Prevenir é bom
Uma das razões egoístas que as pessoas resolvem ter filhos é para ter alguém que cuide deles quando forem velhos e doentes.
Embora ter filhos não seja garantia de que alguém vá cuidar deles na velhice, na maioria das vezes, isso acontece. Geralmente os filhos acabam tomando conta dos pais.
Tanto não é garantia, que existe lei que protege idosos. Mas não é isso que eu ia falar.
Eu queria dar um toque para os filhos, que vão se ver nessa posição mais cedo ou mais tarde, para se precaverem em relação a convênios médicos de seus pais.
Seus pais têm convênio? O convênio é bom? Cobre despesas hospitalares? O hospital do convênio é o que você gostaria que eles fossem internados? E os tratamentos? O convênio cobre todos os tratamentos necessários?
Se eles não tem convênio, você está preparado psicologicamente para aceitá-los no sistema público de saúde? Seja sincero com você mesmo. Isso é um assunto muito sério.
Avalie todas essas questões e converse com seus pais para que juntos possam tomar as decisões e modificar o que for preciso.
Planejar com antecedência, com calma, cabeça fria é muito melhor.
Numa emergência e tendo que decidir tudo às pressas podemos tomar péssimas decisões que nos comprometerão inclusive financeiramente.
E agora, quero dar um toque para os pais.
Não coloquem essa responsabilidade sobre seus filhos. Cuidem de ter meios próprios de arcar com seus próprios tratamentos e cuidados. Façam o possível para isso. Planejem-se. Pensem nos seus filhos apenas como fonte de carinho e amor. Só isso.
Eu já acompanhei a morte de meus pais e de meus avôs paternos e foi assim que eles me ensinaram. E garanto que não foi pior por causa dessas lições.
Desculpe tocar num assunto tão desagradável, mas é que o oposto também acontece e é daí que vêm as confusões de família.

Deixa eu contar. Minha mãe sempre fez questão de ser independente e tem seu plano há anos. Ano passado precisou retirar a tireóide. Eu fiz questão de acompanhá-la no pós-operatório, que é de 12 horas no máximo. Ela ficaria em enfermaria, então paguei a diferença para ficar em um quarto com uma cama pra mim. Ok. O médico disse que foi tudo tão bem, que até mandou um outro médico pra lhe dar alta. Duas semanas depois a secretária manda uma conta de quase R$ 500 porque a troca de enfermaria por quarto fez com que o procedimento saísse do nível “básico” pra um nível mais caro. Quer dizer, mesmo com tudo planejado, você sempre leva uma facada desses planos de saúde. Então tudo isso pra dizer que teu post é perfeito.
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Comment by Tina Lopes — October 14, 2008 @ 5:13 pm
Oi Liliana. Acompanho seu blog desde o início e gosto muito dos seus textos e conselhos.
Esse seu post está mesmo perfeito. Sei disso porque tenho passado por essa situação. Cuido da minha mãe, que tem ELA. Meus pais não ouviram meus conselhos sobre um bom plano de saúde e agora estamos contando com a saúde pública e, às vezes, gastando quantias absurdas em consultas, exames e remédios. Situação complicada.
Como sou filha única, tenho que cuidar de tudo sozinha. Sozinha mesmo, já que meu pai não sabe lidar com a situação e preferiu optar pela negação dela.
Só o que sei hoje é que: não terei filhos únicos e deixarei tudo acertado para que, quando estiver velhinha, não tenha que pedir que meus filhos se preocupem comigo.
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Comment by Deia — October 16, 2008 @ 3:18 pm
Na pressa, inventei uma forma de ter filho único várias vezes. (hehe) Quando aperecer ‘filhos únicos’, leia ‘filho único’, ok?
Bjs.
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Comment by Deia — October 16, 2008 @ 3:21 pm