Transtorno Por Mortificação
Em Homeopatia às vezes damos nomes diferentes a doenças que não são bem descritas pela medicina alopática.
O Transtorno por Mortificação é um desses casos.
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Mortificação (Houaiss)
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sXIV cf. FichIVPM
Acepções
? substantivo feminino
1 ato ou efeito de mortificar(-se); entorpecimento, prostração
2 abatimento psíquico ou moral ocasionado por desgosto, insatisfação
3 flagelação do corpo através de penitências, jejuns etc., como meio de inibir certos desejos; tortura, maceração
Ex.: m. da carne
4 repressão, refreamento de determinados sentimentos
Ex.: percebera que era preciso dar atenção à m. das paixões
5 Rubrica: neurologia.
perda parcial da capacidade motora voluntária de um músculo
6 Rubrica: patologia.
estado de um tecido orgânico que se encontra morto; necrose, gangrena
Etimologia
lat. mortificatìo,ónis ‘morte, destruição’ (de mortificáre ‘dar a morte’); ver mor(t)- e -ficar; f.hist. sXIV mortificaçom, sXVmortifficaçom, sXV mortificaçõ
Sinônimos
ver sinonímia de desgosto e martírio
Como podem ver pela descrição do dicionário, mortificação é uma situação de desgosto constante na qual não podemos fazer nada basicamente. E o ser como um todo sofre fisica e emocionalmente levando à sinais e sintomas e a um prejuízo do nosso dia a dia em qualidade e intensidade.
E como tratar o Transtorno por Mortificação?
A primeira coisa é sair da situação que nos mortifica. E às vezes só o tempo para isso. Então, usa-se paliativos para podermos passar o tempo da melhor maneira possível até a situação acabar.
E se não é possível modificar a situação? Então é necessário todo um trabalho de adaptação à nova situação de vida para que o que nos mortificava não nos atinja mais.
Assim, a abordagem depende de se saber se aquela situação de desgosto é temporária ou não.
Estou escrevendo este texto porque hoje eu finalmente saí de uma situação que me colocou num transtorno por mortificação por longos seis meses com prejuízo de minha vida particular.
Eu não escolhi a situação, fui jogada nela. Porém, sabia que ela iria acabar em seis meses e tentei fazer o melhor possível nesse tempo. Mas, no fundo, a situação de desgosto me consumia e me entristecia. E hoje, pelo alívio que estou sentindo e pelo tamanho do sorriso que está no meu rosto, posso ver o quanto isso me atrapalhou.
Fico triste que nesses seis meses pude ver quem era meu amigo ou não. E muita gente não passou no teste.
Agora, estou nova em folha para começar de verdade a nova fase da minha vida só com coisas boas.
Como diria o Chapolim: sigam-me os bons!














Esse transtorno não seria o que chamam de “depressão leve” ou ainda um início de depressão? Não pude deixar de notar as semelhanças pelo menos.
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Liliana reply on July 1st, 2008 2:14 pm:
Bruno, os sintomas que aparecem no Transtorno por Mortificação podem ser inúmeros, desde depressão até sintomas físicos como uma gastrite, por exemplo. Depende do paciente e de sua idiossincrasia (termo homeopático que define a predisposição para manifestar sintomas).
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Comment by Bruno Pedrassani — July 1, 2008 @ 1:11 pm
Olá! Graças ao Cardoso tornei-me seu leitor hoje comento e quase nunca faço isto, nos blogs do Cardoso ainda não comentei nenhuma vez, porque há três anos a mortificação faz parte do meu dia-a-dia. E provavelmente ainda por um bom tempo, contudo é menos ruim entender o que se passa. Obrigado e continue postando porque mesmo que eu e outros leitores não comentem seu texto é muito importante. Novamente obrigado, você escreve muito bem e de de uma forma muito pessoal e envolvente. Obrigado.
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Comment by Malesbits — July 1, 2008 @ 1:29 pm
Esses momentos sempre servem para ver quem é quem
keep walking!
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Comment by Evandro Cesar — July 1, 2008 @ 1:38 pm
Você citou a homeopatia; certa vez uma pessoa muito ligada a mim recorreu a um homeopata pra se tratar justamente desses sintomas – a mortificação, então causada por uma morte recente. O tratamento em menos de um mês deixou essa pessoa à beira do suicídio, numa depressão profunda. Quando voltou ao homeopata, ele disse: é que vc precisava chegar ao fundo do poço pra se recuperar. Não foi legal, porque a pessoa não estava preparada para aquela gangorra emocional. E nunca mais voltou a um homeopata. Você que me ensina tanto, comenta isso aqui, vai? Bjk.
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Liliana reply on July 1st, 2008 7:57 pm:
Tina, eu tenho também especialização em homeopatia dentre outras que possuo, porém, raramente indico o tratamento homeopático. Eu pessoalmente gosto mais da alopatia e da psicoterapia. A homeopatia no entanto amplia conceitos e tem uma filosofia bem interessante que pode ser usada na medicina convencional, que é o que eu faço. O caso que você descreveu só reforça a arrogância de certos homeopatas que ainda não entenderam o que significa “a arte de curar” que o próprio inventor da homeopatia, Hanneman, falava.
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Tina Lopes reply on July 1st, 2008 9:45 pm:
Ufa. Que legal esse teu ponto de vista. Confesso que eu peguei medo de homeopatia depois disso. Levei a Nina uma vez, pra tentar dar um up na imunidade, andava muito doentinha de gripe e tosse. A homeopata seguiu o mesmo princípio, “tem que piorar pra melhorar”. Claro que quando a febre chegou nos 39 eu não aguentei. E outra, a menina ficou numa agitação que não dormia. (quando a homeopata perguntou, ao telefone, “agitou”, eu pensei no vidrinho de remédio: “agitei!”, rsrsrs) Bjk.
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Liliana reply on July 1st, 2008 9:56 pm:
Esse conceito da “agravação” homeopática, do ter que piorar para melhorar o próprio Hanneman já tinha abandonado nos últimos escritos dele. A cura tem que ser suave e progressiva, esta é a arte de curar. Para poucos, querida, para poucos
Liliana reply on July 1st, 2008 10:00 pm:
Só para completar… Agravação significa ou remédio errado, ou potência errada, ou dose errada. Mas com certeza é erro. E se apresenta agravação, tem que fazer melhorar na hora. Não pode deixar sofrer, seja com homeopatia, com antídoto (existe) ou com alopatia.
Comment by Tina Lopes — July 1, 2008 @ 5:39 pm
Opa, estamos nessa.
Liliana, Que as coisas boas estejam sempre presentes de agora em diante. Grande abraço.
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Comment by Silvano Vilela — July 2, 2008 @ 12:37 am
Aê Liliana! Brand New Day com amigos confirmados a bordo! Assim é que se faz.
Adorei o texto.
bj no coração, querida.
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Comment by Lucia freitas — July 2, 2008 @ 4:15 am
Liliana,
tenho uma amiga que segue homeopatia nos seus tratamentos, e ela está sempre adoentada. Dores de cabeça, dor nas costas, gripada, essa coisa mais corriqueira e não sara nunca.
Eu sei que boa parte disso é cansaço porque ela trabalha muito e tem a responsabilidade de criar os filhos sozinha mas mesmo assim eu acho que o problema é essa homeopatia misturada com filosofia de vida, onde a pessoa não mais avalia o resultado do tratamento e fica procurando argumentos para justificar a falha, não do medicamento mas do seu pensamento.
Sou suspeita pois não tenho paciência com homeopatia, ter que tomar bolinha sem tocar nelas me parece “um ritual” e não medicamento, enfim… sempre me surpreende a falta de lógica.
Mas achei muito interessante esse o seu comentário sobre a arrogância de certos homeopatas. Deve ser a união perfeita com “fé” dos pacientes!
um abraço
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Liliana reply on July 2nd, 2008 12:49 pm:
Um medicamento tem que funcionar mesmo sem “fé” dos envolvidos. Não dá para encarar homeopatia como filosofia de vida. Socorro! É apenas um jeito de tratar doenças, um jeito entre outros. Detesto qualquer tipo de fanatismos. E olha que eu faço homeopatia de 3o. nível, ou seja, profunda.
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Raquel reply on July 3rd, 2008 2:42 am:
É bom saber que há pessoas como você, porque o número de charlatões está assustador!
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Comment by Raquel — July 2, 2008 @ 11:43 am
fui no homeopata pela segunda vez e fiquei sabendo que apresento esse quadro… e já vai bastante tempo quase 50 anos e ele me diz que eu ainda tenho chance ! espero e confio !
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Comment by vib — July 20, 2008 @ 11:18 pm
Boa sorte no tratamento!
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Comment by Liliana — July 22, 2008 @ 5:39 pm