Preguiça

Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Sunday, March 15th, 2009

Eu não sou uma pessoa preguiçosa. Por isso não entendo a preguiça.

Mas eu entendo de depressão e talvez haja um paralelo entre elas.

Na depressão, antes de se fazer qualquer ação, a ação é pensada várias vezes e avaliada e geralmente no final a pessoa chega à conclusão que a ação não vale o esforço. E acaba não fazendo por pura falta de energia de completar a ação que se torna uma coisa muito maior que é na realidade.

A pessoa sem depressão não avalia a ação, simplesmente a faz pois sua energia está boa e ela não tem que fazer economia de esforços. Ela vai e faz o que tem que ser feito.

Tenho a impressão que na preguiça existe um “delta T” entre pensar em fazer a ação e fazê-la. E seria nesse “Delta T” que a pessoa desiste de fazer a ação. Acho que deva acontecer uma avaliação inconsciente sobre o valor da ação e o julgamento desse valor não justifique a energia gasta para realizá-la. Lembra muito o mecanismo do deprimido, mas sem depressão e sim um julgamento de valor.

Talvez a saída para se lidar com a preguiça seja valorar novamente as ações e contextualizá-las na realidade de vida da pessoa. 

“Tudo que eu faço é importante, por isso estou fazendo.”

Ninguém tem preguiça de fazer o que é realmente importante para si mesmo e que vai lhe trazer benefícios.

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