O Ser Gentil

Liliana | Etiqueta ou o Óbvio Repassado | Wednesday, January 28th, 2009

Faço minhas as palavras da Sam Shiraishi neste post onde ela fala que não tem sentindo não ser gentil.

O post me lembrou de uma história que me aconteceu há muitos anos.

Uma vez quando ainda era casada, há muito tempo atrás, fomos meu ex-marido, meus sogros e eu almoçarmos num restaurante na Aldeia da Serra, um condomínio fechado tipo campestre perto de São Paulo.

A fila de espera do restaurante estava enorme e o dia estava muito quente. E  nenhum de nós estava gostando daquela situação. 

Lá pelas tantas eu pedi para meu ex-marido ir conversar com o maitre sobre nossos lugares mas o que se seguiu nos pegou de surpresa.

Minha sogra surtou: ela começou a gritar comigo dizendo que se eu não estava satisfeita que fosse embora dali.

Eu fiquei tão passada que imediatamente me afastei dela e fui para o jardim.

Meu ex-marido foi atras de mim para que eu voltasse para o restaurante justificando que a mãe dele estava daquele jeito porque tinha perdido um filho e desde então ela estava se comportando daquela forma e que eu tinha que entender.

Eu expliquei então que só permaneci no local porque não tinha um carro para ir embora, visto que estávamos juntos no carro dos meus sogros. E principalmente, que nada justificava ser indelicada comigo, nem a perda de um filho há meses atrás. E lhe disse que eu mesma, então nessa lógica dela, teria motivos suficientes para ser indelicada com ela e com todo mundo visto ter acabado de ter sido operada de um câncer maligno e que sofrimento por sofrimento eu também estava sofrendo.

Ele não teve como rebater o que eu disse.

Finalmente nossa mesa ficou pronta e fui convidada para entrar no restaurante. E lá dentro, repeti meu discurso para minha sogra a respeito que não se justificava sua indelicadeza para comigo.

Falei tudo e esclareci meu ponto de vista na cara de minha sogra porque era uma pessoa que eu teria que conviver de qualquer jeito e que me era cara, mas concordo com a Sam quando ela fala em cortar relações com os grosseiros.

Minha sogra concordou comigo na hora e fizemos as pazes ali mesmo. E nosso relacionamento foi muito bom até o fim. E o comportamento dela melhorou no geral também com todos.

O que eu gostaria de dizer é que nós não sabemos que sofrimentos e desgraças pessoais cada um está passando. Todo mundo tem sua tragédia pessoal acontecendo o tempo todo e ninguém merece e suporta mais um peso na forma de grosseria, indelicadeza, maus tratos além do que a vida já nos faz suportar.

Não sejamos nós que pioremos a vida do outro com palavras ríspidas e comportamentos agressivos.

Eu procuro conviver com gente gentil. E quando uma das pessoas de minha convivência tem um comportamento fora do seu normal, de gentileza, eu fico de orelha em pé porque algo muito grave está acontecendo. Para mim a pessoa não está bem, está doente.

Gente que é grosseiro contumaz eu simplesmente não convivo.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Wednesday, January 28th, 2009

    Esta é uma curva de Bell mostrando o QI (quoficiente de inteligência) distribuido pela população.

    Como podem notar, a grande maioria das pessoas possui um QI por volta de 100, e os extremos da curva são minoria, gente mais rara de se encontrar por aí.

    Pela curva, quem tem QI acima de 130 tem QI maior que 97% de toda população.

    Já quem tem QI acima de 145, tem QI maior que 99,9% de todo mundo.

    Ter um QI alto não implica necessariamente em todas as formas de inteligência. A pessoa pode ser inteligente para responder testes de QI mas pode ser extremamente burra do ponto de vista emocional, por exemplo. 

    No entanto, o indivíduo de QI 145 tem muito mais chances de aprender e corrigir suas falhas em outras inteligências que o de QI inferior, justamente porque ele é mais inteligente. Pelo menos é essa conclusão que eu tirei.

    Outra observação minha é que pessoas de QI semelhantes se atraem porque a convivência entre elas é mais fácil.

    Estar nos dois extremos da curva faz despender muita energia para se adaptar ao tipo de pensamento da maioria, tanto para quem está a direita como a esquerda.

    Muitos gênios tem péssimo traquejo social. Eu entendo isso por que eles tem que adaptar sua inteligência para funcionar na média da população. É como falar outra língua. O raciocínio é diferente. E isso deve desgastar bastante, por isso o isolamento deles ser tão comum.

    O exemplo atual de gênio que vemos hoje na televisão é o Sheldon. Ele demonstra muitas falhas de interação social. E, na série da televisão, ele não faz muitos esforços para corrigí-las, talvez por nem percebê-las.

    Em compensação, tenho conhecimento de outros “gênios” que com o avançar da idade usaram e usam sua inteligência para corrigir essas falhas e aprenderam a se movimentar entre toda a população da curva de QI. Aprenderam a “falar a língua” dos outros. Você nem diz que essas pessoas são gênios e tem consciência que são mais inteligentes que 99% da população mundial.

    Interessante, não?

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Wednesday, January 28th, 2009

    Impressionante a quantidade de posts que tenho escrito e apagado nos últimos dias.

    Sabe quando acontece algo com você ou você vê algo e quer comentar e escreve sobre o assunto e senta a bunda na cadeira e escreve, escreve e conforme vai escrevendo não vai gostando do que lê?

    Pois é.

    Aconteceu muito comigo.

    E achei bom não publicar coisas que eu não gostei de escrever. Básico não é? 

    Apenas publicar algo que a gente se sente bem.

    Por exemplo, ontem mesmo tive que discutir com o escritório do topógrafo e  ensinar como ele deveria redigir o memorial descritivo do meu terreno. Ele insistia em colocar a propriedade do meu terreno no nome da pessoa que me vendeu o terreno. E eu tentando explicar que o terreno era meu então a propriedade era minha. Uma conversa de doido. O rapaz do outro lado da linha completamente ilógico. Um desgaste. No fim, ele disse que faria do meu jeito mesmo sem concordar comigo. Mas essa é a terceira vez que mando consertar o tal memorial e mapa por causa disso.

    Ao mesmo tempo, o homem dono do caminhão aqui de SFX foi pegar minha parte nos móveis da herança de meu avô que estavam guardadas num depósito em São Bernardo.

    E lá pelas tantas recebo o seguinte telefonema:

    - Doutora, um caminhão não vai dar.

    - Como não vai dar?

    - Não vai dar. Tem muita coisa. São dois depósitos cheios!

    - Mas o senhor não está seguindo a lista de coisas que eu te dei?

    - Não. Nem olhei a lista. Estou pegando tudo que está nos depósitos. E tem dois depósitos cheios.

    - Mas seu Fulano!  Tem coisa aí que não é minha! Por isso que eu dei uma lista especificando exatamente o que o senhor tinha que trazer. Se o senhor trouxer coisas que não são minhas, ainda vão me processar por roubo! Olha a lista!

    Logo depois, não satisfeito, Seu Fulano me telefona de novo:

    - Doutora, o homem aqui do depósito telefonou para a dona Sicrana (a parte contrária) e ela mandou que eu esvaziasse os dois depósitos e levasse tudo embora.

    - Como assim? 

    - Ela quer que a senhora leve tudo.

    - Seu Fulano, pegue apenas o que está na lista que eu te dei porque esta lista foi ela mesma que fez e me mandou. Pegue apenas o que está na lista! (E vai por aí adiante…)

    Telefono correndo para minha advogada para contar a confusão instalada no depósito. Ela tenta se comunicar com o advogado da parte contrária que está fazendo uma confusão danada.

    Basicamente querem que eu leve embora tudo dos depósitos para que a parte contrária não tenha que pagar mais depósito. Mas, o que eu tenho a ver com coisas que não são minhas?

    Enquanto isso recebo outro telefonema do Seu Fulano que está com preguiça de removar umas caixas para procurar um certo móvel que está na minha lista… “Mas tem tanta caixa aqui, o banco deve estar atrás das caixas.”

    - Seu Fulano, eu quero tudo que está nessa lista! Nem mais nem menos.

    Sete da noite e nada do Seu Fulano aparecer aqui na minha casa com o caminhão.

    - Cadê você?

    - Ah, doutora… Choveu… Posso descarregar amanhã (hoje)?

    Neste exato momento estou esperando Seu Fulano aparecer com o tal caminhão. Ele já está atrasado. E eu tenho certeza que vão vir coisas erradas, vão faltar objetos… Tenho certeza que vai dar merda. Duvidam?

    (Pausa para receber a mudança.)

    Bem, como previsto faltaram coisas e vieram coisas erradas e é claro que o Seu Fulano vai ter que voltar ao depósito para fazer a troca.

    Eu perguntei para ele: por que o senhor não seguiu a lista? Por que o senhor não telefonou se tinha alguma dúvida? Por que o senhor não fez tudo certo da primeira vez? Nós não conversamos e eu expliquei item por item?

    Ele ficou mudo. Não tem explicação. Ou melhor, tem.

    Mas no geral estou feliz. Feliz porque o móvel principal que eu queria que viesse veio: uma linda cômoda antiga para meu querido colocar as roupas dele.

    Ai, o amor… Deixa tudo mais bonito.

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    Bom dia, povo!

    E inicia-se outra semana aqui no sítio.

    O Tai ficou largadão depois da viagem ao veterinário na sexta-feira. Não conseguia se mexer, se levantar, comer sozinho, nem mesmo ir ao banheiro lá fora. Foi deprimente ver o bonitinho todo inválido. Fiquei supertriste, o Cardoso ficou bem preocupado a ponto de dormir na sala com o o Tai tomando conta dele. Eu tinha que puxá-lo com um tapetinho até a grama para ele fazer o xixi dele e dar comida e água na boquinha. A ferida da bicheira melhorou mas está ainda muito grande. Aparentemente não tem bichos vivos lá. Mas tem infecção. Só que hoje, segunda, ele acordou muito melhor! Foi receber a Andréia no portão, e se comportou normalmente. Comeu, tomou leitinho, tomou os remédios, abanou bastante o rabinho, enfim, voltou a ser o Tai. Mas eu tive que desmarcar o banho que estava marcado e sinceramente não sabemos como vamos fazer com os futuros banhos dele porque ele não tem mais condições de ir para São José na Tia Rebekah no Pet Shop.

    Os outros cachorros respeitaram a doença do Tai. Não chatearam ele, não ficaram com ciúmes e nos deixaram cuidar dele sem interferir.

    Amanhã está marcada a mudança de uns móveis que estão num depósito guardamóveis em São Bernardo do Campo. Eles são minha herança da casa de meu avô. Tive que providenciar a transferência deles as pressas. A sorte é que eu já havia mandado Seu Zé construir um barracãozinho de madeirite no platô de baixo justamente para guardar tudo. Pretendo usar os móveis futuramente na minha Hospedagem, quando puder construir mais quartos. Vai ficar bem bonito porque eles são antigos e os quartos vão ficar lindos. Só falta ter como construir…

    Esta semana também acabo de tomar os corticóides que comecei a tomar no hospital. A retirada dos corticóides é uma coisa lenta para o corpo voltar a produzí-los. Pelo jeito estou reagindo muito bem. Que bom. Parar de tomar esses remédios fecha o ciclo de tudo de ruim que me aconteceu no final do ano passado. E não tenho mais desculpas para não entrar num belo regime e perder os 10 quilos que ganhei na brincadeira toda. Não é que engordei 10 quilos. Eu já estava 5 quilos acima e engordei mais 5.

    Com o aumento de peso, além de perder a maioria de minhas roupas, entrei numa faixa perigosa: prediabetes. E o tratamento: perder o peso extra. Mas todo mundo que já fez dieta sabe como é difícil…

    A previsão do tempo para São Francisco Xavier é de chuva a semana toda. E temperatura máxima de 22 graus. Isso me deixa muito puta da vida porque eu detesto chuva. E fico com mais vontade de ir para São Miguel do Gostoso. Porém, minhas viagens para lá estão suspensas até segunda ordem. Em compensação, a previsão para Gostoso é de sol e temperaturas de 32 graus. Que Gostoso!

    Esta semana também pretendo ir para São José pegar a chaminé da lareira do quarto de hóspedes. Só falta essa chaminé para o quarto ficar completo do jeito que eu quero. Ele está com uma lareira linda de ferro. E assim que estiver instalada vou poder tirar fotos. Eu sou perfeccionista, sabem…

    Com os móveis novos que chegam também vou redecorar meu consultório aqui de casa. Não vejo a hora para ver como vai ficar.

    Bem, que eu me lembre esses são os planos para a semana. Vamos ver se eu consigo cumpri-los.

    Boa semana a todos!

    PS- Sim, esse blog é um diário pessoal também ;)

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    Liliana | Etiqueta ou o Óbvio Repassado | Sunday, January 25th, 2009

    Eu vejo muito por aí discussões acaloradas entre partidários do CC e do ©.

    Lembra torcida de time.

    E tem gente que não admite que se torçam pelo outro time.

    Cada um escolhe a melhor licença que se lhe aprouver.

    Ambas tem vantagens e desvantagens.

    Eu escolhi Copyright.

    A princípio, tudo que eu faço tem Todos Os Direitos Reservados. Tudinho.

    Em compensação, eu sou uma pessoa que disponibiliza em tudo que eu faço uma forma das pessoas entrarem em contato comigo. Eu sou muito acessível.

    Então, se alguém quer fazer alguma coisa com algum conteúdo meu, é só entrar em contato comigo.

    E trocar algumas palavras no mínimo.

    Estou pedindo muito? Acho que não. Eu gosto de ter o feedback do que eu faço. E do que querem fazer com o que eu faço.

    Se eu já neguei o uso de algo meu? Que eu lembre não.

    Mas já conheci várias pessoas bacanas por causa disso.

    E até fiquei sabendo que um de meus textos virou um monólogo num teatro.

    Muito legal.

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    Liliana | Blogworld | Sunday, January 25th, 2009

    Quero agradecer a todos que acertaram seus feeds aqui do Chá.

    Muito obrigada!

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    Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio | Saturday, January 24th, 2009

    Este é o Tai, o Chow Chow selvagem.

    Não se engane com sua fofura intrínseca porque ele é muito voluntarioso. Os chows chows são assim: cabeças duras. Tem gente que diz que chows chows são burrinhos. Ledo engano. O Tai é bem inteligente: ele só faz o que ele quer. E cabe a nós dobrarmos sua vontade e convencê-lo a fazer o que nós queremos. Se ele achar que vale a pena, ele dá um sorrizinho e lentamente, na velocidade dele, ele faz, na hora que ele decidir.

    O Tai vai fazer 12 aninhos em março que vem. E é o mais velho aqui de casa.

    Ele, não sabemos como nem porque, desenvolveu uma frouxidão ligamentar nas patas traseiras que dificulta muito sua marcha. O chow chow já tem um andar muito engraçado e típico da raça, com as patas esticadas. Mas o Tai, com as patas traseiras bambas, anda com dificuldade e não tem muita estabilidade. Qualquer esbarrão nele e ele cai no chão feito um saco de batatas.

    Essa dificuldade para se mexer fez que ele ficasse mais quietinho no seu canto. E os chow chows já são muito na deles, muito parecidos com gatos, e ficar paradinho horas na varanda só contribuiu para ele ficasse mais gordinho e barrigudinho. Idade, sedentarismo… Um Tai gordinho.

    Mas a rotina dele é bem gostosa: ele adora dormir na varanda tomando a fresca da noite, vendo a lua. Ele adora a lua. Quando teve o eclipse ele até chorou. E ele também adora dar as voltinhas dele no gramado. Ele sai passeando lentamente, no seu passinho desconjuntado e dá uma volta na grama para seu xixi, seu cocô, para cheirar as novidades, para cheirar os xixis das fêmeas, para ver a vista aqui de cima. Ele costuma dar duas voltinhas por dia. E não gosta de ninguém acompanhando ele nos seus passeios solitários. Quer sossego e silêncio. Daí ele volta para seu posto na varanda de frente para a garagem tomando conta de quem chega, mesmo dormindo e cochilando a maior parte do tempo. No fim da tarde, ele entra em casa e vai até mim para o agrado diário. Coloca-se ao meu lado no sofá e respira barulhentamente avisando que quer ser agradado. Quando eu olho para ele, ele abana o rabinho concordando: isso mesmo, me agrade agora. Depois de ser agradado por mim, ele vai até o Cardoso para mais agrados e se não quer voltar para a varanda, ele se enfia no nosso quarto para dormir mais. No escurinho e no silêncio. Quando vamos dormir e vamos todos para o quarto, ele sai de lá incomodado procurando outro lugar mais tranquilo.

    Outro ritual do Tai é o leitinho.

    Todas as manhãs quando a Andréia chega, ela serve um pouco de leite na vasilha dele. Ele cobra o leitinho indo encontrá-la no portão e acompanhando-a até a cozinha. E não sai de lá até que ela o sirva.

    Quando ela veio me dizer que ele não quis tomar o leitinho, uma sombra de preocupação caiu sobre a casa: o Tai está doente.

    Meus planos de passar uma semana sem viajar se acabaram. Pegamos o jipe e nos dirigimos até a clínica veterinária. O diagnóstico eu até imaginava: bicheira.

    Acontece que o Tai tem um tumor de pele na bochecha. Câncer de pele. E era preciso um superoperação para extirpar todo o tumor. Então, eu estava controlando o crescimento. Esses tumores costumam ulcerar e foi o caso do Tai: ele ficou com uma úlcera no rosto, pequena. Manejável.

    Vocês podem se perguntar: mas como ela deixou ele com um tumor na bochecha? Porque o Tai é muito bravo. Ele morde. E morde de verdade. Bravíssimo se alguém vai fazer algo que ele não quer. Inclusive eu. Mesmo velhinho, mesmo capenga, mesmo gordinho, ele é terrível.

    O tal tumor há meses atrás pegou bicheira e os próprios bichinhos da bicheira comeram boa parte do tumor. Foi um tratamento “alternativo” para o câncer. quase  desapareceu.

    E agora, o tumor ficou com bicheira de novo.

    No veterinário pudemos constatar que o tumor foi todo comido pelos bichinhos. Mas a viagem para São José dos Campos o cansou demais. Daí a idade fez diferença.

    Ficar chacoalhando na traseira do jipe é para cachorros mais novinhos. Tadinho. Ficou largadão. Teve que ser carregado com maca e no colo. E eu fiquei desesperada porque nunca tinha visto meu valente chow chow nessas condições.

    Como chorei… Mãe é mãe…

    Quando voltamos, o Cardoso carregou ele para dentro de casa e do jeito que ele colocou no chão, o Tai ficou até o dia seguinte.

    Só falando com a Moema eu acabei me acalmando. Ela me contou que a Ponte-Preta, a cachorrinha dela que tem a mesma idade do Tai, quando voltou de uma viagem agora de férias ficou dois dias sem se mexer também. Ela disse que a Ponte-Preta ficou tão dolorida que ela não vai mais levá-la em viagens. E eu cheguei à mesma conclusão: agora o Tai só sai de casa se for estritamente necessário. 

    Mas vocês não imaginam a dificuldade de fazer curativo nele. Ele morde. Ele nem se mexe. Mas morde, o safado.

    E está ganhando comidinha, leitinho e aguinha na boca.

    Daí ele abana o rabo.

    Mas tenta fazer o curativo…

    Morde.

    Só mãe mesmo.

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    Liliana | Blogworld | Friday, January 23rd, 2009

    Como eu contei para vocês, mudei meus blogs para a Via Hospedagem.

    E não foi só isso.

    O Chá de Hortelã sempre esteve em diretórios do meu domínio liliana.com.br até agora. Finalmente ele foi para um lugar só dele: ChaDeHortela.Com.Br.

    Aproveitei também para acertar os outros blogs e separá-los cada um no seu lugar próprio em vez de subdomínios.

    Eu sabia que isso tinha um preço, que ia me custar links, posições me rankings, essas coisas. Mas a burra aqui esqueceu de um detalhezinho que só me toquei hoje e estou consertando: os Feeds.

    No que eu mudei o domínio principal dos blogs, a origem dos feeds mudou também. E eu não atualizei. Burra!

    Então, peço por favor para quem assina os feeds para atualizá-los.

    São eles:

    Vamos ver se agora acerta esse treco todo.

    E peço desculpas pelo trabalho que estou dando para vocês.

    Muito obrigada.

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  • O Conceito de Whuffie

    Liliana | Blogworld, Midias Sociais, Minha Opinião Vale Ouro! | Thursday, January 22nd, 2009

    A primeira vez que vi termo Whuffie foi com o Cristiano Dias há muitos anos atras.

    O termo foi inventado pelo Cory Doctorow, aquele cara do blog Boing Boing, numa novela de ficção científica em 2003.

    Whuffie basicamente é sua reputação online. E ele é um valor dado pelas outras pessoas de acordo com suas ações na rede.

    Obviamente é um bem volátil e frágil. E que pode ser transformado em outros bens de valor, como dinheiro, amizades, privilégios, etc..

    Eu amei o conceito de Whuffie assim que o vi.

    Todo mundo que está na rede vale Whuffies. Alguns tem sua correspondência em dinheiro, outros em fama, outros em contatos sociais. Mas todos nós estamos sujeitos às flutuações dos Whuffies de acordo com o que fazemos.

    Ganhar dinheiro com um blog, diretamente com o blog, por exemplo através de AdSense, para mim pula a etapa de se acumular Whuffies. Na minha opinião, o dinheiro vindo da internet é secundário aos Whuffies. 

    Se eu tenho um blog de bom conteúdo, se  me torno referência sobre algo, isso gera Whuffies e são esses Whuffies que vão me trazer tráfego para dai sim, gerar renda com o AdSense.

    Se eu tenho um negócio, por exemplo uma loja ou uma firma de prestação de serviços, e meu comportamento em geral na rede me gera Whuffies, esse “bom comportamento” vai se refletir no meu negócio. E o inverso é verdadeiro. Um mau comportamento na rede reflete negativamente em negócios que muitas vezes não estão diretametne ligados a ação do “mau comportamento”.

    O conceito de Whuffie mostra que o que conta é o indivíduo como um todo, tanto pessoal como profissional e que não há mais diferenciação entre o ser privado e o público. Tudo que se faz na internet é válido positiva ou negativamente.

    Eu ouso dizer que o conceito de Whuffie extrapolou a internet e nossas ações interpessoais no convívio offline também geram Whuffies e nos faz perder Whuffies quanto mais ocorrem eventos onde as pessoas de convívio online se encontram pessoalmente.

    Olhando bem, dá uma impressão de total patrulhamento. Comporte-se ou sofrerá as consequências.

    Porém, nos dias de hoje, a persona pública e a privada quase são indistinguíveis para quem trabalha/se expõe online. O que vale é sua reputação como indivíduo, exatamente o que o Whuffie representa.

    Quando todos perceberem que o bem maior é o Whuffie e que todo o resto é consequência dele, haverá uma mudança importante de postura de muita gente.

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  • Uma Identidade Na Internet

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta, Midias Sociais | Thursday, January 22nd, 2009

    Desde que a internet foi criada e ainda se falava em “endereço virtual”, eu percebi a importância de se ter uma identidade própria nela.

    Para mim, era tão lógico ter um endereço no espaço virtual quanto ter um endereço físico de minha casa e um email próprio como o número de telefone fixo na época.

    Logo que começou a febre dos domínios, ganhei de presente de uma dessas firmas de registro de domínio americana uma URL com meu nome todo. E desde então, sempre tive meu email personalizado e um site tipo “cartão de visitas” no qual coloco o que eu bem entendo.

    Por uma manobra de sorte, consegui o domínio liliana.com.br e há anos este é meu endereço principal na internet onde centralizo toda minha vida online. (Admito que preciso refazer o site que está bem antigo mas me falta tempo. Porém, todas as informações pertinentes estão lá.) É esse endereço que fica impresso em meus cartões de visita há anos. E meu email principal é o charmoso liliana(arroba)liliana.com.br.

    Há pouco tempo, o Registro.br disponibilizou domínios .com.br para pessoas físicas. Assim, não há mais desculpas para não se ter um domínio com seu próprio nome brasileiro, pago em reais. Custa apenas 30 reais por ano e a hospedagem de uma página apenas com seus dados também não sai caro juntamente com uma conta de email.

    Claro que há a opção de domínios americanos .com, .net, .org. São baratos também e a hospedagem também é bem em conta se for para apenas uma página e uma conta de correio.

    Não se justifica mais um profissional ainda hoje ter um daqueles emails @servidorgenérico.com.br nem ter um perfil próprio, auto gerido com seu próprio endereço na internet. Se você não é capaz de manter uma simples página, uma simples conta de email personalizado pega muito mal.

    Eu oriento todos que vem me perguntar sobre “internet” e “identidade” na rede a começar com seu próprio nome. Garantindo seu nome na rede, você já tem o princípio para todo um mundo como blogs, sites corporativos, profissionais, pessoais, etc.

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  • Me Add?

    Liliana | Blogworld, Midias Sociais, Tem de tudo nessa Internet maravilhosa | Thursday, January 22nd, 2009

    Você já reparou em vários blogs um endereço MeAdiciona?

    Achei o serviço bem interessante pois centraliza todos os seus dados online.

    Você faz um perfil lá, grátis, lógico, e coloca todos os serviços de internet que você usa tipo email, blogs, Flickr, IMs, YouTube, Orkut, essas coisas e dai as pessoas podem acessar seus perfis em cada serviço ou ter formas de entrar em contato com você bem fácil.

    Para ver meu perfil o endereço é http://meadiciona.com/liliana.

    Outro serviço que vi na Sam Shiraishi é o FriendFeed. Serve para você centralizar todos os feeds que você gera. Bem legal. E você pode colocar widgets com seus feeds em sites ou blogs. 

    Se você quer ser acompanhado ou acompanhar alguém, basta juntar o MeAdiciona com o FriendFeed e todo as suas informações ficam facilmente acessíveis. Achei bem legal.

    Meu perfil no FriendFeed é http://friendfeed.com/lilianap.

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  • Transtorno Afetivo Bipolar, O Blog

    Liliana | Transtorno Afetivo Bipolar | Wednesday, January 21st, 2009

    Há tempos percebo por minhas estatísticas que o post mais acessado de todo o blog Chá de Hortelã é sobre o Transtorno Afetivo Bipolar e o ganho de peso. Um post em que comento que o tratamento do transtorno bipolar muitas vezes faz o paciente engordar e por isso as pessoas param de tomar medicação. Também explico que hoje em dia existem outras opções de medicações que não alteram ou alteram pouco o peso e oriento para que os pacientes procurem conversar com seus psiquiatras sobre essas opções de remédios pois ganhar peso em qualquer tratamento é algo inaceitável.

    Vendo essa procura por informações sobre a patologia resolvi criar há meses atrás um blog voltado especialmente sobre o assunto: o transtornoafetivobipolar.com que traz definições, artigos, depoimentos, recomendações de filmes, leituras e muito mais.

    Enfim, um espaço para se compartilhar conhecimento e experiências sobre o Transtorno Bipolar de Humor.

    Quero lembrá-los que não sou psiquiatra. Sou neurocirurgiã e neurologista, porém, minha prática clínica me trouxe muita experiência nesse campo.

    Se você está na dúvida se possui alguma condição psiquiátrica, procure um psiquiatra para diagnóstico e tratamento se necessário. Você vai se beneficiar.

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  • Comunidade no Orkut

    Logo que o Orkut foi criado em 2004 eu fiz um perfil lá.

    Junto com meu perfil eu criei uma comunidade para mim, a comunidade Eu Me Amo.

    Eu sou daquelas pessoas que quando quer algo, eu faço por conta própria, não espero fazerem. Então, criei uma comunidade para mim. Minha comunidade foi um sucesso e logo foi imitada, o nome foi copiado, comunidades parecidas surgiram depois.

    Anos mais tarde, eu fiz meu orkuticídio e comigo minha comunidade foi apagada. Nessa época ela contava com centenas de milhares de participantes.

    No fim do ano passado, por questões profissionais voltei a fazer um perfil no Orkut.

    Neste domingo estava completamente sem ter o que fazer e resolvi dar uma olhada na atual comunidade Eu Me Amo e com alegria vi que tem mais de 800.000 pessoas nela. Achei bem legal uma ideia que eu tive se espalhar desse jeito.

    Daí, resolvi fazer outra experiência e criar outra comunidade inédita no Orkut: Não Faz Onda.

    Por incrível que pareça, não achei nenhuma que se assemelha a essa nova que criei.

    A filosofia da Não faz Onda é baseada na piada do cara enterrado no Mar de Merda. Ainda vem gente e faz onda? 

    É basicamente contra a chatice alheia que nos atrapalha a já dificil vida.

    Vamos ver o que vai acontecer com a Não Faz Onda. Fiquei curiosa.

    PS- Claro que todos estão convidados a participar.

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  • Não dá para planejar nada

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz., Blogworld, Filosofando | Monday, January 19th, 2009

    Quando eu digo que vivo um dia de cada vez, eu me consolo ao mesmo tempo que me admiro com as surpresas da vida, que podem ser boas ou más. Eu nunca sei o que farei no futuro. Impressionante. E parece que quando eu planejo algo, pode escrever: acontece alguma coisa e os planos mudam. Não estou reclamando, de jeito nenhum, porque acontecem coisas muito legais que me fazem mudar de idéia e projetos e me levam às vezes na direção contrária do que eu estava imaginando. Claro que tem as coisas chatas também, mas tem coisas boas.

    O fato é que parece que eu tenho uma predisposição para me deixar levar pela vida, quase uma malemolência gostosa.

    Eu tinha me inscrito para ir passar a semana no CampusParty. A inscrição foi feita com muita antecedência e eu estava toda animada. Estava a fim de acampar com uma amiga e fazer uma bagunça por lá. Mas tanta água rolou por baixo da ponte depois dessa inscrição!

    Teve que eu fiquei doente e estou ainda me recuperando e me declarei de ferias até fevereiro.

    Aconteceu que não estou mais pensando em termos de “eu” e sim em “nós”.

    Teve que eu fiquei tanto tempo fora de casa que meu desejo atual é conseguir passar uma semaninha sem viajar para lugar nenhum.

    E os dias aqui em São Francisco estão tão bonitos!

    Acho que dessa vez não vou aparecer na CampusParty…

    Mas vai saber, né? Ainda tem uma semana inteira pela frente…

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    Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio | Monday, January 19th, 2009

    Eu conto que tenho um sapo de estimação vivendo solto dentro de casa e as pessoas me olham com cara de incrédulas. Conto que o Mario interage comigo e os cachorros e tem os lugares preferidos dele e a reação é a mesma. Digo que ele adora dormir atrás do roteador e que ele é high tech e duvidam de mim.

    Mesmo o Cardoso me olhava torto até a hora que ele falou: olha, tem um sapo atrás do roteador! E eu: é o Mario, Cardoso, eu te disse!

    E o Mario fica para lá e para cá na casa.

    Só que agora ele arrumou outra mania: passear lá fora.

    Eu já tinha reparado que o Mario saía de casa pela porta da frente e perdi a conta das vezes que me despedi dele achando que nunca mais ia vê-lo. Mas, no dia seguinte, estava ele de volta dormindo no roteador ou passeando pela sala de visita.

    Ontem a noite, entendi perfeitamente o que acontecia.

    Achei o Mario de frente a porta da entrada na sala paradão, olhando a porta, dentro de casa, lógico.

    Eu abri a porta para ele.

    Ele saiu.

    Hoje de manhã cedinho, abri a porta para os cachorros fazerem xixi. Os cachorros saíram e voltaram. E quem voltou atrás junto com os cachorros?

    O Mario.

    Eu não acreditei. Tive que fotografar a cena. Devia ter filmado.

    O Mario entrou calmamente atrás dos cachorros e foi para trás do armário que lhe deu o nome.

    Os cachorros nem ligam. A Joom-La cheira o Mario, dá narigadas. Ele se encolhe mas nem foge.

    Agora pelo que pude ver, o Mario pede para sair a noite e volta de manhã.

    Veja a sequência de fotos do Mario entrando no meu Flickr.

    PS- Um dia eu conto do Loshas, o primo do Mario que mora na varanda.

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