Ermitã Assassina

Eu adoro ficar em casa. Saio muito pouco. Minha casa é meu castelo e blá blá blá.

Alguém já me apelidou de Ermitã Assassina porque gosto de ficar aqui na minha.

Adoro gente. Se alguém me convidar para sair eu saio com o maior prazer. Adoro conversar e bater papo.

Mas se depender de mim, Ermitã Assassina.

Hoje, num ato irresistível, fiz uma assinatura anual de Digital Comics no site da Marvel. Milhares de quadrinhos para eu ler.

Realmente, desse jeito, meu príncipe encantado vai ter que subir meu morro num cavalo branco e lutar contra 3 cachorros ciumentos para poder me encontrar. Princesa difícil essa, né?

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    Atendendo a pedidos, aqui estão as fotos das malas:

    Primeiro a Malona:

    E a Malinha gracinha:

    Gostaram?

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  • Como Parecer Rica

    Confesso que resolvi escrever este texto com uma certa revolta. Mas depois, pensando bem, resolvi ser didática e entrar no clima do blog.

    Ontem eu fui até a Receita Federal atualizar meu CPF e entrei em contato direto com o povo querido do nosso Brasil. Numa fila de serviço público tem todo tipo de gente e eu, falante que sou, e como tenho cara de pinico, logo algumas mulheres estavam conversando comigo.

    Lá pelas tantas, a mulher do meu lado direito falou assim: vai você na mesa da frente perguntar, porque rico eles não vão tratar mal e eu sou pobre ela nem vai me responder.

    Na hora eu fiquei tão revoltada. Bateu tão mal o que ela falou. Porém eu fiquei quieta e fingi que nem ouvi e logo depois ela mesma foi até a mesa da frente e foi atendida e teve o problema resolvido.

    Por que ela falou aquilo? A diferença entre nós era patente: eu estava bem vestida e ela estava esculachada. Eu tinha boa postura e ela era toda encurvada. Meu rabo de cavalo estava impecável o dela, todo caindo. Meus papéis estavam numa pastinha, os papéis dela estavam num saco plástico. Eu falava baixo, ela falava alto. Eu não reclamava, ela só reclamava.

    Por todas essas razões ela concluiu que eu era rica.

    Então, vou ensinar vocês a parecer rico.

    Em primeiro lugar você tem que se sentir nem melhor nem pior que as outras pessoas. Você é você e pronto. Isso basta. Você merece ser bem tratado, ter o respeito dos outros, ter seus limites respeitados por ser você e ser você é mais que suficiente, não importa sua conta no banco, se é que você tem conta no banco (isso nem interessa).

    Quando a gente tem esta tranquilidade de saber o que a gente merece, quais os nossos direitos e obrigações e aonde estamos no mundo, qual o nosso papel, nossa postura muda. Podemos levantar a cabeça, empertigar o tronco pois não temos do que nos envergonhar, pelo contrário, temos a percepção de nossa importância para nós mesmos principalmente e para o meio que nos cerca.

    Então, uma segurança interna, um comportamento condizente com esta segurança e uma postura de corpo são importantes para parecer rico.

    Continuando a lição. Você pode parecer rico em qualquer roupa praticamente. Depende muita da postura e do comportamento, como já expliquei. Mas, antes de pensar na roupa, tem o asseio. Não adianta estar com uma roupa linda se não arrumou o cabelo, se as unhas estão sujas e quebradas ou se você não tomou banho. Não precisa ter dinheiro para se manter limpo, com as unhas em dia e com o cabelo arrumado. A mulher em questão nem prendeu direito o rabo de cavalo! Rico não sai de casa se não estiver arrumado. Se você não está a fim de caprichar, não se exponha. Mas se você tem que sair, faça o mínimo que precisar, mas faça bem feito. Nossa casa é o lugar de ficarmos a vontade, descabeladas e desarrumadas, e ninguém tem nada a ver com isso, mas na rua…

    E as roupas?

    Ah! Pois eu aposto que eu paguei bem menos pelos meus sapatinhos mary-jane de salto alto preto que eu usei ontem do que ela pagou pelo par de tênis que ela usava! Como o brasileiro se veste mal! E as pessoas sabem que no fundo estão mal vestidas. E eu fico chateada porque é tudo opção delas. Elas se vestem mal porque querem. Acho que é aquela falta de cuidado para com elas mesmas básico. De nem pensarem sobre isso. De nem pensarem que poderiam ser elas que poderiam estar com a roupa bonita que o “rico” está usando. Acredito que eles nem se vêem usando roupas diferentes.

    Para se vestir bem é preciso pensar em roupas. Gastar uns neurônios com o assunto. Perder um tempinho com isso. Gastar um dinheiro e investir em algumas peças sabendo escolher bem coisas que durem bastante e que não saiam de moda. Hoje em dia há opções de roupas de todos os preços, o negócio é garimpar. Garimpar é o verbo de quem gosta de roupas.

    Quando eu era criança eu aprendi um conceito muito legal de uma mulher muito chique que vou repassar para vocês: ela era casada com um diretor de banco internacional e tinha que ir em muitas festas e jantares e recepções e não podia repetir roupas. Mas ela não tinha dinheiro para tudo isso. Daí ela me contou que comprava suas roupas em lojas indianas baratinhas e fazia uma mágica com acessórios. Ela era francesa, de Paris e me falou seu segredo: o importante é ser exótica e ter imaginação. (E magra!)

    Falando em ser exótica, na verdade cada um deve usar o que faz se sentir bem.

    Eu posso falar só por mim: eu uso roupas que valorizam meu corpo, que elevam meu humor, que me fazem me sentir bonita, que me deixam feliz. Eu uso roupas para mim. O conjunto de minhas roupas e minha atitude impactam as pessoas de determinada forma, acredito que favorável. Mas o mais importante, é que eu fico satisfeita.

    E uma última dica: tenha um espelho grande em casa. Veja-se de corpo inteiro. E vá experimentando novos looks até você se olhar e sorrir para você mesma.

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    Liliana | Blogworld,Tecnologia para viver | Friday, May 30th, 2008

    Eu vi lá no no Contraditorium, aquele blog que não dá pra deixar de acompanhar de jeito nenhum, um tal de plugin para o WordPress que faz os comentários ficarem encadeados dando uma cara de fórum ao blog.

    Instalei aqui.

    Agora, gente, podem se divertir. O blog ficou superinterativo.

    Adorei.

    Ah, o nome do plugin é wp-thread-comment.

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  • Malushka

    Malushka foi o nome que o marido da Nospheratt deu inspirado naquelas bonecas russas que ficam umas dentro das outras, da maior para a menor. No caso da Malushka, ele falou que era para eu viajar com uma mala dentro da outra para poder voltar com duas malas cheias de bugingangas e comprinhas de viagem.

    Ontem fui ao shopping comprar minha mala nova.

    Eu não sou consumista. Comprar um item para mim é meio que um casamento, deve supostamente durar bastante até a morte de um dos dois. Minha antiga mala durou mais de 20 anos e eu tenho quase certeza que ela foi assassinada pelos caras da companhia aérea porque ela era pesada pra caramba e acho que eles a aleijaram de propósito quebrando sua rodinha indestrutível.

    Assim, fui até a loja onde já estava de namoros com outra mala fazia tempos. Eu estava bem a fim dela, bonitinha. charmosinha, minha cara. Mas, ela era bem menor que meu antigo baú gigantesco cinza de plástico duro.

    - Qual sua maior mala? Perguntei.

    As mocinhas da loja me mostraram a tal que eu gostava e uma outra, meio molenga, toda preta, comprida, diferente.

    - Esta aqui é um novo conceito em malas de viagem. E me mostraram a tal mala comprida.

    -Só pesa 5 quilos e tem mais de 100 litros.

    Que dúvida cruel! De um lado eu convivi com uma mala dura que eu comprei porque o vendedor ficou de pé em cima dela me deixando de boca aberta. Por outro lado, a mocinha me mostrava o que havia de mais moderno em malas: uma coisa mole e desconjuntada, porém, bonita do seu jeito.

    A tal mala mole tinha muitas novidades, dentre elas um enorme bolso externo com cadeado para sapatos, não ocupando o espaço das roupas. Também tinha divisões internas com redinhas e bolsos para tudo ficar organizado. Muito moderno.

    A mala convencional que eu estava namorando ficou pequena perto da molenga. E foi assim que eu me decidi a entrar no mundo da mala-conceito, na modernidade do mundo malístico. Comprei a preta.

    Não satisfeita no meu afã de malas na loja, ainda precisava de uma para bagagem de mão, porque foi bem chato ficar carregando as coisas pelo aeroporto.

    E daí eu vi a tal malinha minúscula encorpadinha cor de creme igual a minha pastinha que leva o notebook. Com rodinhas e tudo. Muito fofa. Ideal para passar o final de semana passeando e que cabe direitinho no bagageiro do avião. Não resisti e comprei.

    E lá saí eu da loja com a malinha dentro da malona, toda feliz.

    Eu já disse que eu adoro malas, né?

    (Agora podem me convidar para passear que eu já tenho malas de todos os tamanhos para todo tipo de viagem. ;) )

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  • Xavier

    Cheguei agora de São Paulo, onze e tanto da noite, porque fui ver um paciente amigo meu, daqueles favores que só faço para quem eu amo muito. Fui ser neurologista para um amigo que teve AVC (derrame). Ele mora com um amiga e ela estava desesperada porque os outros médicos não deram muitas esperanças e ela pediu para eu ir lá. Claro que eu iria de qualquer forma vê-lo pois gosto muito dele, porém, como ele piorou, hoje tive que ir na base da emergência, como médica.

    Ele não é moço, então não é tão difícil ver um paciente mal como ele está, mas o que me chamou a atenção foi o carinho que ele estava cercado. Era um entra e sai de amigos de todas as idades levando carinho e palavras de conforto para a família e para ele. Foi gente fazer reiki, fazer acupuntura, foi gente levar remédio. Até o ex-marido da minha amiga apareceu em paz. Todos voltados para dar conforto, ajuda, carinho e amor para o doente.

    Eu falei que o caso é grave, que a gente tem que ver como ele reage hora a hora e me coloquei a disposição o tempo todo. Minha amiga não dorme bem há 5 dias cuidando dele. Ele não sofre, recebe as atenções resignado e retribui. Infelizmente não consegue falar.

    Geme às vezes.

    Vocês devem estar se perguntando o que um paciente tão grave está fazendo fora do hospital. É que ninguém quis interná-lo.

    Na verdade, quiseram matá-lo hoje com uma injeção.

    É.

    Meu paciente é um cachorro.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho,Filmes, TV e Séries | Monday, May 26th, 2008

    Tem filmes na vida da gente que nos acompanham e significam muito. MASH é um deles no meu caso.

    Passou ontem no Telecine Cult e eu vi.

    Se você ainda não viu precisa ver. É daqueles filmes fundamentais. Lição de vida mesmo.

    Ele deu origem a uma série de televisão que durou anos e eu me lembro do episódio final ainda hoje como se tivesse acabado de ver.

    Tanto o filme quanto a série marcaram minha vida e participaram nas escolhas que eu fiz. Eu fantasiava quando pequena que eu era cirurgiã junto com o Falcão e o Caçador e me imaginava operando lá no MASH. Isso me inspirou para a Medicina e a Cirurgia.

    A música-tema, Suicide is Painless, é um clássico de momentos de depressão. Quem nunca ficou puto com a vida e não sorriu ao ouvir a canção atire a primeira pedra. Ouvi muito “the game of life is hard to play, we’re gonna lose it anyway…” e “suicide is painless, it brings on many changes…”

    E foi por causa de MASH que eu conheci um grande amor. E foi vendo MASH que meu coração se partiu.

    Sincronicidades…

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  • Iris e Amanda

    Liliana | Admirável Mundo Velho,Filmes, TV e Séries | Monday, May 26th, 2008

    Ontem eu vi o filme Holiday com Kate Winslet e Cameron Diaz. Um filme bem de menina com final feliz, ainda bem.

    Kate Winslet faz o papel de Iris, uma mulher apaixonada por um ex-namorado que não quer saber mais dela romanticamente, porém, ele sempre a procura e faz questão de manter contato. Quando ele fica noivo de outra, Iris decide trocar de casa com Amanda para tentar esquecê-lo.

    Não consegue.

    Ele vai atrás dela mesmo assim. Mesmo noivo da outra.

    Enquanto isso, Amanda é uma mulher de sucesso profissional, envolvida com sua vida e seu namorado se ressente com isso e a trai com a recepcionista de 24 anos. Ela é quem troca de casa com Iris.

    Temos então dois opostos em termos de mulher: uma perdida de amores e a outra sendo acusada por amar de menos. E fica aquela sensação de que nenhum dos dois homens em questão nunca ficam satisfeitos com nada.

    É claro que no final feliz as duas encontram novos amores. Iris dá um basta no cara chato que a persegue e se abre para o cara legal que era seu amigo. Amanda se solta e se apaixona perdidamente pelo irmão de Iris. E o filme acaba aí.

    E era a continuação que eu queria ver.

    Porque Amanda não resolveu seu problema de morar em Los Angeles e seu amor morar na Inglaterra; de ela ser muito mais bem sucedida que ele e ele ter dado a entender que ficava assoberbado com isso. E sobre Iris então, não mostram nada. Apenas os dois passando o Natal juntos na Inglaterra. Mas como Iris iria se comportar? Será que ela resolveu seu problema de auto-estima ou ela abandonaria sua vida para seguir o novo amor no novo país?

    Relacionamentos podem ser tão complicados. Ou podem ser simples. São as pessoas que são complicadas.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho | Sunday, May 25th, 2008

    Lembrando que hoje é o Dia Da Toalha, 25 de Maio, resolvi fazer um levantamento de todas as datas importantes que este blog comemora.

    Como o blog é ateu e anarquista, ficou muito pobrezinha em datas. Os dias comemorados aqui são:

    Acho que estou saindo perdendo em matéria de feriados. Se alguém tiver alguma sugestão para eu comemorar, por favor me fale.
    Obrigada.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Sunday, May 25th, 2008

    Todo dia 25 de maio comemoramos o Dia da Toalha.

    Já é tradição aqui.

    Eu continuo sabendo onde está minha toalha embora ela tenha se perdido um pouco e eu tenha quase entrado em pânico algumas vezes.

    E vocês? Guardaram bem suas toalhas este ano?

    A minha foi para o Uruguay e agora descansa merecidamente no banheiro.

    Lembrem-se: saber onde está nossa toalha já está mais que bom e Não Entre Em Pânico!

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  • 3 Dicas do Prof. Chicão

    Então o Chicão estava contando que os alunos o viram com a namorada na escola. E quando a aula começou, eles vieram encher: “quem era a moça?”

    E o Chicão respondeu: minha namorada.

    E os alunos começaram a tirar sarro como se um homem de 45 anos não pudesse ter namorada.

    E o Chicão virou pra eles e falou: olha, vou dar 3 dicas pra vocês, rapazes.

    Primeiro: boa música.

    Segundo: boa culinária.

    Terceiro: um mínimo de competência.

    E a classe veio abaixo. As meninas aplaudiam concordando. E os meninos faziam cara de bobos.

    E o Professor Chicão ganhou o respeito da turma mais que qualquer outro professor.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Saturday, May 24th, 2008

    Após acordar há 12 horas no Uruguay, finalmente cheguei em casa e desfiz a mala.

    Só reparei no final da viagem que minha mala estava sem uma roda.

    Por isso estava difícil de levá-la.

    Mala-Sem-Roda, a variante da Mala-Sem-Alça.

    Agora tenho uma boa desculpa para comprar aquela mala que estou de olho há tempos… Ôba!

    (Eu adoro malas.)

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  • Só para avisar…

    Estou aqui em Montevideo, na casa da Nospehratt, descansando a mente e cansando a língua de tanto falar.

    Como é bom botar a conversa em dia com uma amiga querida.

    Hoje fomos ao shopping e comprei umas roupinhas lindas. O preço aqui está bárbaro comparando ao Brasil.

    Estou adorando a viagem.

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  • Indo para o aeroporto

    Liliana | Postado Via SmartPhone | Sunday, May 18th, 2008



    Indo para o aeroporto

    Originally uploaded by Liliana P.

    dom 18/05/2008 09:48 18052008025 Lindo Opala cor de rosa no posto que eu parei para tomar café. Uruguai aí vou eu!

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    Liliana | Bichos Incríveis | Thursday, May 15th, 2008

    Demorou mais tempo para eu perceber que quando toca o celular a Graça levanta e vai até ele atender, do que meu cachorro aprender a atender o celular.

    Impressionante!

    Eu só me toquei desse fato hoje. De tanto tropeçar no cachorro ao ir pegar o celular quando ele toca.

    O treco toca e eu tropeço no cachorro.

    Por que tropeço?

    Porque o cachorro foi até o celular atender e fica na minha frente me obstruindo a passagem.

    Conclusão: meu cachorro é muito mais inteligente que eu.

    Eu tropecei muito.

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