O Fodão

Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Friday, March 30th, 2007

O episódio com o rabino me fez pensar em religião e seus representantes aqui na Terra.

Pensei, pensei e cheguei à conclusão que para mim o cara mais fodão em matéria de religião é o Dalai Lama. Ele é a reencarnação do próprio Buda da Compaixão.

Nenhum outro líder religioso, que eu saiba, é tão importante assim nas hierarquias celestes.

Ele não é um profeta, nem filho de um deus. Ele é O cara. E está aí, andando entre nós.

E o email dele é: ohhdl(arroba)dalailama.com .

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  • Querido Diário

    Querido Diário,

    Para variar esqueci outro aniversário. Dessa vez foi o do Tai. Ele fez 10 anos ontem. Para um cachorro é uma data muito importante e eu pensei em fazer um bolo de brigadeiro para comemorar mas, para variar, esqueci.

    Tem gente que acha que eu sou uma pessoa horrorosa porque esqueço aniversários. Já esqueci o aniversário do meu marido, da minha irmã, das melhores amigas, de todo mundo. Não guardo nenhuma data. E as pessoas ficam bravas comigo.

    Eu digo que eu sou assim mesmo. E se quiserem gostar de mim vão ter que gostar de mim assim mesmo, com esse defeito e alguns mais.

    Para falar a verdade eu não ligo a mínima desse defeito meu. Eu não me preocupo de esquecer aniversários. E não faço questão que as pessoas se lembrem do meu aniversário.

    Não é que eu não dê importância para aniversários. Eu dou. Só acho que ninguém tem a obrigação de lembrar meu aniversário. Por isso, eu lembro as pessoas quando eu faço aniversário. Eu aviso todo mundo e chamo para comer bolo.

    Eu falo: olha, hoje é meu aniversário! Sem stress para ninguém. Sem cobrança.

    Quando eu lembrei do aniversário do Tai já era bem de noite. Eu dei um apertão nele e ele gostou. Desejei muita saúde e fiquei triste porque sei que dificilmente ele fará 20 anos: ele é um cachorro. Ele abanou o rabo e ficamos bem.

    Se eu não tivesse ido na casa da Moema, talvez não lembrasse do aniversário. É que ontem à noite minha rotina foi quebrada com um telefonema. A Moema me chamou para suturar um corte na Ponte-Preta, a cadelinha dela que comeu os pontos. Cachorros são muito engraçados, eles comem pontos de sutura. Daí eu me lembrei quando eu saía de casa à noite para operar cabeças no hospital. E agora, eu pego um jipe e vou operar cachorros porque não tem veterinário por aqui. Me senti o Daktari. Ou melhor, lembrei daquele filme Sob o Sol da Toscana e achei minha vida mais legal que a da mocinha do filme.

    Como a vida é bacana. Eu nunca sei o que vai acontecer. E nem quero saber. Uma hora estou no Skype conversando com um cara lá no Rio de Janeiro. Na outra, vou suturar um cachorro.

    Eu só me preocupo com o agora. E a vida vai se desenrolando surpreendentemente para mim como uma aventura maravilhosa. Até as coisas ruins são boas. É tudo uma grande aventura e eu sou a mocinha do meu filme. É tão bom acordar e pensar: ôba, o que será que vai acontecer comigo hoje?

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    Quando a gente cria alguma coisa, qualquer coisa, o resultado é uma expressão de nós mesmos. É a materialização de nossa imaginação, que se traduziu num pensamento e depois numa emoção e depois no fato em si.

    Desde um prato de comida, um quadro, um texto, uma cirurgia, uma roupa, uma música, tudo é uma forma de arte porque é o resultado da expressão de uma particularidade de uma pessoa unida à técnica necessária para a expressão da coisa.

    Tudo o que fazemos, falamos, mostramos, demonstram o que somos. Por mais que não queremos mostrar nada, nos atermos à técnica simplesmente, um pouco de nós transparece para quem sabe ler os sinais.

    Tem gente que lê melhor as pessoas, a individualidade de cada um. Tem gente que não percebe a arte em nada.

    Querendo ou não, estamos nos mostrando o tempo todo.

    Escrever um blog é nos colocar numa vitrine, sem dúvida. Uma vitrine com o potencial de visualização praticamente infinito, a internet. Um mundo sem fronteiras e sem censura. Um espaço de conceito maravilhoso.

    Resta a nós saber o quanto queremos nos expor. E por causa disso eu os lembro: há a diferença entre o público e o privado. Para quem não sabe esta diferença eu explico. Ela existe por questão de sobrevivência. Para continuarmos como indivíduos íntegros, inteiros, necessitamos conter dentro de nós certos conteúdos só nossos, que só dizem respeito a nós. Se abrimos estes conteúdos aos quatro ventos, a integridade de nossa personalidade fica comprometida. E se não temos estrutura interna para conter estes conteúdos dentro de nós, então temos um problema e precisamos de ajuda para fortalecer nossa individualidade.

    É claro que não estou falando do Cardoso. Ele escreve texto ótimos e é muito profissional, o que é uma qualidade boa. Ele se mostra na medida certa e com arte. Bem diferente da Britney Spears, um colapso ambulante.

    E eu? Vocês querem saber um pouco de mim? Uma das razões de não ter post às vezes é porque não estou num dia bom. Foi porque acordei do lado errado da cama, porque estou preocupada com outras coisas, irritada com alguém… E daí, sai merda. E é claro que eu não quero mostrar minhas merdas na internet. Alguém em sã consciência quer? Nesses dias, eu me abstenho de postar. Resolvo meus problemas comigo mesma ou com quem tem de direito. E quando estiver bem de novo, com coisas melhores para eternizar na internet, postarei.

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  • O Hortelã e a Menta

    Liliana | Blogworld | Wednesday, March 28th, 2007

    Quero agradecer os votos de boa sorte pela inauguração do Mint Tea. Hoje me dei conta que mais que dobrei meu trabalho de blogar.

    O Mint Tea é um blog diferente do Chá de Hortelã.

    O assunto dos posts pode até ser o mesmo. Mas eu escrevo tudo de novo, com outro enfoque, pensando em inglês e voltado para um público internacional.

    Não é uma simples tradução.

    Eu tenho que ligar o botão “English” na minha cabeça e trabalhar em outra frequência. E eu nunca havia feito isso. É muito interessante. Este texto, por exemplo, só vocês vão ler, não vai sair no Mint.

    Mais uma vez, obrigada pelo incentivo. As estatísticas já dão o retorno mesmo que seja apenas de um dia de vida.

    Baby steps.

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    Liliana | Dinheiro: é bom e eu gosto. | Wednesday, March 28th, 2007

    Várias pessoas me perguntam se eu ganho muito com o AdSense. A resposta é simples: não. O AdSense me rende uma mixaria. Numa boa semana eu tiro nem 2 dólares. Isso significa que vai demorar para eu receber o tão esperado cheque de 100 dólares do Google.

    Ficaram desapontados? Não fiquem. Eu sei porque eu ganho tão pouco.

    Eu ganho proporcionalmente ao número de visitas e ao número de anúncios veiculados nas páginas.

    Se eu enchesse minhas páginas de anúncios, teria mais chances de aparecer alguma propaganda que alguém teria vontade de clicar. Mas não vou fazer isso, pelo menos por enquanto, porque não gosto do visual poluído. Acho mais bonito meu visual clean do blog.

    Tenho poucos visitantes porque não sigo o sistema SEO. Eu escrevo o que eu quero e não para atrair visitantes. Prefiro ir construindo uma clientela sólida e permanente, que geralmente não clica em anúncios porque usa os feeds. É raro falar de assuntos de destaque da midia para me posicionar em buscadores. Como eu expliquei, só escrevo o que eu quero, e o dinheiro fica em segundo plano.

    Por isso resolvi instituir o pagamento por post via BRPay e PayPal. Não sei se vai dar certo. Antes que me perguntem. Não, ninguém me pagou nada ainda. É um conceito novo e avançado. Não considero doação. É pagamento por trabalho. E tenho curiosidade se outros blogs vão adotar esse sistema.

    O fato de quase não ganhar nada, ou melhor, ganhar tão pouco, não diminui nada meu profissionalismo nem a forma séria de eu encarar essa profissão de blogueira que eu assumi. Não é minha única profissão, mas levo tão a sério quanto minhas outras ocupaçãoes.

    Outro fator importante de meus pífios ganhos no blog é o tempo. O blog é novo. Um bebê. Mas posso dizer que pelas estatísticas está crescendo numa curva suave e sólida. E tudo indica que se eu manter o mesmo nível, a tendência é que esta curva se mantenha e com isso meus ganhos no AdSense aumentem nesta proporção.

    Espero ter sanado todas as dúvidas a respeito do AdSense e deste blog que vos fala. Eu não tenho interesse nenhum de esconder nada de vocês. Pelo contrário, minha função é esclarecer o máximo que eu puder para que todos sejamos pessoas melhores e mais felizes.

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  • Mint Tea

    Liliana | Blogworld | Tuesday, March 27th, 2007

    Quem me conhece sabe que eu não paro. Eu vivo bolando coisas. Ninguém pode me acusar que eu não tentei.

    Neste espírito empreendedor, venho anunciar meu novo blog, o Mint Tea. É a versão em inglês do Chá de Hortelã, onde busco expandir os horizontes de meus potenciais leitores.

    O mundo da Internet não pode ficar restrito à Lingua Portuguesa. Se pensamos em profissionalização de Blogs, temos que pensar em Inglês. O mercado se abre para toda a população mundial.

    É claro que apenas alguns textos serão traduzidos para o inglês. E a tradução não será literal. O texto será reescrito e adaptado para o mercado internacional.

    Agora posso dizer que estou pronta para briga de cachorro grande.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta, Bichos Incríveis | Tuesday, March 27th, 2007

    Estava tomando café da manhã quando o Tai, meu chow-chow, veio e se colocou sob meus pés chorando. Eu comecei a agradar sua barriga com os pés e ele ficou quietinho, parecia que estava gostando. Quando eu parava de apertar a barriga, ele voltava a chorar. De repente, sinto um cheiro horroroso. Ele havia soltado um pum superfedido e eu então fiz o diagnóstico: dor de barriga. Assim, continuei fazendo a massagem na barriguinha do meu queridinho até ele soltar mais punzinhos. Uma hora, ele se levantou e foi embora sossegado. Provavelmente foi reação às vacinas que ele tomou no sábado.

    Quando meus cachorros têm algum problema eles me procuram. Seja berne, dor, mal-estar, ansiedade, medo, qualquer desconforto físico ou mental eles vem atrás de mim. Isso significa que sou boa líder, boa figura materna se preferirem, boa referência. Sou de confiança.

    Assim, você sabe se está agindo corretamente com as pessoas e animais com quem você convive se você é a referência deles para quando tiverem problemas.

    Mas preste atenção: tem algo errado no seu jeito de agir se as pessoas e animais te procurarem apenas nas épocas de dificuldades. Você terá que reavaliar esses relacionamentos.

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    Liliana | Moda e Beleza | Monday, March 26th, 2007

    Eu sou uma cientista e como tal, eu admiro nossa genética e como ela se manisfesta harmoniosamente. Gosto de ver como o tom da pele combina perfeitamente com a cor das sombrancelhas e dos pelos do nosso corpo. Como o formato do rosto é concordante com o dos quadris, do resto do corpo em geral.

    Cada pessoa é bela por si só. Seu conjunto é lindo desde que saudável (excesso de peso ou magreza demais não é saúde). Para mim, a expressão genética de um ser nunca pode ser feia, pois sempre é harmônica. E cabe a nós, nos harmonizarmos cada vez mais, destacando essa característica genética natural que todo ser possue.

    Não estou falando de perfeição. Estou falando de uma beleza intrínseca, potencial. Que pode ser traduzida como charme, qualidade de quem é atraente, elegância, ou algo que emana da pessoa e a torna bonita mesmo ela não sendo esteticamente perfeita, com o narizinho certo ou as medidas da Gisele Bundchen.

    Você lendo este texto é bonito como ser humano pois está nos seus genes. Eu posso garantir que você já nasceu com a melhor cor de cabelo que combina mais com seu tom de pele. Claro que tem gente que pinta o cabelo, pelas mais diferentes razões. Precisa? De verdade… Não. Geneticamente dizendo, não.

    Vou mais adiante. Seus cachos e frisados naturais ou a lisura do cabelo, também determinados geneticamente, são o que mais combinam com seu biotipo. É o que ficam melhor em você. O resto, é moda.

    Escrevi tudo isso para dar minha dica a respeito de cabelos. O importante é o corte. Escolha um corte que valorize seu rosto, que não o esconda, que não atrapalhe sua visão, que não incomode, que não seja difícil de manter, que seja prático, que não dê trabalho. E que seja bonito.

    Mantenha seus cabelos limpos e desembaraçados. Para isso não é preciso lavar todos os dias, porque o couro cabeludo precisa secar bem e respirar. Use xampús e cremes de boa qualidade para não danificar seus cabelos e a sua pele.

    Desembarace seus cabelos no banho com um pente de cerdas grossas e pontas arredondadas para não se machucar. Com gentileza.

    Penteie seus cabelos, quando secos, apenas com os dedos de preferência. E se precisar usar escova, use uma com cerdas grossas e bem separadas para não quebrar os fios e bem delicadamente. Não prenda muito os cabelos para não estressar as raízes.

    Uma dica para deixar os cabelos mais exuberantes é penteá-los com a cabeça para baixo e depois jogar a cabeça para trás.

    A própria risca do cabelo já vem determinada geneticamente. O cabelo se parte sozinho e fica naturalmente arrumado.

    E quem não tem cabelo? Os carecas também são determinados pela genética e eu nunca vi um careca com uma cabeça de formato feio. São cabeças lindas e o conjunto é também muito harmonioso. Vide o Sean Connery ou o Pickard de Jornada nas Estrelas. No caso dos calvos, o corte do cabelo também é fundamental.

    A vida é muito mais simples do que a gente imagina.

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  • Rotina é segurança

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta, Bichos Incríveis | Monday, March 26th, 2007

    Toda manhã a Andréia serve um potinho de leite para meus cachorros. Depois eles vão para seus pratinhos e comem a ração. Eles estão acostumados com isso. Nos fins de semana, na falta da Andréia, eu sirvo o leite, ou então, meu marido é que serve.

    Essa rotina do leitinho começou por causa do remédio que a Graça tem que tomar todos os dias. Hoje ela só toma de segunda a sexta-feira. Assim, eu não precisaria dá-lo no sábado e no domingo, ou seja, sem leitinho.

    Mas a falta do leitinho é uma quebra da rotina. E quebras de rotina geram insegurança.

    Quando se tem um ambiente calmo e estável em casa, estão incluídos nessa calma e estabilidade certas rotinas, rituais e regras. A estabilidade e a calma é o resultado das rotinas e das regras.

    Dá um certo trabalho dar leitinho para os cachorros toda manhã. Mas o trabalho é mínimo. O segredo é não ter rotinas estafantes e regras rígidas e estapafúrdias que sejam impossíveis e difíceis de seguir. Manter-se dentro do razoável e do bom-senso é a chave para estabelecer uma casa com regras e estabilidade para pessoas e animais.

    Não consigo deixar de pensar em crianças quando penso em estabilidade e na falta de. Se nossos animaizinhos sofrem em ambientes onde não sentem segurança dos donos e estabilidade do ambiente e do estatus do local, imaginem uma criança solta numa casa onde cada dia é diferente e ela pode fazer o que quiser. A insegurança resultante disso é enorme, gera um stress gigantesco, desnecessário e cruel. E a lição que passamos de segurança é mostrando como é um ambiente seguro e estável, com regras.

    Meus cachorros são calmos, felizes, tranquilos e têm personalidade própria. Cada um é diferente do outro, se expressam diferentemente e seguem algumas regras que servem para todos da casa. Seguem a rotina da casa que serve para os humanos também. E todos vivemos em harmonia.

    PS- Um exemplo da rotina que temos na hora de dormir: lá pela meia-noite eu vou para o quarto. Se eu atraso, a Graça me avisa da hora de ir. Quando eu estou indo para o quarto eu chamo os três cachorros para irem para suas camas mesmo que eles já estejam dormindo em outros lugares. Todos vão para o quarto, nem que sejam se arrastando de sono e vão para suas caminhas abanando os rabos. Eu juro, eles sorriem deitados nas caminhas. Ele ficam superfelizes que eu faço questão da presença deles comigo. Você teria coragem de não chamá-los para dormir?

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    Liliana | Postado Via Celular | Sunday, March 25th, 2007



    Tofu frito

    Originally uploaded by Liliana Ometto.

    Restaurantes desenvolvidos sempre têm opção para vegetarianos.

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  • Vista da minha cama

    Liliana | Postado Via Celular | Sunday, March 25th, 2007



    Vista da minha cama

    Originally uploaded by Liliana Ometto.

    Hoje é dia de descanso. Raramente volto para cama depois de levantar. Mas hoje está sendo diferente. Aproveitem seu dia!

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Friday, March 23rd, 2007

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  • Sobre Profissionalização de Blogs

    Liliana | Blogworld, Tem de tudo nessa Internet maravilhosa | Tuesday, March 20th, 2007

    Quando a gente fala em Profissionalização de Blogs eu penso em duas pessoas: o Cristiano Dias e o Carlos Cardoso.

    São dois conceitos diferentes e muito interessantes que fazem escola na Internet brasileira.

    O CrisDias representa o conceito de whuffie, ganhando prestígio através de seu blog, o que vai se materializar em outros ganhos em outras áreas de atuação, como sua empresa de hospedagem de sites (a qual eu uso).

    O Cardoso gera receita diretamente com o site. O dinheiro vem conforme o blog vai. Segue a política do SEO. Não quer dizer que não haja whuffies para ele. Mas seu objetivo é dinheiro através do próprio site.

    Mas, ninguém é totalmente um purista, e também no blog do Cristiano vemos anúncios que geram renda pelo site.

    Basicamente são essas as duas correntes que vejo.

    E eu? Como me encaixo?

    Com certeza não estou recebendo whuffies. E meus ganhos com o AdSense são ridículos. Porém, eu sou uma profisional e escrevo meu blog de forma profissional.

    Então, resolvi adotar uma terceira forma de ganho.

    No final de cada post, existem botões que linkam com o Pay-Pal, site de pagamentos americano e sua versão brasileira, o BRPay, que recebem doações através de várias formas de pagamento, inclusive cartão de crédito. Se meus conhecimentos médicos, de psicoterapia, de comportamento animal, de moda, enfim, minha experiência profissional de mais de vinte anos de labuta agradaram o leitor, isso pode ser revertido em dinheiro para mim.

    A gente às vezes não vai num médico, ou num profissional e fica feliz em pagar pela consulta? É o que estou propondo. Se você ficou satisfeito com o meu trabalho, demonstre.

    Ninguém é obrigado a nada, é claro. Mas é um conceito no mínimo interessante para a gente pensar. Valorizar o trabalho de cada um. Valorizar o conhecimento de cada um numa época em que os valores estão tão distorcidos.

    Agradeço desde já qualquer contribuição.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta, Bichos Incríveis | Tuesday, March 20th, 2007

    A primeira coisa que meus cachorros aprenderam, além de seus nomes, foi o “Não”. Um não simples, calmo, firme, sem gritar e com segurança.

    Não é não.

    Quando a gente ensina o não para um cachorrinho está ensinando a gente mesmo a falar não para outras ocasiões.

    Pode ser difícil para certas pessoas falar não.

    Você conseguiu ensinar o seu animalzinho o conceito de não?

    Você tem dentro de si este conceito bem resolvido?

    Primeiro você tem que ser capaz de falar não para depois poder exigir que seu bicho não faça algo que você não queira. Ou melhor, primeiro você deve ser capaz de não fazer o que você não quer para exigir que outros não façam o que você não quiser que façam.

    Isso serve para bichos e para outras pessoas também.

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  • Carta ao Rafael

    Liliana | Filosofando | Monday, March 19th, 2007

    Ah Rafael,

    Cheguei no seu blog pelo Site da Morróida e vejo teu post sobre o Jack.

    É, eu chamo ele de Jack sim. E chamo você de filhodaputa porque me fez chorar.

    Mulher tem lado Jack também. Bebe whiskey e fuma deitada no sofá ouvindo Billie numa gravação rasgada. E eu fui ler seu texto e tive que pegar um copo e colocar umas pedrinhas de gelo e abrir a garrafa que eu trouxe do free-shop da Argentina.

    E é bom ter vivido. E é ruim ter vivido. E metade do nosso corpo é feito das merdas que a gente fez. E entre lágrimas a gente ri porque estava viva. Está viva.

    E Jack a gente toma sozinho.

    O Glenfiddich é para mostrar para os amigos.

    O Black Label é para dar pras visitas.

    Mas o Jack tou tomando agora.

    Saúde, cara.

    Desculpe pelo “filhodaputa”, é meu jeito de falar.

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