O Fantasma Da Ópera ou Os Três Homens de Christine
Finalmente vi o filme do musical O Fantasma Da Ópera na versão do Joel Schumaker e não posso deixar de escrever sobre o assunto que me chamou a atenção: a estória do desenvolvimento do amor da heroína Christine até ela se tornar uma mulher adulta e ficar com seu noivo Raoul.
Temos três homens na vida de Christine: seu pai, o Fantasma e Raoul. No filme fica claro que ela ama os três. Mas só pode ficar com um.
Assim, a figura paterna já aparece morta e enterrada, apenas na lembrança dela e como um túmulo no cemitério para o qual ela foge de vez em quando. Estando então inatingível.
O Fantasma é o personagem principal da trama. É o homem mais sedutor, mais misterioso, mais perigoso, o mais belo e o mais feio, de voz sublime, o mais inteligente e o mais bestial. Ele é o amor dos sentidos, o amor na forma mais carnal, animal, humana, instintiva, sexual, o menos elaborado. Ele é bruto. Ele desperta nela tanto o desejo, como na bela cena da ópera Don Juan, como ódio, na cena final do filme. Ele é a paixão, o tesão, as emoções violentas do amor.
E por fim, temos Raoul, o moço bom, o provedor, o sensato, o príncipe no cavalo branco que oferece um amor tranquilo, companheiro, calmo, seguro, sublime, elevado, nobre.
Em toda a estória vemos Christine pendendo ora para o Fantasma, ora para Raoul.
Eu pelo menos, torcia para o Fantasma até ele se mostrar cruel demais. Então a face louca do Fantasma apareceu e passamos a torcer pelo Raoul, o amor maduro, que vence no final como deve ser numa Jornada Mítica da Heroína.
A cena no fim, na qual Raoul coloca a caixa de música no túmulo de Christine, indicando que ela nunca esqueceu o amor dela pelo Fantasma e isso transpareceu em seu casamento, pelo menos foi o que eu entendi, e o fato do Fantasma ter colocado uma rosa com o anel também no túmulo, mostra que nunca houve uma completude no par de Christine. Nem Raoul conseguiu ser o amante com a paixão do Fantasma, nem o Fantasma conseguiu ser o homem que domou seus próprios demônios e se transformou em algo mais humano e por conseguinte, digno de ter uma companhia.
Pensando bem, acho que nenhum deles foi feliz para sempre.
O “correto” aconteceu, a mocinha ficou com o mocinho.
O que eu gostaria que acontecesse era que o Fantasma fosse humanizado pelo amor de Christine e aí sim, viveriam felizes para sempre. Mas para isso acontecer, o Fantasma não podia tê-la derrubado no chão quando ela tirou sua máscara.

postei , acho no lugar errado , mas o que vim dizer é que
adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
demaisssssssssss
sua página
vou voltar muitas vezes…
é tão aconchegante ler vc…
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Comment by meiriane saldanha — February 23, 2008 @ 7:30 pm
Sugiro que você leia o livro “O Fantasma de Manhattan”, do Frederick Forsythe (acho que é assim que se escreve). Ele foi escrito a partir de uma idéia conjunta do Frederick com o Andrew Lloyd Weber, e dá uma certa continuação à história. Na minha opinião, esclarece muita coisa, inclusive algumas cenas do filme, como a final, que você citou.
Uma pena você não ter visto a peça, foi muito melhor que o filme, apesar de serem basicamente a mesma história.
Tem duas músicas que eu acho interessantes. “Wishing You Were Somehow Here Again” não dá para saber se é dirigida ao pai ou ao fantasma. Ou ainda a ambos, já que, naquele momento, ela não tem nenhum dos dois com ela. “Point of No Return“, não dá para saber ao certo se é parte do texto de “Don Juan” ou se é uma conversa, em tempo real, entre os dois.
Seja como for, a obra vale a pena.
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Comment by Enio Luiz Vedovello — February 26, 2008 @ 2:09 pm
Olha, e assiti esse filem sozinha porque ninguém quis ver comigo, diga-se de passagem, nenhum homem…mas eu achei um pouco cansativo. Acho que é justamente por causa da personagem, fico com raiva de mulher dodói, que se deixa levar..será que é isso? Um é doido, o outro é um príncipe, é pra ter dúvidas, caramba? O Fantasma devia terminar com o Raoul e pronto….
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Comment by Georgia — March 27, 2008 @ 4:47 pm
Adorei seu comentário sobre o filme e também gostaria que o Fantasma fosse humanizado pelo amor de Christine. Também concordo que nenhum ficou completamente feliz e que ela seria mais feliz se tivesse ficado com o fantasma. Porém, acho que o erro dele não foi tê-la empurrado, mas sim quando ele enforca o homem na frente do público, fazendo com que Christine o tema e procure refúgio em Raoul. Enfim, gostei muito do filme e já assisti várias vezes, o cenário e as roupas são perfeitos, sempre que assisto sinto a sensação de magia. Perfeito!
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Comment by Monica — September 27, 2010 @ 12:37 pm
parabens amei tanbem eu amo o fantasma da ópera
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Comment by lala — March 17, 2011 @ 3:07 pm