Algumas Poesias de Quando Eu Era Jovem

Liliana | Filosofando | Monday, April 28th, 2008

Lá pela década de 70, em plena adolescência, eu ganhei de minha avó a coletânea de poemas de Manuel Bandeira.

Eu também li muitos outros poetas, mas Manuel ficou meu preferido. Eu levava este livro para cima e para baixo e ele me acompanha até o presente.

Hoje resolvi abri-lo e reparei que marquei 3 poemas com meu nome e uma seta enorme do lado. Provavelmente estes poemas deveriam ter sido meus preferidos na época, os mais marcantes. Relendo-os vejo que realmente são muito reveladores.

Agora para vocês, “meu” Manuel Bandeira:

Oceano

Olho a praia. A treva é densa.
Ulula o mar, que não vejo,
Naquela voz sem consôlo,
Naquela tristeza imensa
Que há na voz do meu desejo.

E nesse tom sem consôlo
Ouço a voz do meu destino:
Má sina que desconheço,
Vem vindo desde eu menino,
Cresce quanto em anos cresço.

- Voz de oceano que não vejo
Da praia do meu desejo…

Temas E Voltas

Mas pra quê
Tanto sofrimento,
Se nos céus há o lento
Deslizar da noite?

Mas pra quê
Tanto sofrimento,
Se lá fora o vento
É um canto na noite?

Mas pra quê
Tanto sofrimento,
Se agora, ao relento,
Cheira a flor da noite?

Mas pra quê
Tanto sofrimento,
Se o meu pensamento
É livre na noite?

Unidade

Minh’alma estava naquele instante
Fora de mim longe muito longe

Chegaste
E desde logo foi verão
O verão com suas palmas os seus mormaços os seus ventos de sôfrega mocidade
Debalde os teus afagos insinuavam quebranto e molíce
O instinto de penetração já despertado
Era como uma seta de fogo

Foi então que minh’alma veio vindo
Veio vindo de muito longe
Veio vindo
Para de súbito entrar-me violenta e sacudir-me todo
No momento fugaz da unidade.

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    Liliana | Blogworld | Thursday, April 24th, 2008

    Amei de paixão.

    Vão lá ver.

    E não é aquela fotinho do Lost.

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    Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Thursday, April 24th, 2008

    Aqui em São Francisco, tinha um amontoado de casinhas na beira do rio que a gente chamava de favelinha. As construções estavam prá lá de perigosas e numa politicagem safada que não tenho estômago para explicar (fizeram o povo comprar casas e não deram indenizações pelas casas desapropriadas) ela foi derrubada e o povo foi transferido para umas novas casas na Rua da Pedra, bem em frente a meu terreno.

    Assim, dá para ver minha casa lá das casinhas novas. Minha casa lá no alto do morro, meu gramado. E é lá que mora a Andréia, minha amiga e fiel empregada.

    Quando, de repente, ontem um alvoroço começa na rua da Andréia: uns latidos fortes e bravos ecoam pelo ar.

    Andréia sai na rua junto com outros vizinhos para saber de onde vêm os latidos tão bravos.

    - Será que vem de lá de cima? Perguntam-se uns aos outros.

    - Parece o Tai. Responde Andréia.

    - Mas pode ser o Gigio.

    - Não, acho que é o Tai mesmo. Olhe ele lá! O Branquinho no gramado!

    E o povo ficou olhando o Tai latindo bravo na ponta do gramado.

    E especularam:

    - Deve ser um cachorro que subiu o morro.

    - Eu acho que foi um lagarto que cruzou o gramado.

    E sei lá quanto tempo ficaram na discussão do porque o Tai estava tão bravo latindo na ponta do gramado.

    Hoje de manhã, claro, Andréia quis saber o que aconteceu.

    - Eu não sei. Mas que o Tai ficou bravo, ficou. Até correu, tadinho, com as pernas machucadas.

    - E os outros?

    - Os pastores estavam dormindo e foram depois.

    - A gente viu…

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  • A Vida É Foda

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz., Filosofando | Wednesday, April 23rd, 2008

    Eu detesto aquele italiano idiota que fez aquele filme piegas. A única coisa boa do filme é que no final metem uma bala nele e o palhaço morre.

    Já disse que odeio palhaços?

    A vida não é bela nada.

    A vida é foda.

    Foda tem muitos sentidos: pode ser coisa boa e coisa ruim. Mas foda é foda.

    A vida é foda.

    No momento, digo e escrevo com a boca cheia “A Vida É Foda”.

    Crianças eu sei, acreditem.

    Italiano idiota.

    Minha avó está morrendo neste instante no mesmo hospital em que estive. Lá longe em São Paulo. Eu não posso fazer nada daqui. Nem ir para lá porque estou de repouso.

    Não tenho pais, é minha última avó.

    Enquanto eu estava sendo atendida no Pronto Socorro, ela estava internada no mesmo lugar e eu não sabia.

    Quando a gente acha que já deu. Acontece mais uma coisinha só.

    Como eu queria ter um ghost-writer para exorcizar tudo num livro. (Alguém se habilita?) Eu sinceramente não tenho paciência para textos longos.

    Complacência é uma das minhas melhores qualidades.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Dinheiro: é bom e eu gosto. | Wednesday, April 23rd, 2008

    Hoje finalmente o dia amanhece lindo e ensolarado em São Francisco Xavier.

    Eu me sinto revigorada e em condições de pegar o carro de aluguel, sim porque meu jipe querido ainda está na revisão após mais de um mês, e ir até o centro da cidade fazer supermercado, pegar as correspondências, ligar a bomba de água, levar o lixo na lixeira municipal, comprar frutas e verduras, essas coisas que parecem tão complicadas quando a gente só quer ficar quieta no sofá.

    Pois bem, consegui fazer tudo que precisava e voltei ao meu nicho borg para ver a tal correspondência que tinha lotado minha Caixa Postal.

    Dentre as cartas, a conta do seguro de saúde.

    Abro.

    Vencimento: 11 de abril de 2008.

    Como assim?

    Eu usei o serviço de um dos hospitais mais caros do Brasil, fiz exames e tudo mais sem estar coberta pelo meu seguro médico?

    Peraí! Meu sangue gelou.

    Abri correndo meu navegador e tentei pagar o boleto.

    Não permitia. Banco diferente. Data vencida.

    Resolvi ligar para a tal companhia de seguro e pedir novo boleto via email.

    Liga daqui, espera de lá. Tecla mil números. Patati, patatá.

    - Mas a mensalidade de abril está paga.

    - Como assim?

    - Aqui não tem nenhum débito. E a mensalidade de maio ainda não foi emitida.

    - E como eu recebo outro boleto para pagar?

    - Não sei, deve ter sido um engano.

    - Minha filha, eu bati a cabeça, estive doente todos esses dias, não sei que contas paguei ou não. Você tem idéia do susto que eu tomei agora? Como que vocês fazem um negócio desses?

    – Posso ajudar a senhora em mais alguma coisa?

    - Eu quero colocar essa conta em débito automático para nunca mais acontecer este tipo de coisa, entendeu?

    - A (nome da companhia de seguro) não trabalha com este tipo de cobrança, mas sua sugestão será anotada e passada para o departamento responsável. Posso ajudar em mais alguma coisa?

    – Não obrigada. (Desligo o telefone.)

    (Conto até dez, xingo em voz alta um pouco e meu coração vai voltando ao normal…)

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  • Mais Meme

    Dessa vez foi o Didgio, quase xará do meu Gigio, que me convidou para um meme.

    1 – Por que resolveu criar o blogue?

    Porque eu tinha um computador e não consigo ter uma coisa sem dar uma utilidade para ela. eEu vivo trabalhando. Não paro. Daí tive que criar um jornal online. Para o blog, foi um pulo.

    2 – O que te dá mais prazer em blogar?
    .
    Compartilhar coisas. Eu gosto de falar. E blogar é falar para o mundo.

    3 – Indique um blogue bom e um que você não gosta e por que.

    Tem um monte de blogs bons. Meu Leitor de Feeds é cheio de coisa boa. Fica difícil de citar um. Vejam no meu BlogRoll. Sim, eu tenho um BlogRoll. Está meio fora de moda mas eu gosto do meu BlogRoll e coloco quem eu gosto lá. Blog ruim? Eu não perco meu tempo com coisa ruim. Nem sei quem é ruim. Não estou lendo para saber que é ruim.

    4 – Qual tipo de música, e quais suas bandas favoritas?

    Escuto pouca música. Adoro silêncio. Prezo muito meu silêncio. Não suporto barulho. Assim, gosto de músicas suaves e melodiosas. Minhas bandas preferidas são Genesis, Yes, Supertramp, Jethro Tull, gosto também de Bob Marley, Gal Costa, Loreena McKenit. Gosto também de música clássica.

    5 – Qual o assunto que você mais gosta de postar?

    O que está passando na hora na minha cabeça e “pede pra sair”.

    6 – Seaquinevasseceusavaesqui?

    Sim!

    7 – Você é: casado, solteiro, separado, enrolado, desquitado, chutado, viúvo ou outros?
    Divorciada. Comprometida apenas comigo mesma.

    8 – Por que você deu este nome ao seu blogue?

    Porque eu gosto de Chá de Hortelã. E por que não dar este nome?

    9 – Qual foi o ultimo blogue que você visitou?

    Neurônio Hiperativos, de onde copiei e colei estas perguntas.


    10 – Porque resolveu participar deste meme?


    Porque achei um convite muito simpático.

    Passo o Meme para as Deusas:

    Nospheratt

    Lucia Freitas

    Lu Monte

    Veridiana Serpa

    Débora Rocco

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  • Explicando O Inexplicável

    Carlos Medeiros | | http:/grandeonda.blogspot.com | IP:

    Há coisas que não conseguimos entender/enxergar. Serão coincidências? Nunca saberemos. Escrevi algo pertinente ocorrido tempos atrás.http://grandeonda.blogspot.com/2008/03/sem-explicao.html

    Apr 21, 11:42 AM

    Caro Carlos,

    Não há nada de sobrenatural ou inexplicável nos fatos que você descreveu. Justamente tem a ver com o que eu tinha escrito sobre o nosso Inconsciente Que Sabe Tudo.

    Você, nas duas ocasiões, recebeu informações do meio ambiente, coisas discretas demais ou tristes demais, ou difíceis demais para sua parte consciente elaborar. E essas informações ficaram guardadas no seu inconsciente.

    Por exemplo, a panela. Ela poderia já estar fazendo um barulho discretamente diferente mas praticamente imperceptível que avisava que não estava funcionando direito. Ou poderia apresentar uma discreta alteração na válvula que você viu mas não se tocou dela. Assim, tendo essas informações avisando do “perigo na cozinha” dentro de você, nada mais natural que se sentir estranho.

    Quanto ao seu cachorro, fica óbvio que ele estava dando sinais que não estava bem e você percebeu inconscientemente mas não teve como trazer essas informações para sua consciência por talvez ser um assunto de carga afetiva muito grande. Na noite da morte dele, seu cérebro deu um jeito de avisá-lo do que estava acontecendo da forma que conseguiu chamar sua atenção: fazendo barulho. E você ouviu literalmente o cachorro te chamando. E foi.

    Nosso cérebro é maravilhoso. As coisas que somos capazes de fazer são absolutamente incríveis.

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    Como psicoterapeuta eu considero a existência de algo chamado Inconsciente.

    Meu inconsciente é muito maior e abrangente que minha consciência e sabe muito mais de mim do que eu mesma sei. Ele é maior que a Liliana acordada e racional.

    Meu inconsciente faz parte do que eu chamo de meu Self, meu Todo, meu Eu Verdadeiro. E essa Liliana que eu tenho contato racionalmente é uma pequena parte do Todo.

    Eu tenho um Instinto de Sobrevivência muito grande. Sou uma Sobrevivente. E sei que meu Eu Verdadeiro trabalha a favor de minha sobrevivência, da sobrevivência da Unidade Liliana como um Todo.

    Por isso, quando bati o carro há 3 semanas, fiquei com a pulga atrás da orelha.

    Eu estava na minha rua, de terra, a menos de 20 por hora e simplesmente não consegui brecar quando vi um carro vindo em direção contrária. Meu pé se enganchou no tapetinho de borracha do carro e eu não consegui pisar no freio. Ao mesmo tempo, não me ocorreu puxar o breque de mão. E em câmera lenta eu vi meu carro bater de frente com o carro já parado na minha frente.

    Isso nunca havia acontecido comigo em mais de 25 anos de carta.

    A mensagem para mim estava mais que clara: “Pára tudo! Tem alguma coisa errada!”

    Era meu inconsciente me mandando uma mensagem importante e eu devia escutar.

    No mesmo dia suspendi todas as minhas atividades prazerosas ou não. E comecei a tentar repousar. Mas não conseguia.

    Mesmo deixando de fazer muitas coisas, sentia-me estressada e cansada o tempo todo. E isso foi num crescendo até que no domingo dia 13, não sabendo mais o que fazer para me desligar de minha vida e finalmente descansar e relaxar, fiz o que muitos de vocês fazem: tomei dois copos de whisky.

    Os efeitos foram desproporcionais.

    Na madrugada de segunda-feira acordei com fome e fui para a cozinha. Depois só me lembro de acordar caída no chão do lavabo toda ensanguentada e dolorida.

    Eu havia desmaiado e batido a cabeça, o rosto e o pescoço.

    Definitivamente havia algo muito errado comigo. E meu corpo teve que entrar em colapso e me dar literalmente uma surra para eu receber a mensagem de meu inconsciente.

    Fui ao hospital em São Paulo, fiz tomografia de crânio, face e pescoço que não mostraram maiores repercussões do trauma, embora eu deva voltar ao neurologista para descobrir que imagem é aquela que apareceu na tomografia, o famoso “achado de exame”.

    Nos dias seguintes pude ouvir as mensagens de meu inconsciente que foram berradas aos meus ouvidos e espelhadas e somatizadas no meu rosto. E pude tomar as providências necessárias para colocar minha vida no caminho de volta ao trilho certo.

    Qual a lição disso tudo? Por que eu escrevi coisas tão pessoais aqui para vocês?

    Porque eu acho de extrema importância que vocês saibam que existe uma parte dentro de nós, da qual não temos acesso direto na maioria das vezes, que tenta se comunicar conosco, seja através de sonhos, de lapsos, de lembranças, de coincidências, que quer o nosso bem.

    Sabendo reconhecer essas mensagens de nosso inconsciente, podemos ir acertando nossas vidas para ficarmos melhores, melhorarmos nossa situação, corrigirmos erros que estejamos fazendo. Achar soluções de problemas aparentemente insolúveis. Sermos mais felizes.

    Quanto mais surdos e cegos a essas mensagens, mais alto e mais extremas serão as manifestações do nosso Eu Verdadeiro para nos acordar para a Realidade. Não a realidade que percebemos com nosso racional, mas a Realidade percebida com o nosso Todo.

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  • Comunicado Oficial

    A quem interessar possa,

    Comunico, para os devidos fins, que a partir desta data encontro-me solteira.

    Grata pela atenção,

    Liliana Pellegrini

    Esclarecimento: Meu estado civil é divorciada e não mantenho nenhum relacionamento com homem nem mulher algum no momento.

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  • Sua Vida Dava Um Livro?

    Liliana | Filosofando, Minha vida num sítio | Friday, April 11th, 2008

    Lendo o livro da Maitê deu uma satisfaçãozinha porque minha vida dava um livro sim.

    Mas dá uma preguiça escrever…

    Então por enquanto, vou fazendo o blog.

    E você? Está vivendo sua vida como deve ser vivida, dando o valor que ela merece?

    Você é o protagonista de seu livro?

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  • FEED-SE! – Uma Revista De Verdade!

    Liliana | Feed-se! | Friday, April 11th, 2008

    E vocês achando que era Primeiro de Abril, né?

    Tudo bem… A gente falou umas mentirinhas sim. Não teve festa a rigor, nem a Revista está nas melhores bancas POR ENQUANTO.

    Mas ela saiu hoje sim! Dia 10!

    Feed-se!, a Revista feita por blogueiros e disponível para download em PDF.

    Vocês têm que conhecer. Não é blog. É Revista!

    Para download GRATUÍTO, totalmente grátis desse primeiro número da Feed-se! Clique Aqui.

    Ela está bárbara e tem participação desta que vos escreve.

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  • Duas Lindas Histórias De Amor

    Liliana | Admirável Mundo Velho, Celulares, Minha vida num sítio | Thursday, April 10th, 2008

    Ontem fiz uma promessa e agora vou cumpri-la: escrever para a posteridade um lindo caso de amor de um homem apaixonado chamado Isaías.

    Minha história se confunde com a do Isaías então vocês terão duas histórias pelo preço de uma. Uma verdadeira pechincha.

    Há anos eu viajo para São Paulo praticamente todas as semanas e Isaías é o motorista que me leva e me acompanha religiosamente. Nesse tempo todo ambos sofremos com casamentos problemáticos[bb], separações, divórcios, solidões, paqueras e finalmente o encontro de novos amores. Nem preciso dizer que o Isaías virou um grande amigo pelas longas horas de estrada e longas conversas de ambas as partes desfiando todas as novidades das semanas.

    Enfim, ontem, constatávamos que ambos estávamos muito felizes cada um com seu novo amor.

    “Quem diria, né Isaías? Você casado!”

    “Pois é, doutora. Quem diria!”

    “Há quanto tempo?”

    “Já faz 3 meses!”

    “Eu vou fazer 5!”

    “E o Cardoso, onde está?”

    “Tá lá em casa. Menino! Eu acho que eu casei também!”

    “Como é que é, doutora?”

    “Olha só. Ele deu uma entrevista para uma revista e quando eu leio, tá lá: Carlos Cardoso se mudou para a bucólica São Francisco Xavier… E foi assim que eu descobri que a gente estava morando junto. Pela revista! Eu falei pra ele que ia andar com um xerox autenticado da entrevista na carteira que ia servir de certidão de casamento. Ele riu. Depois foi na VIVO e comprou uma linha de celular 012 e deu o endereço da nossa casa e falou: agora você pode me processar pra pedir pensão alimentícia se a gente se separar, já tem prova… Parece que eu casei também, né?”

    “Nossa, doutora. Tamos casados… Quem diria, né?”

    “Quem diria…”

    “Sabe, Isaías, eu fiquei tão contente que mostrei a revista para um monte de gente. E ele não falou nada, parecia satisfeito. Daí, eu comecei a encher ele querendo um anel. Você sabe, né? Mulher adora receber anel. Eu enchi tanto o saco dele… Mas eu acho que o dia que ele me der um anel ele seca e cai duro e morto. E você? Já deu anel pra sua mulher?”

    “Nossa, doutora! Eu tenho que dar! Como é que eu faço agora?”

    “Pega um anel dela, desse dedo aqui (anular) e escolhe um e manda fazer do tamanho certo. Porque é tão broxante você dar um anel e ele não servir na hora. Ou então leva ela para ela escolher o que ela preferir. Ihhh, essa história de anel tá dando uma confusão… Tem mulher que ainda não ganhou anel e só porque eu falei, agora quer ganhar e o marido tá louco da vida comigo. Quer me matar porque eu toquei no assunto. Mas eu falei: o Pinga deu um anel pra Moema! Mulher acha isso importante.”

    “Verdade. E casar no papel? A senhora pretende casar no papel?”

    “Ahhh, Isaías… O dia que o Cardoso pedir alguém em casamento o universo entra em colapso. O sol apaga!”

    “Hahahaha. Então se de repente ficar tudo escuro em São Francsico Xavier já sei o que aconteceu!”

    “Além do mais, nós dois somos divorciados… Você casaria?”

    “Não.”

    “Pois é. Difícil, né? Mas tem um contrato no cartório que é quase que nem casamento, mas não é casamento.”

    “Opa, isso me interessa.”

    (Neste momento eu fui fazer umas coisas e o Isaías ficou no carro me esperando… Quando eu volto…)

    “Doutora! Pedi minha mulher em casamento!”

    “Como é que é?”

    “Então. Essa nossa conversa… Eu estou apaixonado, sabe. Peguei o celular e liguei para ela e falei: e se a gente casasse? Ela ficou muda!”

    “Nossa Isaías, que romântico… Mas você pediu ela em casamento pelo celular?”

    “É. Ela parece que não gostou muito. Tomou um baita susto.”

    “Imagino.”

    “Doutora, esse tal de contrato no cartório precisa de testemunhas?”

    “Acredito que sim.”

    “Então sobrou pra senhora: você vai ser minha madrinha! A gente vai no cartório e depois vai pra festança.”

    “Querido, o Isaías pediu a mulher dele em casamento pelo celular hoje e eu vou ser a madrinha. E tudo começou por causa da sua entrevista e a história do anel.”

    “(silêncio cardosiano)”

    “Querido, eu estou espantando você com essas histórias?”

    “Nem um pouco.”

    :)

    Mas afinal, por que eu escrevi tudo isso?

    Porque o Isaías me pediu para contar o que aconteceu ontem para mostrar para a Juliana o quanto ele a ama[bb]. E ele ainda perguntou: isso vai ficar para sempre escrito? Eu disse: vai, Isaías, vai.

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  • O Livro Da Maitê – Uma Vida Inventada

    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro!, Minha vida num sítio | Thursday, April 10th, 2008

    Fui convidada pela Ediouro para escrever uma resenha do novo livro da Maitê Proença – Uma Vida Inventada em troca de receber dois exemplares: um para mim, claro, e outro para dar para algum leitor aqui do blog.

    A tal resenha era para ter saído na semana de lançamento do livro, semana passada. Porém, morar na roça tem suas desvantagens como puderam constatar na última peripécia de minha cara metade. Eu só recebi os livros bem depois do lançamento.

    Então, relaxei e resolvi fazer o que sempre faço: fui ver direitinho do que se tratava o tal livro da Maitê e escrever para vocês minha opinião mais sincera possível. Pois afinal, meu compromisso é com meus leitores. Ganhando livro de graça ou não.

    Primeiro, Maitê Proença para mim era só um rosto bonito que eu sabia que participava de um programa de mulheres na GNT. Minha amiga Angélica vivia falando para mim: você viu o Saia Justa? E eu: eu não, pra quê? Já tenho minhas opiniões, pra que quero ouvir opiniões de outras mulheres? E parecia que eu era a única mulher do mundo que não assistia Saia Justa e não sabia nada de Maitê Proença. Nunca tinha lido nada dela antes também. Nunca me interessei. Confesso que nem novelas com ela eu vi. Não sou de ver novelas.

    O máximo de Maitê que eu falava é que minha ex-cunhada é a cara dela. E só.

    Acho que quis ler o livro dela por causa de uma dessas coisas do destino que me fizeram vê-la como mulher. Nada a ver com a atriz, com a figura pública. Apenas uma coincidência e para mim ela era uma mulher real perdida na minha memória numa história do meu passado.

    E foi exatamente isso que encontrei em seu livro: uma mulher fantástica. Com uma vida incrível. Que MULHER! Que tesão de mulher.

    Para mim fica difícil dizer o que é inventado ou não no livro. Prefiro acreditar que tudo é verdade. Ela tem estofo para aguentar tudo que escreveu e sair do outro lado linda e maravilhosa. Isso que a faz uma puta mulher.

    Eu recomendo que as mulheres leiam este livro para não terem vidas bundas.

    E recomendo para os homens lerem este livro para verem como é que é uma mulher de verdade.

    Adorei o livro. Adorei Maitê. Gostaria de tê-la como amiga e bater longos papos com ela. Deve ser bem divertido.

    Querida Maitê, se algum dia ler isso aqui, fique sabendo que está convidada para vir ficar uns dias aqui em casa jogando conversa fora. Você é das minhas. (E como escreve bem!) [dou o maior apoio - Cara Metade]

    Bem, queridos, um dos livros não vou dar de jeito nenhum. Vai ficar comigo. O outro, vou mandar para o primeiro que fizer um resumo básico do primeiro livro dela aqui nos comentários porque fiquei curiosa. Certo?

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  • Uma Banana Para A Telefonica

    Liliana | Celulares, Dinheiro: é bom e eu gosto., Tecnologia para viver | Saturday, April 5th, 2008

    Acabei de arrumar um consultório para mim em São José Dos Campos e a primeira coisa que a gente tem que fazer é conseguir uma linha telefônica, certo?

    Pois bem, entrei em contato com a Telefonica e solicitei o plano mais barato que eles tinham pois eu só usaria o telefone para receber ligações. E também pedi um plano baratinho de banda larga junto, o qual iria usar durante os intervalos de consultas.

    A mocinha prestativa me informou que, como se tratava de um consultório, eu precisava de uma linha comercial, daquelas que as empresas usam. Eu avisei que eu nem era empresa. Era profissional liberal. Mas ela foi categórica: é consultório, prédio comercial, então é linha comercial.

    Então tive a triste notícia que o plano mais barato para linhas comerciais era muito caro, bem diferente dos 9,90 que eu pago na minha Linha Lazer aqui de casa. Mais próximo de uns 70 e tantos reais. Isso porque eu não usaria a linha para fazer ligações.

    E o negócio ainda piorava.

    E a banda larga? Perguntei. O plano mais barato para empresas também era muito mais caro que o oferecido para residências.

    No total eu iria pagar por mês mais de 150 reais para poder receber telefonemas e usar a internet eventualmente.

    Falei para a mocinha que iria pensar.

    Ao mesmo tempo que estava ao telefone, meu namorado acessou o site do Skype e viu que havia disponível linhas de São José Dos Campos no SkypeIn por 125 reais por ano.

    Eu entrei no site, escolhi o número que eu gostei mais, comprei com cartão de crédito, direcionei a linha para meu celular e imediatamente já estava com o número novo funcionando. Pronto. Em poucos minutos já tinha o telefone do meu consultório.

    Faltava apenas a banda larga.

    Eu adoro celulares. Tenho duas linhas que me acompanham o tempo todo: uma com DDD da cidade onde moro e outro de São Paulo para as pessoas que moram lá poderem me ligar sem pagar interurbano, facilitando os negócios. Esta linha de DDD 11 também é habilitada para ser modem via VIVO ZAP. Assim eu posso usá-la (e ela dá sinal de ocupado) e a outra fica sempre livre para ligações (mania de médico ficar sempre disponível). Com apenas um telefonema eu mudei o plano do VIVO ZAP Avulso para o VIVO ZAP 1Giga que custa 69,90 por mês e resolvi o problema da banda larga (porque a cobertura é 3G na região do meu consultório).

    Foi desse jeito que em vez de pagar mais de 153 reais/mês para a Telefonica, eu consegui ter o mesmo serviço por um pouco mais de 79 reais ao mês de uma forma bem criativa. Com a vantagem que eu posso atender os telefonemas para meu consultório de qualquer lugar que eu estiver sem precisar de secretária eletrônica ou de carne e osso.

    Enquanto estou conectada na internet e o Skype está online, as chamadas para o telefone do consultório vêm para o computador e eu não pago nada. Eu só uso meus créditos Skype quando não estou conectada e as chamadas são redirecionadas ao meu celular, porém as tarifas são bem razoáveis.

    Legal, né?

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