James
O Bender é uma gracinha e fez um post montando um elenco de uma novela blogosférica me colocando como protagonista da tal novela. E no post ele põe para ilustrar a foto do Lima Duarte. Isso me fez lembrar um causo que aconteceu anos atrás envolvendo o Lima Duarte, a Débora Duarte, eu e um cachorro chamado James.
Eu estava passando uma temporada num spa (bons tempos aqueles em que eu podia passar uma temporada num spa) e lá no spa um dos funcionários tinha uma cadela Golden Retriever com 3 filhotes para vender. Eu estava lá com minha fêmea chow chow e ela se deu superbem com os filhotes de Golden e tanto ela como eu estávamos apaixonadas por eles.
Eu acabei comprando um dos filhotes e dei o nome de James. Outras hóspedes do spa ficaram animadas e os outros dois filhotes foram logo vendidos porque o lugar era muito “pet friendly” e todos estávamos muito contentes com nossos cachorros novos.
Um belo dia chega a Débora Duarte para ficar hospedada também e logo ficamos amigas. Indo passear pela cidade vizinha, fazendo atividades juntas, batendo papo, essas coisas.
Pois ela me convida para ir ao aniversário do pai dela: você é o tipo de mulher que meu pai adoraria conhecer, diz ela.
E assim, fui convidada para almoçar na casa do Lima Duarte com a família.
Mas o que eu levaria de presente? Daí fico sabendo que ele adorava cachorros e morava num sítio na beira de uma represa próximo de onde estávamos. E um de seus cachorros havia morrido, se não me engano (a história já faz um tempo e não me lembro direito).
Bem, Débora e eu resolvemos levar o James para ele num presente conjunto.
Arriscado? Sim.
Fomos de motorista particular com a irmã dela que veio nos pegar e nos levou a uma casa muito agradável e simples, sem frescuras. A cara dele.
Acho que no princípio o Lima Duarte tomou um susto de ganhar um cachorro. Mas logo em seguida, uma das coisas mais fantásticas era ouvi-lo chamando “James” com aquela voz poderosa que tantas vezes eu ouvi na televisão. Ele enchia a boca para falar: James!
E o James adorou o lugar. O gramado, o lago, tudo.
Conversei longamente com o Lima Duarte. Ele me mostrou tudo por lá: suas carpas de estimação, que ele falava “nishiquigói” (acho que é assim), suas pingas que eu tive que provar. Um homem galante e charmoso.
O almoço de família só tinha eu de estranha. Simples e gostoso. E ele contava histórias para me impressionar. E impressionava.
No fim do dia fomos embora e ele se despediu no portão.
A impressão foi que ele era exatamente igual aos personagens que ele fazia na TV: um homem macho até o último fio de barba. Que impõe respeito, medo e ao mesmo tempo muito sedutor e justo.
Nunca mais o vi. Até que gostaria de saber do James e dele. Que dupla…
