Engraçado
Desde pequena eu tenho a mania de falar “engraçado” para comentar alguma coisa. “Engraçado como tal coisa aconteceu” ou “engraçado que você fez isso…”
Meu pai vivia me dando bronca dizendo que eu era uma idiota por dizer tanto “engraçado” e que as coisas não eram engraçadas coisa nenhuma.
Eu ficava me policiando mas não adiantava, voltava com minha expressão “engraçado”.
Já adulta, adquiri outro hábito além do de dizer “engraçado”: falar “que interessante…” com reticências. A maturidade me mostrou que havia coisas que não eram engraçadas mas eram interessantes. Dependendo da minha cara e minha entonação, o “interessante” poderia ser algo bom ou ruim. Se fosse ruim e eu falasse “que interessante” é porque eu estava sendo boazinha e poupando o interlocutor.
Mas o fato é que é engraçado que agora a pouco me toquei que minha mania de falar “engraçado” se justifica porque quando eu falo estou com um sorriso. Ou seja, o acontecimento comentado me fez rir.
E nada mais justo que eu disser “engraçado…”
Eu sempre discordei do meu pai em relação ao “engraçado”. Talvez ele não visse graça, mas eu com certeza via algo que no mínimo me fazia rir por dentro.
Se eu escrevo: engraçado como gosto de escrever aqui de vez em quando, pode apostar que estou sorrindo.














Olá Liliana,
Conheci seu blog através do link no “Alien Girl” e gostei muito de seu conteúdo.
Gostaria de propor uma parceria de troca de links com esse e seus outros blogs.
Aguardo contato.
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Comment by Bruno Sanches — June 29, 2009 @ 3:48 pm