Aborto, O Problema É Mais Embaixo
Ontem um dos blogs que eu leio, o Papo de Homem publicou um post sobre Aborto.
Eu odiei o texto porque o autor, um leitor convidado, foi muito infeliz ao escrever sua opinião e eu achei que por ser um assunto tão importante, o PdH poderia tê-lo apresentado de outra forma, com mais qualidade e informação. Uma pena. Um desperdício de espaço virtual e de tempo de quem leu o tal post.
Independente se sou contra ou a favor do aborto, a questão primeira que defendo sempre e continuarei defendo é a LIBERDADE INDIVIDUAL DO SER HUMANO DE GERIR SUA PRÓPRIA VIDA.
Quanto mais desenvolvida uma sociedade e seus participantes, precisaríamos de menos leis que a regulassem, teoricamente. Pois as pessoas se auto-regulariam. Isso é totalmente utópico, anárquico. Mas a anarquia parece que é a forma mais avançada de organização social. Por isso estamos longe dela.
Mas todo passo em direção à liberadade individual é bem-vindo.
Hoje, o Estado decide por nós várias coisas. O que podemos ou não fazer. Não temos autonomia de decisão sobre nosso corpo.
Por exemplo, seria meu direito andar de moto sem capacete e ter minha cabeça esbugalhada no asfalto se eu quisesse. Mas a Lei não o permite. Seria meu direito andar sem cinto de segurança e ser arremessada do carro numa batida, mas a Lei não me permite. Esses são exemplos corriqueiros de como o Estado interfere em minha liberdade individual. O mérito do porquê ele o faz, não importa. Mas ele o faz.
Como ia dizendo, eu defendo a liberdade individual, para a pessoa fazer o que bem entender consigo mesma, sem interferir com outros.
Hoje no Brasil é negado o direito de escolha às mulheres do que fazer no caso de engravidarem. A única opção é que levem suas gravidezes a termo salvo no caso de estupro ou risco de vida da mãe me parece.
Isso que me incomoda: a falta de liberdade de escolha. A imposição de um resultado.
Cada indivíduo, na minha opinião deve poder decidir sobre as questões fundamentais de sua vida. E ter uma filho é uma questão fundamental. O Estado não é capacitado para decidir isso por ninguém.
Permitindo a liberdade de escolha, daí sim o indivíduo poderá formular sua decisão baseada em suas próprias convicções morais, religiosas, éticas, culturais, psicológicas, financeiras.
Não precisamos de um Estado paternalista. E sim de um governo que nos respeite.

Eu não li o post do papo de homem (na verdade é capaz até de ter lido pois assino o feed, mas não me lembro exatamente desse post especificamente), mas, sobre a sua opinião, eu concordo: também defendo a LIBERDADE INDIVIDUAL DO SER HUMANO DE GERIR SUA PRÓPRIA VIDA…
…desde que isso não afete a vida de mais ninguém.
Não é o caso do aborto. Diante de tantos métodos contraceptivos e tanta informação, o aborto não é admissível. Pelo menos não para pessoas esclarecidas e bem educadas.
Sem entrar no mérito de quando um feto já pode ser considerado uma vida ou não, quando vc aborta, vc está interferindo na vida de outro ser e isso não é admissível na minha opinião.
Não quer ter filho? Compre camisinha. Custa menos de 5 reais.
Não quer ter filho? Tome pípula. É só consultar um médico.
Não estou dizendo que isso é responsabilidade só da mulher. O homem tb tem toda responsabilidade sobre as precauções para evitar um gravidez indesejada.
É isso.
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Liliana reply on June 19th, 2008 3:00 pm:
Eu pessoalmente só considero o ser vivo com direitos e deveres inerentes após o nascimento, e após ter respirado. Nascido sem respirar para mim é natimorto. Antes de nascer é feto ou embrião que para mim é um apêndice da mãe, ou seja, não se mantém sozinho, precisa do hospedeiro para sobreviver e por conseguinte não tem direito a nada.
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Bruno Teixeira reply on June 19th, 2008 3:52 pm:
É. Respeito sua opinião, apesar de discordar completamente.
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Liliana reply on June 19th, 2008 3:56 pm:
Eu também respeito você, Bruno
Liliana reply on June 19th, 2008 4:02 pm:
Só acrescentando, o feto ou embrião vai ter a importância, o afeto, a consideração de acordo com o que a mulher que o carrega dá a ele. Por isso que é uma questão tão particular, de cada mulher, de cada gravidez. Ele pode às vezes significar tudo e às vezes ser um nada. Quem dá o peso é a mulher que o carrega. E só ela.
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oculto reply on October 18th, 2008 3:49 pm:
Eu não concordo, com isso, eu acho, eu sei q apartir do momento que se descobre que esta gravida ja é um ser, pq apartir de 5 semanas, eles ja sentem, e sofre muito, ao sentir que esta sendo abortado, e luta por isso, no ventre da mãe.
eu acho assim.
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Comment by Bruno Teixeira — June 19, 2008 @ 2:49 pm
Concordo com a sua opinião.
O post realmente foi fraco, e por algum tempo os comentários foram bons, mas como quase tudo que acontece, uma hora perderam o sentido.
Não sou contra nenhuma religião. Se quer seguir seu dogma, siga. Mas não imponha a ninguém. O mesmo vale pro Estado.
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Comment by Bruno Pedrassani — June 19, 2008 @ 2:55 pm
Nunca comento no pdh (na verdade, mal o leio), mas essa não deu pra deixar passar. O texto do cara é mal fundamentado e ofensivo.
As pessoas se perdem, acham que defender a legalização do aborto é anti-ético, monstruoso, criminoso etc. e tal; e se esquecem que, caso o aborto fosse legalizado, continuaria sendo um direito dos discordantes não fazê-lo.
Enfim. Isso não é matéria pra ser escrita num comentário, mas sim num post (que não virá, não tão cedo).
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Comment by Lu Monte — June 19, 2008 @ 6:10 pm
Liliana!
E o que achou da nossa (minha, da Amanda e da Dani) no Decodificando?
http://www.decodificando.com.br/2008/03/07/episodio-10-legalizacao-do-aborto-no-brasil/
Seria legal ouvir a opinião de uma médica!
Beijos
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Comment by Jonny - Infopod — June 19, 2008 @ 6:55 pm
Eu sou, sempre fui, a favor do aborto. Mas conheci uma menina que ficou grávida, descobriu só perto do 3º mês e ficou procurando o pai da criança, levando em banho-maria (é uma retardada mesmo) até que a gravidez chegou ao sétimo mês. Só então ela conseguiu um açougueiro que topou fazer o aborto. Daí fica a questão: eles tiraram um bebê pronto e fizeram o quê com ele? Pois com esse tamanho certamente teria sobrevivido. Deve ter sido jogado no lixo. Sabendo disso eu passei a manter minha opinião pró-aborto com a condição do terceiro mês de gestação. Porque passando dessa fase, passei a encarar como assassinato. Não dá pra ver um simples feto, uma ameba, num bebê de sete meses de gestação. E diga-se de passagem nunca mais consegui olhar pra cara da menina. Ironia: ela mesma foi uma criança adotada.
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Liliana reply on June 20th, 2008 5:28 pm:
Tina, não sei se me ateria ao 3o. mês, mas vc tem razão. Nasceu um feto viável, é gente. Eu sempre falo: nasceu, fudeu. Para mim pode fazer o que quiser antes de nascer alguém viável. Mas nasceu, fudeu…
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Comment by Tina Lopes — June 20, 2008 @ 4:31 pm
Liliana, concordo com você em duas coisas: o texto do PdH ficou devendo e todo mundo tem direito a fazer o que quiser com o seu corpo.
Tá cheio de exemplo de gente que se tatua, fura o nariz, enche o corpo com mais de seis mil piercings, transforma o lóbulo da orelha num túnel, pratica sadomasoquismo, fuma feito uma caipora e por aí vai.
Mas no caso de uma gravidez indesejada fruto de uma RELAÇÃO SEXUAL CONSCIENTE, sem violência, o que custa evitar a mesma? Camisinha, pílula anti, pílula dia seguinte…
É tão simples!
Eu tenho receio de que a coisa vire um “ah, vamo lá, tá valendo, se eu engravidar vou ali e tiro”. O que também não entra na minha cabeça é ver que as pessoas não estão preocupadas com outra conseqüência mais grave decorrente do não-uso da camisinha, que é o das doenças sexualmente transmissíveis. Mas isso é outro papo…
- Com relação ao seu exemplo de “(…) andar de moto sem capacete e ter minha cabeça esbugalhada no asfalto se eu quisesse…”, você esqueceu que caso a sua cabeça seja esmigalhada e você morra, tudo bem; mas caso sobreviva e vire um vegetal, isso custa dinheiro para o Estado. E aí, indiretamente, você interfere com outros, sim.
Finalmente, eu ainda não decidi se sou contra ou a favor do aborto, embora a minha concepção do que é vida e de quando ela começa me incline mais pro contra. Bem, é nesse ponto que eu discordo de você, mas respeito a sua opinião.
grande abraço
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Liliana reply on June 20th, 2008 7:26 pm:
Bruno, as leis sobre capacetes, cintos de segurança, fumo e coisas assim só passaram por exatamente razões financeiras. E não porque o Estado quer nosso bem. Eu não aceito este tipo de interferência principalmente por estas razões. Eles que administrem melhor nosso dinheiro e não interfiram em nossa liberdade individual.
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Comment by Bruno Alves — June 20, 2008 @ 7:19 pm
Texto do PHD é ruim mas esse aqui é péssimo, as leis não estão aqui por que o estado quer e sim para garantir a nossa sobrevivência e coexistência.
Não nada neste planeta que não seja regido por uma lei. Comparar o aborto a andar sem capacete por ai é de uma imbecialidade sem tamanho, pois em ambos os casos há o risco de envolvimento de terceiros, e no final que tem que dar a assistência medica/juridica é o estado.
Ou seja na hora de regulamentar, dane-se o estado, mas na hora de pedir indenização/ assistência que venha o estado.
Enquanto vemos sociedades como a UE cada vez mais responsabilizando as pessoas pelos seus atos, aqui no Brasil as pessoas querem que o SUS paguem aborto por causa e gravidez indesejada.
É essa mentalidade que deve-se mudat neste páis, a de mamar na teta do estado.
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Liliana reply on June 20th, 2008 8:04 pm:
engraçado, reli meu texto e não encontrei onde está escrito que eu sou a favor do assistencialismo do Estado. Pelo contrário, eu disse que sou contra o paternalismo do Estado. E na UE o aborto já é permitido, como você escreveu. Eles deixam as pessoas responsáveis pelos seus atos.
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Comment by Black — June 20, 2008 @ 7:21 pm
Concordo em parte com o seu texto.
Acho importante se respeitar as liberdades individuais,mas enquanto não se causa o sofrimento de outro ser.Enquanto o feto não tem sistema nervoso,a mãe pode fazer o que quiser com ele,mas depois disso,não.
O texto do papo de homem foi péssimo mesmo,mas não diria que foi uma decepção pois acho que cada um tem o direito de expressar sua opinião,por mais idiota que ela seja,então os responsáveis pelo papo de homem não fizeram nada de errado,ou decepcionante em publicar aquilo.
Sobre usar cinto de segurança ou capacete concordo plenamente.Se você usar quem vai se foder eu você,e o estado não tem nada a ver com isso.
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Comment by Vivian Martins — June 23, 2008 @ 11:38 am
Eita pow…
Tudo bem que vivemos numa democracia, onde a liberdade de expressão é garantida pela lei mas não vamos exagerar não é? Você deveria pensar mais sobre a sua “LIBERDADE INDIVIDUAL DO SER HUMANO DE GERIR SUA PRÓPRIA VIDA”.
Vale lembrar que um embrião é uma outra vida, que não te pertence. Você só é responsável por ela.
Nossa constituição diz o seguinte:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País A INVIOLABILIDADE DO DIREITO A VIDA, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(…)
“Cada indivíduo, na minha opinião deve poder decidir sobre as questões fundamentais de sua vida. E ter uma filho é uma questão fundamental.”
Também acho, e por isso digo: se você não quer ter um filho, use preservativo.
Já que você citou como modelo outros países, também vou resaltar que nos EUA a campanha que recebe maior investimento do governo é da ABSTINÊNCIA SEXUAL. É só um exemplo, afinal também não podemos chegar ao extremo.
“O Estado não é capacitado para decidir isso por ninguém.”
O Estado decide, mas de acordo com nossa opnião. Inúmeros abaixo-asinados chegaram a minha mão, e vejo que eles deram resultado. Idem para a pesquisa com células tronco.
Aproveitando, gostaria de perguntar o que aconteceu com nosso povo, que não se manifesta mais como antes. Não vivi na época, mas pelo que vejo em vídeos e pergunto a pessoas conceituadas, durante a ditadura diversas organizações foram a rua para conseguir o que temos hoje.
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Comment by Giovane — June 24, 2008 @ 12:10 pm
concordo 100% contigo em tds os pontos. discordar desse argumento é coisa de mulherzinha.
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Comment by bender — June 25, 2008 @ 11:28 pm
“se o homem parisse, o aborto seria legalizado”
li isso em algum muro…
é só para pensar…
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Comment by marcela — November 11, 2008 @ 12:47 pm
Muito inteligente sua observação. O livre arbítrio é um direito do ser humano, basta que saibamos usa´-lo sem desrespeitar o outro.principalmente quando se trata de uma escolha que diz respeito ao próprio corpo.Fazer ou não o aborto? Não devemos julgar as pessoas a partir de opiniões formadas através de preconceitos baseados em conceitos éticos e morais definidos por determinada cultura. Cada um sabe o que se passa consigo num momento de difícil escolha como se livrar de um problema ou carrega-lo a vida inteira.Nao cabe a quem estiver de fora da situação julgar e decidir.
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Marcos Sartori reply on April 12th, 2009 11:46 pm:
Creio que o respeito a vida seja um direito universal, e não alienado a uma certa cultura.
E desde quando alguém tem o direito do corpo de outrem como se fosse seu? se não me engano a escravatura acabou a quase um século.
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Comment by Crystal — March 22, 2009 @ 1:29 am
Sou totalmente a favor de toda a liberdade pessoal, por isso sou contra o aborto, circundação de infantes…
A questão do aborto é que você não esta manejando algo que esteja apenas dentro do seu âmbito, mas também dentro do direitos de seus próximos, a lei foi feira para proteger os inocentes, a minha liberdade acaba onde começa a do próximo. Se não fosse assim, poderia chegar na rua e ver alguém que não me agrada, mata-lo e sair impune. Todos tem direito a vida, inclusive aqueles que ainda não nasceram.
A única exceção é o caso de o feto impor perigo a gestante, e por fim a ele mesmo, e que não se tenha nenhuma outra alternativa de salvar os dois.
e no seus exemplos de como o estado intervém nos seus direitos de se danificar, é para proteger seu próximos (parente e amigos) de sofrer, ficar inabilitado de exercer suas funções e a ele próprio de ter que arcar com a irresponsabilidade de sua população.
Me desculpem, mas creio que aqueles que defendem o aborto, devem também defender quando a mãe afoga seus recém-nascidos por não ter oportunidade de cria-los, ou quando a china fuzila crianças em seu “controle de natalidade”.
Não quer ter filhos, tem um trilhão de métodos contraceptivos disponíveis, mas se já ocorreu, tem mais um milhão de pais estéreis, homossexuais ou caridosos dispostos a adota-lo.
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Comment by Marcos Sartori — April 12, 2009 @ 11:43 pm
Brilhante!! As pessoas não entendem que discussão sobre o aborto é sobre o direito de escolha da mulher! Eu posso ser contra ou a a favor mas tenho que dar o direito a escolha. Será que nossa hipocrisia não percebe que quem quer fazer faz! e que muitas mulheres hoje morrem nesse país pq as leis são feitas por homens que não tem a menor noção da sobrecarga emocional e financeira que é uma gravidez não desejada. Podemos não concordar mas jamais impedir que o outro escolha!
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Comment by Bia — February 23, 2010 @ 8:47 pm
Liliana,
Concordo com sua posição quanto ao aborto. Vale lembrar que nenhuma mulher, em regra, faz aborto porque acha legal, porque quer, ou porque acha fofinho.
As únicas estatísticas que existem a esse respeito são dos abortos que não deram certo, ou seja, cuja mulher foi hospitalizada por conta do aborto. O que ocorre é que quem é de classe alta procura uma clínica e faz um aborto e tanto faz o que a lei diz, a mulher com dinheiro sairá, provavelmente, bem da situação.
As mulheres pobres, por outro lado, fazem de qualquer maneira. Porque precisam. É grave e concordo que é preciso rever o lado(s) do governo(s), embora saibamos, ambos, que isso não ocorrerá por conta da pressão de grupos religiosos e/ou ‘conservadores’. Mas é uma democracia, se a maioria não quer, vamos fazer o quê?
Por outro lado, discordo muito de você quando diz que é uma questão de liberdade individual o capacete ou cinto de segurança.
O acidentado poderá usar serviços públicos de saúde, gastando o dinheiro (estou usando uma linguagem bem escrota, mas é para economizar linhas aqui) do governo, fato que faz, justamente, ser um problema do governo também…
Ótimo texto, bem sóbrio e bem escrito,
Abraços e desculpe o tamanho do comentário…
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Comment by ImprenÇa Blog — May 28, 2010 @ 11:39 am
Oi gostei muito do texto, você realmente sabe o que faz, obrigado por abrir mais anda minha mente para o mundo atual !
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Comment by FD — October 25, 2010 @ 2:40 am
Acho que todos aqui estao colocando mau as coisas! A respeito das leis, é aceitavel que o governo zele pelo nosso bem estar assim sendo, seria de tal apreço que todas as pessoas tivessem o ”livre arbitrio” respeitado! Nao é humano dar a luz a um ser que ja vem ao mundo sofrendo as consequencias que a sociedade, ja que no BRASIL, muitas crianças saõ abandonadas, passam necessidade simplesmente por que quem lhe deu a luz nao lhe tem amor ou condiçoes de mante-lo! É de se espantar que em um local onde tantas jovens morrem por abortar sem segurança nao haja, informaçao necessaria para que isso aconteça de forma correta! Entao todos deveriam pensar bem antes de julgar quem posteriormente podera ser julgado, pois na hora de encontrar crianças espalhadas por aí em condiçoes desumanas, simplesmente esperará que o governo arque com tudo! Aborto tambem pode ser um meio de salvar vidas, concordem algumas pessoas ou nao!
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Comment by p... — May 6, 2011 @ 3:53 pm