Instante de Sabedoria

Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta,Filosofando | Wednesday, October 15th, 2008

Viver é como pegar onda.

Tem você, a prancha e o mar.

Você só tem controle de você e da prancha.

Você cuida bem de você para estar nas melhores condições possíveis para ir pegar onda.

Você cuida da sua prancha bem, para ela ter o melhor desempenho possível também.

Mas o mar…

Você não pode controlar o mar.

O mar tem o ritmo dele e é uma força muito poderosa e além de você.

No máximo, o que dá para fazer é observar o mar e conhecer o seu ritmo para escolher a onda, escolher o momento, calcular o tamanho da onda, o tamanho do caldo e o tamanho do seu fôlego.

Só que na vida, não dá para ficar na praia esperando o momento certo para entrar no mar. A gente está no mar em cima da prancha o tempo todo.

Mas a gente pode escolher se vai pegar a onda, se vai ficar sentado na prancha, se vai ficar para lá ou para cá da arrebentação.

Mesmo assim com certas escolhas, a gente está no mar. E no mar, tem tubarão, tem tsunami, tem tempestade, tem calmaria, tem as correntezas. Tudo que independem da gente.

Cabe a nós ficarmos atentos com o mar.

E sabermos remar.

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  • 5 Comments »

    1. Às vezes, muitas vezes, eu diria, somo lançados no mar. Sem prancha e sem remos. E aí é preciso saber nadar. Viver é difícil. Mas ninguém quer abrir mão de viver. O importante é saber viver. E isto é mais difícil ainda.
      beijo, menina

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      Comment by denise rangel — October 15, 2008 @ 4:14 pm

    2. Ficar atento, sim. Mas nem por isto tentar fugir dele…

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      Comment by Enio Luiz Vedovello — October 15, 2008 @ 6:02 pm

    3. Prefiro deitar na areia e contemplar as estrelas.
      hsuehusheuhs

      Muito bom.
      Abraços.

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      Comment by André HP — October 15, 2008 @ 10:44 pm

    4. Cara, vc é um doce. E além de tudo (blogueira, médica, romântica) é surfista! Caí no seu blog pq estava saciando curiosidades sobre “As Pontes de Madison”, que eu li hoje, e havia um post seu. E sobre ele o filme/livro, eu acredito que amor assim é lindo na literatura: tão pleno, perfeito e único – e sobre o tema o filme não inovou. Na vida real, creio que com certa frequência pessoas se deparem com escolhas desta natureza: sacrificar ou não por paixão? Não acho que exista resposta única, ou que qualquer escolha possa ser taxada de covardia, mas como já disse, romantismo é bom na literatura, desconfio das escolhas feitas por paixão. E no mais, nada errado vejo com as amigas e amigos de foda. E bem, embora não partilhe de todo esse romantismo seu, tenho que confessar que o admiro, e que seu blog é, como diria meu filho bem “maneiro”. bjs. Re

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      Comment by Regina — October 16, 2008 @ 12:24 am

    5. Aloha Liliana!
      “O truque está em sobreviver enquanto esperamos a prosperidade que virá”
      Como uma onda, Zen-surfismo, é uma sensação em constante movimento e renovação.
      Ou como lembrou a Denise Rangel, aqui em cima, saber o que fazer enquanto estamos por aqui.
      “Life is what happens while you’re busy making other plans”, ou ainda mantendo minha admiração a meus gurus “Life moves pretty fast, if you don’t stop and look around, once in a while, you could miss it”
      Abraço apertado e
      Aloha!

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      Comment by Luis Santos — October 16, 2008 @ 12:29 am

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