Um Sapo no Closet

Liliana | Bichos Incríveis,Filosofando | Saturday, November 29th, 2008

Acredito que poucas pessoas saibam como me sinto em relação aos animais.

Vocês não tem idéia do que é conviver com um sapo de estimação solto pela sua casa, andando livremente para lá e para cá podendo dar de cara com ele nos lugares mais inusitados a qualquer momento. Os sustos que levo! O cuidado constante para não pisar nele. Não ferir o sapo. Garantir que ele tenha acesso a água, comida e tudo o mais que um sapo precisa. E estou falando de um sapo! Um bicho que tenho a maior aflição.

Tudo porque ele decidiu morar na minha casa e meus cachorros o aceitaram. Então, quem sou eu para expulsar o sapo Mario daqui?

Toda a rotina da casa foi modificada por causa de um simples sapo: a empregada limpa a sujeira do sapo. As visitas são informadas para não pisarem no sapo e prestarem atenção aonde andam. Eu não ando mais descalça para não chutar o sapo com os pés nus. Nem ando no escuro como andava antes para não pisar nele. Temos a Rotina do Sapo. Se ele some, vamos procurar onde ele está dormindo.

Um sapo! Solto! Dono da casa!

É comum estarmos vendo televisão e o Sapo Mario aparecer ao meu lado para conferir o programa que estamos vendo.

É divertido darmos besouros para o Mario comer.

Um sapo!

E não sou só eu. A empregada Andréia, meus amigos, quem vem aqui, todos gostamos do Mario. Até os cachorros.

Se fazemos tudo isso com um sapo, imagina com a Joom.

Imediatamente foi absorvida pela família. Cuidada, alimentada, e inundada de amor.

Eu estou quieta a respeito da tragédia de Santa Catarina. É defesa minha pois não suporto e não tenho condições de lidar com tais horrores que estão acontecendo por lá. Eu não posso pensar nos animais de lá. Estou com mais de 1000 feeds para ler e caí na besteira de ler posts da Cora Ronai. E justamente havia uma carta de uma mulher descrevendo um resgate com um helicóptero no qual salvaram a família humana e deixaram para trás os 4 cachorros para morrer de fome. Desde então estou passada. Não consigo parar de pensar nisso.

Para mim, toda forma de vida é importante. E o ser humano por ter mais condições de adaptação é o que menos precisa de ajuda. E enquanto o ser humano continuar só pensando em sua própria espécie, menos vontade eu tenho de pensar no ser humano.

Se eu estivesse ilhada aqui em cima do morro e viesse um helicóptero me salvar, teria que levar toda minha família junto: um sapo, quatro cachorros, uma mulher teimosa e um blogueiro que aparece de vez em quando.

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  • Que Orgulho do Jonny

    Liliana | Blogworld,Etiqueta ou o Óbvio Repassado | Friday, November 28th, 2008

    O Jonny Ken, do Infopod e do Decodificando escreveu um maravilhoso texto sobre como resolver desavenças pessoais e profissionais.

    Eu não poderia ter escrito melhor. Por isso, indico o texto do Jonny para vocês lerem.

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    Essa eu tinha que compartilhar com vocês: vocês já viram enterro de anão?

    Eu nunca tinha visto.

    Internet é isso aí: cultura!

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    Liliana | Blogworld,Minha Opinião Vale Ouro! | Thursday, November 27th, 2008

    Ricardo Cobra além de um amigo querido e um gentleman é o responsável pelo delicioso blog Homem Na Cozinha.

    Ele É o Homem Na Cozinha.

    Cozinheiro de mão cheia, dedicado, caprichoso, simpático e muito bem sucedido. Porque o Homem Na Cozinha hoje é um blog de muito sucesso e referência em seu nicho. Tudo por causa do Cobra.

    E, um blog de sucesso como o dele não podia ficar restrito ao computador.

    Fio muito feliz de apresentar para vocês a Grife do Homem Na Cozinha.

    O Cobra lançou uma linha de aventais, toalhas, jogos americanos e outras coisinhas bacaninhas que dá vontade de ter um de cada.

    Eu convido vocês a conhecerem o trabalho do Cobra pois realmente tudo o que ele faz é nota 10.

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    Liliana | Bichos Incríveis | Thursday, November 27th, 2008

    Boletim Especial Sobre Joom: Nossa mais nova filha já foi castrada e está no veterinário se recuperando. O veterinário descobriu que ela está com o baço grande e pode ser a tal Doença do Carrapato e ela terá que fazer mais exames. Ela será vacinada assim que tiver condições.

    Eu sou favorável à castração de bichinhos para não termos superpopulação. Meu animais nunca tiveram filhotes e isso não os fez mais tristes. Todos eles são castrados.

    Eu também sou favorável à adoção de cães e gatos de rua. Atualmente tenho 3 cães de rua comigo que peguei por aí: Gigio, Graça e Joom.

    Adote um bicho de rua você também! E castre-o, por favor.

    Obrigada.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Thursday, November 27th, 2008

    O corpo da gente reflete nosso estado mental. Isso é fato.

    E em épocas de crise, ficamos mais tensos, cheios de nós, contrações, mal-jeitos e coisas assim.

    Quem não está em crise nesses dias de hoje? Bem, eu estou como a grande maioria do mundo.

    É crise da bolsa de um lado, é trabalho de outro, enfim, todo mundo tem problemas em seu dia a dia.

    Bem, o único tratamento que posso me permitir hoje é minha massagem quase semanal. Minha massagista é um psicóloga que é terapeuta corporal com uma formação muito legal. E nossas sessões me fazem muito bem.

    Comecei minhas massagens no começo do ano e estava com o corpo péssimo, refletindo exatamente o que se passava comigo. Depois de alguns meses, na última sessão ela me disse que eu estava muito bem! Quase sem nós, bem relaxada, apenas uns probleminhas de postura (o computador…) mas no geral nem parecia a Liliana do começo.

    Por acaso houve alguma mudança radical na minha vida? Ganhei na MegaSena? Casei com um príncipe milionário? Patenteei a descoberta da cura do câncer?

    Nada disso.

    Meus problemas continuam exatamente os mesmos. Porém, eu mudei.

    Eu mudei a forma de ver o mundo e de me inserir no mundo. Mudei minha relação com o mundo e as pessoas. Mudei minhas expectativas para comigo mesma e para com os outros.

    Enfim, tive que reavaliar tudo, passar a régua e construir tudo do zero, novinho em folha com as novas informações que eu tinha disponíveis. Ou seja, me adaptar.

    Eu sempre falo que Saúde é um estado dinâmico de adaptação constante frente aos novos estímulos levando ao bem-estar. E para nos adaptarmos precisamos deixar o velho para trás sem medo e sermos livres para criarmos o novo.

    Medo e rigidez são características que nos fazem mal e só perpetuam situações. Não resolvem nada. Nos congelam como os nós e contrações musculares que as acompanham.

    Assim, a primeira atitude é se permitir a liberdade de pensamentos, é soltar a criatividade, a imaginação. Desprender-se de idéias e dogmas, quaisquer idéias e dogmas que nos diminuam e nos castrem e nos impeçam de ampliar nossas opções de vida e de expressão de nossa individualidade.

    Se existe algo dentro de sua cabeça que impede que você pense com liberdade, descarte imediatamente!

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    Liliana | Blogworld | Tuesday, November 25th, 2008

    Só ele mesmo. Perfeito.

    Não preciso falar mais nada.

    Ele já disse tudo.

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    Eu confesso: eu só gostava de futebol por causa da Rádio Camanducaia nos finais dos jogos.

    A Rádio Camanducaia teve uma importância na minha vida tão grande que até hoje ela influencia coisas que eu faço e vivo.

    Quando eu cheguei a São Francisco Xavier pela primeira vez, me senti em Camanducaia, a da Rádio e me senti em casa. E viver aqui é como viver na realidade das fantasias de infância que eu ouvia pelo rádio.

    Meus podcasts são saídos diretamente de Camanducaia, do Largo da Matriz. E foi com a Rádio que aprendi que Rádio é para se divertir e fazer dando risada. Um prazer.

    Cada vez que pego meu microfone cinza tenho vontade de dizer: transmitindo do nosso microfone vermelho “aquirílico”…

    Ah… Rádio Camanducaia! Como eu gostaria de trabalhar aí!

    Eu assino o feed da Rosana Hermann porque ela sempre aparece com algo legal da internet. E agora ela veio com o site da Rádio Camanducaia!

    Eu convido a todos para conhecerem essa pérola do rádio que influenciou muita gente e alegrou mais gente ainda.

    Bem vindos a Camanducaia!

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  • Faça O Que Eu Falo, Faça O Que Eu Faço…

    Liliana | Filosofando | Sunday, November 23rd, 2008

    A primeira vez que atendi um paciente foi no primeiro ano de medicina em 1981. A Santa Casa, onde estudei, sempre deu ênfase na parte prática e logo de cara nos colocava em contato com pessoas. E a gente se virava. Nessa situação, eu usava mais meu bom senso que os poucos conhecimentos que eu ainda tinha.

    E também foi nessa época que aprendi que minha própria experiência de vida era fundamental para um bom atendimento. Como médica, não bastava apenas eu falar para os outros fazerem determinada coisa, eu precisava vivenciar aquilo que eu pregava.

    Eu não podia ser hipócrita e pedir ou mandar ou exigir algo que eu mesma não tivesse feito ou passado pelo menos algo parecido. E sim, minha vida me proporcionou muitas experiências enriquecedoras.

    Então, quando eu indicava um tratamento, uma cirurgia, um exame, podia fazê-lo com a convicção que estava certa por já ter passado pela experiência parecida ou igual.

    Eu levava desde o começo a sério o Mito de Quíron (Chiron), o Médico Ferido no qual apenas alguém que padece e conhece o sofrimento pode curar.

    Escrevo esse post porque estou escrevendo uma série de artigos sobre Equilíbrio.

    Não são simples artigos. Eu estou vivendo cada um deles conforme escrevo, por isso a demora de completá-los.

    E ao me propor a escrevê-los, resgato esse maravilhoso arquétipo que estava tão quieto dentro de mim, o de Chiron, o Centauro.

    E devolvendo Chiron ao seu lugar de destaque na minha vida, dou mais um passo na minha jornada maravilhosa que eu chamo de vida.

    Assinado: Liliana, a médica.

    PS- Vejam que texto interessante que achei.

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    Liliana | Bichos Incríveis | Sunday, November 23rd, 2008

    Prejuízo até agora:

    • um par de pantufas fofinhas e quentinhas
    • um par de botas de couro preta
    • um tapete de entrada de limpar os pés
    • um cobertor
    • o papel higiênico
    • 3 cachorros velhos de saco muito cheio
    Quase foi:
    • a tomada do MacBook
    • meu jantar
    • minhas Havaianas
    • a caneta
    • a cama da Graça
    • o tapete no quarto de hóspedes

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Saturday, November 22nd, 2008

    Estou fazendo uma série de artigos em meu outro blog e convido vocês a lê-los:

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  • Ofertas de Natal

    Eu já tinha contado que eu costumo comprar produtos para a pele num site de Hong Kong e que apesar dos impostos de importação o preço ainda sai mais em conta do que comprar os mesmos produtos aqui no Brasil.

    A loja virtual é a Strawberrynet e ela está com uma promoção de Natal bem interessante com descontos de até 60%.

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  • Cachorro Novo

    Liliana | Bichos Incríveis,Minha vida num sítio | Saturday, November 22nd, 2008

    É muito fácil educar um cachorro novo na casa quando já se tem outros cachorros mais velhos.

    O trabalho grosso de educação fica para os cachorros e não para o dono.

    Se você está satisfeito com a educação que deu para seus cachorros velhos, o mais novo irá imitar tudo que os outros fizerem.

    Os hábitos de cocô e xixi, dormir, passeios, vir quando chamado, latir ou silenciar, avisar quando aparecer estranhos ou algum perigo, alimentação, tudo isso será imitado.

    Principalmente o temperamento calmo e seguro dos outros será passado para o cachorro novo. O cachorro novo sentirá o ambiente de segurança e tranquilidade e entrará no “espírito da casa” também.

    No caso da Joom, ela é filhote, deve ter uns 5 meses e tem uma agitação própria de filhote de descobrir o mundo, experimentar as coisas, querer brincar, morder. Testar limites. E isso, por mais que os cachorros mais velhos ensinem, brinquem, vamos ter que participar e dizer “não” e gastar tempo e paciência ensinando algumas coisas. Uma boa infância canina significa um bom cão adulto.

    A primeira palavra que um cachorro aprende é “não”. Antes mesmo do próprio nome. Um “não” firme, sem ser histérico, sem gritar, uma vez apenas. E ao dizer “não” para uma coisa, oferecer uma opção de “sim” em troca. Se não pode mastigar meu sapato, pode mastigar o brinquedo próprio de cachorro.

    Joom já tem dois brinquedos para morder, lembrança da época de filhotes dos outros, ela já sabe que pode morder os brinquedos mas está testando se pode morder outras coisas. E está ouvindo “não”. Ela já brinca com um dos brinquedos, porém numa bobeada minha ela comeu minha pantufa.

    Eu não escondi a pantufa nem fechei armários. Ela vai continuar ouvindo “nãos” e sendo vigiada.

    Educar crianças e animais requer amor, paciência e dedicação.

    Meus cachorros são tranquilos e muito bem educados, recebem elogios das visitas e só me dão alegrias. E espero que a Joom também.

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    Liliana | Bichos Incríveis,Minha vida num sítio | Saturday, November 22nd, 2008

    Joom está dentro de casa.

    E sobreviveu. Por enquanto.

    Até que a aproximação com os outros cachorros foi mais rápida do eu esperava.

    Joom não quer saber de mim, e isso ajudou na questão dos ciúmes. Ela quer a companhia dos outros cachorros. Quer interagir com eles.

    Primeiro ela ficou fascinada pelo Tai. Não sossegou enquanto não fez amizade com ele.

    Não foi bem uma amizade porque ele quer mordê-la assim que ela passa perto dele. Mas agora ele não se esforça tanto assim para pegá-la. Ele adorou lamber as orelhas dela. Tentou abocanhar a cabeça dela inteira mas não conseguiu.

    Em seguida, foi o Gigio. O Gigio sempre foi o mais sociável. Mas dessa vez ele está irredutível. Não gosta dela e pronto. Acha ela uma chata. Ela quer brincar com ele e ele não quer brincar de jeito nenhum. Só rosna e reclama. Ela fica tentando mordiscar o focinho dele chamando para brincar e ele vem se esconder entre minhas pernas: “me salva!”

    Mas o meu medo era mesmo a Graça. A Graça sem pre foi o mais ciumenta e já tive uma experiência terrível com a Phellipa, uma outra cachorrinha que tive que dar porque a Graça tentou matar e não aceitou de jeito nenhum.

    Ontem a noite, eu soltei a Graça com a Joom e a Joom ficou absolutamente doida com a Graça. Elegeu a Graça como sua amiga/mãe/brinquedo favorito. E a Graça é a mais nova e mais animada para brincadeiras e consegue brincar um pouco com a Joom. Foi o suficiente para a Joom não querer largar a Graça.

    A Joom nem liga para mim. O que atraiu a Joom para minha casa foram os outros cachorros e a companhia de seus semelhantes.

    Joom, como outros cães abandonados, não confia em gente. Não sei o que ela deve ter sofrido, mas imagino. Ela é arisca e tem muito medo de mim.

    Parece que eu sou o último cachorro que ela fará amizade.

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    Liliana | Bichos Incríveis | Wednesday, November 19th, 2008

    Alguém quer uma cachorrinha linda?

    Meus cachorros querem matá-la. E eles são capazes disso. Se não, eu ficava com ela.

    Ela apareceu aqui em casa. Subiu o morro. Uma gracinha.

    Vou castrar, vermifugar, vacinar, tudo que tem direito.

    Por enquanto ela está do lado de fora da cerca, na garagem. Com água, comida e um cobertor.

    Ela fica chorando querendo entrar.

    Meu coração fica pequeno porque eu deixei ela entrar hoje de manhã e o Tai a mordeu no rabo. E a Graça salivava de ciúmes, presa na corrente. Eles não querem ela aqui. E vão machucá-la se ela entrar.

    Eu queria que ela entrasse e ficasse em cima do meu cobertor aqui no sofá comigo.

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