Uso de Fluoxetina Em Cães
Eu tenho uma pastora preta mestiça que teve sérios problemas de comportamento, muita agressividade contra os outros cães da casa e ansiedade de separação. Há anos atrás, pesquisei por conta própria um tratamento para ela visto que não havia tratamento disponível satisfatório nos veterinários que entrei em contato. Sem modéstia, posso dizer que fui uma das pioneiras no uso de Fluoxetina para cães aqui no Brasil.
Hoje, a Graça está sem medicamento. O tratamento durou mais do que eu esperava. Em vez dos seis meses que eu previra, foram mais de dois anos de medicação ininterrupta mas os sintomas melhoraram consideravelmente. O sofrimento dela agora é praticamente zero. A Graça é um cachorro feliz e equilibrado.
Reproduzo aqui o texto que postei em 12 de Abril de 2005 no antigo Chá de Hortelã, onde coloco minhas primeiras observações sobre o caso. E ponho-me à disposição para esclarecimentos.
“Uso de Fluoxetina em cães”
“Graça é uma fêmea de porte grande, mestiça de pastor alemão de 7 anos de idade. Embora o quadro principal seja de um Transtorno de Ansiedade de Separação, seus sintomas agressivos contra os outros cães da casa foram o motivo do tratamento. Tais sintomas, como ataques sem aviso e sem causa, caracterizaram um Distúrbio de Agressividade, o que tornou a Fluoxetina a droga de escolha.
A dose inicial, e a que se mantém até hoje, 55 dias após, é consideravelmente menor que a dose recomendada pelos veterinários que encontrei na internet (1mg/kg peso/dia). Graça usa 10 mg ao dia, em dose única pela manhã, via oral, em gotas, tomada com um pouco de leite, o que ela adora. Tal dose nem equivale a um quarto de seu peso pois ela pesa provavelmente mais que 40 quilos.
A melhora de seu comportamento agressivo foi bem rápida. Os ataques aos outros cães da casa passaram em seguida porém, o mais importante que observamos, foi que ela passou a ter comportamentos sociais que ela não dispunha tais como rosnar para avisar quando não estava gostando de algo. Antes, ela simplesmente atacava, sem considerar a linguagem própria entre sua família canina. Agora, ela se relaciona com seus iguais e se faz entender, sendo que nunca mais aconteceu nenhuma briga.
Com o decorrer do tratamento, percebemos que sua ansiedade também foi diminuindo. De um típico “velcro-dog”, agarrado ao dono, passou a explorar as cercanias da casa sozinha, passear com os outros cachorros pelo gramado sem ligar se a dona-alvo mudava de ambiente ou não, até o máximo de se engajar em brincadeiras por horas sem aparecer a ponto de acharmos que ela havia fugido.
Sem dúvida a Fluoxetina está cumprindo seu papel de refazer o balanço neuroquímico cerebral. E será mantida por seis meses após a melhora dos sintomas se estabilizarem. Por enquanto, Graça ainda está melhorando dia após dia.
Espero que este texto ajude os interessados. Qualquer dúvida, escrevam para mim.”
Quero deixar bem claro que além da medicação, existe conjuntamente o tratamento comportamental a ser instituído na casa. Sem uma mudança no comportamento de todos os envolvidos no trato do cão, não há medicação que funcione. No caso da Graça, as alterações comportamentais já haviam sido aplicadas mas sem resultado. Apenas a combinação medicação/mudança de comportamento surtiu efeito.














Quantos posts interessantes. Eu uso fluoxetina mas ainda não deixei de ser uma velcro-mãe-e-companheira. E amo cafézão. Etc. Adoro aqui.
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Comment by Cristina L. — May 7, 2007 @ 2:44 pm
Eu achei a ilustração PERFEITA pra este post.
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Comment by cardoso — May 7, 2007 @ 10:26 pm
Só é bom tomar cuidado com aqueles leitores que só leêm o título pra não acabarem usando Fluoxetina para aborto. hahahaha
Tá certo que no título do post está escrito “em cães”, mas eu não duvido de mais nada.
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Comment by Leonardo Maciel — May 8, 2007 @ 3:50 pm
Fluoxetina para aborto? É do que estou precisando, pode me psicografar uma receita?
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Comment by cardoso — May 9, 2007 @ 4:47 pm
ola !! tenho 02 poodles femeas, que iniciaram brigas. já tentei de tudo . um adestrador veio à minha casa e nos ensinou varias coisas que , a principio funcionaram, porem logo voltou tudo a ser como era, ou seja brigas a toda hora. as cachorras ficam sozinhas o dia todo, e na volta de alguem de casa, começa uma briga seria. estou procurando alguma ajuda, haja vista que os veterinarios pouco sabem sobre esse assunto.
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Comment by joao — December 14, 2007 @ 2:29 pm
oi, eu tenho duas poodles femeas que se davam muito bem, foram criadas juntas, porem de repente passaram a brigar muito. uma delas que antes era doce, ficou muito temperamental, fica nervosa e as vezes tenta avancar ate nos donos. hoje as deixo separadas pois so de se verem ficam muito agressivas, rosnam e tentam brigar. sera que posso trata-las? nenhum veterinario em que fui soube me ajudar e tenho medo que elas briguem com os outros caes que tenho, qual e esse tratamento comportamental de que voce fala?
obrigada
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Comment by marcella — May 7, 2008 @ 12:22 pm
Por necessidade já tomei antidepressivos, não gostei da maioria deles: estranhamente me deixaram mais confusos e mais irritado. A bula de todos eles mostra que isso é normal. O cloridrato de fluxuoxetina não me causou alegria, nem sequer diminuição da ansiedade, me causou menos autocontrole, comportamento violênto. Fatores interferentes podem atrapalhar qualquer pesquisa, e todo corpo é diferente, mesmo os humanos. Mas é bom tomar cuidado ao ministrá-los para cachorros
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Comment by William — October 12, 2008 @ 12:44 pm
as duas se davam muito bem. agora, estam brigando muito. uma quase matou a outra.e n consigo, faze-las entender mais. a rincha entre elas é constante. uma está prenha.
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Comment by regina quintão — October 12, 2008 @ 1:59 pm
Bom dia
Eu recolhi em minha casa um cachorro Pastor alemão que apareceu na porta de minha casa ja a 3 meses eu o alimento mas quando tento fazer carinho nele ele avança com sinais de querer morder pois se nao tocar nele ele nao ataca sozinho e um verdadeiro guarda na casa mas me deparo com o problema de nao poder toca-lo para nada sera que se eu fizesse este tratamento com a fluoxetina melhoraria por favor me passe o nome correto do remedio se puder e se souber me informar algo mais agradeço muito a atenção pois acabei tendo um carinho muito especial por este cachorro e eu nao gostaria de ter que me desfazer dele
att
Gislaine
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Comment by Gislaine — October 21, 2008 @ 8:41 am
Gislaine, respondi sua pergunta em um post. Por favor, vá até este endereço para ver sua resposta: http://liliana.com.br/wp/2008/10/21/resgatei-um-cao-de-rua-e-agora/
Boa sorte! e mande notícias, ok?
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Comment by Liliana — October 21, 2008 @ 12:06 pm
Dra. Liliana, pesquisando sobre flouxetina em cães, cheguei ao sou blog…Parabéns pelo êxito no uso da droga com sua cadela!
Tenho um cão de 13 anos, SRD, pequeno porte, com quem a convivência está impossível, devido sua agressividade com todos aqui de casa. TODOS que passam por ele. Amamos o cão, assim como os outros 8 animais que vivem com ele, e queremos dar-lhe os restantes de anos que ainda tem em melhores condições, tanto pra ele como pra nós. Ainda não encontrei um vet que use esse tipo de droga. Tem algum para me indicar. Não vejo outro caminho. Moro em SAnto André – SP. Obrigada!!!
Maria Lucia
(Respondido por email.)
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Comment by Lucia — January 21, 2009 @ 6:19 pm
O aborto em cãoes é permito Dra Liliana?
A minha cachorra entrou no cio na semana passada, mas ainda está sangrando, hj vi q um cachorro da rua entro em casa pela grade do portão e provavelmente cruzaram. Tenho outra cachorra que deu cria a menos de 30 dias, estou com os filhotes da outra ainda, não quero mais cuidar de filhotes, isso dá muito trabalho, por isso quero saber se há algum remédio para ser dado à cachorra, e se o castramento é aconselhável, se é arriscado.
A cachorra no cio tem 4 ano.
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Liliana reply on March 31st, 2009 11:39 am:
O aborto em cães é permitido sim. Uma saída é castrar a fêmea após cruzar. O perigo são as hemorragias durante a cirurgia que aumentam no caso de gravidez.
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Comment by Mary — March 29, 2009 @ 11:47 pm