Rim Tim Tim
Ontem eu vi o filme sobre a vida de Rim Tim Tim antes dele ir para os Estados Unidos e se tornar astro de cinema.
Não sei o quanto foi fantasiado mas foi muito interessante.
Pena que não peguei o começo do filme e não sei como o cão se juntou ao seu dono. Porém, o filme mostra o pastor alemão em todos os seus aspectos. Desde o adolescente brincalhão até o adulto bem treinado e com forte personalidade.
Pela história, Rim Tim Tim foi treinado por um prisioneiro alemão durante a Primeira Guerra Mundial num campo francês e pertencia a um piloto americano da Califórnia. Tal prisioneiro era filho de um grande treinador de pastores alemães que havia escrito vários livros sobre o tema os quais o piloto leu.
Eu tenho dois pastores mestiços: a Graça e o Gigio. Eles não são pastores alemães legítimos porém as características da raça estão todas neles. Eles são minha sombra, onde vou, eles vão aqui em casa.
Infelizmente já não posso sair a rua com eles pois como aprendi ontem no filme, eles são muito fortes e são capazes de puxar 5 vezes seu peso e eu sofri um acidente com a Graça. Na tentativa de controlá-la, ela acabou rompendo o tendão da minha mão. Tive que me submeter a uma cirurgia reconstrutiva da mão por causa disso. Mas consegui salvar o cachorrinho que ela queria pegar.
Meus cachorros foram treinados, mesmo o chow chow. A performance dos pastores, principalmente da Graça, era excelente: ela fazia de tudo. Apenas o reflexo de perseguição, que nos levou ao meu acidente, não foi controlado. Depois do acidente e de resolver não mais sair a rua com eles, parei de manter o treinamento. Deixei-os a vontade.
Hoje, eles fazem o que querem.
Vocês podem me perguntar como é ter cachorros que fazem o que querem e que nunca levam bronca nem nunca ouvem “não”?
Eles nunca levam bronca nem ouvem “não” porque não fazem nada errado.
Eu converso normalmente com eles e peço o que quero e eles fazem.
“Entra”, “vai comer”, “vai fazer xixi”, “vai para a caminha”, “sobe no jipe”, “pára”, “senta”, “quieto”, “vem”, “sai de cima do meu pé”, “dá licença” e assim por diante.
Eu percebo que eles me pastoreiam pela casa. Os pastores, claro, não o chow chow. Eu acordo e eles me levam para o banheiro. Depois me levam para a cozinha. Depois me levam para trocar de roupa. Depois me levam para o computador. E quando eu fico muito tempo trabalhando no computador eles vêm e me distraem para eu sair da minha mesa e dar uma volta.
À noite, se eu cochilo no sofá, eles lambem meu rosto para eu ir dormir na cama.
E se eu demoro para sair da cama pela manhã, eles reclamam e me arrancam a força para aproveitar o dia.
Como hoje, domingo.
Um belo dia de sol.














Entendi e concordo. Cachorro é tudo de bom mesmo, eu nem sei como seria minha vida sem o Otto…
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Comment by Cristina Pupo — May 4, 2008 @ 1:19 pm
Muito legal seu blog.
Tenho um pastor também, e vi esse filme. Achei meio infantil mas vale a pena pra quem gosta de cachorro. Principalmente pastores que são muito inteligentes, ágeis e obedientes.
Apesar que eu sofro como vc com o meu. Ele obedece mas se vê outro bicho fica enfurecido e me arrasta.
Abraços.
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Comment by roberto carlos do forum — May 4, 2008 @ 4:49 pm
Também gosto dessa idéia de conviver com os animais, e não submetê-los. Não sei se é impressão, mas parece realmente que eles acabam entendendo o que você pede e fala pra eles, ao contrário do que acontece quando queremos domá-los. Mas sei lá
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Comment by Bruno Pedrassani — May 5, 2008 @ 9:15 am
Isso é que é cachorro, não aquela porcaria que eu tenho em casa…
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Comment by Enio Luiz Vedovello — May 6, 2008 @ 12:41 pm