A Gota D’Água
Domingo, meio-dia.
Esta é a primeira semana da minha vida que eu passsei como divorciada.
Muita gente pode achar que é bobagem minha, frescura.
Para mim não é.
Eu não me lembro de como é ser uma pessoa sozinha. Sem laços com alguém. Eu estava neste relacionamento desde meus 20 anos de idade. O que fazem 25 anos no total. Toda minha idade adulta.
E o divórcio veio muito rápido. Coisa de 2 meses. Pá-pum.
Foi como se me arrancassem uma perna.
Sinto como se tivesse passado por uma cirurgia radical e ainda estou me recuperando.
E como recém-operada ainda tateio tentando me equilibrar.
Não quis ficar em casa. Quis sair com os amigos. Quis passear, me distrair. Conversar.
Tentar conhecer essa Liliana Divorciada, que até segunda-ferira passada nunca existiu.
Estou me surpreendendo com ela. Umas coisas eu gosto, outras não. Ainda não achei meu equilíbrio.
É uma pessoa novinha em folha.
E para completar, quase morri literalmente num acidente que poderia ter sido muito grave ontem.
Para mim isso significa uma coisa: hora de recolhimento.
Quando um sapo dentro de casa é coisa demais para eu conseguir lidar. Quando apenas um sapo me dá arrepios e me faz chorar e me dá dor de cabeça e faz tomar calmantes, é hora de parar.
Chega.
Estou escrevendo tudo isso para contar para vocês que todos nós temos limites. Uns tem limites maiores que outros. Uns aguentam mais coisas que outros. Outros desistem antes. Alguns não desistem nunca e ficam batendo cabeças eternamente.
E a gota d’água pode ser qualquer coisa: um sapo, uma palavra, um gesto, uma situação.
Não tenho idéia o que vou fazer daqui pra frente.
Primeiro, vou tomar uma Dipirona e acabar meu café.
(Este blog continua como sempre continuou por anos a fio.)

Já passei por isso, na verdade ainda estou passando, é muito complicado mudar assim repentinamente, acostuma-se, lógico, mas às vezes demora tanto tempo que nem sabemos ao certo se vale a pena.
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Comment by Meerstempel Badist — January 13, 2008 @ 1:06 pm
O mais difícil é admitir este limite. Nos achamos muito “poderosas”, quando não somos…. Bom caminho para você!!
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Comment by Josianne Ritz — January 13, 2008 @ 9:13 pm
Com barata, choro, esperneio, travo, entro em pânico e chamo a minha mãe – não necessariamente nessa ordem. E nem preciso estar fragilizada.
O sapo vai embora uma hora ou outra. Essa angústia também vai. É só dar tempo ao tempo e não cobrar de si mesma atitudes de mulher-maravilha. A gente às vezes precisa parar pra sentir dor, né?
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Comment by Lu Monte — January 14, 2008 @ 12:09 am
Aloha Liliana!
Sucesso! Sorte é para amadores!
Seu lado alfa vai sobrepujar os fatores omega persistentes!
Aloha!
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Comment by Luis Santos — January 14, 2008 @ 12:49 am
Oi Liliana:
Quando você disse que estava fazendo terapia, após a separação, deixei aqui meu comentário que também tinha passado por isto . Acho que não damos a devida importância a nossa dor. A minha poderia ter levado menos tempo pra sarar se tivesse continuado. Fui dar uma de supermulher e a minha só sarou 10 anos depois…
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Comment by Anny — January 14, 2008 @ 2:18 pm
hehehe o melhor de tudo é que cair com o jipe do penhasco não te abalou tanto quanto o sapinho….rs tadinho!
Beijos
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Comment by Neto Cury — January 21, 2008 @ 2:37 am