Minha Breve Carreira de Astronauta
Acabei de ver o documentário “How William Shatner Changed The World”, do Discovery. Ele conta como Star Trek infuenciou nossa cultura.
Não vou me estender descrevendo o documentário. Nem como os gênios mostrados neles inventaram coisas e teorias baseadas nas idéias apresentadas na televisão.
Mas eu me lembrei de quando era adolescente. Como estes caras, eu ficava imaginando como as coisas funcionavam. Lembro perfeitamente de como eu ia a pé para o Instituto Atlas fazer ginástica, na Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo, e ia bolando o funcionamento do motor de dobra. Naquela época eu levava a sério meu sonho de ser astronauta e estudar no MIT ou no ITA, apesar de não aceitarem mulheres no ITA. Eu estudava “exatas” no colégio “mais forte” que existia então.
[Eu havia decidido ser astronauta desde criança, por causa do Michael Collins, da Apollo 11 (e de todo o projeto Apollo) de quem li a biografia e me inspirava. Minhas brincadeiras eram montar naves espaciais nos sofás de casa e desenhar botões em folhas de papel e arrumar os painéis em cima das almofadas. Eu não brincava exatamente de casinha. Eu cresci durante minha mais tenra infância querendo ser capitão de uma nave espacial. Minha família tinha certeza que eu não batia bem, porque eu ia crescendo e continuava a dizer que eu queria ser astronauta quando crescesse. Você falar isso com 6 anos é uma coisa. Mas com 16 é outra.]
Uma vez, estava andando ao lado do Ginásio do Ibirapuera e tive a sensação que havia descoberto como o motor funcionava. Como a Enterprise viajava em velocidade de Dobra. Infelizmente não tinha nada comigo que pudesse registrar o que estava na minha cabeça, e mesmo que tivesse lápis e papel, não saberia como descrever o que estava brilhando no meu cérebro.
Por alguns minutos eu soube a resposta e fiquei toda satisfeita.
Um belo dia, comecei a usar óculos para miopia. E naquela época, astronautas não podiam usar óculos. Foi quando meu sonho acabou e eu desisti de ser astronauta. Ser apenas cientista espacial sem viajar pelo espaço não me bastava. E eu abandonei o mundo das exatas e parti corajosamente para desafios novos, para onde Liliana nenhuma havia ido antes.

Eu queria ser astronauta. Mas depois que vi que tinha que estudar muito, desisti.
Bjos.
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Comment by Caloã — November 26, 2007 @ 2:22 am
Muito legal o teu post! Eu também sonhava em ser astronauta, mas antes por Flash Gordon e Brick Bradford- que conheci primeiro nos quadrinhos- do que por Star Trek, que veio depois.
Mas assim que conheci Kirk e cia., meu sonho aumentou, porque o seriado passava mais realidade do que os quadrinhos citados. Mas quando descobri que tinha que saber muito física, matemática e outras coisas cheias de cálculos e números, deixei prá lá.
eu sempre digo à minha mulher: no dia que uma viagem espacial ficar acessível (oh, sonho…) eu vou ser um dos primeiros a experimentar; e depois que ver a Terra do espaço, morreria feliz!
grande abraço
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Comment by Bruno Alves — November 26, 2007 @ 5:59 pm
Liliana,
Eu também pensei em ser astronauta. Mas não por conta de nenhum viajante espacial em especial. Era só vontade de viajar pelo desconhecido. Aí virei pragmático e fui atrás do que era possível pegar.
Abraços e sucesso,
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Comment by Nelson — November 26, 2007 @ 7:44 pm
Astronauta, realmente, não pensei em ser. Mas a engenharia espacial também circulou pelas minhas fantasias. Cheguei a começar a desmontar um aspirador de pó velho que a minha mãe tinha, pensando em transformar a carcaça, cilíndrica e de pontas ovaladas, num foguete, o que resultou em uma bela surra. E, anos mais tarde, já no colegial, cogitei em estudar química de combustíveis no ITA. Para depois mudar de carreira , como você.
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Comment by Enio Luiz Vedovello — November 27, 2007 @ 11:46 am
Quase tdas as pessoas queriam ser astronauta um dia poder ir aos planetas,galáxias seria um máximo!!
É um sonho q poucos realizam!!
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Comment by EAD — November 29, 2007 @ 4:15 pm