O Meu É Maior Que O Seu
Tem gente que não aguenta não dar a última palavra num assunto.
Minha irmã era assim quando éramos crianças. Era um saco. Era tão chato que nem sei se ela é assim ainda, porque prefiro nem conviver com ela para saber.
Parece que dá uma coceira na lingua e a pessoa tem que falar algo.
Ela pode estar conversando com a maior sumidade no assunto mas tem que falar alguma coisa, dar um pitaco, dar alguma informação irrelevante ou, na falta de algo sério, fazer uma piada para dar a palavra final.
Ninguém sabe tudo de todos os assuntos.
Se alguém tem a ilusão do saber é apenas isso: ilusão. E todo o conhecimento não está na internet, por mais que as pessoas achem que está. Não está. A vivência, a experiência de vida ainda não está reproduzida na frieza dos dados virtuais.
Ainda não é possível armazenar diretamente do cérebro de alguém para a internet o que se viveu.
Mas o que leva alguém a ter que dar a última palavra?
Simples chatice? Complexo de inferioridade? Egolatria? O equivalente a puxar as tranças da menina desejada na escola? Inveja?
Não há dúvida que existe uma necessidade enorme de se provar o tempo todo e provar-se para os outros. E que stress desnecessário isso acarreta! Que vida mais dura e pesada ter que ser o melhor o tempo todo. Principalmente ter que receber esse reconhecimento vindo externamente.
Feedback é bom. Eu diria fundamental para viver. Sem feedback não podemos nos adaptar nem corrigir o que tem que ser corrigido para termos uma vida melhor. Mas há limite para o tanto de feedback que uma pessoa precisa. O feedback deve ser como uma sintonia fina na vida. Não uma alimentação primária de combustível.
Viver de feedback é mais cedo ou mais tarde morrer de fome.

Eu acho que toda minha família é assim com excessão da minha mãe. E só porque mãe é mãe. A gente aprende a conviver. Eu acho.
Antes que pergunte, estou quase sarado dessa bobeira.
bjo. até.
PS: a última palavra é minha até agora. rs
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Comment by Vinícius — August 26, 2008 @ 2:33 am