada do Príncipe é saber que ele está dentro de nós, mulheres. Assim como os homens têm sua Princesa interna.

    Mas Aurora foi viver no bosque com as fadas madrinhas por alguns anos para não ser picada pela roca e cair em sono profundo. Lá, seus amigos eram os animais.

    E foi no bosque, por acaso, que conheceu o Príncipe, que não sabia que ela era uma princesa mas se apaixonou mesmo assim. Na vida real isso significa o período de recolhimento de cada pessoa e o contato com seus instintos mais básicos, os animais, o período de formação da pessoa. Quando a Aurora se conhece e se transforma numa linda mulher.

    Os homens têm períodos semelhantes. Eles veem de relance a bela mulher, se apaixonam e depois a perdem para então trilharem outro tipo de aventura para no final reencontrar a mulher objeto de seu amor.

    Nos dias atuais, acredito que as aventuras do homem e da mulher são muito parecidas. Ambos precisam ter seu recolhimento na floresta e ao mesmo tempo matar o dragão. Só então estão prontos para unirem os dois arquétipos masculinos e femininos tanto dentro de si como na vida do lado de fora.

    Eu adoro contos de fadas. Eles ensinam as regras da vida e do crescimento individual. É só saber ler.

    Analisando minha sensação de ser Aurora na floresta, percebo que meu lado masculino está trabalhando em silêncio, longe de minha consciência, não estou vendo o Príncipe agora. Mas eu sei que ele existe.

    E tudo são fases. Não importa que eu seja um mulher de meia idade para me sentir uma princesa, é a fase. E temos que respeitar o momento de cada fase. Já passei por fases assim antes, assim como tenho certeza que todos vocês passaram, mesmo sem saber. O final da fase marca o reencontro do Príncipe com Aurora. Aurora acordando para a vida. E geralmente esse reencontro acontece em sonhos quando sonhamos com uma figura masculina, no caso da mulher ou feminina no caso do homem.

    Minhas noites, por enquanto não tem sonhos. Mas na hora certa, quando eu estiver pronta, eles virão.

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    Liliana | Filmes, TV e Séries | Friday, July 24th, 2009

    Acabei de ver um filminho que é uma graça: He’s Just Not That Into You.

    Tipo do filme que tem que ver, rever, decorar, contar para os amigos e se necessário tatuar num local bem visível para não esquecer.

    O site do filme tem o “Quiz” que tem que fazer. Façam para os dois sexos. E vejam o resultado.

    Daí, vejam o filme de novo e olhem sua tatuagem.

    Com licença que vou ver o filme de novo…

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    Liliana | Viagens | Thursday, July 23rd, 2009

    Vendo as notícias sobre a Costa Rica, me lembro de um episódio que aconteceu na minha viagem ao Egito.

    Uma senhora muito fina veio me perguntar se eu podia ajudá-la com a filmadora nova. Ela não sabia mexer e queria aprender.

    Eu dei uma olhada básica no manual e expliquei o funcionamento.

    A mulher ficou muito contente e queria retribuir de todo jeito minha atenção.

    - … eu sou da Costa Rica e você tem que ir me visitar lá! Você será minha convidada e eu vou te mostrar o país todo! Meu nome é …. e é só chegar no prédio da TV da Costa Rica. A Costa Rica e um país maravilhoso, lindo…

    E eu: mas como assim é só chegar no prédio da televisão da Costa Rica? Você trabalha lá?

    - Ora, querida, jo soy la dueña!

    Essa frase “jo soy la dueña” virou um bordão para mim por um bom tempo.

    E o negócio continuou:

    - Onde você está hospedada?

    - Estou no XXX.

    - Ah, eu estou no YYY. Que pena que não está no meu hotel. Ele é meu mesmo, eu tenho uma rede hóteis e viajo o mundo para ver como eles vão indo.

    - Que bacana! (Vou falar o que, né?)

    Mas a mulher gostou mesmo de mim e ficou insistindo vários dias para eu ir com ela para a Costa Rica. Naquela época eu era mais boba e não fui.

    Hoje, no entanto…

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    Liliana | Moda e Beleza | Wednesday, July 22nd, 2009

    Fui até o Postinho de Saúde pegar seringas para a gatinha Manilha que está gripadinha e começou a tomar antibióticos.

    Quando entrei, a mulherada toda elogiava e perguntava:

    -Quem fez sua maquiagem?

    - Eu, ué! (Como se eu fosse num maquiador profissional em São Francisco Xavier no meio da tarde para passear pela cidade…)

    Elas já tinham falado que eu estava com “cara de rica” da outra vez. Dessa vez, os elogios foram maiores ainda a ponto de acharem que eu tinha contratado um profissional.

    Dou a mão a palmatória, eu fiquei um bom tempo morrendo de preguiça de me maquiar. Nem parecia aquela mocinha que acordava supercedo para ir toda maquiada para o Centro Cirúrgico.

    Enfim, o gosto de me maquiar voltou. E a diferença é gritante.

    O astral muda de fato. A gente se sente bem. É um capricho com a nossa pessoa.

    Talvez eu faça uns vídeos sobre isso. Ainda não sei. Encomendei um tripé no Dealextreme e quando ele chegar vou considerar a hipótese de filmar uns tutoriais.

    Por um lado penso nos meus leitores homens que devem achar tudo isso uma chatice. Queridos, não esqueço de vocês!

    Então, minha primeira dica é para os meninos.

    Rapazes, vocês acham que é só mulher que fica com rugas, pele maltratada e pelos sobrando na cara? Nanina. E não precisa ser metrossexual para ficar bonitinho.

    Tanto homens como mulheres devem ter uma rotina de cuidados com o rosto.

    Limpar bem o rosto é o primeiro passo. Conheço caras que tem aqueles pontos pretos horríveis nos poros por pura falta de limpeza adequada. Uma buchinha no banho dá um jeito nisso. Se quiser, pode esfoliar de vez em quando também. Esfoliar é tipo passar algo com poder de lixa na pele para tirar a sujeira encravada e a pele morta.

    Daí, um protetor solar com hidratante depois para não dar rugas de sol e luz.

    Tem uns produtos para a área dos olhos específicos para homens. Esses eu recomendo para os mais velhos, que já tem alterações de idade nas pálpebras.

    Mocinhos tem que usar o protetor solar e hidratar apenas. Não gasta nem dois minutos fazendo isso depois do banho.

    Isso é o básico e dá uma diferença boa.

    E vocês querem saber por que falaram que eu tinha cara de rica? Por causa da base de maquiagem. Preparar a pele e passar a base direitinho é o segredo. Mas isso é assunto para outro post.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Wednesday, July 22nd, 2009

    Acordei tomando o maior susto: meu computador estava mortinho. Mil coisas passaram na minha cabeça, desde o destino cruel me sacaneando até planejando uma viagem para São Paulo na assistência técnica. No fim, era o mais banal e ridículo: a fonte dele pifou durante a noite (depois de ter sido comida pela Joom La e remendada inúmeras vezes) e ele descarregou.

    Peguei a fonte reserva e aqui estou com computador funcionando normalmente.

    Corri e fiz o backup no Time Machine porque é claro fazia 2 meses que eu não realizava backup.

    Engraçado como muitas vezes temos o reflexo de pensar no pior e tomar atitudes descabidas e malucas.

    E é nosso ego bagunçado que nos faz escolher as saídas mais confusas.

    Eu sempre digo que a gente tem que fazer um reality check constante para analisar o que de fato está acontecendo porque se deixarmos para nossa cabeça, no susto, ficamos a mercê de nossas neuroses e loucuras.

    É o famoso “pare e pensa”.

    Quantas atitudes absurdas deixariam de ser tomadas se a gente simplesmente parasse e pensasse sobre o assunto.

    O que é real? O que é da minha cabeça? O que é neurose?

    E na dúvida eu pergunto: isso é assim mesmo? Você quis dizer exatamente o que? O que está acontecendo?

    Constatar o que é real implica em aceitar que não se sabe tudo. Humildade basicamente.

    E conhecer a realidade também significa conhecer a própria realidade. Como sou? Do que eu gosto? Por que eu faço isso? Quais são minhas qualidades e quais as minhas falhas que eu posso melhorar?

    Viver é um movimento, é algo extremamente dinânico.

    Ficar rígido e cristalizado numa postura única sem analisar a realidade de si e do meio é o equivalente a manter os mesmo sofrimentos indefinidamente. É estar morto e no Inferno.

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  • Aniversário do Pouso da Apolo 11 na Lua

    Em primeiro lugar, eu já existia quando o Homem foi para a Lua pela primeira vez.

    Posto que sou velha, o pouso do módulo lunar entre os dias 20 e 21 de julho de 1969  foi uma das coisas mais importantes que marcou minha infância e minha vida.

    Quem me conhece sabe que eu tenho uma memória igualzinha daquela peixinha do Procurando Nemo, acho que é Dory, não lembro o nome. Porém, eu me lembro perfeitamente da cena daquele dia tão especial há 40 anos.

    Nós morávamos numa casa em cima da casa de meus avôs paternos e eles tinham uma televisão num sala que ficava na parte de trás perto do quarto. Não sei como eu sabia, não lembro dos detalhes, mas eu fui assistir o pouso ao vivo na casa deles e ninguém mais da família se interessou.

    Eu vi os astronautas darem seus primeiros passos absolutamente sozinha e sem ter com quem dividir minha excitação. E admirada que tal fato não tivesse despertado o interesse de mais ninguém.

    Lembro da televisão, lembro das imagens preto e branco, lembro dos chiados da transmissão e lembro como eu fiquei exultante achando a coisa mais maravilhosa do mundo.

    Foi nessa idade que resolvi ser astronauta e dediquei os anos seguintes para isso, porque eu achava de verdade que tudo era possível.

    Meu sonho passou a ser estudar no MIT ou ser a primeira mulher no ITA. E eu estudava para isso. Era o jeito que eu via de me tornar astronauta.

    Aos 12 anos de idade tive a oportunidade de conhecer um projeto novo da NASA no Cabo Canaveral. Eles chamavam de Space Shuttle e estava sendo desenvolvido. Visitei o hangar monstruoso e as torres de lançamento e foi uma das sensações mais incríveis.

    Eu faria qualquer coisa para ser astronauta.

    Meu sonho acabou por causa de um par de óculos.

    No primeiro ano do colegial, quando eu estudava na área de Exatas, percebi que não enxergava bem de longe.

    Na época, os astronautas eram simplesmente perfeitos, não podiam se dar ao luxo de usar óculos.

    E ao colocar meus óculos de míope desisti.

    Juro que no ano seguinte do colégio fiquei perdida, porque eu nunca tinha pensado em fazer mais nada além de ser astronauta. Mudei de escola para o colégio mais fraco e alternativo que eu conhecia e baguncei o ano todo.

    Um parênteses…

    Nesse colégio eu era amiga dos nerds, claro, e um amigo meu, ficou milionário com um programa que ele desenvolveu para o então uso de PABX e telefonia. Um garoto, no segundo colegial bolou um jeito de rastrear cada ligação de cada extensão de PABX. Bem legal. Esse programa foi vendido no mundo todo e isso era 1978.

    Ah, já falei demais…

    Olha, para quem ainda insiste que o pouso na Lua não aconteceu… Ah! Vai se catar!

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Sunday, July 19th, 2009

    - Nossa, Liliana! Que cara de rica!

    Eu dei risada.

    Estava vestindo um calça esportiva com camiseta e tênis e me falam que eu estava com “cara de rica”.

    Mas o que significa “cara de rica”?

    Significa cara de quem tem tempo para se cuidar.

    Tempo é dinheiro e se você tem tempo para parar e dar um trato no rosto, no cabelo, você é rica. Foi o que entendi.

    Mas qualquer pessoa pode ter “cara de rica”, ou “rico”.

    A grande diferença é o momento que você tira para olhar para si mesmo e analisa “como vou ficar melhor?”

    É o pensar em si mesmo que diferencia. É o capricho com a própria pessoa.

    Meu guru, Tim Gunn, diz que “se você está com uma roupa que parece que você não queria sair da cama, não saia da cama! Fique em casa.”

    Assim, se você vai se mostrar para o mundo, procure mostrar o melhor de si. E nesse melhor incluo tanto o visual como seu emocional/psicológico. Se você não está no seu melhor, às vezes é prudente ficar recolhido em casa até momentos mais propícios.

    Por outro lado, acho muito interessante esse fenômeno de exposição online. As pessoas querem aparecer. Seja por blog, twitter, outras redes sociais não importa. E essa necessidade de exposição muitas vezes vem justamente nas horas que a pessoa deveria se recolher e se organizar. Então, sua exposição para o mundo vira um pedido de socorro literal. “Olhe para mim”. “Valide minha existência através de seu reconhecimento.”

    Deveras interessante.

    Eu, do meu lado, tenho momentos de introversão e extroversão respeitando se estou no meu melhor.

    E vocês?

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Sunday, July 19th, 2009

    Tenho uma amiga aqui em São Francisco que tem muitas coisas em comum comigo: é divorciada, mora sozinha num sítio no mato com cachorros, tem a minha idade, tem um jipe Willis preto que é uma gracinha, enfim, a gente tem muita coisa em comum e eu gosto muito dela.

    Como estamos na mesma situação, sozinhas, sem família, no fim uma conta com a outra.

    Pois eu estava tentando falar com ela há várias semanas. Um mês para ser exata. E o celular só caia na caixa postal.

    No começo, achei que era por causa da recepção do celular no sítio dela que é horrível. É superdifícil fazer ligações de lá e não tem telefone fixo.

    Continuei insistindo e sempre a tal caixa postal. Daí achei que ela tinha ido viajar, visitar os parentes na Europa ou coisa assim.

    Mais semanas se passaram e nada.

    Ontem decidi investigar o que tinha acontecido porque já estava imaginando que minha amiga tivesse morrido ou algo trágico. Fiquei realmente preocupada porque nem sinal dela pela cidade também.

    Quando subo a estradinha da casa dela a encontro conversando com o veterinário que tinha acabado de sair aqui de casa trazendo a Manilha operada.

    Ela visivelmente estava muito bem. E foi um alívio.

    Mas o que diabos tinha acontecido?

    Eu fui logo falando que tentei telefonar para ela antes de ir lá, porque não costumo chegar em nenhum lugar de surpresa. No que ela respondeu: eu desliguei meus telefones.

    Simplesmente ela se encheu.

    Ela tem parentes e amigas em São Paulo e por todo o Brasil que ultrapassaram o limite e ela resolveu dar um basta, tirar um tempo para ela, reenquadrar todas essas pessoas. E não queria falar com mais ninguém.

    Entendo perfeitamente o que ela sentiu pois colocar limites é uma ação constante e as pessoas estão sempre tentando ultrapassar seus limites, testando-os.

    Há um tempo atrás, eu me vi numa situação parecida. Ficava estressada por causa dos outros e acabava tendo que tomar calmantes. Isso foi indo até o momento que eu me toquei: “eu não vou tomar calmante por SUA causa”. E fortaleci meus limites de novo. Porque no fim, a culpa de ultrapassarem nossos limites é só nossa.

    Porém, há situações nas quais estamos enfraquecidos demais para manter os limites e é exatamente nessas horas que as pessoas que nos cercam deveriam respeitá-los. E há os que percebem nossa fragilidade e respeitam nosso limite e há os que se aproveitam de nossa fragilidade para abusar e tentar ganhar algo em cima de nós e até tentar nos manter na situação frágil.

    Eu aprendi a duras penas a eliminar aqueles que não respeitam meus momentos de fragilidade e a conviver com pessoas que naturalmente me respeitam.

    Quem tem a necessidade de crescer em cima das outras pessoas, principalmente quando essas estão precisando de apoio, ou seja, quem só consegue se afirmar colocando o outro para baixo não é alguém que mereça conviver comigo nem com ninguém.

    Minha amiga teve que tomar uma atitude radical para se proteger e percebendo a gravidade de tal atitude, repensou todos esses relacionamentos dos quais ela quis fugir.

    Por isso, meus queridos, sempre que possível coloquem seus limites, digam como se sentem, dêem feedback para as ações dos outros e se mesmo assim, se colocando não adiantar, saiam fora que não vale a pena.

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  • Refúgio

    Liliana | Filosofando | Saturday, July 18th, 2009

    Eu cresci com meus pais me falando que se eu quisesse alguma coisa, um cachorro, determinado  móvel, uma decoração, fazer meus horários, qualquer coisa, eu deveria ter minha casa. Pois enquanto estivesse morando na casa deles eu deveria seguir as regras deles. Naquela época filhos não tinham voz, crianças não apitavam nada, e jovens sem casa eram igual a um zero a esquerda.

    Assim, eu cresci desejando sair da casa dos meus pais e meu sonho era ter minha casa própria, minha liberdade e minhas regras.

    Casei muito cedo, ainda estudante e fui ter minha primeira casa com meu marido. Porém, aquela ideia de ter a minha casa, só minha, sempre continuou apesar de casada. E eu acabei me mudando eventualmente para uma casa sozinha, mesmo casada, mas fui morar sozinha.

    Era o começo da realização de meu sonho de infância.

    Morava numa casa alugada pequena com meus dois chow chows e recebia meu marido nos finais de semana e feriados.

    Com o tempo, consegui construir a casa que moro hoje: um misto de casa com sítio com todas as comodidades que eu sempre quis.

    Moro só com cinco bichos e a sensação de ter realizado meu sonho.

    Minha casa é meu refúgio e refúgio para aqueles que precisam de um tempo. É assim que eu gosto de pensar nela. Adoro receber gente e cuidar bem dos amigos que vem me visitar. E adoro ficar sozinha no silêncio no meio do pasto vendo o céu estrelado.

    Tem gente que precisa viver com outros, que tem necessidade de companhia o tempo todo. Eu gosto de visitas.

    Antigamente eu achava um absurdo me sentir tão mal vinda na casa dos meus pais, e o esforço deles para que eu saísse de casa o mais rápido possível. Acho que isso contribuiu para meu relativo isolamento.

    Hoje eu entendo perfeitamente o que meus pais queriam dizer: ter nossa casa é uma realização maravilhosa. Recomendo ter esse objetivo de vida!

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    Estava comentando com a Graça, a empregada, não a cachorra, como a ausência da gatinha Manilha é sentida.

    Manilha foi levada para São José dos Campos no veterinário para ser castrada e volta só amanhã, quando o doutor vem fazer um check up na cachorrada velhinha que não pode mais viajar.

    A casa ficou vazia sem a gata. Impressionante.

    E ela nem entra dentro de casa se restringindo a ficar na garagem e pelo jardim.

    Mas eu não queria escrever sobre bichos.

    Ultimamente parece que minha vida gira só em torno deles e essa não é uma boa sensação.

    Bichos são legais, mas como companhias, distração, não como foco de atenção única.

    Ano passado eu fui na Feira Literária aqui de São Francisco Xavier e me encontrei com o Mario Prata que já havia conhecido em outra ocasião. Perguntei se ele se lembrava de mim no que ele respondeu: claro! você é a mulher dos cachorros!

    Por um lado fiquei contente que ele tenha se lembrado de mim, mas confesso que “ser a mulher dos cachorros” não caiu bem de jeito nenhum. Queria ser lembrada por alguma outra qualidade, óbvio.

    Mas quais serão as qualidades que eu quero ser lembrada? Ou seja, que aspectos da minha vida eu devo priorizar para se destacarem?

    O construção da individualidade é um exercício constante.

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    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro!,Moda e Beleza | Thursday, July 16th, 2009

    Faz tempo que estou para escrever sobre os produtos que eu uso ou experimento. Hoje resolvi escrever minha primeira resenha porque justamente o tal produto acabou e eu não queria deixar de falar dele antes de jogar a embalagem fora.

    Eu comprei o Nutrix Royal Body da Lancôme no Strawberrynet.com procurando um hidratante corporal poderoso. Como eu sou fã da Lancôme, resolvi experimentar o hidratante deles.

    Simplesmente foi o mais forte hidratante corporal que já usei. Eu passava o produto e ele ficava na pele como uma película macia por 24 horas. A diferença da pele com ele é enorme. Adorei o efeito de nutrição e hidratação.

    Porém, acredito que o faz tão maravilhoso é o que o faz chato de passar e espalhar no corpo. Dá um trabalhão passá-lo. Ele é difícil de sair do dosador. Tanto que eu retirava a tampa toda e deitava o produto direto da embalagem na mão. Realmente eu tinha que estar bem disposta para usá-lo porque ô trabalheira!

    Mas depois de aplicar, só alegrias.

    Não sei se o compraria de novo justamente por causa da dificuldade de espalhar.

    Já tenho outros hidratantes para usar e quando for a hora de comprar um novo vou considerar.

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