Do Direito De Não Te Convidar

Liliana | Admirável Mundo Velho,Etiqueta ou o Óbvio Repassado | Monday, June 30th, 2008

Esse caso do menininho que não quis convidar dois coleguinhas para sua festa de aniversário e deu o maior quiprocó na Suécia me chamou bastante a atenção.

O tal garotinho fez questão de não convidar na frente de todos os outros amiguinhos dois desafetos: um deles já não tinha convidado para sua festinha de aniversário, então ele apenas retribuiu o “não-convite” e o outro, havia brigado com ele, eram inimigos.

Pois a escola e os tais desafetos se sentiram discriminados na hora da distribuição dos convitinhos, como se ele tivesse obrigação de convidar a todos os coleguinhas da classe, mesmo quem ele não quisesse.

O caso ganhou os tribunais!

Pode?

Na Suécia, pode.

Os limites do “politicamente correto” neste caso foram francamente ultrapassados no quesito liberdade do menininho de demonstrar sua insatisfação com seus desafetos.

Ninguém deve ser obrigado a convidar outra pessoa de quem não se goste em nome da política de boa vizinhança ou por ser o “socialmente mais legal”.

As pessoas não estão acostumadas a confrontos. A hipocrisia e a mentira reinam por todo o lado, inclusive na Suécia. Se alguém não quer ser hipócrita e demonstrar seu desagrado com outrém, é tratado como bandido.

Se todos estimulassem que as ações viessem à luz da verdade para que seus resultados fossem sentidos e absorvidos, o mundo seria melhor.

Eu conclamo meu direito de mostrar minha insatisfação com você e não ser hipócrita. Se você pisar na bola comigo eu não vou sorrir e dar tapinhas nas costas enquanto falo mal de você por trás. Você saberá que me desagradou. E espero que a recíproca seja verdadeira. Isso economiza tempo e energia.

Não é muito mais fácil assim?

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    Liliana | Bichos Incríveis,Minha vida num sítio,São Francisco Xavier | Saturday, June 28th, 2008

    Hoje eu vi uma revoada de Tucanos de bico amarelo.

    Eles estavam aqui em frente de casa nas árvores.

    Quando eu chamei o Gigio para tomar o leitinho matinal, eu os assustei. Também… Estava um silêncio tão gostoso por aqui… Que só poderiam aparecer bichos bonitos.

    Eles saíram voando, um bando. Depois, os retardatários foram indo um por um. Eu tinha que escolher entre ir pegar a câmera para fotografar e ficar vendo. Preferi ficar vendo e não perder nada.

    Tão coloridos!

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    Liliana | Admirável Mundo Velho | Thursday, June 26th, 2008

    Hoje vou comprar uma porta antiga para meu consultório. Daquelas duplas de madeira com aplicações de ferro trabalhado e janelinhas de vidro. Vai ficar entre a sala de espera e minha sala de atendimento.

    Na sexta o pessoal do piso vai começar. Vai ser de cimento queimado cinza.

    E também vão colocar molduras nas janelas. Todas brancas para disfarçar o alumínio do prédio comercial modernoso.

    A parede que separa minha sala é de gesso. Nunca imaginei em fazer desse material. O isolamento acústico é excelente. E é mais barato que alvenaria e faz menos sujeira. Foi bom contratar a arquiteta.

    O problema são os móveis.

    Pedi para virem de São Paulo do depósito. Mas não sei se virão. Dependem da boa vontade de alguém que não tem boa vontade.

    São meus mas não tenho acesso a eles.

    Vida complicada essa.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta,Blogworld | Thursday, June 26th, 2008

    Toda vez que eu leio o Caloã ele faz uma alusão às mulheres feias.

    Eu entendo o que ele está dizendo.

    Mas eu rebato: não existe mulher feia.

    Mas como você pode dizer uma barbaridade dessas? – vocês podem me perguntar.

    Bem, concordo que eu olho para algumas mulheres e vejo que estão feias, mas sempre consigo ver também o potencial de mulher bonita, sensual, exótica, misteriosa, sedutora, e porque não dizer bonita de cada uma delas. Potencial este não explorado.

    Porque quando eu vejo uma mulher que não está “bonita” por fora, ou seja, que não está usufruindo de todo seu potencial de ser mulher, eu sei que ela não está “bonita” por dentro também.

    O inverso não é verdade: ser bonita por fora não quer dizer que se está bonita por dentro. Mas estar feia por fora significa estar mal por dentro, com certeza.

    A mulher é um ser lindo em sua natureza. Toda mulher é linda só por ser mulher. E ao exercer sua feminilidade a beleza transparece. Qualquer interrupção da manifestação desse fluxo de feminilidade enfeia.

    Estou sendo dura demais?

    Talvez.

    O que deixa a mulher bonita é a segurança de ser mulher. Totalmente mulher. Absolutamente mulher.

    É a consciência de ser mulher desde os pensamentos mais profundos até as pontas dos cabelos e as cutículas das unhas dos pés.

    E gostar de ser mulher.

    Orgulhar-se por ser mulher.

    E não ter vergonha de se mostrar ao mundo: olhe para mim, sou mulher.

    Durante séculos e séculos nossa sociedade fez de tudo para que as mulheres nãos se sentissem à vontade sendo mulheres. Ser mulher é associado com o Mal. E até hoje muitas de nós pagam o preço dessa castração.

    É muito mais fácil um homem ser homem que uma mulher ser mulher.

    Mas cada uma de nós deve buscar essa força interna que nossa feminilidade nos dá. E deixá-la agir e se manifestar sem medo de ser feliz.

    E daí, o Caloã nunca mais poderá falar das mulheres feias.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Wednesday, June 25th, 2008

    A risada, a gargalhada é uma forma de liberarmos tensão interna.

    É comum quando criança estarmos numa situação séria, levando uma bronca por exemplo, e explodirmos numa gargalhada incontrolável. Isso é por pura tensão.

    O humor tem esse objetivo: uma liberação das tensões psicológicas de forma agradável.

    No adulto, espera-se que o senso de humor esteja bem trabalhado e seja exercido de forma saudável cumprindo sua missão de válvula de escape ocasional. Os problemas em relação ao humor acontecem quando ele está deslocado de sua função, quando é usado para liberar tensões que deveriam ser liberadas de outra forma ou que nem deveriam existir. É o humor mal colocado.

    Fazer piadas em situações sérias ou fora de contexto demonstram que o piadista não está com condições de lidar com aquela situação. A carga emocional da situação é demais para ele e a piada é sua defesa.

    Em pessoas mais elaboradas, cujas defesas são mais estruturadas, a piada vem de forma mais elaborada também, como ironia ou sarcasmo. O alívio da tensão vem disfarçado, assim como o humor, para poucos entenderem. Mas na verdade, o objetivo não é se fazer entender por poucos, e sim, um mecanismo intrincado do próprio inconsciente de liberar aquela tensão na situação insuportável de forma a mais sutil para que a consciência mal se dê conta do que está acontecendo. Pois quem tem que usar desse artifício de liberação de tensão é por justamente não conseguir elaborar tais conteúdos por serem de alguma forma dolorosos.

    Conteúdos dolorosos são também o que estão por detrás do humor auto-depreciativo. O piadista se auto-deprecia e aponta seus defeitos antes que outros o façam para diminuir a carga das críticas dos outros. Ao fazer isso, ele está demonstrando todas as suas fraquezas e sua baixa auto-estima e uma impossibilidade de lidar com críticas e rejeição. A palavra “ridículo” significa “o que provoca riso ou escárnio”. E quem se auto-deprecia no humor nada mais está fazendo do que se considerar ridículo, o que é uma conteúdo muito doloroso e que fica exposto na piada.

    A grande energia que movimenta os seres vivos é a energia sexual. E sua expressão e liberação nos deixam saudáveis. Na impossibilidade de liberação da energia sexual, os seres humanos usam de artifícios para lidar com esse quantum energético represado e sublimamos esta energia em outras ações. Muitas vezes, a tensão que deveria ser liberada através do sexo, sai de forma canhestra pelo humor mal colocado.

    O humor de cada um diz muito da pessoa. A hora que este humor aparece, de que forma, em que contexto. Quanto mais trabalhados os conteúdos internos do indivíduo, mais bem colocado o humor aparecerá. Ou seja, há a hora de se fazer piada, há a hora de se falar sério, há a hora de se fazer sexo, há a hora de se ser irônico ou sarcástico.

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    Liliana | Payton Place,São Francisco Xavier | Tuesday, June 24th, 2008

    Eu não me canso de dizer que São Francisco Xavier é o umbigo do mundo, que todo mundo se encontra aqui e tudo aqui acontece. Quem conhece este lugar pode comprovar e ver que não estou mentindo.

    Vou contar agora a última que fiquei sabendo por fonte garantida que soube direto dos “políça”.

    Nosso caixa eletrônico, que por acaso está soando seu alarme neste exato momento que escrevo, foi roubado.

    Ele fica numa pequena entrada na parte da frente do banco que está na praça principal da cidade. Pertinho da casinha da Guarda Municipal.

    Ficou famosa a história quando seu alarme tocou a primeira vez.

    Em vez dos guardas municipais correrem para o banco, fugiram na direção contrária. E quem foi avaliar o que estava se passando foram os pacatos cidadãos que passeavam pela pracinha, incluída esta que vos escreve. Desde então, o alarme toca e ninguém liga.

    Porém, noite dessas, o caixa eletrônico foi de fato roubado.

    O esperto ladrão, como num filme, cobriu as câmeras de segurança e perfurou um buraco na lateral do caixa durante a madrugada.

    Na manhã seguinte, havia desaparecido a quantia de 28 mil reais.

    A dúvida ficou como o ladrão havia conseguido retirar o dinheiro pelo buraquinho.

    E pensa daqui e pensa dalí. E todos os peões da cidade não entendiam a mágica do dinheiro passar no buraquinho.

    A mágica que poucos entenderam e que o PM tentava explicar, era que o ladrão pelo buraquinho puxou a fiação do caixa eletrônico, conectou um laptop e fez o caixa soltar o dinheiro pelo local onde se faz a retirada do mesmo.

    De mau elemento o ladrão virou herói.

    Foi muito elogiado e desejaram que ele nunca seja preso.

    Que beleza de roubo!

    E essa é São Francisco Xavier.

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    Liliana | Filosofando | Tuesday, June 24th, 2008

    Todo mundo conhece a Lei de Murphy: “se alguma coisa pode dar errado, vai dar.”

    Mas eu nunca tinha ouvido falar da Lei de Smurf: “você sempre vai se dar mal, como Gargamel.”

    A Lei de Smurf pode parecer muito pessimista. Mas contém uma verdade verdadeira daquelas que está escrita no I Ching: tudo é cíclico e mais cedo ou mais tarde, o que sobe desce, o que está cheio esvazia e o que está bom acaba.

    Tudo depende como a gente encara a tal Lei de Smurf.

    Se eu vou me dar mal de qualquer jeito, faço ou não faço?

    Vale a pena andar na montanha-russa?

    Porque vocês já perceberam, nessa altura do campeonato, que a vida da gente é um grande passeio numa enorme montanha russa.

    Tem gente que não embarca no carrinho nunca. E tem gente que não sai do parque de diversões. Mas querendo ou não de vez em quando damos as nossas voltinhas na montanha-russa que essa vida aleatória nos apresenta.

    Procurar sempre se dar bem. ficar feliz o tempo todo num estado de alegria eterna é irreal. Ficar no topo da montanha para sempre é impossível. O ar lá em cima é rarefeito.

    Como também ficar no fundo do poço é húmido, frio e escuro. Não bate sol. É insalubre.

    O meio-termo, fora da montanha-russa, é o estado que conseguimos ficar por mais tempo e mais tranquilos. Quando nossas energias são economicamente usadas. E o estado que se experimenta no meio termo é a satisfação, a paz.

    Acho que a grande sacada da vida é evitar que a subida da montanha-russa seja muito íngreme para que a descida não seja proporcional. E a oscilação do fiel da balança volte o mais rápido possível ao repouso.

    Já expliquei que sou epicurista. Este estado ideal que descrevo é chamado ataraxia.

    Porém, posso parecer paradoxal ao pregar a ataraxia e o mesmo tempo ser umas das maiores frequentadoras de montanhas-russas que conheço.

    É simples.

    É que eu não fujo de uma boa volta quando a vida me convida para um belo parque de diversões.

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    Liliana | Blogworld | Tuesday, June 24th, 2008

    Conheci o Gustavo Gitti que juntamente com o Dr. Love comanda a famosa “Cabana do Dr. Love” lá no Papo de Homem.

    Foi um prazer conversar com um rapaz tão compromissado com seu trabalho. Ele me explicou como a Cabana funciona: um fórum onde homens de todas as idades chegaram à uma linguagem comum para trabalhar sentimentos, experiências, emoções e vivências.

    Fiquei impressionada. E muito feliz ao ouvir Gustavo contar com alegria os bons resultados dos participantes em se transformar em homens mais felizes, completos, com vidas melhores e mais ricas em experiências.

    Desejo boa sorte ao Gustavo e ao Dr. Love e a todos os homens corajosos que embarcaram nessa aventura de transformação e auto-conhecimento. A melhor aventura que há.

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    Liliana | Postado Via SmartPhone | Monday, June 23rd, 2008


    isaías e eu, upload feito originalmente por LilianaP.

    Indo para SP com meu ‘segurança’.
    Ele que aprova meus namorados.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Monday, June 23rd, 2008

    Os burros não aprendem com seus erros.

    Os inteligentes aprendem com seus erros

    Os sábios aprendem com os erros dos outros.

    Nunca se esqueçam disso.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho | Sunday, June 22nd, 2008

    Lembrei de um caso que aconteceu há muito tempo, quando eu era R4 de neurocirurgia.

    Engraçado como não conto nada da minha vida passada aqui. Bem, mas vou contar.

    Estava de plantão a distância, dando suporte para o R1 ou 2, não lembro, pois eu era a chefe da equipe e era um domingo. E fomos almoçar na casa da minha sogra, meu marido e eu.

    Depois do almoço, a mãe do meu marido na época pediu para ele subir no telhado da casa para consertar a antena da televisão porque a recepção estava ruim.

    Eu não deixei. Fiquei brava e falei que não ia permitir que meu marido subisse num telhado. E fui muito enfática quanto a isso a ponto de todos desistirem da idéia.

    Logo em seguida o hospital me chamou: era uma emergência, um trauma grave que eu precisava avaliar e os residentes mais novos necessitavam minha ajuda.

    Quando cheguei a UTI do pronto socorro encontrei um homem jovem com um severo trauma cranio-encefálico, em coma profundo, já no respirador.

    Olhei seus Raio-X e eles mostravam fraturas enormes que cortavam todo o crânio de lado a lado. Muito feias.

    Enquanto eu estava lá, eu tinha que decidir se faríamos angiografia cerebral, porque não tínhamos tomografia (isso faz tempo) e se era caso de operar. Mas o paciente estava muito mal.

    Estava morrendo.

    Logo em seguida, toda sua cabeça ficou edemaciada e vermelha indicando um aumento da pressão sanguínea intracraniana e no segmento craniano na última tentativa de fazer circular sangue no cérebro.

    Depois de alguns segundos nessa situação, a cor voltou ao normal e ele estava em morte cerebral.

    Para um neurocirurgião o homem já estava morto. Eu havia acabado de presenciar sua morte.

    Saí da pequena UTI e fui conversar com a família e dar a péssima notícia, que não havia mais nada a fazer. Que agora era só questão de tempo para o coração parar de bater.

    Meu trabalho no hospital havia acabado e eu podia voltar ao almoço de família.

    Porém, levei cópias dos Raios-X do paciente de lembrança e dei de presente para minha sogra.

    O homem que havia acabado de morrer tinha ido almoçar na casa da mãe dele e ela pediu que ele subisse no telhado para consertar alguma coisa. Ele subiu. Caiu. E morreu.

    Eu conversei com a mãe dele.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho,Filmes, TV e Séries,Filosofando | Sunday, June 22nd, 2008

    Ontem eu fiz uma mágica no computador que envolve downloads e torrents e vi os tais episódios de House.

    É. Legal. Mas não achei nada de mais.

    House foi House.

    Eu achei que ele tinha um caso com a Amber porque só isso justificaria o Wilson ficar tão bravo a ponto de perder a amizade.

    Ela só foi buscá-lo no bar. O amigo bêbado do marido. Foi uma acidente. Ele não tem culpa do ônibus ter batido.

    Qual o drama aí?

    Foi um puta azar, isso sim. Mas como diz o I Ching, sem culpa.

    Daí vocês poderiam dizer que se ele não bebesse nada disso teria acontecido.

    Mas o Wilson já era amigo dele do jeito que ele era, bêbado e drogado.

    Foi azar.

    Como ele falou, é randômico.

    Eu vejo a vida como House: a vida é randômica. Nada mais que isso.

    Sem culpas, sem predestinações, sem carma, sem leis de causa e efeito. Pura e simples randômica.

    Se Wilson culpar House por alguma coisa, que pode acontecer, porque Wilson não é House e talvez a visão dele seja diferente, a série talvez fique um draminha meio bobo. Espero que não aconteça.

    É uma boa série, sem dúvida.

    Valeu ter visto.

    Realmente o que chamou a atenção foi a culpa de House. Ele sim assumiu a culpa durante os dois episódios, coisa anômala. Mas no final, na conversa final com Amber ele volta às suas convicções de que a vida é randômica mesmo e que ele não tem culpa e vive.

    As coisas são como são.

    Coisas ruins acontecem com gente boa. O tempo todo.

    E os caras maus nem sempre se dão mal. É um fato.

    Essa é uma verdade da vida nem sempre fácil de se conviver numa boa. Por isso que tanta gente precisa de religião. Para explicar, justificar.

    Para pessoas como eu, que não tem a religião como suporte, vemos a vida de uma forma meio dura e fria: as coisas acontecem e pronto. Randomicamente. Pode acontecer com qualquer um, a qualquer hora, sem razão nenhuma.

    Eu trabalhei com emergências durante bom tempo e vi isso acontecer. Você está vivo e logo depois você está morto.

    Os críticos de pessoas como eu sempre mencionam: e se acontece comigo? Eu continuaria a pensar do mesmo jeito? Eu não me voltaria a uma estância superior, não buscaria conforto em deus, na religião ou coisa parecida?

    Pois coisas ruins já aconteceram comigo e eu não me voltei a nada porque não acredito que há nada. Quando estamos próximos à morte há um silêncio muito grande e uma solidão enorme. E eu tive mais que certeza que foi tudo por acaso. Randômico. Eram coisas ruins acontecendo com uma pessoa boa.

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    Liliana | Filmes, TV e Séries | Saturday, June 21st, 2008

    Falando em séries de TV, eu gosto muito de Criminal Minds.

    É sobre uma equipe de Análise Comportamental do FBI que caça serial killers.

    Eu tenho curiosidade por serial killers. Acho fascinante.

    E os personagens são muito bons. Meus preferidos são o Dr. Reed, um jovem gênio e o agente velhão que volta da aposentadoria feito pelo Mantegna.

    Muito boa série. Passa no AXN.

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    Depois que li o post da Lu Monte sobre o capítulo final de House fiquei com vontade de ver. A Tina também falou dele. A Lu Freitas…

    Parece que só eu no mundo não vi.

    Confesso que faz tempo que não vejo televisão. No máximo algum filme de vez em quando.

    Eu quero estórias que comecem e acabem na hora. Não quero nada para deixar para a semana que vem. Não quero coisas por fazer, a ver, a acertar. Estou querendo tudo resolvido, pronto. Acabado.

    E acompanhar séries não está combinado com meu perfil atual.

    Completamente sem paciência.

    Ou melhor, com paciência para outras coisas, não isso.

    E eu adoro séries.

    Não as uso como catarse como a Lu, mas já as usei como meu universo particular onde me refugiava na infância. Elas foram muito importantes para mim. Eram meu refúgio de uma infância de abusos de pais maus.

    Hoje já não preciso entrar nesse mundo de fantasia, nem ser um personagem de uma série de televisão.

    Eu cresci.

    E elas puderam se tornar apenas o que sempre deveriam ter sido: uma saudável diversão.

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