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Liliana | Admirável Mundo Velho,Blogworld | Monday, May 25th, 2009

Esse blog não morreu.

Diferente do Ian Black, eu não acabei com o blog.

Porém não tenho tido vontade de escrever. E acho que também é uma reação ao que tenho lido por aí e que tem me desanimado bastante.

Tenho achado basicamente os textos chatos. Os blogs estão bobos. É difícil encontrar algo que me faça ler o post inteiro com  gosto. Tudo muito igual, repetitivo, sem graça.

E como não estou me achando capaz de proporcionar uma alternativa melhor prefiro ficar quieta.

Estou cansada de ler sobre campanhas, eventos, exposições, festas que eu nunca irei. Produtos que eu nunca vou comprar.

É como uma interminável sessão de slides de viagem de outra pessoa. Só interessa para quem foi na viagem.

Quanto mais eu assino feeds procurando o que ler, mais rápido eu passo pelos textos sem achar nada que justifique eu perder meu precioso tempo.

A mesma coisa tem acontecido com o Twitter. Quase não tenho acompanhado mais os pensamentos vomitados sem critério.

Pensando bem o erro pode ser meu. Talvez sempre tenha sido assim e só agora eu fiquei mais exigente. Não sei porque.

No entanto, ser cada vez mais exigente implica em melhorar nossa qualidade no decorrer do tempo. Não se cristalizar. Não ficar satisfeito nunca e sempre buscar algo melhor.

E ser cada vez melhor é um compromisso de vida.

Você está comprometido?

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    Esta semana no Twitter um cara desabafou sobre sua péssima experiência com um Mac. Ele ficou tão chateado que devolveu o computador para a loja. Não satisfeito, escreveu um longo post enumerando sua insatisfação.

    Eu fui usuária Windows por muitos anos até pouco mais de dois anos quando entrei em contato com um Mac pela primeira vez na vida.

    Quando vi a facilidade de rolagem de tela com apenas dois dedos no touchpad fui convencida e comprei meu primeiro Macbook.

    Mas como encarar um novo sistema operacional que eu nunca tinha mexido?

    Simples, exatamente como um idioma que eu nunca tinha falado. O que era a pura verdade.

    Esqueci como se usava o Windows e comecei do zero com o OS X. Não tentei comparar um com o outro nem usar o que sabia de um no outro. Sabia que eles eram linguagens completamente diferentes. Nada a ver.

    A dica mais valiosa que recebi de como entrar em contato com o OS X pela primeira vez veio do Cardoso que me falou: se você quiser fazer uma coisa, pense na resposta mais simples e essa é  a certa.

    E era verdade. Muitas vezes eu não queria acreditar que era só arrastar algo para lá ou para cá para que a coisa estivesse feita. Era tudo muito simples.

    Mas entender essa simplicidade necessita de uma mente sem preconceitos ou preidéias.

    Você tem que estar aberto a novas soluções e não pensar em “Windows”. Você está falando outra língua.

    Eu demorei dois dias para estar familiarizada com o Mac e até hoje aprendo dicas novas no videocast da Apple: Quick Tips.

    Cada um pode escolher que idioma quer falar. Eu gosto de aprender a falar vários idiomas.

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    Liliana | Bichos Incríveis,Minha vida num sítio,No Plantão | Wednesday, May 6th, 2009

    Ainda estou na merda. Mesmo com as bactérias novas que jogamos nas fossas o problema do esgoto continuou. Então resolvemos fazer novas fossas para acrescentar às originais. As famigeradas fossas negras. São buracos enormes e fundos cavados na terra, no caso aqui, no jardim, e o cano do esgoto vai desviar para elas, além dos drenos no gramado que já ficou patente que não estão dando conta de dispersar a água.

    As tais bactérias são incríveis. Muito boas mesmo, porém, o solo está tão encharcado que a água que sobra das fossas sépticas continua voltando pelo ralo da garagem. Seu Zé está cavando a primeira fossa e quinta-feira deve ligá-la ao sistema. Até semana que vem esperamos ter resolvido definitivamente este problema.

    Eu gosto de saber que meus cachorros têm vida própria. Já contei que cada um tem sua rotina, gostos pessoais, personalidade. Esta semana fiquei sabendo que a Joom-La todo dia vai pela manhã até o abacateiro comer abacates do chão. Meu terrenos tem 15 mil metros mas os cachorros sempre estiveram restritos a área perto da casa. Agora mais velhos eles já não fogem. Na verdade não querem fugir daqui e podem aproveitar o terreno todo. Seu Zé contou que o Gigio gosta de ir almoçar com ele, onde ele estiver trabalhando no terreno. O Tai está com muita dificuldade para andar e passeia apenas pelo gramado aqui perto. Mas sempre dá a voltinha dele duas vezes por dia, religiosamente. A Graça é a única que não se afasta da casa. No máximo vai até a primeira curva da estrada dar uma cheiradinha no mato.

    A dificuldade de locomoção do Tai está muito avançada. Ele consegue andar pela manhã no entanto à tarde, ele já não tem força nas perninhas de trás para se levantar e chora pedindo ajuda. E ele e eu agora temos um ritual: eu pego um cobertor e abro ao lado dele; ele rola para cima do cobertor e fica deitadinho como uma esfinge; então eu puxo o cobertor até o gramado onde ele tem mais aderência para se firmar e ficar de pé. Ele já se conformou com essa ajuda. No começo ele chorava e tentava me morder. Agora ele rola sozinho para o cobertor e abana o rabinho e vai todo feliz enquanto eu puxo. Pois é, tenho um cachorrinho velhinho deficiente.

    Os plantões no posto vão indo bem. O problema é que estou sendo exposta a muitas viroses diferentes e estava desacostumada. O resultado é que peguei uma gripe atrás da outra. E não tem essa de ficar doente. Tem que ir trabalhar. E eu ficava lá ouvindo as pessoas se queixando de tudo que eu estava sentindo. E daí mandava todo mundo descansar, ir para a cama enquanto eu fazia o contrário. O resto do tempo que não estava trabalhando eu só queria cama e sossego. Foram quase 15 dias assim. Sem passear, sem sair de casa, só saindo para trabalhar.

    E finalmente a época das chuvas passou em São Francisco Xavier. Os dias têm sido azuis e maravilhosos e frios. As montanhas estão lindíssimas. Isso me deixa muito feliz porque adoro dias bonitos. Meu humor varia em relação à claridade do dia. E está tudo claro, limpo, agradável. É absolutamente incrível acordar cedo e ver as montanhas branquinhas de névoa e as plantas verdes e viçosas.

    Bem, acho que era isso. Espero que todos estejam bem também.

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    Liliana | Filmes, TV e Séries | Tuesday, May 5th, 2009

    Vi um filme sem pretensão nenhuma e fiquei completamente envolvida.

    O filme chama-se Taking Chance e é estrelado por Kevin Bacon.

    Eu chorei em vários momentos e olha que para eu chorar em filme é coisa muito rara. Mas ele me tocou.

    É uma crítica contundente à guerra. E eu sou absolutamente contra guerras e violência de qualquer tipo. E acompanhar a jornada do Coronel Strobl escoltando o corpo do soldado Chance Phelps para casa numa forma tão silenciosa, tão solene faz qualquer um ficar contra qualquer morte desnecessária.

    Na verdade, todas as mortes são desnecessárias. Ninguém precisa morrer para nada. Ou não deveria precisar morrer.

    A morte é um fato da vida de todo mundo e vamos entrar em contato com ela seja a nossa, seja de algum parente, conhecido, animal de estimação. E é triste. Muito triste. Não precisamos que ninguém se exponha a morte desnecessariamente.

    O filme mostra de forma discreta e respeitosa o impacto de uma vida perdida.

    Para mim, Chance Phelps morreu por uma causa estúpida: uma guerra. E sim, ele existiu e a história é toda real.

    Taking Chance é um filme que pode mudar sua visão de mundo. Recomendo muito.

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