O Papa e Eu
Vou contar uma historinha em homenagem à visita do Papa B16.
Aconteceu nos idos de mil novecentos e antigamente, quando eu era uma mocinha namoradeira e o outro Papa veio nos visitar.
Como muitas mocinhas namoradeiras da época, eu não usei camisinha para namorar e fiquei com aquela dúvida cruel: estou, não estou.
E como cem por cento das jovenzinhas burrinhas, o que eu fiz? Uma promessa.
A promessa era a seguinte: se a menstruação viesse, eu ia ver o Papa.
O que tinha uma coisa a ver com a outra? Nada em absoluto. Mas as coisas fazem sentido? Nenhum. Então minha promessa fazia total sentido na época.
Daí que eu fiquei menstruada e ia ver o Papa, porque meu namorado tinha dois ingressos para lugares lá no gargarejo. Ia ser uma festa.
Aquele puta monte de gente no Campo de Marte cantando “a benção, João de Deus…” e blá, blá, blá.
E o papamóvel passeando entre as fileiras de gente. E o povo gritando…
Um espetáculo como poucos.
Foi uma experiência e tanto.
Lá pelas tantas, eu reparei que o Papa não estava mais no palco. E falei para o meu namorado para a gente sair de fininho para fugir do trânsito da saída, que ia ser uma loucura.
Demos a volta no palco e fomos para o estacionamento.
Quem a gente encontra lá?
O Papa.
Ele estava entrando no ônibus. E eu quase esbarrei nele, num dos seguranças.
Ele sorriu para mim e eu sorri de volta.
Então eu peguei um terço de cristal que eu tinha levado para ser benzido e mostrei para ele. Ele benzeu o terço e me benzeu. Fez o sinal da cruz só para mim dando risada. E eu rindo agradeci e dei tchauzinho.
A gente estava a menos de dois metros de distância.
Para quem acredita em coisas especiais, esse meu encontro com o João Paulo 2 pode ser considerado especial. E eu por ser benzida especialmente, estou numa categoria especial de gente abençoada especialmente pelo Papa.
Eu achei o Papa muito simpático e sorridente. Embora não concordasse com sua política desde aquela época.
Mas tudo bem, era uma festa. Não estava lá para discutir política com ele.
Nada mau para uma atéia, né?
Disclaimer: Este blog (contrariamente ao Papa) estimula o uso de camisinhas. A autora sabe que foi burra, muito burra. E se arrepende amargamente de todas as vezes que não usou camisinha na vida.
Disclaimer 2: Este blog (também contrariamente ao Papa) desestimula a prática de “promessas” e afins.














hehehehehehe Os Disclaimer são os melhores hehehehe
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Comment by Dricota — May 7, 2007 @ 5:19 pm
Uma atéia benzida? E que, ainda por cima fez promessa? E de ver o papa? Haja contradição não?
Mas sorte sua que era o outro, que vão contratar como santo. Se fosse o atual, que é nazista, você iria para o campo de concentração. Ou ainda, se fosse o atual, que é membro da inquisição moderna, você poderia queimar na fogueira…
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Comment by Enio Luiz Vedovello — May 7, 2007 @ 5:19 pm
Nossa.
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Comment by Cristina L. — May 7, 2007 @ 5:25 pm
[...] de uma atéia assumida (o que tem de ateu “dentro do armário” é uma grandeza), a Liliana do Chá de Hortelã. Vale a visita, caso vocês não [...]
Pingback by O papa pop « Depokafé — May 8, 2007 @ 1:10 pm