Não leiam esse livro

Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz.,Filosofando | Thursday, September 27th, 2007

O Cardoso me mandou um recadinho engraçado que na hora fez eu lembrar de uma fato muito traumático da minha infância.

Antigamente, quando eu era criança, os adultos tinham merda na cabeça e torturavam as crianças de todas as formas possíveis para que crescessemos adultos bem malucos e disfuncionais.

Uma das pérolas que aprontaram com a minha geração foi um certo livro de um certo escritor chamado José Mauro de Vasconcelos.

Pois mandaram a gente ler o livro Coração de Vidro do dito senhor na escola.

Como está na descrição do Submarino: “Este livro narra o apogeu e o declínio de uma grande propriedade rural. São quatro histórias que se entrelaçam, contando a vida de um sabiá, de um peixinho dourado, de um cavalo e de uma árvore.”

Então, a criança inocente começa a ler o livro e lê sobre o sabiazinho. E o sabiá morre.

Daí, vem o peixinho. E o peixinho morre.

Então vem o cavalinho. Que morre também.

E só sobra a árvore. Que adivinhem.

Morre, é claro.

Então, a coitada da criança fica traumatizada para o resto da vida, como eu.

O que esses bando de filhadaputa sádicos da escola tinham que mandar a gente ler um livro tão imbecil desses?

Update: Post devidamente censurado para não me criar problemas.

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  • 9 Comments »

    1. NÃO ACREDITO!!!! Ontem eu estava pensando em googlear essa porcaria e tacar fogo via blog. Foi dele a primeira resenha que fiz na minha vida, na sexta série, e aquela bosta não acabava nunca. Tenho a pior lembrança possível daquele domingo – sim, porque deixei pra última hora, claro. Não sei como me livrei do trauma da leitura. Aliás, sei sim. Comecei a ler as Sabrinas e Biancas da minha mãe. Só vc Lili pra lembrar disso.

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      Comment by Cristina L. — September 27, 2007 @ 5:40 pm

    2. Oi, Lili, eu tb tive que ler esse livrinho piegas. De fato, serviu apenas para traumatizar toda uma geração.

      Acho que vc deve lembrar que, do mesmo autor, a gente tb foi obrigado a ler “O Meu Pé de Laranja Lima”, outra bosta. No mesmo estilo “o mundo é muito mais cruel do que vc jamais poderia imaginar”.

      Acho que era puro sadismo mesmo. Não havia o Estatuto da Criança e Adolescente naqueles tempos. Se fosse hoje, isso seria “maus-tratos” e estaríamos num lar adotivo.

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      Comment by Denis — September 27, 2007 @ 6:46 pm

    3. Eu me recusei a ler O Meu Pé de Laranja Lima depois do Coração de Vidro.
      Não li.
      Devo ter sofrido as consequências por não ter lido, não lembro. Mas que eu não ia ler mais nenhum livro daquele escritor, não ia não.
      Nem fodendo.

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      Comment by Liliana — September 27, 2007 @ 8:48 pm

    4. [...] Ele contou que a gente também era obrigado a ler o tal d’O Meu Pé de Laranja Lima, do mesmo autor do famigerado Coração de Vidro. [...]

      Pingback by Chá de Hortelã » Blog Archive » Nem Fodendo! — September 27, 2007 @ 9:08 pm

    5. Eu só li “Meu pé de laranja-lima”. E foi o bastante.

      Mas na 5ª série, com 11 anos, fiz prova sobre o “Crime e Castigo”, do Dostoievsky”. Ler hoje, tudo bem, mas naquela época foi complicado…

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      Comment by Enio Luiz Vedovello — September 28, 2007 @ 2:32 pm

    6. Eu não li este livro, nem me lembro de alguém ter me mandado ler, mas se tivesse mandado (ou se mandaram) provavelmente teria entrado (ou entrou) na “minha” categoria de “nem fodendo”, pois assim como você, houve coisas que eu me recusei terminantemente a fazer na escola (e aliás, continuo me recusando até hoje). E este livro eu de fato não li. Eu heim? Se eu lesse a descrição do livro como está neste post, acho pouquíííssimo provável que, mesmo quando criança, tivesse me interessado em ler. Pelo visto, de um jeito de outro, deste eu escapei! Ufa!

      O Meu Pé de Laranja Lima eu lembro de ter lido até uma parte, dali pra frente devo ter achado algo de mais interessante pra fazer, porque não li inteiro.

      Abraços,

      Patricia.

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      Comment by Patricia — September 30, 2007 @ 11:53 pm

    7. Bom, eu não concordo com vocês. Eu achei o livro muito interessante, é um livro que conta 4 histórias tristes, mas que fala da vida, da liberdade e da morte. Temas importantes para pensarmos já desde criança, não acho que traumatiza, acho que humaniza, desde cedo.

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      Comment by Wagner — May 17, 2008 @ 2:41 pm

    8. Eu não sei de onde surgiu essa ideia de que crianças têm que viver em uma bolha de vidro longe da realidade. É um livro muito sensível, assim como vários outros do José Mauro, e retrata apenas a vida como ela é. Não existe final feliz na vida real. Aliás, quem foi que disse que o homem tem que ser feliz mesmo? Ele não pode apenas SER?

      Acho que o recomendado pra vocês, então, são comédias romanticas melosas e idiotas com final feliz. Beeeeem longe da realidade.

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      Comment by Lola — November 8, 2009 @ 2:58 pm

    9. Mentes MEDÍOCRES acordem para a realidade. A recomendação desse livro poderia evitar ações violentas contra a fauna e flora. Li quando criança e me sensibilizei pois as estórias valorizam, implicitamente, a liberdade e o sentimento de preservação da natureza.

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      Comment by Pri — March 3, 2010 @ 6:20 pm

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