Do Direito De Não Te Convidar
Esse caso do menininho que não quis convidar dois coleguinhas para sua festa de aniversário e deu o maior quiprocó na Suécia me chamou bastante a atenção.
O tal garotinho fez questão de não convidar na frente de todos os outros amiguinhos dois desafetos: um deles já não tinha convidado para sua festinha de aniversário, então ele apenas retribuiu o “não-convite” e o outro, havia brigado com ele, eram inimigos.
Pois a escola e os tais desafetos se sentiram discriminados na hora da distribuição dos convitinhos, como se ele tivesse obrigação de convidar a todos os coleguinhas da classe, mesmo quem ele não quisesse.
O caso ganhou os tribunais!
Pode?
Na Suécia, pode.
Os limites do “politicamente correto” neste caso foram francamente ultrapassados no quesito liberdade do menininho de demonstrar sua insatisfação com seus desafetos.
Ninguém deve ser obrigado a convidar outra pessoa de quem não se goste em nome da política de boa vizinhança ou por ser o “socialmente mais legal”.
As pessoas não estão acostumadas a confrontos. A hipocrisia e a mentira reinam por todo o lado, inclusive na Suécia. Se alguém não quer ser hipócrita e demonstrar seu desagrado com outrém, é tratado como bandido.
Se todos estimulassem que as ações viessem à luz da verdade para que seus resultados fossem sentidos e absorvidos, o mundo seria melhor.
Eu conclamo meu direito de mostrar minha insatisfação com você e não ser hipócrita. Se você pisar na bola comigo eu não vou sorrir e dar tapinhas nas costas enquanto falo mal de você por trás. Você saberá que me desagradou. E espero que a recíproca seja verdadeira. Isso economiza tempo e energia.
Não é muito mais fácil assim?















