Da Arte De Fazer Malas
Como já contei, estou indo viajar amanhã. Também já mencionei que adoro malas.
Admito que é um gosto deveras peculiar gostar de malas, mas eu sou uma pessoa muito peculiar, se é que vocês ainda não perceberam.
E, obviamente, considero fazer malas uma arte. O conteúdo perfeito na mala perfeita, para o objetivo certo.
Assim, vou compartilhar com vocês minha experiência de fazer minha mala.
Primeiro, o ambiente. Preciso estar calma e descansada para poder me concentrar numa ação tão importante: prever o futuro.
Porque fazer as malas para uma viagem é justamente isso: prever o futuro e descobrir o que eu vou querer usar daqui a vários dias. Como vou estar me sentindo daqui a uma semana? Que roupa vou querer por naquela noite em especial? Como vou querer estar parecendo para aquele futuro paquera que eu possa vir a conhecer naquele provável restaurante que eu talvez vá numa noite quente? Que tipo de salto de sapato vai ser o mais cômodo e ao mesmo tempo mais bonito de acordo com o piso do lugar onde vou estar hospedada?
Previsões! Previsões! Previsões!
Então, fazer as malas é ter que antecipar toda a viagem.
Nos mínimos detalhes.
Calma e concentrada, eu olho para meu armário. (Claro que já sei toda a previsão de tempo e temperatura.)
E escolho um tema: no caso “praia-chique”. Poderia escolher praia-hippie, praia-jovem, praia-whatever, mas eu quis praia-chique porque estou me sentindo a própria mulher saída do filme Sex And The City. E fui nos vestidos, minha base do guarda-roupa de viagem. Peguei os que eu quis nem ligando para quantos eram.
Daí, passei para as saias. Todas minis por causa da praia. E bem casuais. Uma de jeans é obrigatória.
Em seguida, fui para as calças compridas, já que o lugar para onde vou é quente. Escolhi pantalonas e uma calça de amarrar. Milagre, nenhum jeans.
Só então fui para a gaveta de calcinhas e sutiãs. Geralmente eu começo malas de lugares frios pelas calcinhas e sutiãs, mas com roupas mais abertas, nas quais o sutiã vai aparecer, eles ficam para depois das roupas escolhidas para eu poder combiná-los.
Daí, blusinhas e camisetas. Peguei blusas leves e esvoaçantes e tops de algodão com lycra justos no corpo para ir para a praia e que também podem ser usados em outros ambientes. Esse negócio de ir com camisetas largonas na praia não é comigo. Eu gosto de usar um vestidinho mini ou uma camisetinha justa com mini-saia como saída de praia.
Biquinis e mais biquinis. Peguei todos que eu tinha.
A canga, claro. Que eventualmente eu posso usar como vestido.
Pijaminhas decentes, porque como uma mulher muito fina falava (pena que não lembro o nome dela), “você nunca sabe quando seu hotel vai pegar fogo”.
E agasalhos que combinem com o tipo de roupa que você escolheu levar. Eu coloquei um blaser de algodão branco de mangas 3/4 que é um coringão em praia e mais uns agasalhinhos de linha. Além de uma peça rosa-choque transparente porque nunca se sabe, né?
De sapatos… Sandálias rasteiras. Todas. E Havaianas. Resolvido. E um tênis que sempre é bom.
Colocado tudo na mala… Ela nem ficou tão cheia! E eu fiquei com a sensação de tranquilidade que eu vou ter opções a vontade para brincar de me vestir.
(E eu não faço idéia de quantas peças de roupas estou levando.)
Quanto as coisas de toalete. Ainda não peguei porque vou usá-las até amanhã.
Mas o processo é o mesmo da mala: eu tenho uma bolsa bem espaçosa e tudo espalhado em cima da pia. Eu vou pegando tudo que eu uso e posso vir a usar. Mesmo que seja para uma maquiagem que talvez eu queira fazer numa noite inspirada. Não há nada mais desagradável que você estar se arrumando e sentir falta daquele pincel ou daquela sombra ou daquele creme em especial.
Como puderam perceber, sou uma viajante nada econômica. Gosto de fartura em meus pertences.
Levo também livros, computador, telefones, tudo para meu conforto.
E o incrível de tudo isso é que mesmo sem me preocupar em diminuir minha bagagem, diminuir o peso, economizar espaço (porque claro que eu sempre deixo espaço para trazer lembranças da viagem), eu ainda consigo carregar tudo sozinha e ser auto-suficiente malisticamente.
Tudo questão de planejamento e eficiência.

‘auto-suficiente malisticamente’– adorei a expressao!
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Bruno Pedrassani reply on July 9th, 2008 11:30 pm:
Hauhauhau, gostei também.
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Comment by tatiana dutra e mello — July 9, 2008 @ 7:22 pm
Eu também levo de tudo só que odeio arrumar malas….
Faça uma boa viagem!
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Comment by Evandro Cesar — July 9, 2008 @ 7:29 pm
Caramba, haja roupa!!
Meu processo é bem diferente: duas roupas por dia – uma para o dia propriamente dito, outra para a noite. Em princípio. Algumas viagens exigem menos roupas à noite e mais durante o dia, aí vou fazendo os ajustes.
Adorei a frase do pijama! Minha mãe tem uma parecida para lingerie: “você nunca sabe quando vai passar mal na rua e acabar despida numa ambulância”.
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Liliana reply on July 9th, 2008 9:00 pm:
Ai, Lu. A viagem vai durar 17 dias… Eu estou levando menos que isso nas suas contas. Porém, estou levando peças intercambiáveis. Espero que não sinta falta de nada!
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Lu Monte reply on July 9th, 2008 9:04 pm:
17 dias?! É, tem razão, nem é tanta roupa assim… pelos meus cálculos nada matemáticos, tua mala daria mesmo para uns 15 dias, com folga.
(Eu SEMPRE sinto falta de alguma coisa; e outras ficam sobrando na mala.)
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Comment by Lu Monte — July 9, 2008 @ 8:52 pm
Li, preciso de um guia: como fazer malas para pegar a ponte aérea toda semana, ouvindo a musiquinha do Fantástico, sem se descabelar toda e chorar agarrada na cortina. Queria ter essa classe malistica que você tem toda-semana-de-m***!!!!
Mas a auto suficiencia pra carregar a mala, eu já tenho, pelo menos isso!!!
Beijinhos e boa viagem,.
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Comment by Fabiana — July 11, 2008 @ 12:58 pm
Sugiro que, ao viajar para o nordeste, é aconselhável levar várias mini-saias, duas bermudas e um jeans para situações especiais. Quando estiver bronzeada, sempre use e abuse das mini-saias ou mini-vestidos e, dependendo “do clima”, use calcinhas transparentes de tule com strass. Faça o tipo “fattale”. Saiba aproveitar sua jovialidade e sua feminilidade,sem ser vulgar é claro. Você é uma mulher de classe.
Aproveite o verão, que é uma época em que a sensualidade aflora a pele. Saiba ser ousada/provocativa e sensual. Deixe o erotismo aflorar. Não se policie tanto, devido a sua profissão. Afinal, você não estará em seu ambiente de trabalho…
Viva com emoção.
Bjs.
Adriana
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Comment by Adriana — January 10, 2011 @ 2:20 pm