Alô? Tem Alguém Em Casa?
Como psicoterapeuta eu considero a existência de algo chamado Inconsciente.
Meu inconsciente é muito maior e abrangente que minha consciência e sabe muito mais de mim do que eu mesma sei. Ele é maior que a Liliana acordada e racional.
Meu inconsciente faz parte do que eu chamo de meu Self, meu Todo, meu Eu Verdadeiro. E essa Liliana que eu tenho contato racionalmente é uma pequena parte do Todo.
Eu tenho um Instinto de Sobrevivência muito grande. Sou uma Sobrevivente. E sei que meu Eu Verdadeiro trabalha a favor de minha sobrevivência, da sobrevivência da Unidade Liliana como um Todo.
Por isso, quando bati o carro há 3 semanas, fiquei com a pulga atrás da orelha.
Eu estava na minha rua, de terra, a menos de 20 por hora e simplesmente não consegui brecar quando vi um carro vindo em direção contrária. Meu pé se enganchou no tapetinho de borracha do carro e eu não consegui pisar no freio. Ao mesmo tempo, não me ocorreu puxar o breque de mão. E em câmera lenta eu vi meu carro bater de frente com o carro já parado na minha frente.
Isso nunca havia acontecido comigo em mais de 25 anos de carta.
A mensagem para mim estava mais que clara: “Pára tudo! Tem alguma coisa errada!”
Era meu inconsciente me mandando uma mensagem importante e eu devia escutar.
No mesmo dia suspendi todas as minhas atividades prazerosas ou não. E comecei a tentar repousar. Mas não conseguia.
Mesmo deixando de fazer muitas coisas, sentia-me estressada e cansada o tempo todo. E isso foi num crescendo até que no domingo dia 13, não sabendo mais o que fazer para me desligar de minha vida e finalmente descansar e relaxar, fiz o que muitos de vocês fazem: tomei dois copos de whisky.
Os efeitos foram desproporcionais.
Na madrugada de segunda-feira acordei com fome e fui para a cozinha. Depois só me lembro de acordar caída no chão do lavabo toda ensanguentada e dolorida.
Eu havia desmaiado e batido a cabeça, o rosto e o pescoço.
Definitivamente havia algo muito errado comigo. E meu corpo teve que entrar em colapso e me dar literalmente uma surra para eu receber a mensagem de meu inconsciente.
Fui ao hospital em São Paulo, fiz tomografia de crânio, face e pescoço que não mostraram maiores repercussões do trauma, embora eu deva voltar ao neurologista para descobrir que imagem é aquela que apareceu na tomografia, o famoso “achado de exame”.
Nos dias seguintes pude ouvir as mensagens de meu inconsciente que foram berradas aos meus ouvidos e espelhadas e somatizadas no meu rosto. E pude tomar as providências necessárias para colocar minha vida no caminho de volta ao trilho certo.
Qual a lição disso tudo? Por que eu escrevi coisas tão pessoais aqui para vocês?
Porque eu acho de extrema importância que vocês saibam que existe uma parte dentro de nós, da qual não temos acesso direto na maioria das vezes, que tenta se comunicar conosco, seja através de sonhos, de lapsos, de lembranças, de coincidências, que quer o nosso bem.
Sabendo reconhecer essas mensagens de nosso inconsciente, podemos ir acertando nossas vidas para ficarmos melhores, melhorarmos nossa situação, corrigirmos erros que estejamos fazendo. Achar soluções de problemas aparentemente insolúveis. Sermos mais felizes.
Quanto mais surdos e cegos a essas mensagens, mais alto e mais extremas serão as manifestações do nosso Eu Verdadeiro para nos acordar para a Realidade. Não a realidade que percebemos com nosso racional, mas a Realidade percebida com o nosso Todo.














Sei como são essas coisas. Te entendo perfeitamente.
E algumas pessoas teimam em lutar contra essas mensagens do subconsciente, aumentando ainda mais a disincronia entre as diferentes partes dentro de nós.
Que bom que está conseguindo colocar tudo nos eixos.
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Comment by Nando — April 20, 2008 @ 2:49 pm
o bom é que tudo é passageiro nessa vida.
menos o cobrador e o motorista.
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Comment by a. — April 20, 2008 @ 3:53 pm
Lili, fiquei preocupada, mas que bom que não aconteceu nada de mais grave quando desmaiou. Concordo com tudo que vc disse, muitas vezes o nosso corpo berra e nós fingimos não escutar. Seguirei seus conselhos Dra. bjs
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Comment by Veridiana Serpa — April 20, 2008 @ 4:28 pm
Não sou o que possam chamar de um cara velho, na verdade sou bem novo. Mas esse tipo de coisa(inconsciente) sempre esteve presente em todos os aspectos da minha vida. Talvez por criação, talvez pelo modo como vejo o mundo. Mas realmente acho que há sinais em que todos deveriam prestar atenção. Sinais nem sempre tão claros de como estamos, não só fisicamente, mas emocionalmente. Gostei do modo como você descreveu sua situação aqui, e nada como algo real pra dar veracidade ao que foi dito. Parabéns.
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Comment by Bruno Pedrassani — April 20, 2008 @ 5:58 pm
Há coisas que não conseguimos entender/enxergar. Serão coincidências? Nunca saberemos. Escrevi algo pertinente ocorrido tempos atrás. http://grandeonda.blogspot.com/2008/03/sem-explicao.html
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Comment by Carlos Medeiros — April 21, 2008 @ 11:42 am
Que bom que vc está bem.
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Comment by Tina Lopes — April 21, 2008 @ 12:43 pm
[...] Não há nada de sobrenatural ou inexplicável nos fatos que você descreveu. Justamente tem a ver com o que eu tinha escrito sobre o nosso Inconsciente Que Sabe Tudo. [...]
Pingback by Chá de Hortelã » Explicando O Inexplicável — April 21, 2008 @ 1:28 pm
Aloha Liliana!
Bom saber que está bem. Ou, pelo menos, que não foi tão ruim quanto poderia ter sido.
Dizem que toda estória acaba bem, e se não está bem é porque ainda não acabou.
Este ano tenho acertado a linha de comunicação com o inconsciente, embora atualmente tenha enfrentado problemas com aspectos majoritários do superego.
Problema de equipamentos sem manual…
Sincronicidade.
Aguardando boas notícias.
Aloha!
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Comment by Luis Santos — April 21, 2008 @ 9:00 pm
[...] Destaques: GRASSHOPPERS, A primeira dengue a gente nunca esquece. A “segunda” também não. e Alô? Tem Alguém Em Casa? [...]
Pingback by Meu Google Reader (08/04 - 21/04) | 30 & Alguns — April 22, 2008 @ 7:10 am
Está tudo bem mesmo?
Espero que sim.
beijo enorme
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Comment by Lele (neneca) — April 22, 2008 @ 11:22 am
A maioria das pessoas desdenha a capacidade de processamento do cérebro humano levando em conta somente o lerdíssimo processamento consciente das informações. Mas quando levamos em conta tudo o que rola no inconsciente, percebemos que supercomputadores existem há muitos séculos, e são bastante portáteis. De fato, se pararmos para perceber as mensagens recebidas do subconsciente, muita coisa muda na nossa vida.
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Comment by Enio Luiz Vedovello — April 22, 2008 @ 1:35 pm