Preguiça
Eu não sou uma pessoa preguiçosa. Por isso não entendo a preguiça.
Mas eu entendo de depressão e talvez haja um paralelo entre elas.
Na depressão, antes de se fazer qualquer ação, a ação é pensada várias vezes e avaliada e geralmente no final a pessoa chega à conclusão que a ação não vale o esforço. E acaba não fazendo por pura falta de energia de completar a ação que se torna uma coisa muito maior que é na realidade.
A pessoa sem depressão não avalia a ação, simplesmente a faz pois sua energia está boa e ela não tem que fazer economia de esforços. Ela vai e faz o que tem que ser feito.
Tenho a impressão que na preguiça existe um “delta T” entre pensar em fazer a ação e fazê-la. E seria nesse “Delta T” que a pessoa desiste de fazer a ação. Acho que deva acontecer uma avaliação inconsciente sobre o valor da ação e o julgamento desse valor não justifique a energia gasta para realizá-la. Lembra muito o mecanismo do deprimido, mas sem depressão e sim um julgamento de valor.
Talvez a saída para se lidar com a preguiça seja valorar novamente as ações e contextualizá-las na realidade de vida da pessoa.
“Tudo que eu faço é importante, por isso estou fazendo.”
Ninguém tem preguiça de fazer o que é realmente importante para si mesmo e que vai lhe trazer benefícios.
