Direitos E Deveres
Faz parte da vida adulta assumirmos responsabilidades sobre nossa vida.
Tem gente que prefere ser criança a vida toda e deixar certas responsabilidades para outros. Eu acho uma pena, porque nessa situação, a pessoa perde uma série de direitos adquiridos por tomar conta de seu próprio nariz.
Ao tomarmos conta de nossa vida, podemos decidir sobre ela e ninguém tem nada a ver com isso.
Ou melhor, ninguém tem nada a ver com isso na medida que permitimos que as pessoas se metam em nossa vida.
Obviamente que temos deveres. Mas não é sobre deveres que quero discorrer.
É sobre a dificuldade de defendermos nossos direitos.
No dia a dia, o contato com o outro é uma colocação constante de limites de parte de cada um para que não sejam ultrapassados. E uma lembrança constante que seus direitos devem ser respeitados.
Nossos direitos não são respeitados naturalmente. Assim como nossos limites não são respeitados naturalmente. A tendência do outro é ir avançando. Ou seja, nós também temos a tendência de avançar nos limites do outro porque não podemos ficar pensando 24 horas só no outro. É impossível. Uma hora, vamos escorregar. E o outro vai ter que se impor. Nós vamos ter que nos impor.
A diferença de pessoa para pessoa é que uns invadem e desrespeitam os direitos e limites do outro de forma contumaz. Enquanto outros, apenas por uma distração momentânea.
Uns têm má-fé. Outros não.
Eu observo que geralmente as pessoas ficam sem jeito de defender seus limites e direitos. Talvez por timidez, por vergonha, por medo de confronto, de chamar a atenção, preguiça, por se sentirem imerecedoras de tais direitos. Enfim, várias razões. E daí eu vejo uma cultura do “deixa pra lá”.
Ao abrir mão de um direito seu, a pessoa está fazendo mal a si mesma. Ela se torna menor. Ela se faz menor do que realmente é.
Claro que eu escolho minhas lutas. Acho que todo mundo deve saber onde gastar suas velas. (Em referência ao ditado: não use velas boas com defunto ruim.)
Mas há lutas para serem vividas.
Não dá para passar a vida em brancas nuvens.
Uma hora, se tem que falar “não”.














Sou desses q vivem para resolver as invasões dos direitos alheios… advogado, sabe? E lendo seu texto percebi q algumas vezes a gente é contratado por esses tímidos que preferiram simplesmente não se manifestar em defesa própria… preferem pagar alguém (eu) pra fazer isso.
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Comment by Marcus — October 10, 2008 @ 4:21 pm
haha… é isso aí! (y)
curti o post.
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Comment by André — October 10, 2008 @ 5:40 pm
Aloha Liliana!
Parece discussão em família.
Apenas família insiste em invadir nosso espaço com tanta propriedade, e ainda se acreditar em pleno direito. Se não for família já está em algum lugar do espaço sideral frações de segundo depois do primeiro avanço irregular de território!
E frequentemente é comparável a “briga com bêbado”: Se apanhar é vergonha, se bater é covarde.
Quando lutamos por direitos somos encrenqueiros, egoístas e mesquinhos. Quando abrimos mão somos frouxos. E alvo da próxima disputa!
Como você disse, é preciso saber os momentos para batalhas, e saber lutar o bom combate.
Abraço apertado, sucesso e
Aloha!
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Comment by Luis Santos — October 11, 2008 @ 4:37 am